sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Estadão ataca Lula por aumento do salário mínimo: “Empurra o País para o abismo”


      Lula em pronunciamento de Natal. Foto: reprodução

Em editorial na última quinta-feira (25), com o título “A aposta leviana no salário mínimo”, o Estadão mostra mais uma uma vez sua subserviência ao dito “mercado brasileiro” ao atacar a política do governo Lula (PT) de valorização real do salário mínimo. Ao classificar o reajuste acima da inflação como “apelo populista” e “explosão insustentável de gastos”, o texto recorre a uma narrativa elitista e falaciosa que ignora evidências empíricas, dados históricos e o impacto concreto da medida na vida de milhões de trabalhadores.

A tese central do editorial, de que o aumento real do salário mínimo seria responsável por um suposto descontrole fiscal, não se sustenta. O próprio Brasil já viveu longos períodos de valorização do mínimo, especialmente entre 2004 e 2014, com crescimento econômico, queda da desigualdade, redução da pobreza e estabilidade inflacionária.

“Lula empurra País para o abismo ao insistir numa política de reajuste real do salário mínimo que a economia é incapaz de suportar”, argumentou o jornal.

Não houve, naquele ciclo, qualquer “explosão” de gastos públicos nem colapso das contas do Estado provocado pelo salário mínimo. Buscando respaldo para sua tese, o veículo cita 11 economistas, mas todos sob o mesmo viés: José Roberto Mendonça de Barros, Rogério Ceron, Alexandre Schwartsman, Rafaela Vitória, Ana Paula Vescovi, Bruno Funchal, Marcos Mendes, Manoel Pires, Bráulio Borges, Fernanda Guardado e Felipe Salto.


A afirmação de que “cada R$ 1 de aumento correspondeu a R$ 388 milhões nas contas públicas” é apresentada de forma alarmista, sem contextualizar que esse valor retorna à economia na forma de consumo, arrecadação e dinamização do mercado interno. Salário mínimo não é despesa improdutiva: é renda que circula, aquece o comércio local, sustenta empregos e amplia a base tributária. Ignorar esse efeito multiplicador é uma escolha ideológica, não técnica.

Também não procede a ideia de que a política de valorização do mínimo seja inflacionária. O Brasil conviveu com aumentos reais do salário mínimo sem repasses automáticos de preços, especialmente quando há capacidade ociosa e mercado de trabalho ainda em recomposição, como ocorre atualmente. A inflação brasileira recente esteve muito mais associada a choques externos, preços administrados e alimentos do que ao rendimento dos mais pobres.

O Estadão cita, por exemplo, que o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga foi execrado pela esquerda após defender o congelamento do salário mínimo mesmo após ter declarado voto no PT em 2022. No entanto, o jornal não menciona que o economista foi contestado até mesmo pelos seus pares da Associação Brasileira dos Economistas pela Democracia (ABED), que repudiou sua ideia classificando-a como “elitista, cruel e inaceitável”.

“O aumento real do salário mínimo foi decisivo para a melhoria da vida de milhões de brasileiros, ajudando a reduzir desigualdades sociais e regionais, além de dinamizar a economia nacional. Atacar essa política é atacar diretamente a população mais pobre e trabalhadora do Brasil”, destacaram os especialistas na nota de repúdio.

Armínio Fraga, ex-presidente do BC. Foto: reprodução

Ataques a Lula

Ao insistir que Lula age movido por “interesse pessoal” e “impacto midiático”, dizendo que o presidente seria “obcecado pela busca de votos”, o editorial do Estadão substitui análise econômica por julgamento político. Valorizar o salário mínimo não é populismo: é política pública redistributiva prevista na Constituição, com impacto direto sobre aposentadorias, pensões e benefícios sociais. Trata-se de uma escolha de modelo de país, não de improviso.

A tentativa de conferir verniz técnico à crítica por meio de uma lista de economistas ignora que não há consenso científico contra o aumento real do salário mínimo. Há, sim, divergências sobre regras de indexação, mas isso não autoriza o jornal a vender como verdade absoluta a ideia de que a política é “inviável” ou “irresponsável”.

O editorial do Estadão, ao defender congelamentos, desvinculações e “terapias de choque”, fala a partir do ponto de vista de quem nunca dependeu do salário mínimo para viver. É uma leitura que naturaliza a compressão da renda dos mais pobres em nome de um ajuste fiscal que poupa o topo e sacrifica a base.

O aumento do salário mínimo promovido pelo governo Lula não empurra o país para o abismo, ao contrário, ajuda a sustentar a economia real e a reduzir desigualdades históricas que o próprio jornal parece confortável em perpetuar.

Fonte: DCM

“Deficiência cultural e cognitiva”: General Paulo Chagas detona bolsonaristas

 

General da reserva do Exército Brasileiro, Paulo Chagas. Foto: Reprodução
General da reserva do Exército Brasileiro, Paulo Chagas fez novas críticas públicas a apoiadores de Jair Bolsonaro. Em publicação nas redes sociais nesta quinta-feira (25), ele afirmou que parte dos bolsonaristas se enquadra em dois perfis: o “do cão que ladra, mas não morde, oculto atrás de codinomes” e o de pessoas que, segundo ele, apresentam “deficiência cultural e cognitiva”, com dificuldade de articular ideias “minimamente coerentes”.

A manifestação ocorreu poucas horas após o ex-presidente Jair Bolsonaro ter sido submetido a uma cirurgia para correção de duas hérnias inguinais em um hospital particular de Brasília. O general fez as declarações em seu perfil no X, onde mantém atividade frequente com comentários sobre política nacional.

Paulo Chagas também tem histórico de críticas ao ex-presidente. No início do mês, ele afirmou que Bolsonaro seria “um líder tão estridente quanto vazio” e “incapaz de se consolidar como força propositiva”. As declarações repercutiram entre apoiadores do ex-chefe do Executivo e motivaram reações nas redes sociais.



Na ocasião, o general avaliou que a liderança política de Bolsonaro surgiu em meio a um vácuo de representatividade, mas estaria ligada a um projeto de promoção pessoal. Ele declarou ainda concordar com afirmação de Michelle Bolsonaro, que chamou o marido de maior líder da direita brasileira, mantendo porém as críticas ao perfil político do ex-presidente.

O militar também foi candidato ao Governo do Distrito Federal em 2018. Ele concorreu pelo PSL e terminou a disputa em quarto lugar, com 110.973 votos, o equivalente a 7,35% dos votos válidos à época, sem conseguir avançar ao segundo turno.

As novas declarações foram publicadas no mesmo dia em que Bolsonaro permanece internado em recuperação da cirurgia. O ex-presidente passou por procedimento para correção de duas hérnias inguinais, e seu quadro clínico segue acompanhado pela equipe médica do hospital em Brasília.

Fonte: DCM

Carta de Bolsonaro apoiando Flávio para 2026 expõe tensão e irrita aliados próximos

O texto, lido por Flávio na tarde de quinta-feira (25), intensificou tensões internas no grupo bolsonarista

       Flávio Bolsonaro (Foto: Reprodução)

A divulgação de uma carta escrita à mão pelo ex-presidente Jair Bolsonaro a partir da prisão, reafirmando o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República em 2026, provocou forte reação entre seus aliados mais próximos. A informação foi revelada pela jornalista Malu Gaspar, de O Globo.

O texto, lido por Flávio na tarde de quinta-feira (25), intensificou tensões internas no grupo bolsonarista e contrariou lideranças que esperavam maior cautela no momento em que o ex-presidente enfrenta problemas de saúde e recupera-se de procedimentos médicos. Entre os incomodados está até a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, segundo relataram aliados citados pela coluna

Na carta, Jair Bolsonaro escreveu: “Entrego o que há de mais importante na vida de um pai: o próprio filho, para a missão de resgatar o nosso Brasil. Trata-se de uma decisão consciente, legítima e amparada no desejo de preservar a representação daqueles que confiaram em mim”. O gesto, porém, foi interpretado por parte da própria equipe política como precipitado.

De acordo com os aliados ouvidos por Malu Gaspar, a divulgação teria sido motivada por “egoísmo” de Flávio, já que ocorreu enquanto Bolsonaro se prepara para nova cirurgia, inclusive para tratar o soluço persistente que tem afetado sua saúde. O momento, afirmam, não seria adequado para forçar movimentos políticos de grande repercussão.

A tensão já havia aparecido no início da semana, quando Bolsonaro chegou a anunciar uma entrevista ao portal Metrópoles articulada por Flávio — tratada internamente como um movimento para reforçar a pré-candidatura. No entanto, a ex-primeira-dama Michelle teria atuado para cancelar a participação, alegando justamente o estado de saúde do marido.

Os dois episódios, segundo observadores próximos, demonstram que a declaração formal de apoio não encerrou a disputa interna no clã Bolsonaro nem resolveu o debate sobre a viabilidade eleitoral de Flávio em 2026. Pelo contrário: a tendência é de que a pressão entre os diferentes grupos e interesses do bolsonarismo permaneça elevada nos próximos meses.

Aliados afirmam que, embora a palavra de Bolsonaro continue sendo cumprida enquanto estiver valendo, há clara divisão sobre os rumos da candidatura. A avaliação predominante é que a disputa interna deve persistir e continuar influenciando a reorganização da direita até o próximo ano eleitoral.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Quem torceu ou jogou contra o Brasil em 2025, perdeu, diz Lula

Em pronunciamento de Natal, presidente destaca avanços sociais, econômicos e políticos e diz que o povo brasileiro foi o grande vencedor do ano

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva em pronunciamento à nação por ocasião do Natal - 24/12/2025 (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Em mensagem de fim de ano transmitida na noite de Natal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que 2025 foi um ano histórico para o país e sustentou que “todos que torceram ou jogaram contra o Brasil acabaram perdendo”. No pronunciamento, Lula fez um balanço das principais ações do governo, ressaltou indicadores sociais e econômicos e atribuiu ao povo brasileiro o papel de maior vencedor do período.

Ao longo da fala, Lula destacou políticas públicas retomadas ou ampliadas ao longo do ano e afirmou que o país voltou a viver “numa sintonia de esperança e fraternidade”.

Logo no início do pronunciamento, o presidente ressaltou o simbolismo do encerramento do ano. “Vencemos mais um ano. É tempo de juntar a família, renovar energias e celebrar a vida”, afirmou. Segundo ele, apesar das dificuldades, 2025 marcou uma virada. “Um ano difícil, com muitos desafios, mas um ano em que todos que torceram ou jogaram contra o Brasil acabaram perdendo. Um ano em que o povo brasileiro sai como o grande vencedor.”

Entre os principais pontos destacados, Lula citou a saída do Brasil do Mapa da Fome. “Estar neste mapa significa que muita gente no país não tem o que comer”, disse, ao lembrar que o país havia deixado essa condição em 2014, mas retornado nos anos seguintes. De acordo com o presidente, o governo encontrou “33 milhões de pessoas passando fome” e adotou medidas como a retomada do Bolsa Família, o apoio à agricultura familiar, a valorização do salário mínimo e investimentos na geração de empregos e na alimentação escolar.

Outro destaque do pronunciamento foi o fim do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês. Lula afirmou que, para milhões de brasileiros, “o último dia do ano também será o último dia com Imposto de Renda descontado no salário”. Segundo ele, a medida garantirá renda extra mensal às famílias, com impacto direto no consumo e na economia. “Isso vai aliviar as contas, aquecer ainda mais a economia e beneficiar o país inteiro”, declarou.

Na área social, o presidente citou programas voltados à saúde, educação e infraestrutura. Ele mencionou o Agora Tem Especialistas, que, segundo afirmou, está reduzindo filas no SUS, e o Pé-de-Meia, voltado à permanência de jovens na escola. Também destacou iniciativas como o Gás do Povo e o Luz do Povo, criadas para aliviar o orçamento das famílias mais pobres, além da retomada do Minha Casa Minha Vida, que voltou a atender a classe média, e o lançamento do Reforma Casa Brasil. “Moradia digna é um direito fundamental que tem que ser garantido”, afirmou.

Lula também mencionou a Transposição do Rio São Francisco, definida por ele como “a maior obra hídrica do mundo”, e a presença do Novo PAC em todos os estados, com obras e investimentos em milhares de municípios. No campo econômico, o presidente afirmou que o país encerra o ano com a menor taxa de desemprego da história, recordes de empregos com carteira assinada, a maior renda média já registrada e a menor inflação acumulada em quatro anos. Segundo ele, esses fatores resultaram nos menores índices de pobreza e desigualdade da história, com dois milhões de pessoas deixando o Bolsa Família em 2025 por melhora de renda.

O presidente também citou mudanças na Carteira Nacional de Habilitação, que, de acordo com ele, ficou “até 80% mais barata e muito mais acessível”, e abordou o combate ao crime organizado. Lula afirmou que a Polícia Federal realizou, em 2025, “a maior operação já feita contra o crime organizado”, alcançando, segundo ele, níveis mais altos das estruturas criminosas. “Nenhum dinheiro ou influência vai impedir a Polícia Federal de ir adiante”, declarou.

Ao tratar da violência contra a mulher, Lula fez um apelo direto. “Um povo tão gentil e capaz de produzir coisas tão belas não pode aceitar a violência contra a mulher”, disse, ao anunciar que pretende liderar um esforço nacional envolvendo governo e sociedade. Em tom pessoal, afirmou: “Nós que somos homens devemos fazer um compromisso de alma. Em nome de tudo que é mais sagrado, seja um aliado.”

No cenário internacional, o presidente disse que o Brasil voltou a ser respeitado e admirado. Destacou o recorde de nove milhões de turistas estrangeiros no ano e a realização da COP30 em Belém, no Pará, classificada por ele como um sucesso que consolidou o país como liderança global na agenda climática. Lula também mencionou o enfrentamento do chamado “tarifaço” contra produtos brasileiros, afirmando que o governo apostou no diálogo, protegeu empresas e empregos e negociou o fim das medidas, superando a marca de 500 novos mercados abertos para exportações.

Ao final, Lula abordou a discussão sobre a jornada de trabalho e defendeu o fim da escala 6x1 sem redução salarial. “Não é justo que uma pessoa seja obrigada a trabalhar duro durante seis dias e que tenha apenas um dia para descansar”, afirmou, classificando a proposta como uma demanda popular que precisa ser transformada em realidade.

Encerrando a mensagem, o presidente reforçou a ideia de pertencimento e vitória coletiva. “O Brasil pertence a você”, disse, ao desejar um feliz Natal e um Ano Novo de paz, prosperidade e novas conquistas às famílias brasileiras.

Fonte: Brasil 247

Bloqueio do nervo frênico: entenda o novo procedimento avaliado para tratar soluços de Bolsonaro após cirurgia

Equipe médica diz que intervenção é considerada invasiva, mas segura, e alerta para risco de paralisia do diafragma e necessidade de suporte ventilatório

       Jair Bolsonaro, escurecido na foto - 30/07/2021 (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve passar por uma avaliação médica na próxima segunda-feira (29) que poderá definir a necessidade de um novo procedimento para tratar as crises de soluços persistentes que o afetam: um bloqueio anestésico do nervo frênico, estrutura que sai da região cervical e se estende até o diafragma. As informações foram publicadas pela CNN Brasil, com apuração de Duda Cambraia e supervisão de Douglas Porto.

Bolsonaro foi submetido na manhã desta quinta-feira (25) a uma cirurgia para corrigir uma hérnia inguinal bilateral. Segundo a equipe médica, o procedimento ocorreu dentro do previsto e sem intercorrências. A cirurgia começou por volta das 9h30 e durou cerca de quatro horas.

● O que é o nervo frênico e por que ele pode ser bloqueado

O nervo frênico é responsável por transmitir comandos que permitem a contração do diafragma, músculo essencial para a respiração. É justamente por atuar nessa região que, segundo a equipe médica, o bloqueio do nervo pode ser considerado uma alternativa para interromper crises persistentes de soluços, ao promover uma anestesia temporária na condução nervosa.

A proposta do bloqueio anestésico, de acordo com os médicos, é reduzir a hiperatividade do diafragma, que pode estar relacionada aos episódios prolongados de soluços. Ainda assim, trata-se de um procedimento que exige cuidado e monitoramento.

● “Pode ter complicações”, diz cirurgião sobre risco no diafragma

O cirurgião geral Claudio Birolini, um dos responsáveis pelo tratamento, afirmou à CNN Brasil que o procedimento pode trazer riscos, inclusive com impacto direto na respiração do paciente.

“O procedimento pode ter complicações sobre as quais não temos controle, por exemplo, a paralisia do músculo do diafragma, com dificuldade de respiração”, diz o médico à CNN Brasil.

Birolini explicou que a intervenção busca a anestesia temporária do nervo. Caso surja dificuldade respiratória, a equipe prevê que pode ser necessário um suporte ventilatório artificial, até que o efeito do anestésico passe.

● Procedimento é invasivo, mas considerado seguro

De acordo com a equipe, o bloqueio anestésico do nervo frênico é considerado invasivo, mas é visto como um procedimento seguro dentro dos protocolos médicos, desde que realizado com acompanhamento e estrutura para intervenção imediata em caso de complicações.

Nos próximos dias, a prioridade será otimizar a medicação, ajustar a dieta e observar a evolução clínica das crises de soluços, antes de decidir se o bloqueio será efetivamente realizado após a avaliação de segunda-feira.

● Internação pode durar de cinco a sete dias — ou mais

A equipe médica informou ainda que Bolsonaro deve permanecer internado entre cinco e sete dias para cuidados pós-operatórios. Esse período pode ser ampliado caso a intervenção para soluços seja confirmada e realizada na segunda-feira.

A alta hospitalar dependerá da evolução clínica e da capacidade do ex-presidente de retomar atividades básicas, como tomar banho e realizar o autocuidado.

● Possível ida à PF ainda é incerta, dizem médicos

Questionados sobre a possibilidade de Bolsonaro seguir para a Superintendência da PF (Polícia Federal) após a internação, os médicos afirmaram que ainda é cedo para qualquer previsão. Segundo a equipe, qualquer deslocamento ou decisão dependerá do quadro de recuperação nos próximos dias.

A situação seguirá sendo acompanhada pela equipe médica, que deve atualizar o estado clínico após a avaliação marcada para segunda-feira (29), quando será definida a necessidade do bloqueio do nervo frênico e o eventual prolongamento da internação.

Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil

VÍDEO: Mãe e filho fazem sucesso com coreografia em formatura e viralizam na web

Mãe e filho dão show com coreografia em formatura, em Goiás — Foto: Reprodução/Instagram de Cadu Saraiva

Em Formosa, Goiás, a formatura de Carlos Eduardo Saraiva se transformou em um momento especial com uma coreografia improvisada entre mãe e filho. O vídeo da performance, postado pelo próprio Cadu, já conta com mais de 7 milhões de visualizações e mais de 320 mil curtidas nas redes sociais. A dança foi realizada ao som da música “Tome Tome Tome” de Saiddy Bamba e conquistou internautas pela espontaneidade e carisma dos dois.

Cadu comentou sobre a experiência em entrevista, dizendo que a ideia não foi combinada com a mãe, Katyelle Cristina Saraiva. Segundo ele, ela entrou na “sua onda” e conseguiu acompanhá-lo com entusiasmo. Apesar de ser tímido, o pai de Cadu também participou, mostrando apoio e carinho durante o momento, o que trouxe ainda mais emoção à cena.

A postagem viralizou não apenas pela dança, mas pela forte mensagem de união familiar. A interação entre os três foi elogiada por muitos internautas, que destacaram a importância do apoio familiar em momentos especiais. O vídeo gerou milhares de comentários elogiando a atitude dos pais e a energia contagiante de Cadu e sua mãe.

Fonte: DCM


VÍDEO: Frigorífico que atacou petistas joga carne de helicóptero para moradores em GO

 

Empresário em helicóptero. Foto: Reprodução

O empresário bolsonarista Leandro Batista Nóbrega, dono do frigorífico que ficou conhecido por exibir cartaz com a frase “Petista aqui não é bem-vindo”, usou um helicóptero para lançar pacotes de carne a moradores em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram a aeronave sobrevoando a área enquanto pessoas correm para tentar pegar os kits arremessados do alto.

A distribuição foi promovida pelo empresário e pela esposa. Nas publicações, o bolsonarista chamou a iniciativa de “Natal solidário 2025”. As imagens mostram grupos de moradores reunidos e crianças segurando kits de churrasco após o pouso inicial do helicóptero.

Em nota, o frigorífico informou que tentou organizar filas e separar uma área exclusiva para crianças durante a entrega dos alimentos. Segundo a empresa, a falta de colaboração de parte dos adultos gerou risco no local. Diante da situação, a equipe decidiu decolar novamente com o helicóptero e realizar o lançamento dos pacotes do ar.

Em setembro deste ano, a Justiça determinou que o estabelecimento retirasse o cartaz com a frase que atacava petistas e qualquer comunicação semelhante nas lojas e nas redes sociais. A decisão ocorreu após ação do Ministério Público, a partir de denúncia do deputado estadual Mauro Rubem (PT).

Cartaz na porta de frigorífico em GO. Foto: Reprodução

Na ocasião, o empresário declarou que não havia impedimento de entrada de clientes por motivo político, religioso ou esportivo e que todos eram atendidos normalmente. Agora, com o episódio do helicóptero, o frigorífico voltou a ganhar destaque e informou que seguirá distribuindo donativos em outras datas, observando normas de segurança.

Confira a nota do Frigorífico na íntegra:

Em relação ao ocorrido envolvendo o helicóptero, esclarecemos que a organização tentou, por diversas vezes, estabelecer uma fila exclusiva para as crianças, visando proporcionar uma experiência segura e ordenada.

Apesar dos esforços da equipe, infelizmente não houve colaboração por parte de alguns adultos, que não respeitaram a organização definida, gerando uma situação de risco.

Diante disso, e priorizando a segurança de todos os presentes, foi necessária a decolagem do helicóptero, impossibilitando sua permanência no local.

Reforçamos que a decisão foi tomada exclusivamente por critérios de segurança e responsabilidade.

Fonte: DCM

Lula lidera em todos os cenários de 1° e 2° turno em 2026, diz Paraná Pesquisas


     Lula, presidente do Brasil. Foto: reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera todos os cenários de primeiro turno e mantém vantagem nas simulações de segundo turno para as eleições de 2026, segundo levantamento do Instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta sexta-feira (26). O estudo mostra, no entanto, que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desponta como o nome mais competitivo entre os possíveis adversários, aparecendo em empate técnico com Lula em um confronto direto no segundo turno, mesmo ficando 3,1 pontos atrás.

A pesquisa foi realizada entre os dias 18 e 22 de dezembro, com 2.038 eleitores ouvidos em 163 municípios de 26 estados e do Distrito Federal. O grau de confiança é de 95%, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

O levantamento ocorre poucos dias após o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reforçar publicamente, por meio de carta, o apoio à candidatura do filho Flávio em 2026.

No primeiro cenário de primeiro turno, que inclui Jair Bolsonaro, inelegível e condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado, Lula aparece com 36,9% das intenções de voto, contra 31,3% do ex-presidente. Na sequência surgem Ciro Gomes (PSDB), com 6,9%, Ratinho Junior (PSD), com 6,5%, Ronaldo Caiado (União Brasil), com 4%, Romeu Zema (Novo), com 1,6%, Tereza Cristina (PP), com 1,4%, e Renan Santos (Missão), com 0,6%

No segundo cenário de primeiro turno, Lula mantém a liderança, com 37,6%, enquanto Flávio Bolsonaro soma 27,8%. Ratinho Junior aparece com 9%, seguido por Ciro Gomes, com 7,9%, Zema, com 3,1%, Tereza Cristina, com 1,9%, e Renan Santos, com 0,8%.

A terceira simulação inclui o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Nesse caso, Lula alcança 37,8% das intenções de voto, contra 26,2% de Tarcísio. Ciro Gomes aparece em terceiro, com 8,7%, seguido por Ronaldo Caiado, com 5%, Romeu Zema, com 3,9%, Tereza Cristina, com 2,5%, e Renan Santos, com 0,8%.

Entre os nomes testados, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro é quem apresenta a maior distância em relação a Lula no primeiro turno. Ela aparece com 24,4%, contra 37,2% do presidente, uma diferença de 12,8 pontos percentuais. Na sequência vêm Ciro Gomes, com 8,3%, Ratinho Junior, com 8,2%, Ronaldo Caiado, com 4,9%, Romeu Zema, com 3,2%, Tereza Cristina, com 2%, e Renan Santos, com 0,9%.

Veja os cenários:


Nos cenários de segundo turno, Lula mantém a liderança em todas as simulações. Contra Flávio Bolsonaro, o presidente registra 44,1%, enquanto o senador aparece com 41%. A diferença de 3,1 pontos caracteriza empate técnico dentro da margem de erro. Nesse cenário, 5,7% dos entrevistados disseram não saber ou não opinaram, e 9,2% declararam voto branco, nulo ou em nenhum dos dois.

Em um eventual confronto com Jair Bolsonaro, Lula teria 43,6%, contra 43,4% do ex-presidente. Já diante de Tarcísio de Freitas, Lula aparece com 44%, ante 42,5% do governador paulista, o que coloca Tarcísio como o nome mais competitivo contra o petista, excetuando-se Bolsonaro, que está fora da disputa.

Contra Michelle, Lula soma 44,8%, frente a 41,4%. Em uma disputa com Ratinho Junior, o presidente alcança 43,8%, enquanto o governador do Paraná registra 40,2%. Já contra Tereza Cristina, Lula amplia a vantagem, com 44,6% contra 30,3%, cenário que concentra o maior percentual de eleitores que afirmam votar em branco, nulo ou em nenhum dos dois.

Fonte: DCM

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Quem foi Isabelle Marciniak, promessa da ginástica rítmica, morta aos 18 anos


           Isabelle Marciniak tinha apenas 18 anos. Foto: Reprodução/Instagram/fprginastica

Isabelle Marciniak, uma das maiores promessas da ginástica rítmica brasileira, morreu nesta quarta-feira (24), aos 18 anos, em Curitiba, após lutar contra um linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer que afeta o sistema linfático.

Nascida em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, Isabelle se destacou desde cedo no esporte, chamando a atenção pelo seu talento técnico, disciplina e personalidade carismática. Aos 14 anos, conquistou o título geral no Campeonato Brasileiro de Ginástica Rítmica de 2021, além de vitórias no aparelho bola e o segundo lugar na fita. Esses feitos consolidaram seu nome como uma das grandes revelações da ginástica nacional.

Isabelle foi uma atleta apaixonada, e sua dedicação à ginástica rítmica transparecia em cada treino e competição. Ela construiu sua trajetória no Clube Agir, de sua cidade natal, onde acumulou conquistas em campeonatos paranaenses e brasileiros. Em 2023, já no time adulto do clube, ajudou sua equipe a conquistar mais um título nacional, sendo sempre elogiada pelo seu comprometimento e espírito de equipe. Fora do ginásio, ela era conhecida pela sua alegria e pelo carinho com os colegas e treinadores, características que a tornaram uma referência entre os jovens atletas.

Aos 18 anos, Isabelle foi diagnosticada com linfoma de Hodgkin, o que a forçou a interromper sua carreira para se dedicar ao tratamento. Durante esse período, sua família organizou uma vaquinha online para ajudar com as despesas médicas.


Sua morte foi confirmada no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. Em postagem em seu Instagram, a Federação Paranaense de Ginástica homenageou a atleta: “Que sua história, sua paixão pelo esporte e sua lembrança sigam vivas como inspiração para todos que acreditam na ginástica como ferramenta de formação humana e transformação”, diz um trecho do comunicado.


Fonte: DCM

Apesar do sucesso na cirurgia, médicos não dão previsão de alta a Bolsonaro


          O ex-presidente Jair Bolsonaro em hospital. Foto: Reprodução

O ex-presidente Jair Bolsonaro segue internado no hospital DF Star, em Brasília, após passar por uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral, que durou cerca de três horas.

A cirurgia, realizada por volta das 9h30 de quarta-feira (25), foi bem-sucedida e a recuperação está sendo monitorada pelos médicos, que afirmaram que a avaliação da sua saúde será diária.

Embora não tenham dado previsão de alta, os médicos esclareceram que a recuperação dependerá da evolução do quadro do ex-presidente, que ainda necessita de ajuda para atividades diárias como tomar banho e se vestir.

Bolsonaro, que estava acordado e em seu quarto após o procedimento, será acompanhado por uma equipe multidisciplinar. A cirurgia foi necessária após avaliação da perícia médica da Polícia Federal.

Além disso, o ex-presidente sofre com soluços persistentes, e os médicos afirmaram que ainda não foi realizado o procedimento para aliviar esse sintoma, mas ele será avaliado para possível intervenção na próxima segunda-feira. O cardiologista Brasil Ramos Caiado explicou que a prioridade até o momento é otimizar o tratamento clínico e monitorar a evolução.

Os médicos também planejam realizar novos exames durante a internação de Bolsonaro, com a possibilidade de uma nova endoscopia para verificar questões relacionadas à esofagite, gastrite e refluxo.

O cirurgião responsável pela operação, que se mostrou cauteloso em dar um prognóstico sobre a alta, afirmou que a saída do hospital será determinada conforme a evolução da saúde do ex-presidente, levando em consideração suas condições de movimento e autonomia.

Enquanto isso, a esposa de Bolsonaro, Michelle, comemorou nas redes sociais a cirurgia “com sucesso” e agradeceu pela recuperação até o momento.

Fonte: DCM

Homem que arrastou Tainara com carro será investigado por feminicídio consumado

 

Tainara Souza, de 30 anos, morreu após ficar quase 30 dias internada. Ela havia passado por mais uma amputação em 22/12 e deixou 2 filhos

O caso de Tainara Souza, de 30 anos, teve nova tipificação após sua morte na véspera de Natal. Ela foi atropelada e arrastada por mais de um quilômetro na Marginal Tietê, em São Paulo, após sofrer amputação das duas pernas. Com o óbito, o investigado Douglas Alves da Silva, de 26 anos, passa a responder por feminicídio consumado, com possibilidade de pena maior, segundo o Metrópoles.

Douglas, ex-companheiro da vítima, foi preso após fugir do local e se hospedar em um hotel. Em depoimento, disse não ter percebido Tainara sob o carro. Investigações indicam perseguição motivada por ciúmes após o término do relacionamento, e testemunhas contestaram a versão apresentada por ele.

Tainara deixou dois filhos, de 12 e 8 anos. Ela estava internada após as amputações e morreu por falência múltipla de órgãos. Familiares e amigos fizeram homenagens e pediram justiça. O inquérito segue em andamento.

Fonte: DCM com informações do Metrópoles

“Acabou o sofrimento, agora é pedir Justiça”, diz mãe de mulher arrastada em SP

 

Tainara Souza Santos, que foi atropelada e arrastada pelo ex-companheiro na Marginal Tietê. Foto: reprodução
A mãe de Tainara Souza confirmou a morte da filha nesta quarta-feira (24), após dias de internação em São Paulo, e pediu justiça pelo crime. Tainara, de 31 anos, foi atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro até a Marginal Tietê, em 29 de novembro. O ex-companheiro, Douglas Alves, vai responder por feminicídio consumado.

Em publicação nas redes sociais, Lúcia Aparecida da Silva agradeceu as mensagens recebidas e comunicou a morte da filha.

“É com muita dor que venho avisar que nossa guerreirinha, a Tay, nos deixou. Descansou”, escreveu. Em seguida, afirmou: “Ela acabou de partir desse mundo cruel e está com Deus. É uma dor enorme, mas acabou o sofrimento, e agora é pedir por justiça”.

Story de mãe de Tainara Souza no Instagram. Foto: Reprodução

Internação e despedida da família

Tainara estava internada no Hospital das Clínicas, na capital paulista. Durante a internação, passou por traqueostomia, cirurgia plástica de reconstrução e duas amputações das pernas.

Nesta quarta-feira, a família foi chamada pela equipe médica para se despedir, e a morte foi confirmada por volta das 19h da véspera de Natal.

Ela deixou dois filhos, de 12 e 7 anos, e ficou 25 dias internada, após atendimento inicial no Hospital Municipal Vereador José Storopolli.

O crime

O motorista que atropelou e fugiu era ex-companheiro da vítima e foi preso. Segundo a polícia, durante a abordagem, ele tentou retirar a arma dos agentes e foi atingido no braço.

Imagens mostram Tainara presa sob o carro em movimento. O caso, registrado no 73º DP (Jaçanã), foi inicialmente tratado como tentativa de feminicídio e, após a morte, reclassificado para feminicídio consumado.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que a apuração apontou para ação dolosa. De acordo com a TV Globo, o suspeito teria discutido com Tainara após vê-la com outro homem em um bar e, em seguida, a atropelou.

Fonte: DCM