Presidente fará fala na véspera de Natal, com duração de pouco mais de seis minutos, sem divulgação prévia dos temas
Lula (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), fará um pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão na noite desta quarta-feira (24), véspera de Natal. A exibição está prevista para ocorrer no horário nobre, alcançando emissoras de todo o país. As informações são do Metrópoles.
O aviso foi encaminhado aos veículos de comunicação na terça-feira (23). De acordo com a convocação oficial, a fala do presidente terá duração de 6 minutos e 39 segundos e está programada para começar às 20h30.
O comunicado informa ainda que o chamamento para o pronunciamento segue o que determina o inciso XII do artigo 6º da Lei nº 14.600, de 19 de junho de 2023, que regulamenta esse tipo de manifestação oficial do chefe do Poder Executivo em cadeia nacional. Até o momento, o Palácio do Planalto não divulgou quais serão os temas abordados por Lula durante a mensagem transmitida em rede nacional.
Ministro divulgou as datas dos encontros que manteve com o presidente do BC
18/11/2025 - O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Foto: Rosinei Coutinho/STF)
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou na noite desta terça-feira (23) uma nova nota na qual rechaça as alegações, feitas inicialmente pela jornalista Malu Gaspar e pelo jornal O Globo, de que teria atuado em favor do Banco Master e solicitado apoio do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
A nota à imprensa divulgada diz:
"O Ministro Alexandre de Moraes esclarece que realizou, em seu gabinete, duas reuniões com o Presidente do Banco Central para tratar dos efeitos da aplicação da Lei Magnistiky. A primeira no dia 14/08, após a primeira aplicação da lei, em 30/08; e a segunda no dia 30/09, após a referida lei ter sido aplicada em sua esposa, no dia 22/09. Em nenhuma das reuniões foi tratado qualquer assunto ou realizada qualquer pressão referente a aquisição do BRB pelo Banco Master. Esclarece, ainda, que jamais esteve no Banco Central e que inexistiu qualquer ligação telefônica entre ambos, para esse ou qualquer outro assunto. Por fim, esclarece que o escritório de advocacia de sua esposa jamais atuou na operação de aquisição BRB-Master perante o Banco Central".
Mais cedo, a jornalista Malu Gaspar informou que Moraes teria procurado Galípolo com o objetivo de interceder em favor do Master, instituição que é alvo de investigações por suspeita de fraude.
Como era de se esperar, aFolha fez editorial gongórico em primeira página “contra a corrupção”, a partir da reportagem de Malu Gaspar a respeito de suposta pressão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, sobre Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, em nome do Banco Master.
O escritório da mulher de Moraes representa o banco de Daniel Vorcaro. A matéria é toda baseada em seis fontes anônimas. O ministro já soltou duas notas dizendo que tratou sobre a Lei Magnitsky. Galípolo confirmou, a Febraban também. Até o momento, Malu Gaspar não publicou nenhuma prova. Merval Pereira diz que Moraes tem de provar sua inocência e já fala em impeachment.
De acordo com o libelo do jornal dos Frias, o “objetivo correto de combater abusos da Lava Jato levou a um mal maior, o estímulo ao vale-tudo impune nos três Poderes”. A coisa termina com recado ao governo Lula: “Que não haja complacência com petistas e cupinchas de Lula pelo fato de amigos do presidente comandarem a Polícia Federal e vestirem togas no Supremo”.
Leia:
Poderosos se protegem, e corrupção se alastra
A mulher do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve contrato de R$ 129 milhões com um banco delinquente. O jornal O Globo noticiou que o magistrado teria conversado com o Banco Central sobre temas de interesse da instituição financeira e, pois, de sua esposa. Moraes nega.
Dias Toffoli, seu colega de tribunal, viajou em jato com o advogado de um diretor do mesmo banco para assistir a um jogo de futebol no Peru; depois assumiu e pôs sob sigilo o caso —fraude de R$ 50 bilhões, provavelmente a mais custosa da história do sistema financeiro nacional..
Com a anistia que o mesmo Toffoli decretou sobre confissões de suborno de empresas investigadas pela Lava Jato, foram derrubadas ações em que o Ministério Público cobrava mais de R$ 17 bilhões em multas.
O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante, teve uma pilha de dinheiro vivo apreendida pela polícia. A catarata de recursos do contribuinte que jorra pelas emendas parlamentares dá ensejo a desmandos aos borbotões.
Quadrilhas se aboletaram no INSS para saquear aposentados sob as barbas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os nomes de um irmão e de um filho do mandatário circularam nas investigações do escândalo.
No Rio de Janeiro, há indícios crescentes da infiltração do crime organizado na política e nas instituições.
A Folha nos bons tempos da Lava Jato
Em todos esses fatos recentes, no Executivo, no Legislativo e no Judiciário, está à espreita a corrupção —a mesma que um pacto de autoproteção entre poderosos quis varrer para debaixo do tapete da impunidade.
O objetivo, correto, de combater abusos da Lava Jato e congêneres levou a um mal maior —um estímulo à corrupção com uma redoma indevassável de impunidade. Nesse vale-tudo, petistas, bolsonaristas, centrão e elites das autoridades puseram-se de acordo.
O procurador-geral da República, exemplar nas denúncias de quem conspirou contra a democracia brasileira, não deveria ser menos enérgico quando atos e relações de ministros do Supremo Tribunal merecerem inquéritos. Ninguém, afinal, está acima da lei.
O Congresso Nacional, foro constitucional do julgamento de altas autoridades da República, poderá exercer o seu papel com legitimidade desde que se livre do corporativismo que persegue a imunidade e a opacidade no manejo rapace do Orçamento.
Que não haja complacência com petistas e cupinchas de Lula pelo fato de amigos do presidente comandarem a Polícia Federal e vestirem togas no Supremo.
A ruptura do pacto da impunidade fará mal apenas aos corruptos. Prestará um serviço urgente ao cidadão que sustenta com o seu trabalho os agentes públicos e combaterá a deterioração da imagem do Estado brasileiro como território de vale-tudo.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no hospital DF Star, em Brasília. Foto: Reprodução
A internação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no hospital DF Star, em Brasília, na véspera de Natal, seguirá um protocolo rígido de segurança, vigilância permanente e controle de acesso, conforme determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo informações do Globo.
Autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, a medida define desde o deslocamento do ex-capitão até as regras para visitas, segurança policial e acompanhamento médico durante todo o período hospitalar.
A decisão determina vigilância ininterrupta. Pelo menos dois policiais federais permanecerão posicionados de forma permanente na porta do quarto, com fiscalização 24 horas. Equipes adicionais ficarão de prontidão dentro e fora do hospital, com autonomia para reforçar o efetivo sempre que necessário.
Regras de acesso e visitas
O acesso ao quarto será rigidamente controlado. Está proibida a entrada de celulares, computadores ou qualquer dispositivo eletrônico, exceto equipamentos médicos indispensáveis ao tratamento. A fiscalização do cumprimento da regra caberá exclusivamente à Polícia Federal.
No plano pessoal, a decisão autoriza apenas a presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como acompanhante durante toda a internação, respeitadas as normas do hospital. Qualquer outra visita, inclusive de familiares do ex-presidente, dependerá de autorização judicial específica. O pedido da defesa para permitir visitas frequentes dos filhos Flávio e Carlos Bolsonaro foi negado.
Michelle e Jair Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Foto: Folhapress
Exames, cirurgia e acompanhamento médico
Esta quarta-feira será dedicada a exames clínicos, laboratoriais e de imagem, além do preparo pré-operatório. A cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral está prevista para a manhã de quinta-feira (25), dia de Natal, com duração estimada entre três e quatro horas, segundo informou o cirurgião Cláudio Birolini.
Além do procedimento principal, a equipe médica avalia a realização de um bloqueio anestésico do nervo frênico, que pode ajudar a controlar crises de soluços persistentes relatadas nos últimos meses. A definição sobre essa intervenção dependerá da avaliação clínica após a cirurgia.
Pena mantida e previsão de alta
Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes destacou que a autorização para a internação não altera o cumprimento da pena de 27 anos e três meses de prisão imposta ao ex-presidente por tentativa de golpe de Estado.
Segundo o magistrado, Bolsonaro mantém “plenas condições de tratamento de saúde” mesmo sob custódia, e a escolha do hospital, próximo à Superintendência da PF, preserva a segurança e a execução da pena.
A expectativa da equipe médica é que Bolsonaro permaneça internado entre cinco e sete dias após a cirurgia, período necessário para controle da dor, fisioterapia, prevenção de eventos trombóticos e acompanhamento do pós-operatório. A alta dependerá da evolução clínica, com divulgação de boletins médicos diários.
Eduardo e Flávio Bolsonaro. Foto: Adriano Machado/Reuters
A família Bolsonaro voltou a recorrer a informações falsas para tentar impulsionar apoio político nas redes sociais. Desta vez, integrantes do clã passaram a divulgar uma suposta pesquisa eleitoral que colocaria o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial de 2026, apesar de não existir qualquer levantamento real que sustente esse cenário.
A chamada “sondagem” começou a circular em perfis bolsonaristas acompanhada de um gráfico que atribui 44% das intenções de voto a Flávio Bolsonaro, contra 42% de Lula. O material não segue nenhum critério metodológico conhecido, não apresenta margem de erro, universo pesquisado ou data de coleta, elementos básicos exigidos em pesquisas eleitorais profissionais.
Mesmo assim, a peça foi compartilhada tanto pelo senador quanto por Eduardo Bolsonaro, que vive fora do país. “De inviável a líder de pesquisas em menos de 1 mês. Cada vez mais as pessoas vão se surpreender positivamente com Flávio Bolsonaro, anotem”, escreveu o ex-deputado em suas redes sociais.
Pouco depois, foi a vez de Flávio reforçar narrativa. “Nossa pré-candidatura está só no início. Com a verdade ao nosso lado, vamos vencer aqueles que só atrasam o Brasil! Só bora?!”, publicou o primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), reproduzindo o mesmo gráfico.
A suposta pesquisa atribui sua autoria a um instituto chamado “Polimarket Brasil”. No entanto, não há qualquer registro de empresa com esse nome atuando no mercado brasileiro de pesquisas eleitorais.
Uma simples busca na internet mostra que o nome é uma variação de Polymarket Brazil, que não é um instituto de pesquisa, mas uma plataforma ligada a apostas e a um chamado “mercado de previsões”, sem qualquer validade científica para aferir intenção de voto.
O uso de levantamentos falsos ocorre justamente por um grupo político que, historicamente, ataca institutos de pesquisa reconhecidos, como Datafolha, Ipec e Quaest, acusando-os de manipulação sempre que os resultados são desfavoráveis. Ainda assim, os mesmos atores recorrem a números fabricados quando esses dados parecem convenientes para alimentar discursos políticos nas redes.
Michelle Bolsonaro e seu assessor de comunicação, André Costa. Foto: Reprodução
Postagens do assessor de comunicação de Michelle Bolsonaro, o coronel da PM André Costa, com críticas à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto irritaram parlamentares do PL e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, conforme informações do colunista Igor Gadelha, do Metrópoles.
Em grupos de aliados do ex-capitão, circulam prints de repostagens feitas por André Costa com matérias jornalísticas críticas a Flávio, apontado pelo próprio pai como nome para disputar a Presidência.
Um dos conteúdos republicados, em 13 de dezembro, trazia o resultado de pesquisa Quaest segundo a qual 62% dos entrevistados afirmavam que não votariam em Flávio, mesmo com a bênção de Bolsonaro.
O assessor, que já ocupou o cargo de chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) no governo Bolsonaro, também compartilhou trechos de uma entrevista do pastor Silas Malafaia na qual o líder religioso defendia o recuo do senador e uma candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Publicações repostadas pelo coronel da PM André Costa, assessor de comunicação de Michelle Bolsonaro. Foto: Reprodução
Mensagens privadas e críticas diretas
No início de dezembro, após a confirmação do nome do senador, André Costa classificou a possibilidade como “ridícula” em mensagens enviadas em sua lista no Instagram. “Pergunte se alguém ouviu a voz de Bolsonaro. Pergunte se alguém leu uma carta de Bolsonaro. Esquece!”, escreveu.
Em seguida, afirmou que “Michelle não fala com a imprensa para dar esse tipo de informação”.“Ridícula essa matéria”, completou o coronel.
Procurado, o coronel negou ser contrário à candidatura de Flávio Bolsonaro e afirmou que sua posição é a mesma do partido. Disse ainda não se lembrar das postagens específicas e alegou que costuma repostar conteúdos de perfis que segue, especialmente de direita, para ajudar no engajamento.
“Minha posição em relação à candidatura do senador Flávio Bolsonaro é a mesma do partido. Estou fechado com ele. Nem me lembro desses posts aos quais você se refere. Quando recebo mensagens de perfis que eu sigo, em especial perfis de direita, tenho por costume curtir e repostar todas as postagens para ajudar no engajamento desses perfis e, muitas vezes, nem presto atenção no conteúdo. Se houve essas repostagens, o conteúdo passou despercebido”, afirmou.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump – Reprodução
Os Estados Unidos anunciaram o aumento temporário do valor pago a imigrantes que aceitarem deixar o país de forma voluntária até o fim do ano. O montante foi elevado para US$ 3 mil, descrito pelo governo como um “bônus” de saída.
A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, afirmou que o novo valor corresponde a “o triplo do que é oferecido habitualmente” e que a medida faz parte de uma ação classificada por ela como “generosidade” durante o período de Natal. O anúncio foi feito em publicação nas redes sociais.
Segundo informações do governo norte-americano, a quantia — cerca de R$ 16,7 mil — será paga ao imigrante que concordar com a deportação voluntária até o final do ano. O incentivo é conhecido popularmente como “bônus para ir para casa”.
O programa é direcionado a pessoas que realizarem o cadastro por meio do aplicativo CBP Home, ferramenta oficial utilizada para regularizar a deportação voluntária nos Estados Unidos. O benefício vale apenas para quem aderir ao procedimento dentro do prazo estabelecido.
Kristi Noem também afirmou que haverá consequências para quem não optar pela saída voluntária. Em publicação, a secretária declarou que “imigrantes ilegais devem aproveitar esta oportunidade e se autodeportar, porque, caso contrário, nós os encontraremos, os prenderemos e eles não retornarão”.
“Neste Natal, o contribuinte americano está generosamente TRIPLICANDO o incentivo para que imigrantes ilegais deixem o país voluntariamente. Até o final do ano, imigrantes ilegais que se autodeportarem usando o aplicativo CBP Home podem receber um bônus de saída de US$ 3.000”, escreveu Kristi Noem.
Jurista comenta reportagem de O Globo sobre contatos entre o ministro do STF e o presidente do Banco Central
Pedro Serrano pede “moderação” no caso que envolve Alexandre de Moraes (Foto: Antonio Augusto/STF | Divulgação)
O jurista Pedro Serrano defendeu que o caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, revelado em reportagem de Malu Gaspar no jornal O Globo, seja analisado com cautela, evitando conclusões precipitadas.
A matéria aponta que Moraes teria mantido ao menos cinco contatos — entre telefonemas e um encontro presencial — com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar de temas referentes ao contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia ligado à sua família.
A reportagem detalha que esses contatos teriam ocorrido em diferentes momentos, inclusive por meio de reunião presencial, embora o Banco Master não seja regulado pelo Supremo Tribunal Federal.
Os diálogos, segundo O Globo, envolveriam interesses privados relacionados ao setor financeiro, levantando questionamentos políticos e jurídicos sobre a natureza das conversas.
Em publicação na plataforma X (antigo Twitter), Serrano fez um apelo por moderação diante da repercussão pública do caso. Sem alterar as palavras originais, ele afirmou:
“O caso do Ministro Alexandre tem de ser visto com calma. Sem condenações a priori Esse lance de fontes sigilosas que causam notícias que destroem e vendem muito já vivi , em geral há imensa fraude do real . Galipolo negou que tenha tratado de algo relativo ao Banco Master com o”.
Para o jurista, situações baseadas em vazamentos ou informações fornecidas sob sigilo exigem ainda mais prudência, uma vez que, segundo ele, podem distorcer fatos ou induzir a avaliações equivocadas.
A manifestação ganhou repercussão entre juristas, parlamentares e comentaristas políticos, contribuindo para ampliar o debate sobre transparência, limites institucionais e a necessidade de rigor na apuração de informações sensíveis.
Donald Trump ao lado do secretário de Estado Marco Rubio, o secretário de Defesa Pete Hegseth e o secretário da Marinha John Phelan, em seu clube Mar-a-Lago, segunda-feira (22). Foto: Divulgação
Os presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Nicolás Maduro, da Venezuela, trocaram declarações públicas nesta segunda-feira (22). Em evento na Casa Branca, Trump afirmou que a coisa “mais inteligente” que o líder venezuelano poderia fazer seria renunciar ao cargo.
Questionado se seu governo pretende tirar Maduro do poder, Trump declarou: “Isso depende dele, do que ele queira fazer. Acho que seria inteligente de sua parte fazer isso [renunciar]. Se ele quiser bancar o durão, será a última vez”. A fala ocorreu durante cerimônia em que o presidente anunciou uma nova classe de navios de guerra com seu nome.
Horas depois, Maduro respondeu durante uma feira de produtores na Venezuela. Em discurso, afirmou que Trump “estaria melhor” se concentrasse sua atuação nos Estados Unidos. “Penso que o presidente Trump poderia fazer melhor em seu país e no mundo. Ele estaria melhor no mundo se focasse nos problemas do seu próprio país”, disse.
Maduro também questionou a frequência com que a Venezuela é mencionada pelo presidente americano. “Não é possível que 70% dos seus discursos e declarações sejam [sobre] a Venezuela. E os Estados Unidos?”, afirmou diante do público.
As declarações ocorreram após a secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, dizer em entrevista à Fox News que Maduro “tem que sair” do poder. Segundo ela, “não estamos apenas interceptando navios, mas também enviando uma mensagem ao mundo de que a atividade ilegal da qual Maduro participa não pode ser tolerada; ele tem que sair”.
Oficialmente, o governo Trump afirma que a ofensiva naval no Caribe tem como foco o combate ao narcotráfico. Em entrevista à revista “Vanity Fair”, a chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, declarou que o verdadeiro objetivo do presidente seria retirar Maduro do poder. As operações dos EUA foram criticadas por Rússia e China, que classificaram as ações como violações do direito internacional.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) – Reprodução
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta segunda-feira (22) a retomada da ação penal contra Alexandre Ramagem pelos crimes praticados após sua diplomação como deputado federal, relacionados aos atos do 8 de janeiro de 2023.
A decisão ocorre após a cassação do mandato de Ramagem pela Câmara dos Deputados. Com a perda do cargo, o ex-parlamentar deixou de ter imunidade, o que permitiu o prosseguimento do processo penal no Supremo.
Segundo a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República, Ramagem deve responder pelos crimes de dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado, atribuídos aos atos violentos de 8 de janeiro. Ele já havia sido condenado, em setembro, a 16 anos de prisão por outros crimes cometidos antes da diplomação.
Na decisão, Moraes escreveu: “Considerando a perda do mandato parlamentar de Alexandre Ramagem Rodrigues, nos termos decididos pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, determino a retomada da marcha processual destes autos, para análise dos crimes praticados após a diplomação”.
Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem. Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles
No início do ano, quando a PGR ofereceu denúncia contra Ramagem e outros integrantes do núcleo central dos golpistas do 8 de janeiro, a Câmara votou pela suspensão integral da ação penal. Posteriormente, o STF invalidou parcialmente a decisão e manteve o trâmite apenas para os fatos ocorridos antes da diplomação.
Ramagem foi julgado pela Primeira Turma do Supremo, deixou o país em setembro, após a condenação, e passou a residir nos Estados Unidos. Ele é considerado foragido e teve a prisão decretada pelo STF. Na sexta-feira (19), a Câmara também cancelou seu passaporte diplomático.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foto: Reprodução
O presidente Lula (PT) assinou o decreto do indulto natalino de 2025, que concede perdão de pena a presos que atendam a critérios específicos, mas exclui condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito, violência doméstica, crimes hediondos e lideranças de facções criminosas. A medida foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (23).
O decreto estabelece que não terão direito ao benefício pessoas condenadas por atentados à democracia. Também ficam excluídos condenados por crimes hediondos ou equiparados, tortura, terrorismo e racismo; crimes de violência contra a mulher, como feminicídio e perseguição (stalking); além de tráfico de drogas, organização criminosa e delitos cometidos por chefes de facções.
Nos crimes de corrupção — como peculato, concussão e corrupção ativa ou passiva — o indulto só poderá ser concedido quando a condenação for inferior a quatro anos. O texto ainda veta o benefício a presos que tenham firmado acordo de colaboração premiada ou que estejam em presídios de segurança máxima.
◈ Critérios gerais para concessão
As regras variam conforme o tamanho da pena, a reincidência e o tipo de crime. Para condenações de até oito anos por crimes sem violência ou grave ameaça, é exigido o cumprimento de um quinto da pena até 25 de dezembro de 2025 para réus não reincidentes, ou de um terço para reincidentes.
Já nos casos de penas de até quatro anos, inclusive para crimes cometidos com violência ou grave ameaça, o indulto poderá ser concedido após o cumprimento de um terço da pena para não reincidentes ou de metade da pena para reincidentes, respeitada a mesma data de corte.
Bolsonaristas durante os ataques de 8 de janeiro, em Brasília. Foto: Reprodução
◈ Regras mais brandas para idosos e responsáveis por filhos
O decreto prevê redução pela metade do tempo mínimo de cumprimento da pena para pessoas com mais de 60 anos; mulheres com filhos de até 16 anos ou com deficiência; e homens que sejam os únicos responsáveis por filhos menores de idade.
◈ Doenças graves e deficiência
O indulto de 2025 amplia o alcance para situações de saúde. Podem ser beneficiados presos com paraplegia, cegueira ou deficiências físicas graves adquiridas após o crime, além de pessoas com HIV em estágio terminal ou com doenças graves e crônicas que não possam ser tratadas adequadamente no sistema prisional.
Também estão incluídos casos de transtorno do espectro autista severo (grau 3). O decreto considera que o sistema prisional não tem condições de oferecer tratamento adequado em quadros como câncer em estágio IV, insuficiência renal aguda e esclerose múltipla.
◈ Indulto para mulheres e perdão de multas
O texto prevê ainda um indulto específico para mulheres, especialmente mães e avós condenadas por crimes sem violência, desde que tenham cumprido ao menos um oitavo da pena.
Em relação às penas de multa, o perdão poderá ser concedido quando o valor for inferior ao mínimo exigido para execução fiscal ou quando houver comprovação de incapacidade econômica, como no caso de beneficiários de programas sociais ou pessoas em situação de rua.
Para quem não se enquadrar nas regras do indulto total, o decreto autoriza a comutação da pena, com redução de um quinto do tempo restante para não reincidentes e de um quarto para reincidentes.
Jair Bolsonaro após cirurgia no DF Star. Foto: reprodução
O ex-presidente Jair Bolsonaro será submetido a dois procedimentos médicos durante internação hospitalar: uma cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral e um bloqueio anestésico do nervo frênico. As informações constam em nota divulgada pela equipe médica responsável por seu acompanhamento clínico.
Segundo os médicos, exames de imagem identificaram que parte do intestino se projeta para fora da parede abdominal durante a manobra de Valsalva, quadro compatível com hérnia inguinal bilateral. Diante dos achados, foi indicada a realização de herniorrafia, procedimento cirúrgico destinado à correção da alteração anatômica.
Além da cirurgia, está programado o bloqueio anestésico do nervo frênico, estrutura responsável pelo controle do diafragma. A medida foi indicada para tentar controlar crises de soluços persistentes que não apresentaram resposta ao tratamento medicamentoso adotado anteriormente.
Ilustração anatômica do sistema nervoso e respiratório humano, focando especificamente no nervo frênico. Foto: Reprodução
O procedimento consiste na aplicação de pequena quantidade de anestésico nas proximidades do nervo frênico, com auxílio de ultrassom ou estimulador neural, técnica que permite maior precisão. O objetivo é provocar uma paralisação temporária do diafragma, o que pode reduzir a frequência e a intensidade dos soluços.
Por envolver interferência direta na função respiratória, o bloqueio exige monitoramento clínico após a realização. A equipe médica informou que o paciente permanecerá sob observação hospitalar para acompanhamento das condições respiratórias no período pós-procedimento.
A nota médica não detalha a data exata da cirurgia nem o tempo estimado de internação. A realização dos procedimentos foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, após perícia da Polícia Federal apontar a necessidade das intervenções.