Ex-presidente afastou aproximação da deputada alegando que ambos não poderiam se comunicar por serem investigados no mesmo inquérito
Jair Bolsonaro e Carla Zambelli (Foto: Marcos Corrêa/PR)
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) repreendeu a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) durante uma reunião com parlamentares do Partido Liberal neste sábado (1), na sede do partido em Brasília. Segundo informações apuradas pelo colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, Bolsonaro impediu que a deputada se aproximasse dele e teria usado um tom exaltado para afastá-la.
A reação do ex-presidente ocorreu quando Zambelli se levantou para falar com ele. Bolsonaro então interrompeu a tentativa da parlamentar, alegando que ambos não poderiam se comunicar por serem investigados no mesmo inquérito. Ele não especificou qual investigação seria essa, mas a repreensão foi acompanhada de palavrões, conforme fontes presentes na reunião.
Na quinta-feira (30), o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) cassou o mandato da deputada por disseminação de notícias falsas sobre o STF e as urnas eletrônicas. A cassação, porém, ainda cabe recurso.
Novo levantamento será divulgado nesta segunda-feira e testará nível de conhecimento, rejeição e potencial de voto de 12 candidatos
Lula e Gusttavo Lima (Foto: Ricardo Stuckert/PR | Reprodução/Instagram)
Uma nova pesquisa Genial/Quaest, que será divulgada nesta segunda-feira (3), trará cenários para a eleição presidencial de 2026 e testará, pela primeira vez, os nomes de Gusttavo Lima e Eduardo Bolsonaro como potenciais candidatos da direita, segundo informações antecipadas pelo colunista Lauro Jardim, de O Globo.
A pesquisa "mostrará que Lula continua muito competitivo, mesmo com a piora na avaliação", diz o colunista. O levantamento também revelará que o cantor sertanejo surge como o nome mais competitivo contra o atual presidente em um eventual segundo turno.
O fator determinante para essa competitividade é o alto grau de conhecimento de Gusttavo Lima entre os eleitores. Outros possíveis adversários, como governadores da direita e Pablo Marçal, enfrentam um desconhecimento superior a 50%, o que limita suas chances no momento. A pesquisa avaliará o nível de conhecimento, rejeição e potencial de voto de 12 candidatos, incluindo Lula, Jair Bolsonaro, Tarcísio de Freitas, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Fernando Haddad, além de Gusttavo Lima e Eduardo Bolsonaro.
A pesquisa anterior da Genial/Quaest, realizada entre 23 e 26 de janeiro, apontou uma piora na avaliação do governo Lula. A aprovação caiu de 52% em dezembro para 47% em janeiro, enquanto a reprovação aumentou de 31% para 37%. A deterioração foi mais intensa em alguns segmentos específicos, como no Nordeste, onde a aprovação do presidente caiu de 48% para 37%. Entre as mulheres, a avaliação negativa subiu de 27% para 36%, e entre os eleitores com Ensino Médio e Superior, a reprovação passou de 33% para 43% e de 39% para 47%, respectivamente.
Fonte: Brasil 247 com informações da coluna do jornalista Lauro Jardim, no jornal O Globo
"Ser inimigo dos Estados Unidos é perigoso, mas ser amigo pode ser fatal", escreveu o jornal
Presidente dos EUA, Donald Trump - 20/01/2025 (Foto: Julia Demaree Nikhinson/Pool via REUTERS)
Em um editorial contundente publicado neste domingo, o Wall Street Journal classificou as recentes medidas tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como "a guerra comercial mais estúpida da história". O jornal criticou duramente a decisão de Trump de impor tarifas de 25% sobre o Canadá e o México, enquanto aplicou apenas 10% sobre a China, seu principal concorrente econômico. A publicação destacou que essa abordagem desequilibrada faz lembrar uma antiga piada: "Ser inimigo dos Estados Unidos é perigoso, mas ser amigo pode ser fatal".
O editorial, também destacado pelo site chinês Guancha, argumentou que as tarifas não apenas prejudicam setores cruciais da economia americana, como automóveis e agricultura, mas também corroem a credibilidade internacional dos EUA. Segundo o Wall Street Journal, essa política pode dificultar a capacidade do país de negociar novos acordos comerciais no futuro, já que os aliados podem questionar a confiabilidade dos Estados Unidos.A publicação também rebateu as justificativas apresentadas pela Casa Branca para as tarifas. A secretária de imprensa, Karoline Leavitt, afirmou que Canadá e México são responsáveis pelo fluxo de drogas ilegais para os EUA. No entanto, o Wall Street Journal destacou que esse problema persiste há décadas e não será resolvido com tarifas, já que a demanda por drogas nos Estados Unidos continua alta.
Além disso, o jornal apontou que as tarifas podem desencadear retaliações por parte do Canadá e do México, países que já demonstraram capacidade de responder de forma estratégica. Em 2009, por exemplo, o México impôs tarifas sobre produtos agrícolas dos EUA em resposta a uma disputa sobre transporte rodoviário. Da mesma forma, em 2018, o país retaliou com tarifas sobre produtos como aço, carne suína e bourbon após as medidas protecionistas de Trump.
O Canadá também prometeu uma resposta proporcional. O primeiro-ministro Justin Trudeau afirmou que seu país não hesitará em retaliar, mesmo que sua economia seja menor e possa sofrer mais impactos. No entanto, os consumidores americanos também sentirão os efeitos, com o aumento dos preços de produtos importados.
O Wall Street Journal destacou ainda que as tarifas ameaçam a integração econômica da América do Norte, especialmente no setor automotivo. A indústria automobilística dos EUA depende fortemente de cadeias de suprimentos que abrangem Canadá e México. Em 2024, o México foi responsável por 42% das importações de peças automotivas dos EUA, enquanto o Canadá contribuiu com 13%. A produção de um único veículo pode cruzar as fronteiras várias vezes para maximizar a eficiência e reduzir custos, beneficiando todos os envolvidos.
Além do setor automotivo, as tarifas podem afetar o comércio agrícola. O México é o maior fornecedor de abacates para os EUA, respondendo por 90% do mercado, e também exporta uma variedade de frutas e vegetais. Com a escassez de mão de obra nos EUA devido às restrições à imigração, muitos agricultores americanos já transferiram parte de suas operações para o México.
O editorial concluiu que, se as tarifas persistirem, essa pode se tornar uma das guerras comerciais mais prejudiciais da história, com impactos negativos para os EUA e seus vizinhos. A publicação sugeriu que, se Trump obtiver concessões simbólicas, ele pode recuar. No entanto, caso a disputa se prolongue, as consequências serão graves para todos os envolvidos.
Enquanto isso, a comunidade internacional observa com preocupação. A China já se manifestou, afirmando que guerras comerciais não têm vencedores e que as medidas unilaterais dos EUA violam as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). Outros países também temem que as ações de Trump possam desencadear um conflito comercial global, com repercussões negativas para a economia mundial.
A guerra comercial de Trump, segundo o Wall Street Journal, não apenas coloca em risco a estabilidade econômica da América do Norte, mas também ameaça a reputação dos Estados Unidos como um parceiro confiável no cenário internacional.
Centenas de milhares de argentinos se mobilizaram em defesa da diversidade
Javier Milei atacou o feminismo em Davos (Foto: Reuters/Denis Balibouse)
Diferentes coletivos da comunidade LGBT+ se manifestaram no sábado (1) na Argentina contra o governo de ultradireita de Javier Milei, informou a C5N.
A "Marcha do Orgulho Antifascista" coordenou mobilizações em Buenos Aires, Rosário, Córdoba e outras capitais. A quantidade de manifestantes superou as expectativas, com centenas de milhares enchendo as ruas em resposta ao discurso de ódio de Milei.
"Viemos nos manifestar contra os discursos de ódio do presidente, porque depois eles se materializam em violência", contou uma das jovens no ato.
A manifestante acrescentou que "o governo tem a clara intenção de vir atrás de nossa identidade, então temos que defendê-la".
Em solidariedade com a situação de violência institucional que vivem as pessoas que integram o coletivo LGBT+, cidadãos e organizações de outros países decidiram se unir ao protesto. Usuários das redes sociais compartilharam fotos de Paris, Lisboa, Berlim, Londres, Roma e Barcelona.
O estopim dos protestos foi o recente anúncio de que o governo argentino elabora um projeto de lei para eliminar do Código Penal o conceito de feminicídio. Milei também quer revogar a Lei de Identidade de Gênero, definindo apenas dois gêneros nos documentos oficiais — masculino e feminino.
Presidente reafirma compromisso com desenvolvimento do país e responsabilidade fiscal, social e ambiental
Lula e Hugo Motta (Foto: Reprodução/X/@guimaraes13PT)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) parabenizou neste sábado (1) o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) por sua eleição à presidência da Câmara dos Deputados. Em nota oficial, Lula destacou a importância da parceria entre os Poderes para garantir o avanço do país e reforçou seu compromisso com uma gestão equilibrada.
"Parabenizo o deputado Hugo Motta pela sua eleição para a Presidência da Câmara dos Deputados. Estou certo de que avançaremos ainda mais nessa parceria exitosa entre Executivo e Legislativo, para a construção de um Brasil cada vez mais desenvolvido e mais justo, com responsabilidade fiscal, social e ambiental", declarou o presidente.
Motta foi eleito com 444 votos, em uma disputa resolvida no primeiro turno, consolidando o domínio do Centrão na Câmara. O parlamentar, que já ocupava posição de destaque na Casa, assume o comando com apoio tanto do governo quanto de partidos de oposição, o que lhe confere grande influência no cenário político nacional.
A relação entre Executivo e Legislativo será um dos desafios da nova gestão, especialmente diante de pautas prioritárias para o governo Lula, como a reforma tributária e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda. A expectativa do Planalto é de que Motta, apesar de sua ligação com o Centrão, mantenha um canal de diálogo aberto com o governo para garantir o avanço dessas medidas.
Na segunda-feira (3), Lula deve se reunir com o novo presidente da Câmara e com o presidente eleito do Senado, Davi Alcolumbre, consolidando as primeiras articulações da nova composição do Congresso.
Ex-presidente parabenizou o senador do União Brasil-AP e propôs um café nos próximos dias
Davi Alcolumbre e Jair Bolsonaro (Foto: Marcos Brandão/Senado Federal)
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ligou para Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) para parabenizá-lo pela votação no Senado, após o senador alcançar 41 votos. A informação foi divulgada pela CNN neste sábado (1).
O contato foi intermediado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que passou o telefone para Alcolumbre ainda no plenário. Segundo Bolsonaro, a conversa foi breve e incluiu um convite para um encontro nos próximos dias.
"Dei os parabéns a Davi Alcolumbre e combinamos para tomar um café em breve", afirmou o ex-presidente à CNN.
O Brasil iniciou, neste sábado (1) em Orléans (França), a disputa da primeira rodada dos Qualifiers da Copa Davis
João Fonseca (Foto: Divulgação / CBT)
Agência Brasil - O Brasil iniciou, neste sábado (1) em Orléans (França), a disputa da primeira rodada dos Qualifiers da Copa Davis com duas derrotas para a França. O primeiro revés foi de 2 sets a 0 (parciais de 7/5 e 6/3), de João Fonseca, número 2 do Brasil e 99 do mundo, para Ugo Humbert, número 1 dos franceses e 15 do mundo.
Depois o paranaense Thiago Wild, número 1 do Brasil e 76° do mundo, caiu diante de Arthur Fils, número 2 da França e 19° do mundo, pelo placar de 2 sets a 0 (parciais de 6/1 e 6/4).
Com a desvantagem de 2 a 0 no placar geral, o Brasil tem a obrigação de vencer o seu próximo compromisso diante dos franceses para continuar vivo na disputa. E esse jogo nas duplas, que será disputado a partir das 10h (horário de Brasília) do próximo domingo (2), colocará frente a frente os brasileiros Rafael Matos e Marcelo Melo e os franceses Benjamin Bonzi e Pierre-Hugues Herbert.
Triunfando nas duplas, os números 1 de cada país, Wild e Humbert, disputam a quarta partida. Em caso de empate, a definição do confronto será no jogo entre Fonseca e Fils.
Fonte: Brasil2 47 com informações da Agência Brasil
Presidente reforça compromisso com a democracia e desenvolvimento do país ao cumprimentar senador pela vitória
Lula (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) por sua reeleição à presidência do Senado Federal e do Congresso Nacional, neste sábado (1). Em nota oficial, Lula destacou a importância da harmonia entre as instituições para o crescimento do país e reforçou a parceria com o Legislativo na defesa da democracia e na busca por um Brasil mais justo e desenvolvido.
A mensagem do presidente foi divulgada após a confirmação da vitória de Alcolumbre na disputa pelo comando do Senado, neste sábado (1). O senador, que já havia presidido a Casa entre 2019 e 2021, retorna ao cargo em um momento de articulações políticas para os próximos desafios legislativos do governo.
Confira a íntegra da nota do presidente Luiz Inácio Lula da Silva:
Parabéns ao senador Davi Alcolumbre pelo novo mandato na Presidência do Senado e do Congresso Nacional. Um país cresce quando as instituições trabalham em harmonia. Caminharemos juntos na defesa da democracia e na construção de um Brasil mais desenvolvido e menos desigual, com oportunidades para todo o povo brasileiro.
Deputado dos Republicanos-PB assume cargo com apoio amplo e desafio de equilibrar interesses do governo e da oposição
Hugo Motta é eleito presidente da Câmara (Foto: Reprodução)
O deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) foi eleito neste sábado (1) como novo presidente da Câmara dos Deputados, com 444 votos, a segunda maior votação da história da Casa. Aos 35 anos, ele se torna o mais jovem parlamentar a assumir o cargo. Sua eleição é resultado da articulação do atual presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e contou com o apoio de 17 dos 20 partidos, incluindo siglas governistas, como o PT, e de oposição, como o PL.
A disputa foi resolvida ainda no primeiro turno. Além de Motta, concorreram Marcel van Hattem (Novo-RS), que obteve 31 votos, e o pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ), que recebeu 22. Dois deputados votaram em branco.
A vitória de Motta consolida o domínio do Centrão no Congresso, destaca O Globo. Apesar do apoio governista, o grupo enfrenta divisões internas, o que tem dificultado a aprovação de projetos de interesse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Além disso, o novo presidente assume a Câmara em um momento em que o Congresso detém um poder inédito sobre o Orçamento federal. Desde o governo Dilma Rousseff, as emendas parlamentares cresceram significativamente, ultrapassando R$ 50 bilhões em 2024, o que representa cerca de um quinto dos recursos livres da União.
Antes da votação, Motta discursou na tribuna da Câmara, destacando a necessidade de garantir a independência do Legislativo e a defesa da imunidade parlamentar.
“Vamos fortalecer a Câmara, manter a autonomia e a independência em relação a outros Poderes. Queremos uma Câmara forte, com a garantia das nossas prerrogativas e a defesa da nossa imunidade parlamentar. A garantia das prerrogativas parlamentares é essencial para o fortalecimento do povo”, declarou.
O posicionamento do novo presidente faz referência a investigações recentes que miraram parlamentares por declarações feitas no plenário. Em 2023, a Polícia Federal indiciou os deputados Cabo Gilberto Silva (PL-PB) e Marcel van Hattem (Novo-RS) por calúnia e difamação contra um delegado da corporação. Embora a Constituição assegure imunidade parlamentar por opiniões, o Supremo Tribunal Federal (STF) já decidiu que crimes contra a honra, como injúria, calúnia e difamação, não estão protegidos por essa prerrogativa.
Motta também se comprometeu a conduzir os trabalhos da Câmara com diálogo e imparcialidade, distribuindo relatorias de projetos de forma equânime e ouvindo parlamentares de diferentes espectros políticos. “Aquela cadeira [da presidência da Câmara] não faz nenhum de nós diferente. Serei o que sempre fui, um deputado presidente e não um presidente deputado”, afirmou.
Ele citou o ex-presidente sul-africano Nelson Mandela para reforçar a importância de uma liderança equilibrada: “Mandela era um líder gigante e humilde. A arrogância é uma marca de fraqueza na vida pública. A humildade é sinônimo de firmeza, de quem não precisa se achar infalível”.
De volta à presidência do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) usou seu discurso neste sábado (1º) para defender a independência do Legislativo e a necessidade de respeito às prerrogativas parlamentares.
Durante sua fala, o senador abordou o recente impasse sobre as emendas parlamentares, criticando o bloqueio de recursos do orçamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF). "Não haverá democracia forte sem um Congresso livre, sem um parlamento firme, sem um Senado soberano, autônomo e independente", declarou, sendo aplaudido pelos presentes.
A decisão do STF, tomada pelo ministro Flávio Dino no final de dezembro, impediu a execução de 5.449 indicações de emendas de comissão que não cumpriam normas jurídicas, segundo dados do Congresso Nacional. Alcolumbre ressaltou que, embora o respeito ao Judiciário seja fundamental, o Parlamento deve preservar sua autonomia para legislar e representar a sociedade de forma independente.
⊛ Defesa dos municípios e descentralização de recursos
Alcolumbre também destacou a importância do fortalecimento dos municípios, defendendo uma distribuição mais equitativa dos recursos públicos. Para ele, "fortalecer as cidades é garantir a cada cidadão o direito à cidade, onde a verdadeira cidadania é construída e exercida". O senador prometeu trabalhar pelo pacto federativo e pela valorização dos estados e municípios dentro de um modelo de desenvolvimento integrado.
A pauta municipalista também foi defendida pelo atual presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que, ao longo de seu mandato, argumentou que os congressistas conhecem melhor as necessidades do interior do país do que os ministros do governo federal. Alcolumbre reforçou essa linha de raciocínio, sustentando que o Parlamento deve desempenhar um papel ativo no apoio aos gestores locais.
⊛ Diálogo com a oposição e pacificação política
Ao longo do discurso, o senador se posicionou como defensor do diálogo e da construção de consensos, alertando contra a polarização e o uso do discurso de ódio nas redes sociais. "A maioria deve prevalecer com respeito às minorias", afirmou. Ele criticou a tendência de rotular adversários como inimigos e destacou a necessidade de reconstituir pontes no debate político.
Com experiência no Senado, Alcolumbre relembrou sua atuação em momentos críticos, como a aprovação do sistema de votação remota, o marco legal do saneamento, a reforma da Previdência e o auxílio emergencial durante a pandemia. Ele enfatizou que sua liderança é fundamental para a estabilidade política e o respeito ao diálogo.
Além de Flávio, a senadora Damares Alves ficará à frente da Comissão de Direitos Humanos e o senador Marcos Rogério vai comandar a de Infraestrutura
(Foto: Reprodução)
Flávio Bolsonaro será o presidente da Comissão de Segurança Pública no Senado. Ele disse neste sábado (1º) que irá procurar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, para discutir a Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental das Favelas. Segundo ele, o fim dessa ADPF será uma das prioridades da atuação dele à frente da Comissão.
De acordo com a CNN, o senador falou a jornalistas nesta manhã, ao chegar no Congresso Nacional, onde participa das eleições para a Presidência do Senado Federal.
A ADPF 635 é uma ação que discute violações a direitos fundamentais, nas atividades com violência e letalidade policial nas comunidades do Rio. Ela foi movida em 2019 pelo PSB, por instituições dos direitos humanos e por movimentos sociais.
Além de Flávio, a senadora Damares Alves ficará à frente da Comissão de Direitos Humanos e o senador Marcos Rogério vai comandar a de Infraestrutura.
A deputada federal Carla Zambelli (PL) teve seu mandato cassado pelo TRE-SP na última quinta-feira (30). Foto: Reprodução
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) cassou o mandato da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) na última quinta-feira por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. A decisão também a tornou inelegível por oito anos a partir das eleições de 2022.
O relator do caso, Encinas Manfré, apontou uma série de publicações feitas pela bolsonarista e concluiu que Zambelli “conscientemente atuou para difundir informações fraudulentas” e promoveu “incitação de animosidade e hostilidade contra o sistema eleitoral e membros do Poder Judiciário antes e depois do período eleitoral”.
As publicações
Entre as postagens citadas, uma de 19 de fevereiro de 2022 trazia uma imagem de uma reportagem da Revista Oeste, acompanhada de ataques aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes.
A publicação continua ativa no Facebook. Segundo a decisão, Zambelli “externou tentativa de deslegitimar a atuação desses ministros do colendo Supremo Tribunal Federal, aos quais, então, imputara atuação tendenciosa e partidarizada”.
Postagem da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) no Facebook ataca ministros do STF. Foto: Reprodução
Outra publicação, feita em abril de 2022 e ainda disponível, questionava a segurança das urnas eletrônicas com base em uma informação distorcida retirada de um ofício do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) enviado ao Exército em fevereiro do mesmo ano.
O relator destacou que, embora o número de 712 riscos identificados fosse real, era falso afirmar que o TSE não atuou para resolver essas questões. Segundo ele, Zambelli “reitera ataques infundados contra o sistema eleitoral” na publicação.
Postagem da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) no Facebook questiona a segurança das urnas eletrônicas. Foto: Reprodução
O relatório também menciona um vídeo publicado pela parlamentar insinuando irregularidades no processo de carga e lacração de urnas eletrônicas no município de Itapeva (SP). No conteúdo, ela sugere que as urnas estariam sendo manipuladas dentro de um sindicato ligado a Lula e ao PT.
O TRE-SP considerou que a deputada fez propaganda eleitoral irregular com notícias falsas sobre fraude nas eleições. Como punição, a Justiça determinou uma multa de R$ 30 mil e a remoção do vídeo das plataformas YouTube, Kwai e Twitter.
Outro caso apontado envolve uma postagem de setembro de 2022 sobre a Auditoria de Conformidade do Partido Liberal (PL) no TSE, que segue on-line. O relator afirmou que Zambelli divulgou “afirmações sabidamente inverídicas acerca do processo de apuração das eleições”. No mesmo dia da publicação, o TSE emitiu uma nota contestando os dados do partido.
Postagem da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) sobre a Auditoria de Conformidade do Partido Liberal (PL) no TSE. Foto: Reprodução
Zambelli também foi punida por divulgar informações falsas sobre o QR Code presente na nova versão digital do título eleitoral, alegando que ele seria usado para contabilizar automaticamente votos para Lula. A Justiça determinou a remoção dessas postagens, e o TSE aplicou uma multa de R$ 30 mil.
Após a decisão, Zambelli afirmou que vai “continuar representando os eleitores até o encerramento dos recursos cabíveis”. Pela legislação, a deputada permanece no cargo até que todos os recursos sejam esgotados.
O ex-presidente Jair Bolsonaro durante uma reunião da bancada do PL neste sábado (1°): ele cobrou aliados e comparou seu governo ao de Trump. Foto: Reprodução
O ex-presidente Jair Bolsonaro discursou neste sábado (1°) durante uma reunião da bancada do PL, seu partido, apesar de não se colocar como candidato às eleições presidenciais de 2026. Em sua fala, o inelegível afirmou que, se pensasse apenas em si, teria deixado o Brasil.
“A grande maioria entendeu o momento e nós vamos crescer. Seremos mais fortes ainda nas eleições do ano que vem. Não é por mim, é por nós. Se eu fosse pensar em mim, eu estaria fora do Brasil, mas jamais vou abandonar esse nosso país aqui”, declarou Bolsonaro.
O ex-chefe do Executivo também cobrou que seus aliados reforcem as realizações de seu governo, entre 2019 e 2022. Durante o discurso, o ex-capitão reivindicou a “paternidade” do Pix e sugeriu que sua base destaque esse feito.
“Nós temos muito o que falar do nosso governo. Nós temos que mostrar o que aconteceu em 2019 a 2022 e fazer comparações. Se a facada, lá em Juiz de Fora, fosse fatal, o Haddad seria o presidente da República. E eu acho que a gente não estaria discutindo nada”, afirmou.
“É igual o pessoal do Pix, que foi um choque para o atual governo. Agora, algumas pessoas não falaram quando nasceu o Pix, que foi no governo de 2020, em plena pandemia, logo após a questão do Auxílio Emergencial. Se fosse outro governo, estariam todos falando o tempo todo daquilo. Mas nós temos muita coisa a apresentar.”
Bolsonaro ainda comparou seu desgoverno com o do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele listou as entregas de sua gestão na área econômica e chegou a compará-las com as novas propostas apresentadas pelo republicano.
O ex-mandatário afirmou que sua gestão implementou os quatro “eixos” que Trump pretende adotar nos Estados Unidos em seu novo governo. Segundo ele, esses eixos são: desregulamentação, desburocratização, redução de impostos e choque de energia.
O senador Marcos do Val (Podemos-ES) anunciou neste sábado (1) a retirada de sua candidatura à presidência do Senado. A decisão foi comunicada durante um discurso na tribuna do plenário, no tempo reservado aos candidatos. Em sua fala, ele alegou que foi prejudicado por “censura” e afirmou que sua candidatura não recebeu a devida visibilidade da imprensa.
“Eu quero oficializar aqui a minha retirada da minha candidatura, porque fui prejudicado por questões de censura. Só ontem a imprensa descobriu que eu existia como candidato. Não fui de forma democrática um candidato, estou retirando porque ficou inviável a possibilidade de uma eleição”, declarou o senador.
Durante o discurso, Marcos do Val afirmou ser alvo de perseguição política e criticou medidas impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“A maior perseguição política da história partindo de um único ministro. Infelizmente, com a conivência da Mesa do Senado, sou o único senador da história do Brasil que, enquanto exerce seu mandato, está censurado, com redes sociais bloqueadas, salários bloqueados […] Tive meu passaporte civil e diplomático suspenso”, disse.
O discurso aconteceu antes da votação para a presidência do Senado, que tem como candidatos Davi Alcolumbre (União-AP), apontado como favorito, Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) e Eduardo Girão (Novo-CE). A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) também retirou sua candidatura.
Marcos do Val é investigado em um inquérito que apura a possível prática de crimes de obstrução de investigações de organização criminosa e incitação ao crime. Como parte das medidas impostas pelo STF, o senador teve suas redes sociais bloqueadas e seu passaporte apreendido.
A Polícia Federal apura ataques a delegados da instituição e ao STF, incluindo Moraes. O inquérito, que corre sob sigilo, também investiga o blogueiro Oswaldo Eustáquio.
Com a saída de Do Val e de Soraya Thronicke, a disputa pela presidência do Senado segue com três candidatos. Davi Alcolumbre, que já presidiu a Casa, é apontado como favorito. A votação ocorre em um cenário de embates políticos acirrados, especialmente no que diz respeito à relação entre o Legislativo e o Judiciário.
O senador Davi Alcolumbre (União-AP), de 47 anos, foi reeleito presidente do Senado Federal neste sábado (1). A eleição, que teve todos os 81 senadores votando, foi marcada por ampla vitória e um placar final que consolidou a força política do parlamentar.
Ele atingiu 73 votos, garantindo sua reeleição, enquanto seus adversários, o astronauta Marcos Pontes (PL-SP) e Eduardo Girão (Novo-CE), receberam apenas 4 votos cada. Ambos os derrotados são linha dura do bolsonarismo no Congresso.
A votação foi concluída às 15h12, quando Alcolumbre alcançou os 41 votos necessários para a reeleição, e o resultado foi proclamado às 15h19.
As imagens do plenário mostraram momentos de celebração, com os senadores Randolfe Rodrigues (PT-AP) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) repassando ligações de líderes políticos ao recém-eleito presidente do Senado. De acordo com parlamentares presentes, as ligações eram de Lula e Bolsonaro, respectivamente.
Com essa vitória, Davi Alcolumbre assume a presidência do Senado pela segunda vez. Sua primeira gestão ocorreu entre 2019 e 2020, quando ele venceu a disputa pela presidência do Senado após a desistência de Renan Calheiros (MDB-AL). Naquela ocasião, o processo foi marcado por controvérsias, incluindo a suspeita de voto fantasma, que nunca foi oficialmente esclarecida.
Em 2024, Alcolumbre já havia formado um bloco de alianças políticas que o tornaram praticamente imbatível. O senador conseguiu o apoio de partidos tanto da base do governo quanto da oposição, reunindo 73 congressistas. Entre os partidos que apoiaram sua candidatura estavam PSD (15 senadores), PL (14), MDB (11), PT (9), União (7), PP (6), PSB (4), Republicanos (4) e PDT (3), além de senadores do Podemos e PSDB. Isso representou cerca de 94% do Senado.
Davi Alcolumbre assumirá o Senado em um momento de intensos debates sobre a transparência no processo de indicações de emendas parlamentares, especialmente no contexto do chamado “orçamento secreto”. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, pediu mais clareza em relação às emendas de comissão, que têm gerado discussões sobre a distribuição de recursos.
Durante sua primeira gestão, Alcolumbre trabalhou para ampliar a verba destinada a emendas parlamentares e aumentar o poder do Congresso sobre o orçamento federal. Em 2024, um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) revelou que cinco das dez cidades mais beneficiadas por emendas parlamentares entre 2020 e 2023 estão localizadas no Amapá, estado de Alcolumbre, o que gerou questionamentos sobre a distribuição de recursos.
Uma norma constitucional e uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) impediram que Alcolumbre se candidatasse à reeleição em 2020. Conforme a legislação, presidentes da Câmara e do Senado só podem buscar a reeleição após uma eleição geral, mas não podem disputar novamente durante a mesma legislatura. Em seu lugar, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) foi eleito e exerceu o cargo de 2021 a 2025.
Nos últimos anos, Alcolumbre manteve uma posição de destaque no Senado ao presidir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), uma das mais influentes da Casa. Embora tenha exercido o papel de “primeiro-ministro” ao coordenar pautas e a distribuição de emendas, ele continuará sendo uma figura central no Senado após sua reeleição.
Enquanto Trump reforçou que não precisa do petróleo venezuelano, Maduro buscou avançar no diálogo com o enviado dos EUA
Nicolás Maduro e Donald Trump (Foto: Reuters | Reprodução)
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, demonstrou interesse em dialogar com os Estados Unidos sob a administração de Donald Trump. No entanto, Trump descartou a possibilidade de comprar petróleo venezuelano, classificando a ideia como "coisa estúpida".
Maduro, recentemente empossado para um novo mandato, enfrenta a oposição de Washington, que reconhece o ex-candidato da oposição Edmundo Gonzalez como o vencedor legítimo das eleições, alegando fraude. Trump manteve a postura da administração Biden, mas atacou a decisão do antecessor de comprar petróleo da Venezuela:
"Biden... trouxe ele (Maduro) de volta à vida. Biden comprou milhões de barris de petróleo. Eu digo, o que é isso? Então, não vamos deixar essa coisa estúpida acontecer", afirmou, segundo a Sputnik informa neste sábado (1).
Na sexta-feira (31), Maduro conversou com Richard Grenell, enviado especial de Trump, sobre temas como migração, sanções e cidadãos norte-americanos presos na Venezuela. Trump anunciou nas redes sociais que a Venezuela aceitará de volta cidadãos ilegais nos EUA, incluindo membros da gangue Tren de Aragua, e assumirá o transporte de deportados.
Enquanto os Estados Unidos já deixaram claro que não precisam do petróleo venezuelano, Maduro buscou avançar no diálogo com o enviado, segundo a Sputnik. No entanto, até o momento, apenas os EUA parecem obter ganhos concretos nas negociações.
O ato foi uma resposta a políticos extremistas que exibiram o boné de Donald Trump, reforçando a ideia de que “o Brasil é dos brasileiros”
Ministros usam boné em defesa da soberania (Foto: Reprodução)
Ministros do governo federal participaram de um ato simbólico nesta semana, utilizando um boné azul com os dizeres “O Brasil é dos brasileiros”, em uma resposta direta a políticos de direita que exibiram o boné do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A informação foi divulgada pela CNN.
O gesto ocorreu na sala da liderança do governo no Senado e contou com a presença dos ministros Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Carlos Fávaro (Agricultura), Wellington Dias (Desenvolvimento Social) e Camilo Santana (Educação). O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, também aderiu à manifestação.
Em tom de crítica à exibição do boné de Trump por parlamentares brasileiros, Padilha reforçou o posicionamento do governo sobre a soberania nacional. “É do Brasil. Soberania dos brasileiros. Aqui é o Brasil dos brasileiros. Tem gente que usa outros bonés, a gente usa boné do Brasil. Orgulho do Brasil. Ninguém vai bater continência não”, afirmou o ministro.
A manifestação ocorre em meio a declarações recentes de Trump sobre o Brasil. Desde que assinou o comando dos EUA, o ex-presidente já afirmou que os americanos “não precisam dos brasileiros”. Poucos dias depois, seu governo deportou 88 brasileiros que estavam em situação migratória irregular.
Além do ato simbólico, o governo federal também tomou outra medida política relevante na última semana: exonerou temporariamente dez ministros para que pudessem reassumir seus mandatos no Congresso e votar nas eleições para as presidências da Câmara e do Senado. A movimentação faz parte da estratégia do Planalto para garantir influência nas decisões legislativas.