terça-feira, 13 de janeiro de 2026

101 julgamentos em 2 meses: a medida de Fux para travar processos de golpistas do 8/1 no STF


       Luiz Fux, ministro do STF. Foto: reprodução

O ministro Luiz Fux interrompeu 101 julgamentos relacionados aos atos golpistas do 8 de Janeiro ao pedir vista de todos os processos dos quais participou no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) desde o fim de outubro do ano passado. Os pedidos atingem ações de mérito, recursos e análises de recebimento de denúncia, e paralisam casos que já tinham maioria formada, alguns aguardando apenas o voto final de Fux.

Segundo a Secretaria de Imprensa do STF, o ministro afirma que solicitou vista para “adequar sua posição a outros votos proferidos anteriormente” e manter coerência na avaliação das condutas dos réus.

O pedido de vista, que pode durar até 90 dias, permite ao ministro mais tempo para revisar processos e não exige justificativa formal. A mudança de postura ocorreu após Fux deixar a Primeira Turma, onde parte das ações penais do 8 de Janeiro vinha sendo analisada.

Entre os pedidos feitos, 68 travaram julgamentos de mérito, quando o Supremo decide pela absolvição ou condenação. Outros 24 são relativos à análise de recursos e nove envolvem aditamento de denúncias apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

A quantidade expressiva marca uma inflexão na atuação de Fux, que durante cerca de um ano e meio acompanhou integralmente o relator, ministro Alexandre de Moraes, em centenas de condenações.

Bolsonaristas durante tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023. Foto: reprodução
A virada ocorreu no julgamento do chamado “núcleo crucial” da trama golpista, em setembro, quando Fux defendeu a absolvição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros cinco réus. Ele foi vencido por quatro votos a um e citou os pedidos de vista como demonstração de “humildade judicial”.

Na ocasião, durante a leitura de seu voto que durou 14 horas, afirmou: “Eu propus a mim, como magistrado, que deve ter a humildade judicial de evoluir, de reconsiderar, que eu estou pedindo vista, estou aceitando embargos de declaração, aceitando revisões criminais”.

Após o episódio, o ministro migrou para a Segunda Turma, ocupando a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. Embora processos criminais tenham sido redistribuídos às Turmas a partir do fim de 2023, denúncias recebidas antes dessa data continuam tramitando no plenário, o que mantém parte dos julgamentos do 8 de Janeiro com participação dos 11 ministros.

Fonte: DCM

Suzane von Richthofen provoca confusão e tumulto em delegacia

Além da ida à delegacia, Suzane também esteve no Instituto Médico Legal

           Suzane von Richthofen (Foto: Reprodução)

Suzane von Richthofen causou tumulto no 27º Distrito Policial, no Campo Belo, zona sul de São Paulo, ao tentar intervir no processo de liberação do corpo do tio materno, o médico Miguel Abdalla Neto, de 76 anos, encontrado morto em sua residência na última sexta-feira (9). O episódio ocorreu no sábado (10) e resultou em atraso nos trâmites administrativos, de acordo com relatos de policiais.

Segundo apuração do Metrópoles, a documentação necessária para a liberação do corpo já havia sido iniciada por uma prima do médico, mas Suzane compareceu à delegacia e tentou assumir a responsabilidade pelo procedimento, alegando ter parentesco suficiente para conduzir o processo.

Ainda conforme a fonte policial, a insistência de Suzane em reivindicar a liberação do corpo acabou provocando confusão e retardou a conclusão da papelada. Policiais de plantão teriam se surpreendido ao reconhecer a condenada, que se apresentou com o nome atual, Suzane Louise Magnani Muniz, adotado após o casamento com o médico Felipe Zecchini Muniz, com quem teve um filho.

Além da ida à delegacia, Suzane também esteve no Instituto Médico Legal (IML), onde o corpo do tio estava sob custódia. A tentativa de liberação, no entanto, não teve sucesso, já que a autorização havia sido concedida a outra familiar. Miguel Abdalla foi tutor de Andreas von Richthofen, irmão mais novo de Suzane, e atuou como inventariante dos bens do casal Manfred e Marísia von Richthofen, assassinados em 2002.

O boletim de ocorrência referente à morte do médico foi registrado como morte suspeita, apesar de não haver sinais aparentes de violência ou indícios de crime. O corpo foi encontrado em uma casa localizada na rua Baronesa de Bela Vista, no bairro Vila Congonhas, após um vizinho estranhar a ausência de contato por dois dias e olhar o imóvel com o auxílio de uma escada. A Polícia Militar informou, inicialmente, que a causa da morte seria natural.

No dia seguinte à localização do corpo, o muro da residência amanheceu pichado com a frase “Será que foi a Suzane?”. A inscrição foi apagada na segunda-feira (12) por um profissional contratado, que preferiu não se identificar. A pichação reforçou a comoção e a repercussão do caso, que rapidamente ganhou destaque nas redes sociais.

A morte do tio materno de Suzane é investigada pela mesma delegacia que, em 2002, apurou o assassinato de seus pais, crime pelo qual ela foi condenada a 39 anos e seis meses de prisão por duplo homicídio triplamente qualificado. O crime foi executado pelos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, a mando de Suzane, segundo a sentença judicial.

Miguel Abdalla teve papel central na vida da família após o crime. Ele assumiu a tutela de Andreas e a administração do espólio até 2005, quando o irmão mais novo completou 18 anos e passou a ser o inventariante. Na ocasião, Suzane chegou a pedir judicialmente o afastamento do tio, alegando sonegação de bens. Anos depois, em 2006, Abdalla acionou a Justiça ao relatar que Suzane teria sido vista “rondando” a casa onde ele morava com a mãe e Andreas, o que motivou um pedido de prisão preventiva pelo Ministério Público à época.

Suzane von Richthofen cumpre pena em regime aberto desde janeiro de 2023. O inquérito que apura a morte de Miguel Abdalla segue em andamento, e a Polícia Civil aguarda a conclusão de laudos periciais para esclarecer definitivamente as circunstâncias do óbito.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Bolsonaristas cobram Tarcísio por apoio discreto à pré-campanha de Flávio Bolsonaro ao Planalto

Aliados do governador dizem que não é hora de campanha e que ele está focado na gestão paulista, enquanto o entorno do senador e pede engajamento público

Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro (Foto: Pablo Jacob /Governo do Estado de SP | Jefferson Rudy/Agência Senado)

Políticos bolsonaristas têm reclamado do que chamam de apoio “envergonhado” do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), à pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. A avaliação é que o governador evita se comprometer publicamente, fala do tema apenas quando questionado e ainda não entrou de fato na mobilização do grupo.

As informações foram publicadas pela Folha de S.Paulo, que relata a insatisfação de aliados de Jair Bolsonaro com o ritmo e a forma do gesto político de Tarcísio, considerado peça estratégica por liderar o maior colégio eleitoral do país e por manter interlocução com setores do centrão e do mercado.

Segundo a reportagem, Tarcísio afirmou a jornalistas que Flávio “poderá contar com ele”, mas até agora não fez declarações espontâneas de apoio, não levou o tema às redes sociais e não compareceu a eventos ligados à pré-campanha, como um almoço com empresários realizado em dezembro, em São Paulo.

Nos bastidores, parte do bolsonarismo passou a ironizar o governador, chamando-o de “Tarcísio Garcia”, em referência ao ex-governador Rodrigo Garcia, que tentou manter neutralidade entre o presidente Lula (PT) e Bolsonaro em 2022 e acabou ficando em terceiro lugar, fora do segundo turno. Nesse grupo, a cobrança é direta: se Tarcísio não assumir uma posição mais explícita ao lado do senador, pode ser tratado como “traidor” e virar alvo da artilharia bolsonarista.

◎ Aliados tentam frear a pressão e dizem que foco é gestão

Do outro lado, aliados do governador afirmam que a ansiedade do entorno de Flávio é previsível, mas prematura. Um interlocutor citado na reportagem sustenta que ainda não é momento de campanha e que Tarcísio está concentrado na administração do estado. Na leitura desse grupo, a etapa atual seria de articulação partidária e composição com outras legendas, tarefa que caberia ao pré-candidato, não ao governador.

Há também bolsonaristas que consideram as críticas precipitada. O ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social do governo Bolsonaro, Fabio Wajngarten, defendeu cautela e descreveu a relação entre os dois com ênfase na fidelidade ao ex-presidente.

“Há que se respeitar o tempo de cada pessoa. Nem tudo ocorre na janela temporal que terceiros desejam”, afirma Fabio Wajngarten. “A relação do governador com o presidente é de total lealdade, respeito e amizade.”

◎ Ciro Nogueira diz que Tarcísio não vai querer virar “traidor”

A pressão, porém, é alimentada por uma expectativa política: apoiadores de Flávio e dirigentes partidários avaliam que, se o senador mantiver a pré-candidatura, Tarcísio acabará entrando “de cabeça” na campanha por sobrevivência no campo da direita.

“Ele não vai querer nunca ser um [João] Doria, ficar com viés de traidor”, diz o senador Ciro Nogueira, presidente do PP.

Segundo a reportagem, Nogueira também afirmou que Tarcísio teria ficado frustrado por não ter sido escolhido por Bolsonaro para a missão presidencial de 2026, embora diga que o próprio governador já lhe declarou que apoiará Flávio. Integrantes do PL, por sua vez, levantam a hipótese de que um distanciamento prolongado poderia até estimular Bolsonaro a buscar outro palanque em São Paulo, como forma de garantir alinhamento total ao projeto do filho, ainda que o próprio Nogueira avalie que um rompimento seria “ruim para os dois”.

◎ Anúncio de Flávio e ruído interno no PL

A reportagem também descreve um incômodo no entorno de Tarcísio com a maneira como a pré-candidatura foi lançada em dezembro. Flávio confirmou nas redes sociais que havia sido escolhido pelo pai após a notícia ser revelada pelo portal Metrópoles, e não houve, segundo o relato, um evento planejado com antecedência com o PL e aliados, como seria esperado para uma largada nacional.

Antes da confirmação pública, Flávio teria ido a São Paulo para comunicar a decisão ao governador. Nos bastidores, um integrante do PL citado na reportagem sugere que a opção de manter o controle do anúncio dentro do clã Bolsonaro e escantear outros atores, inclusive Tarcísio, pode ter ajudado a explicar a resistência do governador em assumir um apoio mais aberto neste momento.

O texto relata que Tarcísio demorou três dias para se pronunciar após o anúncio. Quando falou, foi instado pela imprensa e disse que apoiaria o senador, afirmando que ele se juntava a “outros grandes nomes da oposição” que haviam se colocado à disposição. Ainda assim, durante a entrevista, segundo a reportagem, tentou diversas vezes fugir do assunto.

◎ São Paulo como trunfo e a aposta na versão “light”

Para entusiastas da pré-campanha, o apoio do governador seria central por dois motivos. O primeiro é óbvio: garantir um palanque robusto em São Paulo. O segundo é de narrativa: interlocutores citados na reportagem afirmam que a estratégia seria vender Flávio como uma versão mais moderada do pai, e, nesse desenho, Tarcísio poderia funcionar como vitrine de um “bolsonarista moderado” bem-sucedido.

A reportagem registra ainda que Tarcísio tirou 17 dias de férias no início do ano e viajou aos Estados Unidos. No mesmo período, Flávio também esteve no país para visitar o irmão, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL), sem encontro com o governador.

◎ Flávio relata ligação no Natal e diz que vitória “passa por São Paulo”

Em entrevista ao blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo, divulgada na última semana e citada na reportagem, Flávio argumentou que sua pré-candidatura teria a vantagem de não colocar em risco o controle da direita sobre São Paulo. Ele afirmou que, se Tarcísio concorresse ao Planalto e perdesse para o presidente Lula, o grupo poderia ficar sem o governo federal e sem o governo paulista.

Para o senador, o governador não perde a reeleição “de jeito nenhum”. Flávio relatou ainda ter recebido uma ligação de Tarcísio no Natal.

“Ele falou ‘Flávio, feliz Natal, estamos juntos, conta comigo’. Fiquei feliz demais. Tarcísio está nas férias dele, dando uma recarregada nas baterias, como eu também estou”, disse.

O senador também reforçou a afinidade política entre os dois e projetou convergência mais adiante.

“Respeito muito o Tarcísio, um cara leal ao Bolsonaro. No tempo dele, vai estar perto, dar o palanque, e vamos caminhar juntos. A vitória no plano nacional passa principalmente por São Paulo.”

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Defesa de Bolsonaro tenta levar ao plenário do STF pedido para anular condenação

Advogados recorrem contra decisão de Alexandre de Moraes e insistem na nulidade da ação penal já encerrada

Brasília (DF) - 22/11/2025 - Manifestação em frente à sede da Polícia Federal após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)



A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou um novo recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de anular a ação penal que resultou em sua condenação. O pedido foi protocolado nesta segunda-feira (12), mesmo após o processo já ter sido encerrado e a pena estar em fase de cumprimento.

Reportagem da CNN aponta a estratégia dos advogados para tentar submeter novamente o caso à análise do plenário da Corte. Trata-se de mais uma tentativa de afastar a decisão já tomada pela Primeira Turma do STF e confirmada em instâncias internas do tribunal.

Em dezembro, o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, já havia rejeitado um pedido semelhante apresentado pela defesa, ao entender que o tipo de recurso utilizado não se aplicava à situação do ex-presidente. Ainda assim, os advogados voltaram a recorrer, agora por meio de um agravo regimental.

A ação penal que condenou Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão transitou em julgado em 25 de novembro. Com isso, todos os recursos possíveis foram esgotados, encerrando definitivamente o processo. A partir desta data, teve início o cumprimento da pena imposta pelo STF.

No novo recurso, a defesa solicita que Alexandre de Moraes reavalie a decisão anterior “em juízo de retratação”. Caso o ministro mantenha seu entendimento, os advogados pedem que o agravo seja encaminhado ao plenário do Supremo, para que todos os ministros se manifestem sobre o pedido.

A argumentação apresentada volta a se apoiar no voto vencido do ministro Luiz Fux no julgamento que resultou na condenação. À época, Fux se posicionou pela absolvição de Bolsonaro e, posteriormente, deixou a Primeira Turma do STF.

Com base nesse entendimento minoritário, a defesa pede o reconhecimento da nulidade da ação penal. No mérito, solicita a absolvição do ex-presidente dos crimes de pertencimento a organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado com violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, com considerável prejuízo à vítima, além de deterioração de patrimônio tombado.

Fonte: Brasil 247

Operação Overclean: PF faz buscas em endereços do deputado Félix Mendonça

Polícia Federal investiga esquema criminoso suspeito de desviar recursos públicos oriundos de emendas parlamentares

                   Deputado Félix Mendonça (Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados)

Apontado como o principal alvo da nona fase da Operação Overclean, o deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA) teve o apartamento funcional que utiliza em Brasília alvo de mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (13). A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e faz parte de uma investigação que apura suspeitas de desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro. As informações são do Metrópoles.

A ofensiva desta etapa concentra esforços no aprofundamento das investigações sobre a destinação de emendas parlamentares e o possível envolvimento de agentes políticos no esquema.

Além da diligência realizada no Distrito Federal, a Polícia Federal, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal, cumpre ao todo nove mandados de busca e apreensão na Bahia e em Brasília. As medidas fazem parte de um conjunto de ações voltadas à coleta de provas e ao rastreamento do fluxo de recursos públicos supostamente desviados.

Por determinação do STF, também foi autorizado o bloqueio de R$ 24 milhões em contas bancárias vinculadas a pessoas físicas e jurídicas investigadas. A decisão busca interromper a circulação de valores considerados de origem ilícita e preservar recursos para um eventual ressarcimento aos cofres públicos, caso as irregularidades sejam confirmadas.

De acordo com a investigação, há indícios de que emendas parlamentares teriam sido direcionadas para um esquema estruturado, com a participação de empresas e operadores financeiros. O suposto arranjo teria como objetivo fraudar contratos administrativos e viabilizar a lavagem de dinheiro por meio de mecanismos financeiros complexos.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Ministério da Justiça envia à PF pedido de investigação contra Flávio Bolsonaro

Representação cita possível crime contra a honra do presidente Lula

                 Senador Flávio Bolsonaro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

O Ministério da Justiça encaminhou à Polícia Federal um pedido para que seja analisada uma representação contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A solicitação, segundo a coluna do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, tem como base uma denúncia apresentada por uma deputada do PT e envolve uma publicação feita pelo parlamentar nas redes sociais, associando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, sequestrado por forças militares dos Estados Unidos. Flávio Bolsonaro é pré-candidato à Presidência da República em 2026. O encaminhamento à Polícia Federal ocorreu em um dos últimos atos de Ricardo Lewandowski à frente do Ministério da Justiça.

⊛ Pedido foi encaminhado à direção da Polícia Federal

A denúncia foi apresentada pela deputada federal Dandara (PT-MG), que aponta a ocorrência de um suposto crime contra a honra do presidente Lula. O documento enviado à Polícia Federal é assinado por Eliza Pimentel da Costa Simões, coordenadora-geral de Administração do gabinete do então ministro da Justiça.

O pedido foi encaminhado ao gabinete do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para apreciação. No ofício, o ministério solicita que o caso seja analisado e que haja retorno ao gabinete do ministro, caso necessário.

"Encaminhe-se à PF para apreciação, rogando-se a gentileza de retornar os autos ao gabinete do Ministro, caso haja necessidade, além de enviar resposta diretamente à SAL (Secretaria Nacional de Assuntos Legislativos)", diz o documento.

⊛ Denúncia aponta suposto crime contra a honra

Além da análise do mérito, o Ministério da Justiça pede que a Polícia Federal informe a Secretaria Nacional de Assuntos Legislativos sobre o andamento do caso, para que os dados sejam repassados à parlamentar autora da representação.

Na requisição enviada à pasta, Dandara solicita que a Polícia Federal atue na preservação de provas digitais e na apuração dos fatos relacionados à publicação feita por Flávio Bolsonaro.

Em manifestação nas redes sociais, a deputada afirmou que "a democracia exige liberdade de expressão. Mas exige também compromisso com a verdade, respeito às instituições e responsabilidade no debate público".

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Lula vence todos candidatos de direita nos 1º e 2º turnos em 2026, diz nova pesquisa


       Lula, presidente do Brasil. Foto: Ricardo Stuckert

A nova pesquisa divulgada nesta terça-feira (13) pelo portal Meio, em parceria com o instituto Ideia, aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera todos os cenários testados para o primeiro turno da eleição presidencial de 2026. Mesmo com variações de adversários, o petista ultrapassa 39% das intenções de voto em todos os cenários estimulados.

No segundo turno, Lula também aparece na frente de todos os competidores, embora tecnicamente empatado com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), acirrando a expectativa sobre a disputa que se aproxima.

No principal cenário de primeiro turno testado, Lula registra 40,2%, enquanto Tarcísio marca 32,7%. Quando o adversário considerado é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o presidente obtém 39,6%, ante 27,6% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O levantamento também mediu o desempenho de Michelle Bolsonaro (PL), que alcança 29,7%, contra 40,1% do atual chefe do Executivo. Os dados evidenciam que Lula mantém vantagem consistente em todas as simulações de primeiro turno.

O cenário de segundo turno entre Lula e Tarcísio, porém, mostra maior equilíbrio. O presidente aparece com 44,4% e o governador paulista, com 42,1%, configurando empate técnico dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

Em todas as demais simulações de segundo turno, Lula abre vantagem. O petista marca 46% contra 37% de Ratinho Jr. (PSD-PR), 46,3% contra 36,5% de Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), 46% a 39% sobre Michelle Bolsonaro, 46,3% contra 36,1% de Romeu Zema (Novo-MG) e 46,2% contra 36% de Flávio Bolsonaro.

Tarcísio, Michelle, Ratinho Jr, Zema e Caiado. Foto: reprodução
Na pergunta espontânea, quando o entrevistado indica livremente seu candidato, Lula aparece novamente na liderança, com 32% das intenções de voto. O ex-presidente Jair Bolsonaro, inelegível e condenado a 27 anos e três meses de prisão, aparece em seguida com 9,5%.

Depois dele surgem Flávio Bolsonaro (6,6%), Tarcísio de Freitas (6,1%) e Michelle Bolsonaro (3,6%). Todos os demais nomes citados não ultrapassam 2%.

O levantamento também investigou a rejeição dos principais nomes. Lula é o mais citado quando a pergunta é sobre em quem os entrevistados não votariam de jeito nenhum: 40,8% rejeitam o presidente.

Flávio Bolsonaro aparece com 30%, Michelle com 26,1% e Tarcísio com 16,2%. A pesquisa também mostra que 64,5% dos eleitores afirmam já estar decididos, enquanto 35,5% ainda podem mudar de opinião. Além disso, metade dos entrevistados — 50% — acredita que Lula não merece continuar no poder, enquanto 46,9% consideram que ele deve seguir. Outros 3,1% não souberam responder.

Realizado entre os dias 8 e 12 de janeiro de 2026, o levantamento ouviu 2.000 pessoas por meio de entrevistas telefônicas. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-06731/2026

Fonte: DCM

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Ascensão social avança e 17,4 milhões deixam a pobreza em dois anos

Estudo da FGV aponta maior presença histórica das classes A, B e C no Brasil em 2024

Ascensão social avança e 17,4 milhões deixam a pobreza em dois anos (Foto: Agência Brasil)

Em apenas dois anos, o Brasil registrou um movimento expressivo de mobilidade social, com 17,4 milhões de pessoas deixando a pobreza e passando a integrar as classes A, B e C. O número equivale à população total do Equador e revela uma transformação significativa no perfil socioeconômico do país, impulsionada sobretudo pelo aumento da renda do trabalho e pela ampliação do acesso ao emprego formal.

Os dados fazem parte de um estudo elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), que analisou a evolução da renda e da estratificação social no período de 1976 a 2024. As informações foram divulgadas oficialmente pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

Segundo a FGV, o ritmo de ascensão social observado entre 2022 e 2024 foi 74% mais acelerado do que aquele verificado entre 2003 e 2014, outro período marcado por forte mobilidade social. Apenas nesse intervalo recente, a participação das classes A, B e C na população total cresceu 8,44 pontos percentuais, com parcela relevante desse avanço associada a beneficiários do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

O pesquisador e diretor da FGV Social, Marcelo Neri, autor do estudo, destacou o papel central do mercado de trabalho nesse processo. “O ganho de renda do trabalho foi o principal motor de ascensão social da chamada classe média. A regra de proteção do Bolsa Família impulsiona a geração de carteiras de trabalho, que talvez seja o principal símbolo da nova classe média vinda da base da distribuição de renda”, afirmou.

Em 2024, o país atingiu o maior nível histórico de participação das classes A, B e C desde o início da série analisada. Juntas, essas faixas responderam por um patamar 78,18% acima da média anual registrada desde 1976. A classe C concentrou 60,97% da população, enquanto as classes A e B somaram 17,21%.

Na outra ponta, as classes D e E alcançaram os menores percentuais já observados, com 15,05% e 6,77% da população, respectivamente. O resultado indica uma redução consistente da pobreza e da extrema pobreza no país, segundo a metodologia adotada pelo estudo.

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, avaliou que os números refletem o impacto direto das políticas públicas combinadas ao crescimento econômico. “Um governo do lado do povo, e não é um jogo de palavras, é mudança para melhor mesmo, para milhões de brasileiros e brasileiras”, declarou.

Para o ministro, a integração entre programas sociais, geração de emprego e estímulo à atividade econômica tem sido decisiva. “Os mais pobres vêm ganhando oportunidades com o crescimento econômico acima de 3% ao ano, oportunidades de emprego e pequenos e médios negócios, ampliando a renda, aumentando a capacidade de consumo, o que impulsiona o próprio crescimento contínuo da economia. Como diz o presidente Lula, é o dinheiro nas mãos de milhões dentre os mais pobres, que começam com um Bolsa Família e depois as portas se abrem para um emprego ou um negócio assistido”, completou.

Fonte: Brasil 247

Governo exonera diretor do Dnit suspeito de receber propina do "Careca do INSS"

Caso é analisado pelo STF e envolve descontos indevidos em aposentadorias

               Empresário Antônio Carlos Camilo Antunes (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

O governo federal decidiu exonerar o diretor de Administração e Finanças do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Marcos de Brito Campos Jr., após o avanço de uma investigação que apura suspeitas de recebimento de propina em dinheiro vivo. O caso está sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF) e envolve um esquema de fraudes relacionado a descontos indevidos em benefícios previdenciários. Segundo o Estadão Conteúdo, os dados foram encaminhados ao ministro do STF André Mendonça, relator do caso, que conduz o inquérito no âmbito da Corte.

⊛ Investigação no STF e avanço das apurações

O processo tramita sob sigilo no STF e integra a chamada Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de descontos irregulares em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O principal operador do esquema, Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, está preso desde setembro, sob suspeita de comandar a engrenagem criminosa e de pagar propina a servidores públicos.

As apurações indicam que o esquema envolvia pagamentos em dinheiro vivo e teria causado prejuízos a beneficiários da Previdência Social. As informações reunidas pela investigação foram consideradas suficientes para a adoção de medidas cautelares e para o afastamento do então diretor do Dnit.

⊛ Defesa nega irregularidades

Em nota divulgada por sua defesa, o advogado de Marcos de Brito Campos Jr. afirmou que o ex-diretor foi surpreendido com a inclusão de seu nome na investigação. Segundo o comunicado, “o Dr. Marcos de Brito Campos Jr. foi surpreendido com a notícia de seu envolvimento na referida ‘Operação Sem Desconto’, inclusive por força de medidas cautelares que lhe foram impostas por ordem de S. Exa., o Min. André Mendonça, do STF”.

A defesa destacou ainda que não teve acesso integral aos autos do processo, em razão do sigilo judicial. De acordo com a nota, “até o presente momento, porque os procedimentos judiciais seguem em sigilo máximo perante o STF, malgrado tenhamos solicitado o acesso aos respectivos autos, o mesmo não foi ainda apreciado e deferido, não sendo de nosso conhecimento, portanto, o inteiro teor das investigações que motivaram as aludidas medidas cautelares”.

No texto, os advogados negam qualquer participação do ex-diretor em práticas ilícitas ao longo de sua trajetória no serviço público. “Afirmar categoricamente que o Dr. Marcos de Brito Campos Jr. não participou, direta ou indiretamente, de qualquer atividade ilícita em qualquer dos cargos que tenha assumido em sua trajetória profissional, especialmente junto ao INSS”, diz um trecho da nota.

A defesa também refuta de forma direta a acusação de recebimento de valores ilegais. “Há imperiosa necessidade de refutar que o Dr. Marcos de Brito Campos Jr. haja recebido qualquer numerário oriundo do empresário Antônio Antunes ou de qualquer outra terceira pessoa envolvida nos atos apurados pela mencionada ‘Operação Sem Desconto’”.

Fonte: Brasil 247 com informações do Estadão Conteúdo

Adolescente veste traje nazista em festa de formatura no RN

Jovem de 13 anos apareceu vestido com fardamento e fez saudação nazista durante o evento

Adolescente usa traje nazista em formatura no Rio Grande do Norte (Foto: Reprodução/ Blog do Barreto)

 Em Mossoró, na Região Oeste do Rio Grande do Norte, um adolescente compareceu a uma festa de formatura com um traje repleto de referências ao nazismo. O caso ocorreu neste sábado (10) e gerou revolta nas redes sociais. Além da vestimenta, segundo o G1, diversos registros nas redes sociais flagraram momentos em que o jovem fez a saudação utilizada pelo ditador nazista Adolf Hitler. Segundo o jornal O Globo, o caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento ao Adolescente (DEA) de Mossoró.

⊛ Entenda o caso

Segundo a organização do evento, o adolescente compareceu à festa como convidado de duas irmãs, que eram formandas. Ainda de acordo com os responsáveis, ele teria chegado ao local acompanhado dos pais, sem qualquer vestimenta inadequada, e trocado de roupa já dentro da festa, sem o conhecimento da produção. A empresa Master Produções e Eventos afirmou ainda que "repudia de forma veemente qualquer ato, símbolo ou manifestação relacionada ao nazismo ou a ideologias de ódio" e destacou que a apologia ao nazismo é crime no Brasil.

⊛ Saudação nazista

Além do uso do uniforme, vídeos que circularam nas redes sociais mostram o adolescente com o braço direito estendido, gesto associado à saudação nazista. A apologia ao nazismo é crime no Brasil desde 1989, com pena prevista de dois a cinco anos de reclusão e multa. Por se tratar de um menor de idade, o caso é enquadrado como ato infracional análogo ao crime.

⊛ Nota de repúdio

Em nota, a Facene, instituição à qual pertenciam os formandos, afirmou que não participou da organização da festa, que foi realizada por um cerimonial privado, e manifestou repúdio ao ocorrido. "Tal manifestação é repugnante, afronta os valores democráticos, a dignidade humana e a memória das vítimas do nazismo, sendo totalmente incompatível com os princípios éticos, humanísticos e acadêmicos que orientam nossa instituição", declarou.
A faculdade informou ainda que adotará medidas para "reforçar comunicações aos formandos e à comunidade sobre a ausência de vínculo institucional com eventos privados, revisar orientações sobre uso de espaços e parcerias externas quando existentes, e envidar esforços para cooperação com os organizadores do baile, a fim de apurar os fatos e evitar repetição de episódios semelhantes".

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

MP quer ouvir PMs condenados pelos atos golpistas sobre o caso da Igreja Universal

Promotores investigam uma denúncia de que os militares foram obrigados a participar do evento Formatura Geral dentro da igreja evangélica

            Atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) pretende ouvir três dos cinco policiais militares do DF condenados pelos atos golpistas do 8 de janeiro de 2023. O MPDFT quer mais detalhes de um caso envolvendo a Igreja Universal.

De acordo com informações publicadas nesta segunda-feira (12) pela coluna Grande Angular, o MP investiga uma denúncia de que os militares foram obrigados a participar do evento Formatura Geral dentro da igreja evangélica.

O MP apura suposta prática dos crimes de peculato, inobservância da lei, prevaricação, regulamento ou instrução, abuso de confiança ou boa-fé, aplicação ilegal de verba ou dinheiro, usurpação de função, e patrocínio indébito. Essas ilegalidades estão previstas no Código Penal Militar, além da prática de improbidade administrativa prevista na Lei nº8.429/92.

Promotores também investigam se a Polícia Militar usou veículos oficiais, como ônibus, para transportar os policiais para as manifestações feitas por bolsonaristas, que invadiram a Praça dos Três Poderes, em Brasília (DF).

O MP encaminhou o pedido à Corregedoria da Polícia Militar do DF (PMDF), que, em 9 de janeiro deste ano, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) liberação para os PMs serem ouvidos presencialmente na sede da Subchefia de Ordem Pública da corporação. O ministro do STF Alexandre de Moraes anunciará uma posição sobre as solicitações.

Fonte: Brasil 247 com informações da coluna Grande Angular, no Metrópoles

Moraes autoriza general condenado por trama golpista a trabalhar no quartel

Decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes permite que o general da reserva Mário Fernandes exerça atividade interna no Comando Militar do Planalto

Brasília (DF) - 10/09/2025 - O ministro Alexandre de Moraes, na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou o general da reserva Mário Fernandes, condenado por envolvimento em uma trama golpista, a exercer atividades laborais durante o cumprimento de sua pena. O trabalho será realizado no Comando Militar do Planalto, em Brasília, local onde o militar permanece custodiado. A Lei de Execução Penal prevê o trabalho como um direito da pessoa presa e como instrumento voltado à ressocialização. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.

⊛ Decisão do STF e fundamentos legais

No despacho, Alexandre de Moraes ressaltou que o exercício de atividade laboral deve ser incentivado quando houver condições adequadas de segurança e fiscalização. O ministro levou em consideração manifestação formal do Comando Militar do Planalto, que informou possuir estrutura administrativa interna capaz de receber o condenado.

Segundo o STF, as atividades a serem desempenhadas terão caráter intelectual e ocorrerão exclusivamente em ambiente interno da unidade militar, sem qualquer contato externo não autorizado.

⊛ Condições impostas para o trabalho interno

A autorização estabelece critérios rigorosos para o exercício da função. Mário Fernandes poderá utilizar computador sem acesso à internet e deverá atuar sob acompanhamento permanente de um oficial supervisor. As tarefas seguirão um plano individual de trabalho previamente apresentado pela unidade militar e aprovado pela Justiça. Além disso, o comando militar foi oficialmente comunicado da decisão e deverá assegurar o cumprimento integral das determinações judiciais.

⊛ Condenação por crimes contra a democracia

O general da reserva foi condenado pela Primeira Turma do STF a 26 anos e seis meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e danos ao patrimônio público.

Durante o processo, Mário Fernandes assumiu a autoria do chamado Plano Punhal Verde e Amarelo, que previa o assassinato do ministro Alexandre de Moraes, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin. A autorização para o trabalho não altera a condenação nem reduz a gravidade dos crimes reconhecidos pelo Supremo.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Estado de S. Paulo

Preços de alimentos disparam na Venezuela após sequestro de Maduro pelos EUA


Clientes fazem compra de verduras, legumes e frutas em mercado de Caracas. Foto: Ding Hongfa/Xinhua

A Venezuela, após o sequestro de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, enfrenta um cenário de incertezas e aumento dos preços de alimentos e itens essenciais. A presidente interina, Delcy Rodríguez, anunciou um projeto de lei para “proteger os direitos socioeconômicos dos cidadãos” e tentar controlar a inflação especulativa.

“Está tudo caríssimo. Não tenho como comprar alimentos com este benefício que ganho. Estou pedindo ajuda a amigos (para conseguir comida). Dias antes do que aconteceu, a caixa grande de ovos custava US$ 6. Agora está em US$ 8 (o equivalente a R$ 42). Não dá. O que já era caro, ficou ainda mais”, reclamou uma professora de dança de 65 anos.

Com o dólar variando em diferentes cotações, a economia da Venezuela segue instável. O salário mínimo, que antes equivalia a US$ 3, agora foi reduzido a cerca de US$ 0,42. A alta especulativa tem gerado descontrole nos preços, como apontado por um mototaxista de 47 anos que luta para ganhar o suficiente para sustentar sua família: “Preciso fazer pelo menos o equivalente a US$ 50 por dia ou não consigo levar comida para casa”.

A ameaça de uma nova hiperinflação, como a vivida entre 2016 e 2021, tem preocupado a população, com o bolívar perdendo valor. Especialistas ouvidos pelo UOL afirmam que, se não houver uma ação imediata, o país pode retornar à hiperinflação, já que a moeda tem sofrendo uma desvalorização de 1,5% diariamente.

Eles explicam que a escassez de dólares no mercado e a desvalorização da moeda nacional são as principais causas da instabilidade monetária. A população, ciente dessa fragilidade, tem se preparado para possíveis dificuldades, investindo em bens duráveis como alimentos.

Feira popular de rua em Caracas. Foto: Leonardo Fernandez Viloria/Reuters
O medo da escassez, que marcou a história recente da Venezuela, também voltou a crescer. Muitos venezuelanos lembram da grave falta de produtos entre 2013 e 2019. Embora o governo tenha garantido que as reservas de alimentos são suficientes para 111 dias, o aumento dos preços e a falta de controle nos mercados estão gerando insegurança.

“Semana passada comprei um quilo de Harina Pan por U$ 1,10. Ontem foi U$ 1,45. Não sei onde vamos parar”, relatou uma diarista.

A flexibilidade na importação de alimentos durante a gestão de Maduro, a fim de suprir a escassez, é vista como uma medida necessária, mas o comércio interno continua marcado por preços elevados e descontrole. A grande desvalorização do bolívar e a flutuação do dólar dificultam a negociação e o controle dos preços. Comerciantes, muitas vezes, aguardam que os atacadistas definam os valores antes de repassá-los para os consumidores.

Algumas pessoas que vivem em Caracas afirmam que “comerciantes estão abusando” dos preços e que precisam ir a outras cidades comprar comida.

Fonte: DCM

Flávio Bolsonaro é ignorado por secretário de Trump e paga mico nos EUA


       O senador Flávio Bolsonaro. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e pré-candidato à Presidência, se frustrou durante sua viagem aos Estados Unidos, onde passou as últimas semanas, após não conseguir um encontro com representantes da alta cúpula do governo americano. O principal objetivo era registrar uma foto ao lado do secretário de Estado, Marco Rubio, para fortalecer sua imagem e alinhar sua candidatura com o governo de Donald Trump.

A invasão da Venezuela pelos EUA e o sequestro do presidente Nicolás Maduro impediram que o encontro fosse agendado. Segundo o jornal O Globo, a tentativa de aproximação com Marco Rubio tinha como objetivo mostrar ao eleitorado bolsonarista que a família ainda mantém prestígio junto ao governo dos EUA, apesar da recente aproximação com o presidente Lula.

A falta do encontro com Rubio também gerou críticas dentro do próprio campo bolsonarista, principalmente por representar mais uma tentativa de apelo à “bolha” e por reforçar a imagem radical de Eduardo Bolsonaro, que está mais alinhado a uma postura de confrontação.

Flávio e Eduardo Bolsonaro nos EUA. Foto: Reprodução
Flávio planeja retornar aos Estados Unidos até abril, quando realizará uma espécie de “roadshow” pelo país. Nesse retorno, ele pretende adotar uma postura mais ao centro, alinhando-se à direita moderada. Para isso, cogita convidar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para acompanhá-lo.

A viagem também foi marcada por uma conversa reservada entre Flávio e Eduardo Bolsonaro, na qual o senador transmitiu um recado do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso em Brasília. O recado incluía orientações para que os filhos se unissem em torno do nome dele e evitassem confrontos com membros do Centrão.

Flávio procurou seguir essa recomendação, mas uma fala que fez sobre Eduardo como “um craque nas relações internacionais” gerou desconforto entre os membros do Centrão.

Fonte: DCM