Além da ida à delegacia, Suzane também esteve no Instituto Médico Legal
Suzane von Richthofen causou tumulto no 27º Distrito Policial, no Campo Belo, zona sul de São Paulo, ao tentar intervir no processo de liberação do corpo do tio materno, o médico Miguel Abdalla Neto, de 76 anos, encontrado morto em sua residência na última sexta-feira (9). O episódio ocorreu no sábado (10) e resultou em atraso nos trâmites administrativos, de acordo com relatos de policiais.
Segundo apuração do Metrópoles, a documentação necessária para a liberação do corpo já havia sido iniciada por uma prima do médico, mas Suzane compareceu à delegacia e tentou assumir a responsabilidade pelo procedimento, alegando ter parentesco suficiente para conduzir o processo.
Ainda conforme a fonte policial, a insistência de Suzane em reivindicar a liberação do corpo acabou provocando confusão e retardou a conclusão da papelada. Policiais de plantão teriam se surpreendido ao reconhecer a condenada, que se apresentou com o nome atual, Suzane Louise Magnani Muniz, adotado após o casamento com o médico Felipe Zecchini Muniz, com quem teve um filho.
Além da ida à delegacia, Suzane também esteve no Instituto Médico Legal (IML), onde o corpo do tio estava sob custódia. A tentativa de liberação, no entanto, não teve sucesso, já que a autorização havia sido concedida a outra familiar. Miguel Abdalla foi tutor de Andreas von Richthofen, irmão mais novo de Suzane, e atuou como inventariante dos bens do casal Manfred e Marísia von Richthofen, assassinados em 2002.
O boletim de ocorrência referente à morte do médico foi registrado como morte suspeita, apesar de não haver sinais aparentes de violência ou indícios de crime. O corpo foi encontrado em uma casa localizada na rua Baronesa de Bela Vista, no bairro Vila Congonhas, após um vizinho estranhar a ausência de contato por dois dias e olhar o imóvel com o auxílio de uma escada. A Polícia Militar informou, inicialmente, que a causa da morte seria natural.
No dia seguinte à localização do corpo, o muro da residência amanheceu pichado com a frase “Será que foi a Suzane?”. A inscrição foi apagada na segunda-feira (12) por um profissional contratado, que preferiu não se identificar. A pichação reforçou a comoção e a repercussão do caso, que rapidamente ganhou destaque nas redes sociais.
A morte do tio materno de Suzane é investigada pela mesma delegacia que, em 2002, apurou o assassinato de seus pais, crime pelo qual ela foi condenada a 39 anos e seis meses de prisão por duplo homicídio triplamente qualificado. O crime foi executado pelos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, a mando de Suzane, segundo a sentença judicial.
Miguel Abdalla teve papel central na vida da família após o crime. Ele assumiu a tutela de Andreas e a administração do espólio até 2005, quando o irmão mais novo completou 18 anos e passou a ser o inventariante. Na ocasião, Suzane chegou a pedir judicialmente o afastamento do tio, alegando sonegação de bens. Anos depois, em 2006, Abdalla acionou a Justiça ao relatar que Suzane teria sido vista “rondando” a casa onde ele morava com a mãe e Andreas, o que motivou um pedido de prisão preventiva pelo Ministério Público à época.
Suzane von Richthofen cumpre pena em regime aberto desde janeiro de 2023. O inquérito que apura a morte de Miguel Abdalla segue em andamento, e a Polícia Civil aguarda a conclusão de laudos periciais para esclarecer definitivamente as circunstâncias do óbito.
Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles
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