terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Suzane von Richthofen provoca confusão e tumulto em delegacia

Além da ida à delegacia, Suzane também esteve no Instituto Médico Legal

           Suzane von Richthofen (Foto: Reprodução)

Suzane von Richthofen causou tumulto no 27º Distrito Policial, no Campo Belo, zona sul de São Paulo, ao tentar intervir no processo de liberação do corpo do tio materno, o médico Miguel Abdalla Neto, de 76 anos, encontrado morto em sua residência na última sexta-feira (9). O episódio ocorreu no sábado (10) e resultou em atraso nos trâmites administrativos, de acordo com relatos de policiais.

Segundo apuração do Metrópoles, a documentação necessária para a liberação do corpo já havia sido iniciada por uma prima do médico, mas Suzane compareceu à delegacia e tentou assumir a responsabilidade pelo procedimento, alegando ter parentesco suficiente para conduzir o processo.

Ainda conforme a fonte policial, a insistência de Suzane em reivindicar a liberação do corpo acabou provocando confusão e retardou a conclusão da papelada. Policiais de plantão teriam se surpreendido ao reconhecer a condenada, que se apresentou com o nome atual, Suzane Louise Magnani Muniz, adotado após o casamento com o médico Felipe Zecchini Muniz, com quem teve um filho.

Além da ida à delegacia, Suzane também esteve no Instituto Médico Legal (IML), onde o corpo do tio estava sob custódia. A tentativa de liberação, no entanto, não teve sucesso, já que a autorização havia sido concedida a outra familiar. Miguel Abdalla foi tutor de Andreas von Richthofen, irmão mais novo de Suzane, e atuou como inventariante dos bens do casal Manfred e Marísia von Richthofen, assassinados em 2002.

O boletim de ocorrência referente à morte do médico foi registrado como morte suspeita, apesar de não haver sinais aparentes de violência ou indícios de crime. O corpo foi encontrado em uma casa localizada na rua Baronesa de Bela Vista, no bairro Vila Congonhas, após um vizinho estranhar a ausência de contato por dois dias e olhar o imóvel com o auxílio de uma escada. A Polícia Militar informou, inicialmente, que a causa da morte seria natural.

No dia seguinte à localização do corpo, o muro da residência amanheceu pichado com a frase “Será que foi a Suzane?”. A inscrição foi apagada na segunda-feira (12) por um profissional contratado, que preferiu não se identificar. A pichação reforçou a comoção e a repercussão do caso, que rapidamente ganhou destaque nas redes sociais.

A morte do tio materno de Suzane é investigada pela mesma delegacia que, em 2002, apurou o assassinato de seus pais, crime pelo qual ela foi condenada a 39 anos e seis meses de prisão por duplo homicídio triplamente qualificado. O crime foi executado pelos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, a mando de Suzane, segundo a sentença judicial.

Miguel Abdalla teve papel central na vida da família após o crime. Ele assumiu a tutela de Andreas e a administração do espólio até 2005, quando o irmão mais novo completou 18 anos e passou a ser o inventariante. Na ocasião, Suzane chegou a pedir judicialmente o afastamento do tio, alegando sonegação de bens. Anos depois, em 2006, Abdalla acionou a Justiça ao relatar que Suzane teria sido vista “rondando” a casa onde ele morava com a mãe e Andreas, o que motivou um pedido de prisão preventiva pelo Ministério Público à época.

Suzane von Richthofen cumpre pena em regime aberto desde janeiro de 2023. O inquérito que apura a morte de Miguel Abdalla segue em andamento, e a Polícia Civil aguarda a conclusão de laudos periciais para esclarecer definitivamente as circunstâncias do óbito.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

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