sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Líderes associam operação contra ex-assessora de Lira à tentativa de cassação Glauber Braga

O deputado do Psol prestou depoimento no inquérito que investiga desvio de emendas

      Glauber Braga (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

A operação deflagrada pela Polícia Federal nesta sexta-feira, que teve como alvo uma ex-assessora do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), provocou forte reação entre lideranças do Legislativo e ampliou o clima de tensão entre o Parlamento e o Supremo Tribunal Federal. Deputados relacionaram a ação à frustrada tentativa de cassar o mandato de Glauber Braga (Psol-RJ), derrotada dias antes no plenário da Casa. As informações são do jornal O Globo.

A investigação foi determinada pelo ministro Flávio Dino, do STF, e decorre de um inquérito no qual Braga e outros congressistas chegaram a prestar depoimento.

A ação da Polícia Federal incluiu diligências na Câmara dos Deputados e em outros endereços, com foco em apurar suspeitas de desvios de emendas parlamentares. O principal alvo foi Mariângela Fialek, conhecida entre os parlamentares como Tuca, ex-assessora direta de Arthur Lira e atualmente vinculada à liderança do PP. O ex-presidente da Câmara não é investigado na operação.

Durante o período em que Lira comandou a Casa, Tuca era apontada por deputados como figura central no fluxo de distribuição e liberação de emendas. De perfil técnico, recebia parlamentares de diferentes partidos, acompanhava votações no plenário e era considerada um dos principais braços operacionais do então presidente da Câmara.

Para líderes da Câmara, o momento da operação chamou atenção. A ação ocorreu dois dias depois de o plenário não conseguir votos suficientes para cassar o mandato de Glauber Braga, desafeto declarado de Lira. Conhecido por uma atuação combativa, o deputado do PSOL acumulava resistências de parlamentares de diferentes espectros ideológicos, da esquerda à direita.

Integrantes do Centrão afirmam que havia um entendimento prévio entre Arthur Lira e Hugo Motta para que o atual presidente da Câmara conduzisse o processo de cassação. No entanto, a sessão realizada na quarta-feira terminou em reviravolta. Diante da falta de apoio para a perda definitiva do mandato, o bloco teve de recuar para evitar uma derrota mais ampla, resultando apenas na suspensão de Braga por seis meses, o que expôs fragilidades na condução política da Casa.

A operação desta sexta-feira agravou o desconforto institucional num momento em que parlamentares já vinham manifestando críticas à atuação do Supremo. A cúpula da Câmara reagiu especialmente às buscas e apreensões realizadas dentro das dependências do Legislativo, incluindo uma ação na sala onde a assessora trabalha.

Aliados de Motta relataram que, inicialmente, circulou entre deputados a informação de que haveria diligências na própria sala da presidência da Câmara, o que aumentou a insatisfação nos corredores da Casa. A hipótese não se confirmou, mas contribuiu para elevar a tensão política.

Segundo um deputado com trânsito entre diferentes bancadas, há preocupação generalizada entre parlamentares devido ao papel estratégico desempenhado por Mariângela Fialek na engrenagem de distribuição de emendas.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Dino aponta continuação do orçamento secreto "mesmo com a troca na presidência da Câmara"

Segundo o ministro, indícios apontam que Mariângela Fialek, ex-assessora de Arthur Lira, segue comandando o orçamento secreto na gestão de Hugo Motta

        Hugo Motta e Flávio Dino (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados | Rosinei Coutinho/STF)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino afirmou, em decisão tornada pública nesta sexta-feira (12), que há fortes indícios de que o chamado “orçamento secreto” continua operando na Câmara dos Deputados, mesmo após a mudança no comando da Casa. Segundo o magistrado, os elementos reunidos pela investigação apontam para a permanência de um esquema de direcionamento irregular de emendas parlamentares, em desacordo com decisões anteriores da Corte que declararam a inconstitucionalidade desse mecanismo.

A decisão, tomada no âmbito de uma representação da Polícia Federal, tem como base um conjunto amplo de depoimentos, documentos e dados telemáticos analisados pelo STF. No despacho, Flávio Dino destaca que as provas indicam a atuação continuada de Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”, ex-assessora do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), como figura central na operacionalização das emendas, inclusive após a posse de Hugo Motta (Republicanos-PB) na presidência da Casa.

De acordo com o ministro, os elementos colhidos ao longo da apuração revelam que a servidora “permaneceu no exercício da função” relacionada ao controle e à organização das emendas, mesmo com a troca de comando na Câmara. Para Dino, esse dado é especialmente relevante porque sugere a continuidade de práticas consideradas ilegais pelo STF, contrariando o processo de reconstitucionalização das emendas parlamentares determinado no julgamento da ADPF 854.

A investigação reúne depoimentos de parlamentares de diferentes partidos, entre eles os deputados Glauber Braga (Psol-RJ), José Rocha (União Brasil-BA), Adriana Ventura (Novo-SP) e Fernando Marangoni (União Brasil-SP), além do senador Cleitinho (Republicanos-MG). Em comum, os relatos descrevem um modelo centralizado de distribuição de recursos, com envio de listas de emendas sem identificação clara de autores, beneficiários ou critérios objetivos. Em um dos trechos destacados na decisão, o ministro resume que há “indícios extremamente robustos de que não só a Câmara dos Deputados continua o processo de esguio às decisões do STF, como de que a Representada [Mariângela Fialek] mantém um papel relevante nesse processo, mesmo com a troca na presidência da Câmara”.

Os depoimentos também apontam para a concentração de grandes volumes de recursos em determinados estados e municípios, notadamente em Alagoas, reduto político de Arthur Lira. Segundo as investigações, parte dessas emendas teria sido direcionada por comissões temáticas que sequer contavam com parlamentares do estado beneficiado, o que, na avaliação do relator, reforça a suspeita de interferência indevida da antiga cúpula da Câmara na alocação dos recursos.

Além das oitivas, a Polícia Federal obteve autorização judicial para a quebra de sigilo de dados telemáticos de Mariângela Fialek. A análise desse material, segundo Flávio Dino, confirmou que a investigada exerceu, por um longo período, papel estratégico no controle do orçamento secreto, desde a fase das chamadas emendas de relator até as atuais emendas de comissão. O ministro ressalta que os registros demonstram uma atuação “contínua, sistemática e estruturada” na gestão desses recursos, com pouca ou nenhuma transparência.

Com base nesse conjunto probatório, Dino autorizou medidas cautelares de busca e apreensão em endereços ligados à investigada, bem como a quebra de sigilo de dados telefônicos e telemáticos. Ele também determinou o afastamento de Mariângela Fialek de qualquer atividade relacionada à proposição, tramitação ou destinação de emendas parlamentares na Câmara dos Deputados, até a conclusão das investigações.

Fonte: Brasil 247

Modelo revela lista de famosos com quem já transou; saiba quais


     Nubia Oliiver. Foto: Reprodução

Nubia Oliiver revelou, durante participação no podcast Papagaio Falante, apresentado por Sérgio Mallandro e Renato Rabelo, dez famosos com quem já transou. Aos 52 anos, a modelo citou nomes do futebol, da televisão e da música ao eleger seu “top 10”, com destaque inicial para Vampeta, campeão do mundo com a seleção brasileira em 2002.

Além de Vampeta, a lista inclui Edmundo, Djalminha, Luizão e Alex Silva entre os ex-jogadores; Eri Johnson, Alexandre Frota, Humberto Martins e Gerson Brenner entre os atores; e o cantor sertanejo Eduardo Costa. Sobre Eri Johnson, Nubia afirmou que a experiência foi “bem satisfatória”. Ela também disse ter namorado Gerson Brenner e relembrou um jantar “desastroso” com Vampeta.

A artista contou ainda que tentou se aproximar de dois treinadores de futebol, mas levou um “fora”. “Não consegui (ficar com o Vanderlei). Dei em cima dele e ele me deu um fora. Eu também fui para cima do Mano Menezes. Não consegui acesso direto, mas mandei um recado. No fim, não consegui.”

Fonte: DCM

VÍDEO – Carluxo expõe Bolsonaro soluçando para exigir mais benefícios ao pai


           Bolsonaro soluçando em vídeo divulgado por Carluxo. Foto: reprodução

Apelando em busca de benefícios para seu pai, o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) divulgou, nesta sexta-feira (12), um vídeo em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece dormindo e soluçando, em uma tentativa de reforçar o argumento de que o pai necessita de cuidados médicos contínuos.

A publicação ocorre em meio à ofensiva da defesa para obter autorização judicial para a realização de uma cirurgia considerada urgente e à discussão sobre as condições de saúde do ex-presidente após sua prisão.

Na gravação, Bolsonaro aparece deitado em um sofá, com sinais de dificuldade respiratória durante o sono. Ao divulgar o vídeo, Carluxo afirmou que o pai precisa de “cuidados especiais 24 horas por dia” e alertou para o risco de morte caso haja uma broncoaspiração decorrente de refluxo. Segundo ele, o quadro estaria associado à pressão psicológica enfrentada pelo ex-presidente nos últimos tempos.

Em um longo texto publicado nas redes sociais, o segundo filho do ex-presidente explicou por que decidiu tornar público o vídeo.

“Eu não pretendia tornar público um vídeo que expõe meu pai em mais uma situação terrível como os reflexos da facada que levou de antigo integrante do PSOL – o fato exposto registrado antes da sua prisão arbitrária se faz necessário e me dilacera de forma que não sei explicar – porque é doloroso demais encarar aquilo que meus próprios olhos veem diariamente, quando estou com ele. Mas a realidade é impossível de ignorar”, escreveu.


A divulgação ocorre enquanto a defesa de Bolsonaro tenta convencer o Supremo Tribunal Federal (STF) a autorizar uma cirurgia de urgência para tratar uma hérnia inguinal. O pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, responsável por decisões relacionadas ao cumprimento da pena do ex-presidente.

Em manifestações anteriores, Carlos Bolsonaro também mencionou problemas cardiovasculares atribuídos ao pai, reforçando a tese de que o estado de saúde dele exige acompanhamento permanente.

Moraes, no entanto, reagiu com cautela às alegações da defesa. O ministro questionou as datas dos exames apresentados e apontou a ausência de algumas das condições descritas no laudo médico nos exames realizados antes da prisão.

Diante disso, determinou que a Polícia Federal realize uma perícia médica independente, que deverá avaliar o estado de saúde de Bolsonaro. A decisão sobre a manutenção da prisão na Superintendência da PF, em Brasília, dependerá do resultado dessa avaliação.

Jair Bolsonaro está preso desde 22 de novembro, após violar as regras de uso da tornozeleira eletrônica, que teria sido danificada com um ferro de solda. Durante o período de custódia, o Supremo decretou o trânsito em julgado da ação penal nº 2.668, referente ao núcleo 1 dos processos, e a pena total passou a ser de 27 anos e três meses de prisão.

Fonte: DCM

STF forma maioria para confirmar perda do mandato de Zambelli

Primeira Turma tem três votos para referendar decisão de Alexandre de Moraes que anulou votação da Câmara

       Carla Zambelli (Foto: Lula Marques/EBC)

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para confirmar a decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a perda imediata do mandato da deputada federal Carla Zambelli. O julgamento ocorre no plenário virtual da Corte, ambiente em que os ministros registram seus votos eletronicamente, com prazo aberto entre 11h e 18h.

Até o momento, já se manifestaram a favor do referendo da decisão os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino. Ainda resta o voto da ministra Cármen Lúcia, mas a maioria já está consolidada.

A decisão individual de Moraes anulou a deliberação da Câmara dos Deputados que havia mantido Carla Zambelli no cargo e determinou a perda imediata do mandato parlamentar. Além disso, o ministro ordenou que o presidente da Câmara, Hugo Motta, dê posse ao suplente no prazo máximo de 48 horas.

Alexandre de Moraes é relator de um dos processos penais em que Zambelli foi condenada e também conduz a execução da pena imposta à parlamentar. Por essa razão, entendeu ter competência para decidir sobre a perda do mandato, diante da impossibilidade de exercício do cargo.

Embora a determinação já esteja em vigor, o próprio Moraes solicitou que o tema fosse submetido à Primeira Turma do STF para referendo. Com isso, a decisão individual tende a se consolidar como entendimento colegiado, reforçando sua validade jurídica.

A Constituição Federal prevê a perda de mandato parlamentar em diferentes hipóteses. Entre elas estão a violação de restrições constitucionais para o exercício do cargo, a quebra de decoro parlamentar, a condenação criminal definitiva, o excesso de faltas às sessões legislativas, a perda ou suspensão dos direitos políticos e decisões da Justiça Eleitoral, como nos casos de abuso de poder político ou econômico.

Nos três primeiros casos — violação constitucional, quebra de decoro e condenação criminal — a Constituição estabelece que o tema deve ser discutido em plenário. Já nas demais situações, como excesso de faltas ou suspensão de direitos políticos, a perda do mandato é declarada diretamente pela Mesa da Casa Legislativa.

É justamente na interpretação desses dispositivos que surgem divergências entre o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal. Em casos de condenação criminal, a perda do mandato pode decorrer tanto da decisão judicial definitiva quanto da inviabilidade prática de exercício do cargo, como ocorre quando o parlamentar passa a cumprir pena em regime fechado.

Ao longo dos anos, o STF adotou entendimentos distintos sobre o tema. No julgamento do Mensalão, em 2012, a Corte determinou a perda dos mandatos dos deputados João Paulo Cunha, Pedro Henry e Valdemar Costa Neto, sem submeter a decisão à Câmara. Na ocasião, o tribunal afirmou que caberia ao Legislativo apenas cumprir e declarar a decisão judicial.

Já no caso de Natan Donadon, em 2013, a Câmara inicialmente preservou o mandato em votação plenária, mas a decisão acabou sendo questionada no Supremo. Posteriormente, o mandato foi cassado por meio de processo no Conselho de Ética.

Em 2018, ao condenar Nelson Meurer no âmbito da operação Lava Jato, a Segunda Turma do STF entendeu que a decisão sobre a perda do mandato caberia à Câmara dos Deputados. Representações foram apresentadas ao Conselho de Ética, mas o caso acabou arquivado.

Mais recentemente, a Primeira Turma do Supremo tem adotado o entendimento de que a perda do mandato é automática quando o parlamentar é condenado a cumprir pena em regime fechado, pela impossibilidade de exercício da função. Esse foi o critério aplicado nos casos de Carla Zambelli e de Alexandre Ramagem, condenado por participação na tentativa de golpe de Estado em 2022.

Fonte: Brasil 247

Depoimentos de seis parlamentares embasaram operação contra desvio de emendas

Operação da PF teve como alvo uma ex-assessora do deputado Arthur Lira; Inquérito teve início com depoimento de deputados

      Glauber Braga - 29/04/2025 (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

A Polícia Federal cumpriu nesta sexta-feira dois mandados de busca e apreensão contra a funcionária da Câmara dos Deputados Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, que atua na liderança do Progressistas (PP). As diligências ocorreram em Brasília e incluíram salas utilizadas pela servidora no Congresso Nacional, além de sua residência. O celular de Mariângela foi apreendido pelos investigadores. O deputado Arthur Lira, ex-presidente da Câmara e de quem ela já foi assessora, não é alvo da operação.

O inquérito teve início a partir de depoimentos de seis parlamentares. Prestaram esclarecimentos os deputados Glauber Braga (PSOL-RJ), José Rocha (União Brasil-BA), Adriana Ventura (Novo-SP), Fernando Marangoni (União Brasil-SP) e Dr. Francisco (PT-PI), além do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG). Recentemente, Glauber foi alvo de um processo de cassação que resultou em uma suspensão de seis meses.

A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e resultou no cumprimento de dois mandados de busca e apreensão. Mariângela Fialek trabalha em um setor estratégico da Câmara responsável pela organização das indicações de emendas parlamentares.

Um dos locais vistoriados pelos policiais foi uma sala que, segundo registros oficiais da Casa, é destinada à Presidência da Câmara dos Deputados. O espaço passou a ser utilizado por Mariângela a partir de 2022, durante a gestão de Arthur Lira. Há relatos de que era nesse ambiente que ela despachava assuntos relacionados às emendas parlamentares.

A assessoria de Arthur Lira informou que ela não integra sua equipe. Já a liderança do PP na Câmara declarou que está “averiguando todo ocorrido” e que deve se posicionar ainda nesta sexta-feira.

Servidora experiente, Mariângela ocupa um cargo de natureza especial na Câmara dos Deputados, com remuneração bruta de R$ 23,7 mil. O inquérito investiga a possível prática dos crimes de peculato, falsidade ideológica, uso de documento falso e corrupção.

Fonte: Brasil 247

Ex-assessora de Lira comandava o orçamento secreto, aponta Dino

Mariângela Fialek foi alvo de operação da PF nesta sexta-feira

      Mariângela Fialek (Foto: Pablo Valadares/Câmara)

A ex-assessora parlamentar Mariângela Fialek, que atuou junto ao deputado federal e ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), é apontada como responsável pelo controle de indicações desviadas de emendas parlamentares vinculadas ao chamado 'orçamento secreto'. A informação consta na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, que autorizou a deflagração da Operação Transparência pela Polícia Federal nesta sexta-feira (12).

A investigação apura irregularidades na destinação de verbas públicas provenientes de emendas parlamentares. A decisão judicial descreve que Mariângela exercia papel central na operacionalização dessas indicações, supostamente em benefício de uma organização criminosa voltada a desvios funcionais e crimes contra a administração pública e o sistema financeiro nacional.

No despacho, o ministro Flávio Dino afirma: "Mariângela Fialek, que desponta exercer o controle de indicações desviadas de emendas decorrentes do orçamento secreto em benefício de uma provável organização criminosa voltada à prática de desvios funcionais e crimes contra a administração pública e o sistema financeiro nacional". O deputado Arthur Lira não é alvo das investigações.

Mariângela Fialek atua em um setor da Câmara dos Deputados responsável pela organização das indicações de emendas parlamentares e, atualmente, está lotada na liderança do PP na Casa. Durante a operação, agentes da Polícia Federal cumpriram mandados de busca em salas utilizadas pela servidora na Câmara e também em sua residência. Um telefone celular foi apreendido.

Um dos locais vistoriados foi uma sala que, de acordo com registros oficiais, é destinada à Presidência da Câmara. O espaço passou a ser utilizado por Mariângela a partir de 2022, período em que Arthur Lira comandava a Casa. Há relatos de que era nesse local que ela despachava assuntos relacionados às emendas parlamentares.

Ao longo das apurações, a Polícia Federal colheu depoimentos de diversos parlamentares, entre eles os deputados Glauber Braga (PSOL-RJ), José Rocha (União Brasil-BA), Adriana Ventura (Novo-SP), Fernando Marangoni (União Brasil-SP) e Dr. Francisco (PT-PI). Também foram ouvidos o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) e uma servidora da Câmara.

De acordo com a decisão do ministro do STF, "tais oitivas direcionaram as apurações à Representada, indicada como a principal responsável pela operacionalização do chamado 'orçamento secreto' no âmbito daquela Casa Legislativa". O documento acrescenta que os depoimentos apontam que Mariângela atuava "diretamente na operacionalização do encaminhamento de emendas" e que realizava indicações em nome de Arthur Lira.

O despacho judicial destaca ainda que, "constatou-se, ainda, que, mesmo após a alteração na Presidência da Casa, ela permaneceu no exercício da função", o que reforçou a suspeita sobre a continuidade de sua atuação no esquema investigado.

Em nota, a assessoria de Arthur Lira informou que ela não é sua assessora. Já a liderança do PP na Câmara declarou que está averiguando os fatos e que deve se manifestar ainda nesta sexta-feira.

Fonte: Brasil 247

Quem é o suplente que deve assumir mandato de Zambelli na Câmara

Ministro do STF determinou perda imediata do mandato da deputada, presa na Itália; presidente da Câmara tem 48 horas para dar posse ao substituto

      Carla Zambelli (Foto: Lula Marques/ EBC)

O suplente Adilson Barroso (PL-SP) deve assumir o mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP) na Câmara dos Deputados após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A determinação, revelada pelo G1, anulou a votação da Câmara que havia mantido o mandato da parlamentar, condenada em duas ações penais, e ordenou a perda imediata do cargo.

No despacho, Moraes também determinou que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), dê posse ao suplente em até 48 horas. Barroso, que já exerceu o mandato em períodos anteriores desta legislatura, é o primeiro suplente do PL em São Paulo, com mais de 62 mil votos obtidos nas eleições.

A decisão será analisada pelos ministros da Primeira Turma do STF em sessão virtual nesta sexta-feira (12). Moraes é relator de um dos processos em que Zambelli foi condenada e argumentou que a Câmara não poderia decidir se acatava ou não a determinação judicial, devendo apenas declarar a perda do mandato. Segundo ele, a votação que preservou a deputada “ocorreu em clara violação” à Constituição.

Votação na Câmara contrariou decisão judicial

Na quarta-feira (10), o plenário da Câmara rejeitou a cassação do mandato de Zambelli. Foram 227 votos a favor da cassação e 170 contrários, mas eram necessários 257 votos para que o mandato fosse efetivamente perdido. Com isso, o processo foi arquivado — situação revertida com a decisão de Moraes.

Carla Zambelli está atualmente presa na Itália, para onde fugiu em junho. O governo brasileiro formalizou pedido de extradição, ainda sob análise da Justiça italiana.

A deputada foi condenada em dois processos no STF: 

• 10 anos de prisão por invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ);
• 5 anos e 3 meses por perseguição armada a um eleitor do presidente Lula na véspera da eleição de 2022.

Quem é Adilson Barroso
Natural de Minas Gerais e radicado em São Paulo, Adilson Barroso integra o Partido Liberal (PL) e já assumiu outras vezes na atual legislatura. Ele ocupou a vaga do deputado Guilherme Derrite (PP-SP) entre 2023 e 2025, quando o titular comandava a Secretaria de Segurança Pública do estado.

Nas redes sociais, Barroso se apresenta como “bolsonarista de Direita, conservador, Patriota, amigo do Pres. Jair Bolsonaro, Michele Bolsonaro, Nikolas Ferreira” — uma identificação política que mantém desde seus primeiros mandatos.

Sua trajetória política inclui:

  •  Vereador em Barrinha (SP) pelo PTB em 1988 e reeleito pelo PFL em 1992;
  •  Vice-prefeito da cidade entre 1997 e 2002;
  •  Deputado estadual pelo Prona entre 2003 e 2010;
  •  Retorno à Câmara Municipal de Barrinha em 2016.

Barroso foi um dos fundadores do Partido Ecológico Nacional (PEN), que depois se tornou Patriota. Em 2021, porém, foi destituído da presidência da sigla após negociar, sem aval interno, a filiação de Jair Bolsonaro. Com o desgaste, migrou para o PL no mesmo ano e, em 2022, tornou-se suplente de deputado federal.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Braço direito de Lira é alvo da PF por desvios de emendas parlamentares


       O ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL). Foto: Reprodução

Braço direito do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) no esquema do orçamento secreto, a advogada Mariângela Fialek é alvo de uma operação da Polícia Federal nesta sexta-feira (12), que apura irregularidades no uso de emendas parlamentares.

Conhecida como Tuca, ela teve a casa e o local de trabalho alvos de mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Um dos pontos visitados pelos policiais foi uma sala que, segundo os registros da Câmara, é destinada à Presidência da Casa. O espaço passou a ser utilizado por Mariângela em 2022, durante a gestão de Arthur Lira, e relatos apontam que era ali que ela tratava das emendas.

A ação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino e cumpre dois mandados em Brasília. A investigação apura os crimes de peculato, falsidade ideológica, uso de documento falso e corrupção.

Quem é o alvo da PF?
Mariângela Fialek foi assessora de Arthur Lira e também atuou como conselheira fiscal da Codevasf, órgão amplamente abastecido por emendas do orçamento secreto.

Braço-direito de Arthur Lira, assessora é conselheira da Codevasf
A advogada Mariângela Fialek. Foto: Reprodução
Segundo investigadores, Fialek é considerada a principal operadora de emendas parlamentares na Câmara. Mesmo após a saída de Lira da presidência da Casa, ela teria mantido influência na gestão de verbas extras, controlando planilhas de distribuição de recursos negociados politicamente — fora das emendas individuais previstas em lei.

Tuca também é apontada como responsável por administrar um novo esquema de distribuição de verbas no Ministério da Saúde, com repasses que beneficiariam aliados do governo e a cúpula do Congresso, além de controlar emendas de comissão.

Funcionária experiente da Câmara, Fialek ocupa cargo de natureza especial, com remuneração bruta de R$ 23,7 mil.

Fonte: DCM

Apucarana autoriza atualização contratual da passagem do transporte coletivo a partir de domingo

Tarifa passa a ser de R$ 5,20 na linha urbana/distrital e de R$ 2,60 na meia passagem para estudantes


A Prefeitura de Apucarana autorizou nesta quinta-feira (11/12) a atualização contratual da tarifa do transporte coletivo urbano, dentro do município e em seus distritos. A partir de domingo (14/12), o valor da passagem passa de R$ 4,80 para R$ 5,20 na tarifa comum e de R$ 2,40 para R$ 2,60 na tarifa com desconto de 50% para estudantes. A medida segue parecer técnico-jurídico da Procuradoria Geral do Município e garante a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro da concessão, assegurando a continuidade do serviço prestado à população.

A concessionária Viação Apucarana LTDA (VAL) havia solicitado 15,38% de reajuste na tarifa, mas a Prefeitura está repassando ao usuário apenas 8,33%. O prefeito Rodolfo Mota destacou que a atualização cumpre critérios técnicos e respeita o contrato vigente com a empresa. 
“Concedemos o reajuste necessário para que a VAL possa continuar operando no transporte coletivo. É importante que o trabalhador saiba que, para ele, estamos repassando um percentual bem menor — de apenas 8,33%. A diferença no valor da passagem será paga pelo município mensalmente, por meio do subsídio da tarifa, para que o serviço não pare e continue atendendo com segurança. Nosso compromisso é garantir transporte coletivo funcionando, com previsibilidade e respeito ao bolso do usuário”, afirmou.

O Contrato de Concessão nº 013/2019 prevê mecanismos de revisão tarifária com base em critérios técnicos e na necessidade de recompor os custos operacionais da empresa, como óleo diesel, manutenção da frota e salários dos funcionários. A Procuradoria Geral apontou, no parecer, que a medida é necessária para evitar desequilíbrios que possam comprometer a execução do serviço. Segundo o documento, a atualização está amparada na legislação vigente e preserva as condições de operação da concessionária dentro dos parâmetros estabelecidos.

A Prefeitura monitora continuamente o funcionamento do transporte coletivo e mantém diálogo permanente com a concessionária para avançar em melhorias de rotas, horários e condições de operação, garantindo um serviço cada vez mais eficiente e seguro para a população.

Fonte: Prefeitura de Apucarana

Governo Lula garante R$ 674 milhões para obras de saúde e educação no Paraná, anuncia Gleisi



O presidente Lula anunciou na quarta-feira (10), em cerimônia no Palácio do Planalto, um grande pacote de investimentos para fortalecer a saúde e a educação em todo o país. O Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) vai garantir R$ 28,1 bilhões em financiamentos a juros reduzidos para a construção, ampliação e modernização de escolas, creches, UBS, hospitais, unidades de saúde, bem como aquisição de equipamentos essenciais, beneficiando milhares de municípios e comunidades carentes.

No Paraná, 39 municípios serão beneficiados, com recursos que totalizam R$ 674.869.377,84 para obras e projetos que irão fortalecer a saúde e a educação dos paranaenses.

“Essas obras vão gerar emprego, dignidade e, principalmente, melhorar a vida das pessoas”, comemorou a ministra Gleisi Hoffmann. “Com ações como esta, o Governo Lula reafirma seu compromisso em fortalecer a educação e o sistema de saúde pública, garantindo mais qualidade, eficiência e cuidado aos paranaenses”, acrescentou.

Confira os municípios contemplados no Paraná:

Apucarana – R$ 50.000.000,00 – Saúde (municipal)
Arapongas – R$ 50.000.000,00 – Associação Norte Paranaense de Combate ao Câncer
Arapoti – R$ 2.593.000,00 – Saúde (municipal)
Araucária – R$ 2.893.000,00 – Saúde (municipal)
Araucária – R$ 18.000.000,00 – Educação (municipal)
Astorga – R$ 5.500.000,00 – Educação (municipal)
Campina Grande do Sul – R$ 5.000.000,00 – Saúde (municipal)
Campina Grande do Sul – R$ 22.000.000,00 – Sociedade Hospitalar Angelina Caron
Campo Largo – R$ 22.000.000,00 – Maternidade e Cirurgia N. S. do Rocio
Capanema – R$ 2.027.110,00 – Saúde (municipal)
Cianorte – R$ 3.050.000,00 – Saúde (municipal)
Cianorte – R$ 7.786.408,00 – Instituto Honorp
Cianorte – R$ 930.000,00 – Instituto Mafra Imagem
Cianorte – R$ 13.701.158,00 – Educação (municipal)
Colombo – R$ 16.000.000,00 – Saúde (municipal)
Contenda – R$ 1.000.000,00 – Educação (municipal)
Curitiba – R$ 25.146.489,15 – Fundação de Estudos das Doenças do Fígado – Koutoulas Ribeiro
Curitiba – R$ 41.740.815,00 – Instituto Presbiteriano Mackenzie
Foz do Iguaçu – R$ 60.475.100,00 – Fundação de Saúde Itaiguapy
Francisco Beltrão – R$ 2.593.000,00 – Saúde (municipal)
Francisco Beltrão – R$ 398.500,00 – Educação (municipal)
Ipiranga – R$ 15.000.000,00 – Educação (municipal)
Ivaiporã – R$ 1.000.000,00 – Instituto de Saúde Lucena Sanchez
Lapa – R$ 2.852.300,00 – Saúde (municipal)
Laranjal – R$ 3.634.144,74 – Educação (municipal)
Londrina – R$ 39.896.895,31 – Associação Evangélica Beneficente de Londrina
Mandirituba – R$ 2.500.000,00 – Educação (municipal)
Maringá – R$ 8.000.000,00 – Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Maringá
Matelândia – R$ 21.982.072,91 – Educação (municipal)
Missal – R$ 6.200.000,00 – Educação (municipal)
Paranaguá – R$ 5.000.000,00 – Saúde (municipal)
Paranavaí – R$ 1.686.865,12 – Santa Casa
Pato Branco – R$ 5.000.000,00 – Instituto Policlínica
Pinhais – R$ 30.000.000,00 – Saúde (municipal)
Ponta Grossa – R$ 9.000.000,00 – Instituto Sul Paranaense de Radioterapia
Ponta Grossa – R$ 10.900.000,00 –Santa Casa de Misericórdia
Pontal do Paraná – R$ 4.000.000,00 – Saúde (municipal)
Pontal do Paraná – R$ 16.500.056,10 – Educação (municipal)
Quedas do Iguaçu – R$ 10.000.000,00 – Saúde (municipal)
Quedas do Iguaçu – R$ 8.100.000,00 – Educação (municipal)
Quitandinha – R$ 18.738.877,00 – Educação (municipal)
Rolândia – R$ 4.000.000,00 – Saúde (municipal)
Santa Amélia – R$ 1.500.000,00 – Educação (municipal)
Santa Mariana – R$ 34.600.000,00 – Centro Integrado em Saúde
Santa Mariana – R$ 2.820.000,00 – Educação (municipal)
São João do Caiuá – R$ 1.853.490,05 – Educação (municipal)
São João do Triunfo – R$ 2.550.000,00 – Saúde (municipal)
São João do Triunfo – R$ 1.650.000,00 – Educação (municipal)
São Mateus do Sul – R$ 20.000.000,00 – Educação (municipal)
Tibagi – R$ 2.593.000,00 – Saúde (municipal)
Tibagi – R$ 10.477.096,46 – Educação (municipal)

Toledo – R$ 20.000.000,00 – Associação Beneficente de Saúde do Oeste do Paraná

Fonte: Ministra Gleisi Hoffmann com informações da Agência Gov

Renan Filho e JHC lideram disputa pelo governo de Alagoas

Paraná Pesquisas aponta disputa acirrada em cenário com JHC e vantagem de Renan em outro

     Renan Filho (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Instituto Paraná Pesquisas divulgou nesta sexta-feira (12) um novo retrato da corrida pelo governo de Alagoas, com dois cenários estimulados e um recorte sobre a percepção do eleitorado em relação à gestão do governador Paulo Dantas (MDB).

No primeiro cenário apresentado, o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (PL), aparece na dianteira. Ele registra 47,6% das intenções de voto, enquanto o ministro dos Transportes, Renan Filho, soma 40,9%. Nesse mesmo recorte, 6,7% afirmam que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos nomes indicados, e 4,7% dizem não saber ou preferem não responder.

Já no segundo cenário estimulado, a liderança muda de mãos: Renan Filho aparece com 51,3%, contra 34,7% do deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil). Nesse panorama, 8,7% dizem que escolheriam branco, nulo ou nenhum candidato, enquanto 5,3% não souberam ou não opinaram.

Como o eleitor avalia Paulo Dantas

O levantamento também mediu a avaliação do governo de Paulo Dantas e indica uma distribuição entre percepções positivas, regulares e negativas. Para 11,6%, a administração é “ótima”, e 32,9% a classificam como “boa”. Outros 30,1% consideram a gestão “regular”.

No campo das avaliações negativas, 6,8% definem o governo como “ruim” e 17,1% como “péssimo”. Além disso, 1,5% não souberam responder ou preferiram não opinar.

Quando o recorte é o grau de aprovação, 62,7% dizem aprovar a administração estadual, enquanto 34,5% declaram desaprovar. Outros 2,7% não responderam.

Metodologia da pesquisa

A Paraná Pesquisas informou que o levantamento foi realizado entre 4 e 8 de dezembro deste ano, com 2.005 eleitores de 16 anos ou mais, entrevistados em 64 municípios. O nível de confiança divulgado é de 95%, com margem de erro estimada em 2,2 pontos percentuais.

Fonte: Brasil 247

Redes e ruas: Senado enfrenta pressão e pode adiar análise do PL da Dosimetria


     O presidente do Senado, Davi Alcolumbre – Reprodução

Dois dias após a aprovação do PL da Dosimetria na Câmara dos Deputados, em sessão que avançou pela madrugada, o impacto da votação sobre as redes sociais e a proximidade dos protestos marcados para o próximo domingo (14) modificaram o ambiente político no Senado. O tema, que tinha previsão de ser votado rapidamente, passou a enfrentar resistência crescente. Com informações da Veja.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, indicou que pretende cumprir o acordo firmado com o presidente da Câmara, Hugo Motta, para colocar o texto em votação na próxima semana. Mesmo assim, líderes da Casa relataram desconforto em apreciar o projeto antes do início do recesso parlamentar.

Nos últimos dias, aumentou o grupo de senadores que defende o adiamento da análise. Até então, a expectativa predominante era de que o Senado encerraria a tramitação do projeto de forma acelerada, repetindo o ritmo adotado pela Câmara.

Interlocutores no Senado afirmam que o PL da Dosimetria pode ter destino semelhante ao da PEC da Blindagem, cuja tramitação foi interrompida depois de pressão externa. Parlamentares avaliam que a reação do público à aprovação do texto pelos deputados elevou a cautela entre os senadores.

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar, solicitou a Alcolumbre que o projeto não fosse levado diretamente ao plenário e passasse antes por análise na comissão. Ele mencionou a necessidade de uma avaliação mais detalhada, argumento que pode embasar eventual adiamento.

Diante do cenário de indefinição no Senado, o governo Lula deve reiterar sua posição contrária ao PL da Dosimetria nos próximos dias, acompanhando a movimentação política e o calendário de debates previsto para a próxima semana.

Fonte: DCM com informações da revista Veja

'Beto Louco' negocia delação premiada e promete entregar políticos

PGR rejeitou oferta de delação, mas pode reabrir negociações. Beto Louco é um dos principais investigados na Operação Carbono Oculto
     Roberto Augusto Leme da Silva, o 'Beto Louco' (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil | Divulgação/PF)

A Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu não avançar, neste momento, na proposta de delação premiada apresentada pela defesa do empresário Roberto Augusto Leme da Silva, o 'Beto Louco'. A avaliação do órgão foi de que o material encaminhado não trouxe provas concretas capazes de sustentar acusações envolvendo pessoas com foro privilegiado, o que levou à devolução do caso à primeira instância, informa Natália Portinari, do UOL.

A proposta de colaboração havia sido apresentada inicialmente ao Ministério Público Federal (MPF) no Paraná, responsável pela Operação Tank, e ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que conduz a investigação conhecida como Carbono Oculto. Beto Louco é investigado nas duas frentes.

Como a proposta mencionava autoridades com foro privilegiado, o MPF do Paraná encaminhou o material à PGR. A equipe do procurador-geral da República, Paulo Gonet, chegou a se reunir com a defesa do empresário no fim de novembro. Após a análise, no entanto, concluiu que os elementos apresentados não eram suficientes para justificar a celebração de um acordo de delação no âmbito da Procuradoria-Geral.

A ausência de provas capazes de corroborar os indícios citados pesou na decisão. Apesar disso, a possibilidade de colaboração não foi descartada de forma definitiva. Caso novos elementos sejam apresentados, a negociação poderá ser reavaliada pela PGR. Até lá, a proposta segue sob análise do MPF do Paraná.

No Ministério Público de São Paulo, onde também foi protocolada uma tentativa de acordo, a postura é de cautela. A promotoria avalia até que ponto uma eventual delação poderia contribuir para o objetivo central da investigação, que busca esclarecer o funcionamento da cadeia de lavagem de dinheiro atribuída ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

De acordo com a apuração, Beto Louco circulava com frequência em Brasília, mantinha contatos no Congresso Nacional e conviveu com o presidente do União Brasil, Antônio Rueda. Em um almoço com Rueda, teria oferecido ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, canetas do medicamento Mounjaro. Na proposta de delação, o empresário se dispôs a relatar esse e outros episódios envolvendo o senador. Procurado pelo UOL para comentar, Alcolumbre não respondeu até o momento.

As investigações da Operação Carbono Oculto apontam que Beto Louco controlaria empresas do setor de combustíveis utilizadas para lavagem de dinheiro. Ele é citado como possível braço financeiro de uma suposta organização criminosa ao lado de Mohamad Hussein Mourad, conhecido como Primo.

Procurada, a defesa do empresário afirmou que não comentaria a existência de qualquer negociação de acordo, destacando que eventuais tratativas devem ocorrer sob sigilo.

Fonte: Brasil 247 com informações do UOL

Lula é avisado que PL da Dosimetria deve ser aprovado no Senado

Presidente avalia estratégias para adiar ou barrar proposta

Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi informado por senadores do PSD e do MDB de que o Projeto de Lei da Dosimetria tem grandes chances de ser aprovado pelo Senado Federal, ainda que com margem apertada. A avaliação foi apresentada ao chefe do Executivo em conversas recentes com parlamentares das duas legendas, que desenharam um cenário considerado favorável à tramitação da proposta. As informações são da CNN Brasil.

Lula sinalizou que pretende atuar politicamente até a próxima semana para tentar adiar ou mesmo derrubar a votação do projeto no Senado.

Diante do avanço da proposta, o presidente tem apostado em estratégias de pressão popular, tanto nas ruas quanto nas redes sociais. Setores da esquerda convocaram manifestações para este fim de semana com o objetivo de mobilizar a opinião pública contra o projeto, que é visto por aliados do governo como um risco institucional.

No cálculo do Palácio do Planalto, ainda existe a possibilidade de adiamento da análise do texto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Caso isso ocorra, a proposta só seria apreciada pelo plenário do Senado no próximo ano, o que daria mais tempo para articulações políticas e eventuais ajustes no conteúdo.

Dentro do Senado, um grupo de parlamentares considerados moderados discute a alteração do texto aprovado anteriormente. Uma das hipóteses em debate é a ampliação do benefício da anistia para crimes comuns, o que, se confirmado, obrigaria o retorno da matéria à Câmara dos Deputados, alongando ainda mais o processo legislativo.

O texto em discussão reduz o período necessário para progressão de pena em crimes como delitos ambientais, coação no curso do processo e incêndio doloso. Esses crimes não estão diretamente relacionados aos atos criminosos de 8 de janeiro, o que tem ampliado as críticas de juristas e integrantes do Judiciário.

Em entrevista concedida na quinta-feira (11), Lula admitiu a possibilidade de vetar trechos do projeto caso ele seja aprovado pelo Congresso. Segundo o presidente, a preocupação central envolve dispositivos que possam beneficiar diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil