terça-feira, 13 de janeiro de 2026

'Me perdoe, não há como voltar atrás agora', disse brasileiro acusado de matar namorada na Irlanda

O brasileiro declarou às autoridades que os dois “lutaram como homens” e que ele “queria que a briga acabasse”

Bruna Fonseca, de 28 anos, foi encontrada morta em seu apartamento na Irlanda (Foto: Reprodução)

A Justiça da Irlanda iniciou nesta segunda-feira (13) o julgamento do brasileiro Miller Pacheco, de 32 anos, acusado de matar a ex-namorada Bruna Fonseca, de 28 anos, encontrada morta em um apartamento na cidade de Cork no dia 1º de janeiro de 2023. O caso é analisado por um tribunal do júri e tem causado forte comoção tanto na Irlanda quanto no Brasil. As informações são do jornal O Globo.

Bruna Fonseca apresentava sinais de espancamento e estrangulamento quando foi localizada desacordada pelas autoridades irlandesas. O casal, ambos naturais da cidade de Formiga, em Minas Gerais, vivia no exterior à época do crime.

Durante a sessão de abertura do julgamento, o promotor Bernard Condon afirmou aos jurados que Bruna e Miller já haviam encerrado o relacionamento quando o crime ocorreu. Segundo a acusação, a jovem já estaria envolvida em outro relacionamento, com um estudante argentino, embora ainda mantivesse contato com o ex-namorado.De acordo com o Ministério Público, entre os dias 17 e 19 de dezembro de 2022, Miller Pacheco teria enviado cerca de 120 mensagens de texto para Bruna. O promotor relatou ainda que, em uma festa de Natal, o brasileiro teria encarado a ex-companheira “fixamente”, comportamento descrito como inquietante pela acusação.

Na virada do ano, os dois participaram da mesma festa de Ano Novo. Por volta das 3h da madrugada, Bruna e Miller seguiram para um apartamento alugado por ele, localizado na Liberty Street, no centro de Cork. A intenção, segundo a acusação, seria realizar uma videochamada para ver o cachorro do casal, que permanecia no Brasil.

Minutos após a chegada ao imóvel, moradores da região relataram ter ouvido gritos vindos do apartamento. Às 5h15, Miller Pacheco telefonou para um amigo e disse: “Me perdoe, não há como voltar atrás agora”. Em seguida, ele entrou em contato com outra pessoa e mostrou, por meio de uma chamada de vídeo, o corpo de Bruna Fonseca deitado no chão, coberto por cobertores.

A polícia irlandesa, conhecida como Guarda Síochána, foi acionada por volta das 6h30 para atender a ocorrência no número 5 da Liberty Street. Ao chegarem ao local, os agentes encontraram a brasileira inconsciente. Ela não resistiu e teve a morte confirmada.

Em depoimento à polícia, segundo relatado pelo promotor, Miller Pacheco afirmou que não é culpado pela morte de Bruna. Ele alegou que a jovem teria iniciado uma agressão física e que ele tentou contê-la utilizando um movimento que disse ter visto em filmes. Ainda de acordo com o relato apresentado em juízo, os dois teriam caído no espaço entre a cama e uma mesa durante a briga.

O brasileiro declarou às autoridades que os dois “lutaram como homens” e que ele “queria que a briga acabasse”. A versão apresentada pela defesa sustenta que não houve intenção de matar, argumento que será analisado pelo júri ao longo do julgamento.O processo segue em andamento, com a oitiva de testemunhas e a apresentação de provas periciais. A expectativa é de que o julgamento se estenda pelos próximos dias, enquanto a Justiça irlandesa avalia as circunstâncias e responsabilidades pela morte de Bruna Fonseca.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

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