Defesa afirma que ruídos constantes no ar-condicionado comprometem repouso e saúde do ex-presidente preso, levando STF a exigir relatório em cinco dias
O ex-presidente Jair Bolsonaro em sua casa em Brasília-DF, onde cumpre prisão domiciliar, enquanto aguarda a execução penal pela condenação por golpe de Estado - 29/09/2025 (Foto: REUTERS/Diego Herculano)
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal apresente esclarecimentos sobre ruídos no sistema de ar-condicionado do local onde o ex-presidente Jair Bolsonaro está custodiado, em razão de investigação por tentativa de golpe. A decisão estabelece o prazo de cinco dias para que a corporação encaminhe um relatório técnico sobre a situação. As informações são do G1.
A medida foi adotada após manifestação da defesa de Bolsonaro, que protocolou pedido ao Supremo relatando condições inadequadas no ambiente de detenção.
Segundo os advogados, o barulho contínuo do equipamento de climatização estaria afetando diretamente o repouso e a saúde do ex-presidente. No pedido encaminhado ao STF, a defesa sustenta que o problema ultrapassa o nível de simples incômodo e representa um fator de risco ao bem-estar físico e psicológico do preso.
“O ruído persiste sem interrupção, durante as 24 horas do dia, gerando ambiente incompatível com o repouso mínimo necessário à manutenção das condições físicas e psicológicas do custodiado, configurando situação que ultrapassa o mero desconforto e passa a caracterizar perturbação contínua à saúde e integridade do preso”, afirmaram os advogados.
Ao acolher o pedido de informações, Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal detalhe as condições do sistema de ar-condicionado, bem como eventuais providências já adotadas ou previstas para sanar o problema apontado pela defesa.
Fonte: Brasil 247 com informações do G1
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