domingo, 4 de janeiro de 2026

Gleisi enquadra Tarcísio: "muito cinismo para um bolsonarista só"

Governador de São Paulo usou a invasão dos EUA na Venezuela e o sequestro de Maduro para atacar Lula

Tarcísio de Freitas e Gleisi Hoffmann (Foto: Pablo Jacob/Governo de São Paulo | Gil Ferreira/SRI-PR)

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), reagiu com dureza às declarações do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), após a ação do governo de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, contra a Venezuela. Em manifestação pública, a ministra acusou o governador de cinismo político ao tentar atribuir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) responsabilidades por um episódio de grave impacto geopolítico na América Latina.

A crítica foi publicada por Gleisi Hoffmann em uma postagem nas redes sociais neste domingo (4), na qual ela comentou diretamente a conduta do governador paulista. Segundo a ministra, Tarcísio acumula uma sequência de posições alinhadas ao bolsonarismo e aos interesses dos Estados Unidos.

Na publicação, Gleisi foi categórica ao afirmar: “Tarcísio Freitas, que vestiu boné do Trump, comemorou o tarifaço que ele impôs contra o Brasil, apoiou a traição de Eduardo Bolsonaro à pátria, defendeu a anistia aos golpistas condenados, agora tem o desplante de responsabilizar Lula pela invasão dos EUA à Venezuela. É muito cinismo para um bolsonarista só”.



A declaração da ministra foi uma resposta direta à manifestação feita por Tarcísio no sábado (3), após o governo de Donald Trump sequestrar o presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Na ocasião, o governador divulgou um vídeo nas redes sociais em que voltou suas críticas contra Lula, ignorando os riscos que a ação dos Estados Unidos representa para a soberania da América Latina e para a integridade territorial do Brasil.

Na gravação, Tarcísio afirmou que Maduro permaneceu no poder “porque houve conivência, omissão e até apoio explícito de quem insistiu em chamar um ditador de ‘companheiro’”. Embora não tenha citado nominalmente o presidente brasileiro, o vídeo exibiu imagens de Lula ao lado de Maduro durante a visita do líder venezuelano ao Brasil, em 2023, estabelecendo uma associação direta entre os dois.

A troca de declarações ocorre em um momento de elevada tensão internacional, em que o ataque dos Estados Unidos à Venezuela reacende debates sobre ingerência externa, estabilidade regional e os impactos para os países sul-americanos. Nesse contexto, a reação de Gleisi Hoffmann reforça a posição do governo brasileiro de rejeição a ações unilaterais que ameacem a soberania de nações vizinhas e aprofundem conflitos na região.

Fonte: Brasil 247

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