domingo, 4 de janeiro de 2026

Brasil condena ataque dos EUA à Venezuela e aguarda reunião do Conselho de Segurança da ONU

Governo brasileiro participará de reuniões na ONU e na Celac para discutir ofensiva dos EUA e defender a soberania venezuelana

Brasília (DF), 03/01/2026 – Ministro da defesa, José Múcio, (e) embaixadora, Maria Laura (d), durante entrevista falam da invasão americana na Venezuela. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)


O Brasil confirmou que participará, na próxima segunda-feira (5), de uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança das Nações Unidas para discutir a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela e a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro. O governo brasileiro reiterou sua posição histórica de defesa do direito internacional, da soberania dos Estados e da rejeição a qualquer tipo de invasão territorial.

A ministra interina das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, confirmou a presença do Brasil no encontro do Conselho de Segurança, que reúne 15 países e foi solicitado pela Colômbia, com apoio da Rússia e da China

☉ Brasil leva crise venezuelana ao Conselho de Segurança

Além da reunião na ONU, o Brasil também participará, neste domingo (4), de um encontro ministerial da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac). Com 33 países-membros, a Celac é o único mecanismo de diálogo que reúne todos os países em desenvolvimento do continente americano. Em ambos os fóruns, a ofensiva dos Estados Unidos contra a Venezuela será o principal tema em debate.

Maria Laura da Rocha afirmou que o Brasil mantém a posição expressa pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de condenar a ação militar e cobrar uma resposta firme das Nações Unidas. “O Brasil continua sendo a favor do direito internacional, que é a posição tradicional brasileira contra qualquer tipo de invasão territorial, e pela soberania dos países”, declarou.

☉ Defesa do direito internacional e da soberania

Questionada sobre quem o Brasil reconhece como chefe de Estado na Venezuela, a ministra interina explicou que o país considera a vice-presidente Delcy Rodríguez como presidente interina. “Na ausência do atual presidente, Maduro, é a vice-presidente. Ela está como presidente interina”, afirmou.

As articulações diplomáticas ocorrem em paralelo ao acompanhamento da situação na fronteira brasileira com a Venezuela. O ministro da Defesa, José Múcio, informou que o Brasil mantém cerca de 10 mil militares na região amazônica, sendo aproximadamente 2.300 em Roraima. Segundo ele, não há registro de movimentação anormal na fronteira, que permanece aberta e monitorada.

“Da maneira que está tudo calmo, as fronteiras estão abertas, não há nenhuma restrição. O brasileiro que estiver lá pode vir, procure o seu embaixador, o embaixador ajudou, a vice-cônsul brasileira lá também tem ajudado bastante, de maneira que nós estamos só de plantão para ver se surgem novos acontecimentos”, disse Múcio.

☉ Situação dos brasileiros na Venezuela

Maria Laura da Rocha também confirmou que não há relatos de brasileiros feridos em decorrência dos ataques. Segundo ela, cerca de 100 brasileiros que estavam em turismo na Venezuela cruzaram a fronteira e retornaram ao Brasil por Roraima após a ofensiva norte-americana.

“Nossa embaixada em Caracas segue acompanhando com atenção não apenas o desenrolar dos acontecimentos, mas também a situação da comunidade brasileira naquele país. Não havendo qualquer relato de vítimas ou feridas na comunidade brasileira”, afirmou a ministra interina.

As reuniões do governo brasileiro sobre o tema contaram com a participação do ministro da Defesa, José Múcio, do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, da ministra interina da Casa Civil, Miriam Belchior, do ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, além da embaixadora do Brasil em Caracas e representantes de outros órgãos federais. Mais cedo, o presidente Lula coordenou uma reunião por videoconferência a partir do Palácio Itamaraty, em Brasília, reforçando a atuação integrada do Brasil diante da crise na Venezuela.

Fonte: Brasil 247

Flávio Bolsonaro busca apoio da direita na América do Sul

Pré-candidato à Presidência negocia encontros com Javier Milei e José Antonio Kast; planejamento ganhou força após EUA atacarem a Venezuela

       O senador Flávio Bolsonaro em Brasília - 7/12/2025 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Pré-candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) prepara uma agenda internacional voltada à aproximação com lideranças da direita e da extrema direita na América do Sul. As viagens estão previstas para o fim de janeiro ou início de fevereiro e fazem parte de uma estratégia para ampliar sua atuação política fora do Brasil

Segundo a coluna Painel, da Folha de São Paulo, o planejamento ganhou novo impulso após a recente escalada de tensões envolvendo os Estados Unidos e a Venezuela, que resultou no ataque ao país sul-americano e no sequestro do presidente Nicolás Maduro, o que reacendeu debates geopolíticos na região.

⊛ Agenda internacional na pré-campanha

Entre os compromissos em negociação estão encontros com o presidente de extrema direita da Argentina, Javier Milei, e com o líder chileno José Antonio Kast, eleito recentemente e com posse marcada para março. A intenção é incluir essas reuniões em um roteiro que consolide laços com representantes da direita sul-americana.

⊛ Articulação com líderes da direita regional

A movimentação ocorre após Flávio Bolsonaro ter dedicado o final de 2025 a reuniões com representantes do mercado financeiro. Agora, o foco passa a ser a construção de um perfil político com maior visibilidade internacional, dialogando com governos e lideranças ideologicamente alinhadas.

⊛ Estratégia política e projeção externa

Além da América do Sul, o senador também planeja uma viagem a Israel e demonstra interesse em encontros com políticos conservadores em países europeus. O objetivo, segundo aliados, é reforçar a imagem de que integra um movimento político global de enfrentamento à esquerda, representada no Brasil pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Fonte: Brasil 247 com informações da coluna Painel da Folha de S. Paulo

Brasil reconhece Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela

Governo brasileiro reforça direito internacional e soberania da Venezuela após ataques dos EUA contra o país sul-americano

Delcy Rodríguez, vice-presidente da Venezuela (Foto: Vice-presidência da Venezuela/Brasil de Fato)

O governo brasileiro reconheceu neste sábado (3) a legitimidade de Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela, diante da ausência do presidente Nicolás Maduro. A posição foi confirmada pela ministra interina das Relações Exteriores do Brasil, Maria Laura Rocha, ao comentar os desdobramentos do ataque em larga escala realizado pelos Estados Unidos contra o país sul-americano, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro.

Questionada por jornalistas, Maria Laura Rocha afirmou que o reconhecimento segue a ordem institucional venezuelana. “Se na ausência do atual presidente Maduro, é a vice-presidente. Ela está como presidente interina”, declarou Maria Laura, de acordo com a RT.

⊛ Reconhecimento brasileiro e posição oficial do Itamaraty

A ministra explicou que o posicionamento do Brasil sobre os acontecimentos foi expresso publicamente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em manifestação anterior, Lula classificou os ataques como “inaceitáveis” e uma “afronta gravíssima” à soberania da Venezuela, reafirmando a tradição diplomática brasileira de respeito à autodeterminação dos povos.

Maria Laura Rocha ressaltou que essa orientação seguirá sendo a base da atuação do Brasil nos fóruns internacionais. “O Brasil continua sendo a favor do direito internacional, que é a posição tradicional brasileira contra qualquer tipo de invasão territorial, pela soberania dos países. Então, o que está na declaração do presidente nesta manhã será a posição do Brasil, que também será representada na reunião do Conselho de Segurança [da ONU] na segunda-feira”, afirmou.

⊛ Defesa do direito internacional e atuação na ONU

Segundo a chancelaria brasileira, a defesa da soberania venezuelana e a rejeição ao uso da força permanecem como princípios centrais da política externa do país. O tema deverá ser levado ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, onde o Brasil pretende sustentar sua posição contrária a ações militares unilaterais.

⊛ Reação da Venezuela à agressão militar

O governo venezuelano classificou a ação dos Estados Unidos como uma “gravíssima agressão militar”. Em comunicado oficial, Caracas afirmou que o ataque representa uma violação direta da Carta das Nações Unidas. “Este ato constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, especialmente de seus artigos 1 e 2, que consagram o respeito à soberania, à igualdade jurídica dos Estados e à proibição do uso da força. Tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacional, concretamente da América Latina e do Caribe, e coloca em grave risco a vida de milhões de pessoas”, diz o texto.

O comunicado também apontou interesses estratégicos por trás da ofensiva. Segundo o governo venezuelano, o objetivo dos ataques seria se apropriar de recursos naturais do país, especialmente petróleo e minerais, comprometendo sua independência política.

Apesar das pressões, Caracas reafirmou sua posição de resistência. “Não o conseguirão. Após mais de duzentos anos de independência, o povo e seu governo legítimo permanecem firmes na defesa da soberania e do direito inalienável de decidir seu destino”, declarou.

⊛ Apoio internacional e apelo pelo diálogo

A ofensiva gerou reações de diversos países. A Rússia pediu a libertação imediata de Nicolás Maduro e de sua esposa e defendeu uma solução diplomática para a crise. A chancelaria russa destacou a necessidade de “criar as condições para resolver qualquer conflito existente entre Estados Unidos e Venezuela por meio do diálogo”, reforçando o apelo por uma saída pacífica e negociada.

Fonte: Brasil 247 com informações da RT

Lula inicia último ano com aprovação maior e cenário mais incerto

Presidente chega a 2026 melhor avaliado que em 2005, mas enfrenta polarização, insegurança pública e dificuldades de diálogo com novos grupos de eleitores

             Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia o último ano de seu mandato com índices de aprovação mais favoráveis do que aqueles registrados há 20 anos, quando se preparava para disputar a reeleição, mas em um contexto político e econômico marcado por incertezas maiores. Analistas avaliam que a forte polarização, aliada a temas como segurança pública, insegurança econômica e a dificuldade de diálogo com trabalhadores informais, pode dificultar uma eventual tentativa do petista de voltar ao cargo pela quarta vez.

Dados do Datafolha e análises de especialistas ouvidos pelo jornal O Globo mostram que, após enfrentar em 2025 uma crise de popularidade que levou sua aprovação aos níveis mais baixos de seus três mandatos, Lula encerrou o ano com taxa de avaliação “ótimo” e “bom” superior à registrada no início de 2006, quando se preparava para disputar sua primeira reeleição, tendo como principal rival o então ex-governador tucano Geraldo Alckmin, hoje vice-presidente.

Em dezembro de 2005, apenas 28% dos eleitores avaliavam o governo Lula como ótimo ou bom, segundo o Datafolha, número bem inferior aos 45% observados um ano antes. O principal fator de desgaste era o escândalo do mensalão, que dominava o noticiário e era explorado de forma intensa pela oposição durante a pré-campanha eleitoral.

Já em 2025, a aprovação do presidente subiu de 24% em fevereiro para 32% na pesquisa mais recente do Datafolha, aproximando-se do patamar registrado no fim de 2024, antes da queda provocada pela crise do Pix. Ao longo do ano, a inflação dos alimentos, que afetava sobretudo os eleitores de baixa renda, perdeu força com a safra recorde de grãos e a manutenção dos juros elevados, levando a inflação acumulada em 12 meses no grupo alimentos e bebidas a cair de cerca de 7% para 3,88%, segundo o IPCA.

Apesar desses indicadores, o cenário econômico atual é considerado menos favorável do que o de 2006. O cientista político Antônio Lavareda, do Ipespe, afirma que “naquele período, a economia estava em aceleração”, enquanto agora “a tendência é de desaceleração do crescimento, em parte provocada pelos juros elevados”, embora crescimento, desemprego e inflação iniciem 2026 em níveis considerados positivos.

No campo político, especialistas avaliam que o ambiente tem sido mais adverso para a oposição do que para o governo. O tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, às exportações brasileiras e o lobby feito pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em defesa de sanções ao Brasil acabaram favorecendo Lula. Para Aldo Fornazieri, diretor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, “a oposição é quem acumula escândalos” e o episódio reforçou “uma retórica nacionalista e de defesa da soberania” por parte do presidente.

Ainda assim, diferenças estruturais pesam contra comparações diretas com eleições passadas. Mauro Paulino, ex-diretor do Instituto Datafolha, destaca que as redes sociais mudaram profundamente a forma de decisão do voto. Segundo ele, “há um deslocamento dos jovens para posições mais ao centro e à centro-direita” e uma preocupação crescente das mulheres, especialmente das periferias, com violência e inflação dos alimentos.

A segurança pública tende a ocupar posição central no debate eleitoral. Pesquisa Quaest aponta que 38% dos eleitores consideram a violência o principal problema do país. O governo não conseguiu aprovar em 2025 suas principais propostas para a área, e o tema deve ser explorado pela oposição. Para o cientista político Moisés Marques, Lula enfrenta desgaste adicional e precisará apresentar novidades. “Vejo três fatores que dificultam a reeleição: a fadiga, a insegurança pública e a pauta de valores morais. Lula vai precisar mostrar qual será sua novidade para o quarto mandato, sua capacidade de renovação”, afirma.

Fonte: Brasil 247

China condena veementemente o uso da força dos EUA contra a Venezuela

Tais atos hegemônicos dos EUA violam gravemente o direito internacional e a soberania da Venezuela

CGTN – A China está profundamente chocada e condena veementemente o uso flagrante da força pelos EUA contra um Estado soberano e ações contra seu presidente, disse um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês neste sábado.

Relata-se que os EUA lançaram ataques militares contra a Venezuela, e Donald Trump postou na rede social Truth Social que os EUA realizaram "com sucesso" um ataque em grande escala contra a Venezuela e que seu líder, o presidente Nicolás Maduro, junto com sua esposa, foram capturados e "enviados para fora do país".

Tais atos hegemônicos dos EUA violam gravemente o direito internacional e a soberania da Venezuela, e ameaçam a paz e a segurança na região da América Latina e do Caribe, disse o porta-voz, acrescentando que a China se opõe firmemente a isso.

"Pedimos aos EUA que cumpram o direito internacional e os propósitos e princípios da Carta da ONU, e parem de violar a soberania e a segurança de outros países", disse o porta-voz.

Fonte: Brasil 247 com informações da agência Xinhua

China pede aos EUA que libertem imediatamente o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa

A China expressa grande preocupação com o fato dos EUA de capturar Maduro e sua esposa com uso de força e retirá-los do país

Beijing, 4 jan (Xinhua) – A China pediu aos Estados Unidos que liberem imediatamente o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, disse um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês no domingo.

O porta-voz fez essas declarações em resposta a reportagens da mídia de que, no sábado, os Estados Unidos enviaram forças para capturar Maduro e sua esposa e os retiraram do país, e que os governos de vários países manifestaram oposição

A China expressa grande preocupação com o fato dos EUA de capturar Maduro e sua esposa com uso de força e retirá-los do país, disse o porta-voz, acrescentando que a medida dos EUA viola claramente o direito internacional, as normas básicas das relações internacionais e os propósitos e princípios da Carta da ONU.

A China pede aos Estados Unidos que garantam a segurança pessoal de Maduro e de sua esposa, os libertem imediatamente, parem de derrubar o governo da Venezuela e resolvam as questões por meio do diálogo e negociação, disse o porta-voz.

Fonte: Brasil 247

Passo a passo da operação: como foi o sequestro de Maduro

Ação militar articulada pela CIA e forças especiais retirou à força o presidente venezuelano do país após meses de planejamento secreto

Caças dos EUA taxiando na antiga base naval de Roosevelt Roads, em Ceiba, Porto Rico (Foto: Reuters/Eva Marie Uzcategui)

Uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos resultou no sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, retirados à força de uma residência fortemente protegida em Caracas durante a madrugada de sábado. A ação, autorizada pelo atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, envolveu ataques aéreos, infiltração terrestre e uso intensivo de inteligência, em um episódio que expõe uma violação direta da soberania venezuelana.

Os detalhes do sequestro foram revelados em reportagem da agência Reuters, que descreve a ofensiva como uma das operações mais complexas já realizadas por Washington nos últimos anos, fruto de meses de preparação sigilosa no Pentágono e na CIA.

Segundo a apuração, tropas de elite dos Estados Unidos, incluindo a Delta Force do Exército, construíram uma réplica exata da chamada “casa segura” onde Maduro se encontrava. O objetivo era ensaiar minuciosamente a invasão do imóvel, descrito como altamente fortificado e localizado em área urbana da capital venezuelana.

A CIA manteve, ainda de acordo com a Reuters, uma pequena equipe em solo venezuelano desde agosto, responsável por mapear a rotina do presidente. Duas fontes afirmaram que a agência também contava com um informante próximo a Maduro, encarregado de monitorar seus deslocamentos e indicar sua localização exata no momento da ação, o que tornou a captura rápida.

Com as informações reunidas, Donald Trump aprovou o plano quatro dias antes da execução, mas aceitou recomendações militares para aguardar melhores condições climáticas. A autorização final foi dada às 22h46 de sexta-feira, no horário da Costa Leste. O presidente acompanhou a operação a partir de seu clube em Mar-a-Lago, na Flórida, ao lado de assessores.

Horas após o término da ação, Trump comentou o resultado em entrevista à Fox News: “Eu já fiz algumas operações muito boas, mas nunca vi nada parecido com isso”, disse.

O sequestro ocorreu em meio a uma ampla mobilização militar dos Estados Unidos no Caribe, oficialmente apresentada como parte de operações antidrogas. Segundo autoridades norte-americanas, a região recebeu um porta-aviões, 11 navios de guerra, mais de uma dezena de caças F-35 e o deslocamento de mais de 15 mil militares.

Fontes ouvidas pela Reuters relataram que um núcleo político e militar — formado pelo assessor Stephen Miller, pelo secretário de Estado Marco Rubio, pelo secretário de Defesa Pete Hegseth e pelo diretor da CIA, John Ratcliffe — coordenou a operação ao longo de meses, com reuniões frequentes e contato direto com o presidente.

Na noite de sexta-feira e nas primeiras horas de sábado, aeronaves dos Estados Unidos decolaram de diversas bases no hemisfério ocidental e realizaram ataques contra alvos militares em Caracas e nos arredores da cidade, incluindo sistemas de defesa aérea. O chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, afirmou que mais de 150 aeronaves participaram da ofensiva, partindo de 20 bases diferentes.

Trump reforçou o caráter massivo da operação ao declarar à Fox News: “Tínhamos um caça para cada situação possível”.

Imagens feitas pela Reuters na base aérea de La Carlota mostraram veículos militares venezuelanos carbonizados, pertencentes a uma unidade antiaérea. Enquanto os ataques aéreos ocorriam, forças especiais norte-americanas avançaram para Caracas em helicópteros, sob fogo. Um dos aparelhos chegou a ser atingido, mas conseguiu continuar em voo.

Vídeos divulgados por moradores da capital mostraram helicópteros voando em baixa altitude sobre a cidade. Ao chegar à residência onde Maduro estava, militares dos Estados Unidos, acompanhados por agentes do FBI, invadiram o imóvel. Trump descreveu o local como uma “fortaleza muito bem guardada” e afirmou que as equipes romperam portas de aço instaladas especificamente para impedir invasões.

Segundo o general Dan Caine, após a entrada forçada, Nicolás Maduro e sua esposa se renderam. Trump afirmou que o presidente venezuelano tentou alcançar um cômodo de segurança, mas não conseguiu: “Ele foi surpreendido tão rapidamente que não conseguiu entrar ali”.

O presidente dos Estados Unidos disse ainda que alguns militares norte-americanos ficaram feridos durante a ação, mas que não houve mortes. Durante a retirada do território venezuelano, as tropas se envolveram em confrontos descritos pelo comando militar como ações de autodefesa.

Por volta das 3h20 da manhã, os helicópteros já estavam sobre o mar, levando Maduro e sua esposa para fora da Venezuela. Horas depois, Donald Trump divulgou uma imagem do presidente venezuelano capturado, algemado e vendado, a bordo do navio de assalto anfíbio USS Iwo Jima, confirmando a conclusão do sequestro conduzido por forças estrangeiras.

Fonte: Brasil 247

CIA teria mantido equipe secreta na Venezuela para monitorar Maduro antes de seu sequestro

Operação teve participação de agentes infiltrados e informantes no regime venezuelano na operação que resultou na prisão do presidente venezuelano

        Nicolás Maduro (Foto: Assessoria da Presidência Venezuelana )

Reportagem publicada pela CNN Brasil, com base em fontes ouvidas pela própria emissora, aponta que a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) teria mantido uma pequena equipe de agentes na Venezuela durante vários meses com o objetivo de monitorar a rotina, localizações e movimentos do presidente venezuelano Nicolás Maduro antes de seu recente sequestro por forças norte-americanas.

Segundo as informações obtidas pela CNN, a presença clandestina desses agentes — incluindo um informante infiltrado no governo venezuelano — foi crucial para mapear detalhadamente os hábitos e deslocamentos de Maduro, facilitando a operação executada no último sábado (3).

“A CIA inseriu secretamente uma pequena equipe na Venezuela durante o verão, que conseguiu fornecer informações detalhadas sobre a rotina de Maduro, o que possibilitou sua captura com tanta facilidade quando chegou a hora”, disse uma das pessoas ouvidas pela CNN.

⊛ Como funcionou a operação de inteligência

Fontes ouvidas pela reportagem indicam que o trabalho de inteligência começou meses antes da ação militar que resultou na tomada de Maduro. A equipe infiltrada teria coletado dados diários sobre a vida do líder venezuelano — desde seus padrões de movimento até sua localização no momento em que a operação foi deflagrada — permitindo que as forças estrangeiras tivessem um quadro preciso de seus hábitos.

Entre os integrantes desse grupo de alto nível que acompanhou a operação estavam figuras do governo dos Estados Unidos como o vice-chefe de gabinete Stephen Miller, o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário de Defesa Pete Hegseth e o diretor da CIA John Ratcliffe. De acordo com fontes, esse grupo manteve reuniões e comunicações frequentes — em alguns casos quase diárias — e se encontrou com o então presidente norte-americano Donald Trump para detalhar os planos e o andamento dos esforços de inteligência.

⊛ Papel de informantes e infiltração no governo

Além da equipe externa, a reportagem aponta que um informante recrutado no cerne do governo venezuelano desempenhou papel importante no rastreamento de Maduro e no fornecimento de informações atualizadas sobre seus movimentos ao longo dos meses que antecederam sua captura.

Esse trabalho conjunto de agentes e informantes supostamente permitiu identificar com precisão onde Maduro estava mesmo em meio a tentativas de despistar vigilância, o que teria sido determinante na fase final da operação.

Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil

Protestos em vários países condenam agressão dos EUA à Venezuela e sequestro de Nicolás Maduro

Manifestações foram registradas na América Latina, Europa, Ásia e nos Estados Unidos

        Manifestantes protestam nos Estados Unidos contra a agressão à Venezuela (Foto: Xinhua)

Protestos e atos de solidariedade à Venezuela foram realizados em diversos países neste fim de semana, em reação à ofensiva militar dos Estados Unidos contra o território venezuelano e à captura do presidente Nicolás Maduro. As manifestações ocorreram em capitais da América Latina, além de cidades na Europa, na Ásia e nos próprios Estados Unidos, com palavras de ordem denunciando a escalada militar e exigindo respeito à soberania venezuelana.

As imagens e informações foram publicadas pela agência chinesa Xinhua, que documentou atos em cidades como Brasília, Buenos Aires, Quito, Santiago, San Salvador, Havana, Caracas, Nova York, Tóquio, Nápoles e Atenas. Segundo o material, os protestos ganharam força após a divulgação de que tropas norte-americanas teriam realizado uma operação de grande escala para capturar Maduro e sua esposa, removendo-os do país.

⊛ Mobilização internacional e condenação da ofensiva

Em Brasília, manifestantes se reuniram em frente à Embaixada da Venezuela com cartazes em apoio ao governo bolivariano. Em Buenos Aires, protestos ocorreram diante da Embaixada dos Estados Unidos, repetindo o mesmo tom de denúncia contra a ação militar e em solidariedade ao povo venezuelano.

Na capital do Equador, Quito, manifestantes também foram às ruas condenar os bombardeios e a detenção do presidente venezuelano. Em San Salvador, em El Salvador, atos destacaram a gravidade do episódio e o impacto para a estabilidade regional, com protestos direcionados contra a intervenção norte-americana.

⊛ Cuba reage com atos oficiais e discurso de Díaz-Canel

Em Havana, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel participou de um evento que condenou a agressão militar dos EUA contra a Venezuela. As imagens registram o líder cubano discursando diante do público e acompanhando atos de repúdio ao que o material descreve como agressão militar norte-americana. Também houve concentração em frente à embaixada dos EUA, com participantes exibindo bandeiras cubana e venezuelana.

A mobilização em Cuba reforçou a leitura, comum entre governos e movimentos políticos da região, de que a escalada representa uma ameaça direta ao princípio de autodeterminação e aos mecanismos de integração latino-americana, aumentando o risco de instabilidade geopolítica no continente.

⊛ Protestos nos EUA e relato de mortos em ataques aéreos

Nos Estados Unidos, manifestantes se reuniram em Nova York em atos contra a intervenção militar. O material aponta que a ofensiva teria provocado vítimas, citando que o jornal The New York Times reportou a morte de ao menos 40 pessoas em ataques aéreos realizados no sábado, incluindo civis e membros das Forças Armadas, com base em um alto funcionário venezuelano não identificado.

As imagens mostram manifestações com palavras de ordem contra a ação militar e contra a captura do presidente venezuelano, refletindo a repercussão interna e internacional do episódio.

⊛ Reação na Ásia e na Europa amplia pressão internacional

A repercussão também chegou ao Japão, onde manifestantes realizaram um protesto em Tóquio no domingo, exibindo faixas e slogans em apoio à Venezuela. O material afirma que o ataque e a captura de Maduro chocaram a comunidade internacional, gerando fluxo contínuo de condenações e preocupações ao redor do mundo.

Na Europa, foram registrados atos em cidades como Nápoles, na Itália, e Atenas, na Grécia, com manifestantes exibindo bandeiras venezuelanas e faixas de apoio, também diante de representações diplomáticas dos Estados Unidos.

⊛ Um episódio com impacto regional e global

Os registros reunidos pela Xinhua indicam que a ofensiva norte-americana contra a Venezuela desencadeou uma reação imediata em diferentes continentes, combinando mobilizações populares e eventos políticos formais. A captura e remoção do presidente Nicolás Maduro para fora do país, conforme relatado, coloca o episódio em um patamar de alta gravidade e tende a ampliar a tensão diplomática e o risco de novos desdobramentos na região.

Com manifestações em países latino-americanos, no coração de grandes centros políticos e nas ruas dos próprios Estados Unidos, o episódio expõe a profundidade do choque internacional diante da intervenção e reacende o debate global sobre soberania, ingerência externa e os limites do uso da força nas relações internacionais.

Fonte: Brasil 247

sábado, 3 de janeiro de 2026

Reino Unido nega envolvimento em ofensiva dos EUA na Venezuela

Keir Starmer reforça defesa do direito internacional após ação militar dos EUA

        Primeiro-ministro britânico, Keir Starmer - 28/07/2025 (Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein)

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou neste sábado (3) que o governo britânico não teve qualquer participação na operação militar realizada pelos Estados Unidos em território venezuelano. A declaração foi feita após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre ataques em larga escala no país sul-americano e a captura de Nicolás Maduro. Segundo Starmer, o Reino Unido não integrou a ofensiva conduzida por Washington e ainda busca compreender, com maior clareza, os desdobramentos da ação militar na Venezuela. As informações são da CNN Brasil.

◉ Declaração oficial do primeiro-ministro britânico

Em sua fala, Starmer foi direto ao afastar qualquer envolvimento britânico na operação. “Posso afirmar com absoluta certeza que não estivemos envolvidos nisso”, declarou o primeiro-ministro. Ele acrescentou que pretende manter diálogo com aliados internacionais e com Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, para obter mais informações sobre o cenário que se desenha na América do Sul.

O premiê britânico também ressaltou a importância do respeito às normas internacionais em ações dessa natureza. “Sempre digo e acredito que todos devemos respeitar o direito internacional”, afirmou.

◉ Contexto da ofensiva militar anunciada pelos EUA

De acordo com informações divulgadas pelo governo estadunidense, a ofensiva teve início por volta das 3h, no horário de Brasília, com registros de explosões em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.

A Casa Branca informou que a operação resultou na retirada de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, do país, em uma ação que teria contado com forças especiais de elite e a polícia dos Estados Unidos.

O governo dos EUA justificou a intervenção com base em acusações de narcoterrorismo e conspiração para a importação de cocaína, alegando que Maduro possui mandados de prisão pendentes no sistema judicial estadunidense.

Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil

PT condena agressão dos EUA à Venezuela e 'conclama os democratas a defender a soberania latino-americana'

Bancada do partido na Câmara repudia ataques ordenados por Trump e defende solução pacífica mediada por organismos internacionais

        Lindbergh Farias (Foto: Kayo Magalhães/Câmara)

A bancada do PT na Câmara dos Deputados divulgou neste sábado (3) uma nota em que condena de forma contundente a ofensiva dos Estados Unidos contra a Venezuela e faz um chamado às forças democráticas para a defesa da soberania dos povos da América Latina. A manifestação ocorre em meio à escalada de tensões após ações militares norte-americanas no território venezuelano.

O posicionamento foi expresso pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), líder da bancada do partido na Câmara, em publicação nas redes sociais. No texto, o parlamentar afirma que os ataques ocorreram sob ordens do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e violam princípios fundamentais do direito internacional.

“A Bancada do PT na Câmara dos Deputados repudia com veemência os ataques dos Estados Unidos à Venezuela na madrugada deste sábado (3), sob ordens de Donald Trump”, declarou Lindbergh. Segundo ele, o respeito à independência nacional, à autodeterminação dos povos e ao princípio da não intervenção constituem bases essenciais da soberania de todas as nações.

Na manifestação, o líder petista reforça que conflitos internacionais não devem ser resolvidos por meio da força. “Todo e qualquer conflito precisa ser mediado pelo diálogo e respeito entre os países. A igualdade entre os Estados soberanos precisa ser respeitada e a melhor solução sempre passa pela via pacífica, pelo diálogo, sem o uso da força, sem violência e guerra”, afirmou.

A bancada do PT também defendeu a atuação de organismos multilaterais como caminho para a superação da crise. “Defendemos uma solução mediada, negociada, pelos organismos internacionais, como ONU e OEA, para que se busque a paz na Venezuela, preservando vidas de civis e evitando que o conflito ganhe dimensões continentais”, destacou o deputado.

Ao final da nota, Lindbergh Farias enfatiza o apelo do partido por uma mobilização política mais ampla na região. “A Bancada do PT conclama as forças democráticas para defender a soberania dos povos latino-americanos, bem como encontrar soluções negociadas e pacíficas, sem o uso da força militar e com respeito ao povo venezuelano e às instituições democráticas daquela nação”, concluiu.

Fonte: Brasil 247

Lula repudia agressão dos Estados Unidos contra a Venezuela e cobra reação internacional

Os EUA “ultrapassam uma linha inaceitável” com “afronta gravíssima” à soberania venezuelana, diz o presidente brasileiro

      Donald Trump e Lula (Foto: REUTERS)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou duramente neste sábado (3) a ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, classificando a ação como um grave desrespeito ao direito internacional e um risco direto à estabilidade global. Para o chefe de Estado brasileiro, os bombardeios em território venezuelano e o sequestro do presidente do país representam uma escalada inaceitável que ameaça a ordem internacional.

A manifestação foi feita em uma postagem divulgada pelo próprio presidente Lula, na qual ele expressa a posição oficial do Brasil diante do episódio. Segundo o presidente, os acontecimentos configuram uma violação explícita de princípios fundamentais que regem as relações entre Estados soberanos.

“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, afirmou Lula. Na avaliação do presidente, ações dessa natureza abrem caminho para um cenário de instabilidade generalizada. “Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”, declarou.

Lula destacou que a condenação ao uso da força está em consonância com a política externa historicamente adotada pelo Brasil. “A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões”, afirmou, reforçando o compromisso brasileiro com soluções pacíficas e diplomáticas.

O presidente também fez referência ao histórico de intervenções externas na região, alertando para os impactos de longo prazo desse tipo de ação. “A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz”, disse.

Na mensagem, Lula defendeu uma reação firme da comunidade internacional, especialmente por meio das Nações Unidas. “A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio”, afirmou. Ao final, reiterou a posição do governo brasileiro: “O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação”.

Fonte: Brasil 247

Instalações petrolíferas da Venezuela não foram afetadas por ataque dos EUA, dizem fontes

Porto de La Guaira, próximo a Caracas, um dos maiores do país, mas que não é usado para exportação de petróleo, teria sofrido graves danos

     PDVSA (Foto: Divulgação)


Reuters - A produção e o refino de petróleo da Venezuela, controlados pelo Estado, estavam operando normalmente no sábado e não sofreram nenhum dano em um ataque dos EUA que retirou o presidente do país, disseram duas fontes com conhecimento das operações da empresa de energia PDVSA.

As forças dos EUA capturaram o presidente Nicolás Maduro, disse o presidente dos EUA, Donald Trump, depois de meses de pressão sobre ele por acusações de tráfico de drogas e ilegitimidade no poder.

O porto de La Guaira, próximo a Caracas, um dos maiores do país, mas que não é usado para exportação de petróleo, teria sofrido graves danos, segundo uma das fontes.

Em dezembro, Trump anunciou um bloqueio aos navios petroleiros que entram ou saem do país e os EUA apreenderam duas cargas de petróleo venezuelano.

Isso reduziu as exportações do país da Opep no mês passado para cerca de metade dos 950.000 barris por dia (bpd) que foram enviados em novembro, de acordo com dados de monitoramento e documentos internos.

As medidas dos EUA fizeram com que muitos proprietários de embarcações se afastassem das águas venezuelanas, o que aumentou rapidamente os estoques de petróleo e combustível da PDVSA.

A PDVSA foi forçada a desacelerar as entregas nos portos e armazenar petróleo em navios-tanque para evitar cortes na produção de petróleo ou no refino.

O sistema administrativo da PDVSA também não se recuperou totalmente de um ataque cibernético em dezembro que a obrigou a isolar terminais, campos de petróleo e refinarias de seu sistema central e a recorrer a registros escritos para continuar as operações.

Fonte: Brasil 247 com informações da Reuters

Itamaraty condena ataque dos EUA à Venezuela e manifesta solidariedade

Presidente Maduro e sua esposa foram sequestrados da Venezuela

Rio de Janeiro (RJ), 28/04/2025 – O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, manifestou sua forte condenação à agressão militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, em uma chamada telefônica com o ministro das Relações Exteriores, Yvan Gil, neste sábado (3).

De acordo com o relato de Caracas, Gil agradeceu ao Brasil pela solidariedade diante dos ataques dos EUA.

"Tive uma conversa telefónica com o Ministro dos Negócios Estrangeiros do Brasil, Mauro Vieira, que manifestou a sua forte condenação deste inaudito ato de agressão militar criminosa contra o nosso povo. Também lhe agradecemos sinceramente as suas expressões de solidariedade", escreveu Gil em sua conta na rede Telegram.
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Ataques dos Estados Unidos contra o território venezuelano atingiram a capital, os estados de Miranda e Aragua, além de várias outras localidades do país, afirmou neste sábado o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López. O presidente Maduro e Flores foram sequestrados da Venezuela.

Fonte: Brasil 247

Mélenchon critica ataque dos EUA à Venezuela e alerta para risco global

Líder da esquerda francesa acusa Washington de violar soberania venezuelana e usar narcotráfico como pretexto

       Jean-Luc Melenchon (Foto: Reuters)

O líder da esquerda francesa Jean-Luc Mélenchon fez duras críticas à ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, afirmando que a ação representa uma violação aberta da soberania do país e coloca em risco a estabilidade internacional. Para o político, o episódio evidencia a retomada de práticas de intervenção direta como instrumento central da política externa das grandes potências.

As declarações foram feitas em uma postagem publicada neste sábado (3) nas redes sociais, na qual Mélenchon reagiu às informações sobre a operação norte-americana e ao anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que forças do país sequestraram o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa

Na mensagem, Mélenchon afirmou: “Os Estados Unidos de Trump se apoderam do petróleo da Venezuela violando sua soberania com uma intervenção militar de outro tempo e com o sequestro odioso do presidente Maduro e de sua esposa”. Segundo ele, o discurso do combate ao narcotráfico passou a cumprir o papel de justificativa política e midiática para ações de força. “O narcotráfico tornou-se o pretexto do império e de seus agentes políticos e midiáticos para destruir o que resta de uma ordem internacional livre da lei do mais forte”, declarou.

O dirigente francês ampliou sua crítica ao situar a ofensiva contra a Venezuela em um contexto internacional mais amplo. Para Mélenchon, a invasão militar voltou a ser um método recorrente na política global contemporânea. “Com a Ucrânia, Gaza, a República Democrática do Congo, a invasão voltou a ser um modo de operação”, escreveu, ao apontar uma escalada de conflitos armados e intervenções diretas em diferentes regiões do mundo.

Na avaliação do líder da França Insubmissa, as consequências desse padrão de atuação vão além de um único país ou região. “A paz do mundo inteiro está em jogo”, alertou Mélenchon, ao associar a ofensiva norte-americana à erosão de princípios básicos do direito internacional e ao enfraquecimento de mecanismos multilaterais de resolução de conflitos.

As declarações do político francês se somam a manifestações críticas de lideranças e intelectuais internacionais diante da escalada militar envolvendo a Venezuela, em um momento de forte tensão geopolítica e de questionamentos sobre os limites da atuação das grandes potências no cenário global.

Fonte: Brasil 247

Rússia chama reunião emergencial do Conselho de Segurança da ONU após agressão dos Estados Unidos à Venezuela

Moscou expressou total solidariedade ao povo venezuelano e reafirmou o apoio aos esforços do governo bolivariano para defender a soberania

Putin e Maduro em Moscou 25/9/2019 Sputnik/Alexei Druzhinin/Kremlin via REUTERS (Foto: Sputnik/Alexei Druzhinin/Kremlin via REUTERS)


MOSCOU (Sputnik) - O Ministério das Relações Exteriores da Rússia condenou veementemente os ataques militares dos EUA contra a Venezuela, classificando-os como um "ato de agressão armada" sem justificativa plausível.

"Esta manhã, os Estados Unidos realizaram um ato de agressão armada contra a Venezuela. Isso causa profunda preocupação e condenação. Os pretextos citados para justificar tais ações são infundados", disse o ministério.

Moscou expressou total solidariedade ao povo venezuelano e reafirmou o apoio aos esforços do governo bolivariano para defender a soberania e os interesses nacionais.

"Reafirmamos nossa solidariedade ao povo venezuelano e nosso apoio ao caminho trilhado por sua liderança bolivariana para salvaguardar os interesses e a soberania da nação", disse o ministério.

O ministério endossou os apelos de Caracas e de parceiros latino-americanos por uma sessão de emergência do Conselho de Segurança da ONU.

O ministério enfatizou que a América Latina deve permanecer uma zona de paz, conforme declarado em 2014, e destacou o direito da Venezuela à autodeterminação, livre de "interferências externas destrutivas, muito menos militares".

"A América Latina deve permanecer uma zona de paz, como se autoproclamou em 2014. A Venezuela deve ter garantido o direito de determinar seu próprio destino sem qualquer interferência externa destrutiva, muito menos militar", observou o ministério.

Alertando contra uma escalada ainda maior, a Rússia instou todas as partes a priorizarem o diálogo em vez do confronto.

"A hostilidade motivada por ideologia substituiu o engajamento pragmático e a vontade de construir relações previsíveis e baseadas na confiança. O caminho a seguir reside em soluções diplomáticas e estamos prontos para ajudar", afirmou o ministério.

A embaixada russa em Caracas continua operando normalmente, apesar da agressão armada dos EUA contra a Venezuela, acrescentou o ministério.

O ministério também confirmou a declaração anterior da embaixada, afirmando que não há relatos de cidadãos russos feridos e que as autoridades consulares permanecem em contato contínuo com autoridades e cidadãos venezuelanos no país.

Fonte: Brasil 247 com informações da agência Sputnik