segunda-feira, 16 de junho de 2025

“Lula chegará bem em 2026 e não temos o direito de deixar a extrema-direita voltar”, diz Gleisi

Ministra das Relações Institucionais defende nova candidatura de Lula e diz que população quer vê-lo mais presente nas agendas nacionais

       Gleisi Hoffmann e Lula (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegará em boa condição à disputa eleitoral de 2026 e reforçou que seu nome é indispensável para impedir o retorno da extrema-direita ao poder. Em entrevista publicada nesta segunda-feira (16) pelo jornal Valor Econômico, Gleisi declarou que o governo tem a responsabilidade histórica de barrar retrocessos e que Lula ainda é o principal líder político do país.

“Ele vai chegar bem. Nós temos o dever de não deixar a extrema-direita ganhar novamente a eleição no Brasil”, disse. A ministra também reconheceu que a recente queda na aprovação do governo está ligada à insatisfação com o atendimento do INSS, mas considera que o cenário é reversível e que a força simbólica de Lula segue intacta.

Segundo ela, pesquisas internas indicam que a população quer mais presença direta do presidente. “Nós temos uma pesquisa interna em que 79% das pessoas acham que o Lula devia falar mais. Acho que as pessoas estão com carência dele conversar mais e estar presente.”

◉ “Presidente, vamos viajar bastante o Brasil”

Gleisi revelou que tem incentivado o presidente a priorizar agendas nacionais e a intensificar seu contato direto com a população. “Eu sempre digo para ele: ‘Presidente, vamos viajar bastante o Brasil’”, contou. Embora reconheça a relevância das viagens internacionais de Lula, ela reforça que sua presença no território nacional é fundamental para consolidar apoios e reverter desgastes.

“É muito importante esse papel dele no mundo. Mas é óbvio que a gente, do ponto de vista da política e que vai fazer a disputa política, vai ficar querendo que ele esteja mais presente aqui.”

◉ Liderança insubstituível

Ao ser questionada sobre a possibilidade de surgirem outros nomes no campo progressista, Gleisi reconheceu que existem quadros preparados no governo, como Fernando Haddad, Camilo Santana e Rui Costa. No entanto, ela destacou que nenhum deles tem o mesmo peso político de Lula. “Lula é um líder, não é um quadro político. Então, é difícil você ter alguém que o substitua nesse patamar. [...] O Lula tem que ser o nosso candidato.”

A ministra ainda descartou sua própria candidatura ao Planalto, afirmando que nunca enfrentou o crivo do voto em cargos executivos. “Eu não tive experiência de governo com voto”, disse, mesmo tendo sido ministra-chefe da Casa Civil no passado.

◉ Alianças e disputa legislativa

Gleisi também falou sobre a necessidade de consolidar alianças para além das coligações formais e fortalecer a base do governo no Congresso. “O que nos cabe é procurar buscar e agregar para que esses partidos venham da forma mais inteira possível para uma aliança em 2026. Se não vierem formalmente, queremos que setores relevantes deles estejam junto com o presidente Lula.”

Segundo ela, a eleição de uma bancada sólida será essencial para garantir governabilidade em um eventual novo mandato. “Nós precisamos eleger um time forte no Congresso Nacional.”

Fonte: Brasil 247

Gleisi critica “juros estratosféricos", mas diz que Galípolo “não tinha o que fazer” nas últimas decisões do Copom

Ministra das Relações Institucionais exime Galípolo de responsabilidade pelas decisões recentes

Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante coletiva de imprensa, em Brasília - 27/03/2025 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), voltou a atacar a política monetária do Banco Central e saiu em defesa de Gabriel Galípolo, que assumiu a presidência da instituição há seis meses. Em entrevista publicada nesta segunda-feira (16) pelo jornal Valor Econômico, Gleisi classificou como “estratosférica” a atual taxa básica de juros, fixada em 14,75% ao ano, e afirmou que Galípolo não teve margem para alterar o curso das últimas decisões do Comitê de Política Monetária (Copom).

“Os dois últimos aumentos de juros já estavam precificados. O Galípolo não tinha o que fazer”, disse a ministra, reconhecendo que, apesar de seu desejo por cortes na taxa, o cenário indica possibilidade de manutenção da Selic na reunião desta semana. “Eu gostaria, é claro, que os juros caíssem, porque são estratosféricos. Não se justifica ter essa taxa neste cenário macroeconômico.”

◎ Galípolo e a herança do bolsonarismo no BC

A defesa de Gleisi ocorre em meio à frustração do governo com a continuidade de uma política monetária considerada excessivamente restritiva, mesmo após a saída de Roberto Campos Neto, indicado por Jair Bolsonaro, da presidência do BC. Galípolo, ex-secretário-executivo de Fernando Haddad na Fazenda, era visto como a oportunidade de alinhamento entre a política monetária e os objetivos de crescimento econômico do governo Lula.

Contudo, segundo a ministra, a transição no comando do Banco Central ainda não foi suficiente para promover uma inflexão real. As decisões, de acordo com ela, vinham sendo “precificadas” antes mesmo de Galípolo assumir. A crítica implícita é de que o arcabouço institucional do BC, com autonomia operacional e composição técnica herdada do governo anterior, tem dificultado mudanças substantivas.

◎ Pressão do Planalto por cortes

A posição de Gleisi reforça a pressão crescente exercida por integrantes do governo para que o Banco Central inicie um ciclo de cortes nos juros. A avaliação no Planalto é de que a manutenção da Selic em 14,75% prejudica investimentos, freia a atividade econômica e mina os esforços fiscais e distributivos da gestão Lula. “Não se justifica ter essa taxa neste cenário”, insistiu a ministra.

A entrevista insere-se em um contexto de embate contínuo entre o núcleo político do governo e a autoridade monetária, cuja autonomia formal foi estabelecida em 2021. Mesmo com Galípolo na presidência, o Copom segue dividido e sujeito a pressões do mercado financeiro, o que tem limitado a eficácia do novo comando.

Fonte: Brasil 247

Governo Lula vê Hugo Motta “fraco” na Câmara e critica rompimento de acordos

Ministros avaliam que o presidente da Câmara não consegue liderar os deputados como seu antecessor, Arthur Lira

         Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, em Brasília (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

Ministros do governo Lula (PT) afirmam estar decepcionados com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), após se envolverem em negociações com ele. Segundo a jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, os integrantes do governo avaliam que, ao contrário de Arthur Lira (PP-AL), seu antecessor, Motta não consegue liderar os deputados e não cumpre acordos.

Um dos exemplos citados foi de uma reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), para discutir alternativas à alta do IOF. Após o encontro, Motta endossou as medidas apresentadas pelo governo, como a cobrança de Imposto de Renda (alíquota de 5%) sobre títulos hoje isentos, como Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCA). Em entrevista, o presidente da Câmara chegou a classificar a proposta como “histórica”.

No entanto, dias depois, Motta voltou atrás e passou a criticar as propostas apresentadas por Haddad, afirmando que a iniciativa geraria uma reação “muito ruim” no Congresso e entre empresários. A avaliação é de que o deputado sofreu pressões de parlamentares e empresários e voltou atrás. Segundo os ministros, isso demonstraria a “fraqueza” do líder da Câmara.

Na sexta-feira (13), Haddad elogiou Arthur Lira, destacando que o ex-presidente da Câmara cumpria sua promessa de avançar com a pauta econômica. "Na gestão do presidente Arthur Lira (PP-AL), ele disse antes da minha posse, ainda na PEC da Transição, ele falou: 'Haddad, eu não vou misturar as nossas brigas com o governo com a questão econômica. Nós vamos resolver a questão econômica num outro ambiente".

A postura de Motta também causa incômodos no Supremo Tribunal Federal (STF) após ceder à pressão de deputados e ampliar os conflitos com a Corte. O deputado teria menos apoio entre os parlamentares pela falta de manejo de emendas parlamentares. Em comparação com Motta, Lira dava maior liberdade para o destino dos recursos, o que lhe garantiria um apoio mais sólido.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Lindbergh defende ajuste fiscal proposto por Haddad: “protege o trabalhador e bota a conta no colo dos ricaços”

Deputado criticou a resistência dos mais ricos sobre a proposta: “querem é continuar nadando em dinheiro sem dar nada em troca”

       Lindbergh Farias (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) defendeu nesta segunda-feira (16) o pacote fiscal proposto pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT). A iniciativa prevê, entre outras medidas, a ampliação da tributação sobre casas de apostas esportivas e criptoativos e investimentos atualmente isentos como Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCA).

Segundo Lindbergh, a proposta tem como objetivo “arrumar as contas” fazendo os mais ricos pagarem mais. “Quando o papo é "arrumar as contas do Brasil", a gente sempre treme, achando que a corda vai arrebentar do lado mais fraco. Mas, aqui é diferente! Pela primeira vez, o governo apresenta um ajuste fiscal que protege o trabalhador e bota a conta no colo de quem pode pagar: os ricaços!”, disse.

“Não é pra tirar o pão da sua mesa, nem fechar hospital. É pra olhar onde o dinheiro tá sobrando! O ajuste está fazendo turbulência em quem anda nos jatinhos, e em quem recebe os "presentes" fiscais que só os poderosos ganhavam. Nosso sistema de impostos é uma piada pra quem tem muito e um fardo pra quem tem pouco”, completou.

O líder do PT na Câmara também criticou a resistência dos mais ricos contra a proposta.”Os ricos, seus advogados de grife e amigos na política vão espernear, dizendo que taxá-los "espanta" dinheiro do Brasil. Pura balela! Muitos países sérios cobram dos mais ricos e continuam crescendo. Eles querem é continuar nadando em dinheiro sem dar nada em troca. Mas este governo está firme: vamos cortar os "favores" pra essa turma”, afirmou.

Lindbergh concluiu defendendo que a proposta será uma chance para promover justiça social. “O ajuste protege você, cobrando de quem tem muito, caçando sonegador e acabando com mordomias, a gente não só protege você de mais sacrifícios, mas garante hospital, escola e segurança de qualidade. O ajuste fiscal não será seu pesadelo. Pelo contrário! Será a chance de um Brasil mais justo, onde os ricos finalmente pagam sua parte e ajudam a construir um futuro melhor para todos. Vamos ter a coragem de peitar esses lobistas? A hora da verdade é agora! Ricaços, paguem a conta!”

 

Fonte: Brasil 247

Pix Automático começa a funcionar e exige contratação pelos pequenos negócios

Para consumidores, nova modalidade do Banco Central é gratuita; pequenos empresários devem aderir ao serviço junto às instituições financeiras

(Foto: Bruno Peres/Agência Brasil)

Começou a funcionar nesta segunda-feira (16) o Pix Automático, nova funcionalidade do Banco Central que permite o pagamento automático de contas recorrentes, como mensalidades, planos de saúde, assinaturas, taxas de condomínio e serviços essenciais. Para os consumidores, o serviço é gratuito. Já os pequenos negócios que desejarem utilizar a modalidade como forma de recebimento precisam contratar o serviço junto aos bancos.

O novo recurso visa substituir formas de cobrança tradicionais, como o boleto e o débito automático. A expectativa do Banco Central é que o Pix Automático tenha um custo mais baixo do que as modalidades atualmente utilizadas. Empreendedores devem verificar junto às instituições financeiras como aderir — algumas oferecem a contratação por canais digitais, enquanto outras exigem a presença em agência. O valor cobrado varia conforme o banco e é informado no momento da contratação.

Para aumentar a segurança, o Banco Central determinou que apenas empresas com mais de seis meses de existência poderão oferecer o Pix Automático. A medida busca reduzir os riscos de fraudes, garantindo maior confiabilidade tanto para os pagadores quanto para os recebedores.

A nova funcionalidade é especialmente promissora para os micro e pequenos empreendedores, que já têm no Pix uma ferramenta consolidada para as vendas. Segundo pesquisa do Sebrae, o Pix é o meio de pagamento preferido de 48% dos microempreendedores individuais e está presente em 97% dos pequenos negócios do país.

“De todo o recurso movimentado na venda de produtos, esse modelo já responde por 51% ou mais do faturamento das empresas. É um meio que já se consolidou”, afirmou o presidente do Sebrae, Décio Lima. Ele destacou ainda o papel da tecnologia para o fortalecimento do setor: “A tecnologia é um conceito que não tem mais volta e os pequenos negócios utilizam para pulverizar oportunidades e aumentar a geração de empregos”.

Agilidade e digitalização para os pequenos
Além de facilitar os pagamentos recorrentes, o Pix Automático oferece uma vantagem significativa em relação ao débito automático: permite que a empresa receba valores de clientes de qualquer instituição financeira, sem necessidade de convênios individuais com cada banco.

Na prática, isso simplifica a vida dos pequenos empresários. Conforme a 9ª edição da pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, 94% dos empreendedores já utilizam o Pix como forma de recebimento, e 81% o consideram o método mais importante para a rotina financeira. Os principais benefícios apontados são agilidade (89%), redução de custos (76%), facilidade de conciliação (63%) e diminuição da inadimplência (54%).

Para Décio Lima, o Pix também impulsiona a digitalização dos negócios de menor porte: “O Pix se mostra um catalisador para a digitalização dos pequenos negócios, que passaram a contar com uma solução de recebimento de baixo custo, fácil integração e liquidação imediata. Isso permite que micro e pequenas empresas possam competir em pé de igualdade com grandes estabelecimentos em termos de agilidade e modernidade nos pagamentos”.

Com a nova funcionalidade, o Banco Central amplia ainda mais o alcance do Pix, consolidando-o como um dos principais instrumentos de pagamento do país e contribuindo para a inclusão financeira e digital dos pequenos empreendedores.

Fonte: Brasil 247

Após apreensão de R$ 6 milhões, PGR investiga deputado por compra de votos

    O deputado Antonio Doido (MDB-PA) – Foto: Reprodução


A Procuradoria-Geral da República (PGR) abriu uma investigação contra o deputado federal Antonio Doido (MDB-PA) por suspeita de envolvimento em um esquema de compra de votos e desvio de verbas públicas. A apuração começou após a prisão de dois aliados do parlamentar, que foram flagrados com R$ 5 milhões e R$ 1,1 milhão em dinheiro vivo, às vésperas das eleições de 2024. Com informações do Metrópoles.

Francisco Galhardo, policial militar, foi preso no dia 4 de outubro de 2024 ao sacar R$ 5 milhões em uma agência bancária em Castanhal (PA). Em janeiro de 2025, Jacob Serruya Neto, então assessor de Doido, foi detido com R$ 1,1 milhão. Após a prisão, foi exonerado da Câmara dos Deputados.

Policial militar Francisco Galhardo foi preso com R$ 5 milhões em dinheiro vivo em Castanhal (PA), às vésperas das eleições de 2024; valores teriam ligação com esquema investigado pela PGR – Foto: Reprodução
Segundo a PGR, há indícios de que os valores foram desviados de contratos públicos e usados para corromper agentes e financiar campanhas. O Ministério Público identificou 15 saques feitos por Galhardo entre 2023 e 2024, totalizando R$ 48,8 milhões, com concentração nos meses que antecederam as eleições.

Conversas obtidas pela PF mostram que Antonio Doido teria ordenado pagamentos diretamente. No dia da apreensão dos R$ 5 milhões, mensagens apontam que o deputado mandou entregar R$ 380 mil a um homem chamado Geremias, que foi encontrado pela polícia com o valor em um carro próximo à agência.

A PGR afirma que o grupo usava um esquema estruturado para lavar dinheiro e ocultar a origem dos recursos. A investigação foi reforçada por informações do Coaf e por material obtido nos celulares dos envolvidos, incluindo mensagens que indicam a participação direta de Doido.

A defesa do deputado nega as acusações, critica o vazamento de informações e diz que ele já prestou esclarecimentos às autoridades. “O deputado tem tranquilidade sobre seus atos e está à disposição da Justiça”, diz a nota enviada à imprensa.

Fonte: DCM

Corpus Christi: saiba em que capitais será feriado na próxima quinta (19)


Os tradicionais tapetes feitos por católicos no dia de Corpus Christi. Foto: DOUGLAS MAGNO/AFP VIA GETTY IMAGES

Na próxima quinta-feira, 19 de junho, dia de Corpus Christi, pelo menos metade das capitais brasileiras terão feriado municipal, o que permitirá uma pausa no meio da semana para os trabalhadores dessas localidades.

Embora o governo federal considere a data como ponto facultativo, cada prefeitura tem autonomia para decretar o dia como feriado religioso, desde que exista uma regulamentação específica.

Cidades como São Paulo, Curitiba e Salvador, por exemplo, adotaram o feriado, assim como Maceió, Vitória, Cuiabá, Campo Grande, Belém, Teresina, Natal, Porto Alegre, Boa Vista, Aracaju e Goiânia. Nesses municípios, os trabalhadores são dispensados do expediente; se houver necessidade de trabalho, é garantido o pagamento em dobro ou uma folga compensatória.

Por outro lado, em capitais como Rio Branco, Manaus, Brasília, Belo Horizonte, São Luís, João Pessoa, Recife, Rio de Janeiro, Porto Velho, Florianópolis, Palmas e Fortaleza, o dia será considerado ponto facultativo, cabendo aos órgãos públicos e empresas decidirem sobre a liberação. Já em Macapá e novamente no Rio de Janeiro — cuja situação ainda não foi oficializada por decreto municipal —, não há definição até o momento sobre o status da data.

Fonte: DCM

“Rei do ovo” diz ser difícil contratar no Brasil por conta do Bolsa Família: “Desastre”


           Ricardo Faria, conhecido como o “rei do ovo”, dono da Global Eggs. Foto: Zanone Fraissat

O empresário Ricardo Castellar de Faria, que ficou conhecido como o “Rei do Ovo” após entrar para a lista de bilionários da Forbes em 2024, disse, em entrevista à Folha de S.Paulo, que contratar no Brasil é um “desastre” por conta do programa Bolsa Família.

Faria, dono da Global Eggs e com patrimônio estimado em R$ 17,45 bilhões, foi um dos doadores das campanhas de 2022 de Jair Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos). “As pessoas estão viciadas no Bolsa Família”, disse ele.

Confira alguns trechos:

(…) O sr. tem dificuldade para contratar?

Está um desastre no Brasil. Por duas razões. Primeiro, porque as pessoas estão viciadas no Bolsa Família. Não temos nem a chance de trazer essas pessoas para treinar e conseguir dar uma vida melhor, porque elas estão presas no programa.

Por outro lado, os jovens não querem mais ter essa relação trabalhista formal, uma carteira assinada, e ter que ir todo dia para o mesmo lugar. Aqui não conseguimos, porque tem o Estado tutelando. Não é mais como antigamente, que o camarada chegava numa empresa e queria ficar 25 anos.

Na sua avaliação, qual seria a solução?

Desburocratizar, tirar o Estado se metendo em tudo que o cidadão e as empresas vão fazer.

O presidente Lula disse que queria encontrar o “pilantra” que aumentou o preço do ovo…

Eu acho que tem discussões mais importantes do que isso. Foi um negócio momentâneo por conta das razões que já discutimos. A água voltou para o mar. O plantel das empresas já voltou ao normal.

Mas como o sr. viu a declaração do presidente?

Não estava nem aqui, fui saber uma semana depois. Estava no meio de um processo de aquisição. Não sei o contexto em que [a fala] foi feita. O presidente Lula é um grande entusiasta, torcedor, de empresa brasileira bem-sucedida fora do Brasil. Uma pessoa que torce muito para o Brasil. O empresário tem que se relacionar com o poder que o povo escolheu. (…)

Fonte: DCM

Justiça liberta mulher que xingou homem de “bicha nojenta” em shopping de SP


       A jornalista Adriana Catarina Ramos de Oliveira – Foto: Reprodução

A Justiça de São Paulo concedeu liberdade provisória à jornalista Adriana Catarina Ramos de Oliveira, de 61 anos, após ela ter sido presa em flagrante por ofensas homofóbicas contra um homem no Shopping Iguatemi. A decisão foi tomada após audiência de custódia no domingo (15). Adriana está proibida de frequentar o shopping e deverá cumprir medidas como comparecimento mensal ao juízo e comunicação prévia em caso de mudança de endereço ou saída da comarca por mais de oito dias.

O caso foi registrado como injúria no 14º Distrito Policial, em Pinheiros. Imagens gravadas no local mostram Adriana chamando o homem de “bicha nojenta” e “assassino”. A vítima, Gabriel Galluzzi Saraiva, relatou que pediu calma à jornalista enquanto ela falava alto pedindo a conta. A partir daí, segundo ele, começaram as agressões verbais. Uma testemunha confirmou a versão do rapaz e relatou que Adriana também usou outros xingamentos.

O Shopping Iguatemi repudiou qualquer ato de intolerância e reiterou seu compromisso com o respeito à diversidade.

Fonte: DCM

Caiu: Luis Zubeldía pede demissão do São Paulo


     O técnico argentino Luis Zubeldía. Foto: Reprodução

Luis Zubeldía pediu demissão do comando do São Paulo nesta segunda-feira (16), após a terceira derrota seguida no Campeonato Brasileiro, conforme informações do G1. O técnico argentino decidiu sair após o revés por 3 a 1 contra o Vasco, no Morumbis, na última quinta-feira.

Mesmo com tentativas da diretoria para convencê-lo a ficar, Zubeldía manteve a decisão por entender que não conseguiria mudar o cenário atual do time. De fato, o desempenho do clube paulista sob o comando do argentino era de tirar qualquer torcedor do sério.

Ele deixa o Tricolor após pouco mais de um ano de trabalho, com 85 jogos: 38 vitórias, 27 empates e 20 derrotas. O time treinado por Zubeldía chegou às oitavas de final da Libertadores e da Copa do Brasil, além da semifinal do Paulistão 2025.

Em crise financeira e sem margem para altos investimentos, o São Paulo estuda a volta de Hernán Crespo — que tirou o Tricolor da seca com o título do Campeonato Paulista de 2021 — como favorito para assumir o cargo. A definição deve ocorrer nos próximos dias.

Fonte: DCM com informações do G1

Após resistência, Haddad critica atrito entre governo e Congresso e elogia Arthur Lira


        O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o deputado Arthur Lira (PP-AL). Foto: Reprodução

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticou o avanço dos atritos entre Executivo e Legislativo após a resistência de congressistas às propostas fiscais do governo e, ao mesmo tempo, elogiou a postura do ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), conforme informações da colunista Thais Bilenky, do UOL.

O comentário foi feito durante um jantar na casa do advogado Rodrigo de Castro, em Higienópolis, São Paulo, na sexta-feira (13). O evento foi promovido pelo grupo Prerrogativas e organizado por Castro, seu sócio Guilherme Setoguti e Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo.

“Fizemos a reunião de domingo. Depois teve o revertério no meio da semana, mas a reunião de domingo foi espetacular”, disse Haddad, referindo-se ao encontro com os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP), para apresentar medidas que compensariam o recuo no decreto do IOF. Entre elas, a taxação de 5% sobre LCI e LCA, hoje isentas.

Haddad se reúne com empresários em encontro promovido pelo Grupo Prerrogativas. Foto: Divulgação

No entanto, a proposta encontrou forte resistência, especialmente da federação UP, e Haddad lamentou a dificuldade de adesão no Congresso: “Não consigo estimar o índice de apoio, e é isso que estamos pedindo para os presidentes das Casas, que a gente possa se reunir e medir o pulso”.

O ministro também fez um apelo por equilíbrio entre os Poderes. “Nós não podemos deixar isso virar conflito entre Poderes, isso é muito ruim, porque resulta em crise institucional. Tem que ficar no plano dos partidos”, afirmou.

Ele ainda elogiou a conduta de Lira: “Na gestão do presidente Arthur Lira, ele disse antes da minha posse, ainda na PEC da Transição, ele falou: ‘Haddad, eu não vou misturar as nossas brigas com o governo com a questão econômica. Nós vamos resolver a questão econômica num outro ambiente’”.

Além disso, Haddad alertou para o tamanho das renúncias fiscais no país: “Aprovaram uma emenda constitucional de número 109 que determinava que o gasto tributário tinha que cair a 2% do PIB. Estamos a 6%, 7% de gasto tributário”. O ministro estima que essas isenções somem R$ 800 bilhões, além de R$ 50 bilhões no setor financeiro.

Fonte: DCM com informações do UOL

Grupo de políticos brasileiros que deixou Israel chega à Jordânia

Grupo de prefeitos e parlamentares cruzou a fronteira terrestre nesta segunda (16) e seguirá viagem ao Brasil

          Prefeitos brasileiros em palestra em Israel (Foto: Reprodução/Instagram/@vanderleipelizer)

A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) informou, nesta segunda-feira (16), que uma comitiva formada por autoridades brasileiras conseguiu deixar Israel em meio à escalada de violência na região. O grupo cruzou a fronteira terrestre rumo à Jordânia, de onde seguirá viagem de retorno ao Brasil. As informações são do g1.

De acordo com a CNM, o deslocamento foi feito por meio de ônibus ainda pela manhã, no horário de Brasília. A entidade confirmou que a comitiva inclui prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e secretários de diversos municípios do país, embora não tenha divulgado os nomes dos integrantes.

Mais cedo, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), que preside o Grupo Parlamentar Brasil-Israel, explicou que o grupo é composto por 12 pessoas, mas uma delas decidiu não prosseguir com o trajeto diante dos bombardeios que ocorrem na região.

Ainda segundo Viana, ao menos 41 brasileiros, entre autoridades e integrantes de outras delegações, permanecem em solo israelense. A retirada do restante dos representantes dependerá do agravamento das tensões locais. De acordo com a reportagem, deste grupo que chegou à Jordânia, 9 brasileiros vão se deslocar para a Arábia Saudita. Por questões de segurança, o parlamentar não revelou os detalhes do itinerário.

O senador também manifestou preocupação com os brasileiros que estão em Israel a turismo. Segundo ele, o Grupo Parlamentar Brasil-Israel solicitou à embaixada israelense informações sobre o número de turistas brasileiros no país, com o objetivo de avaliar a necessidade de uma eventual operação de resgate por parte da Força Aérea Brasileira (FAB).

Fonte: Brasil 247 cpom informações do G1

Congresso trava revisão de privilégios e barra aumento de impostos enquanto exige disciplina fiscal do governo

Congresso Nacional empareda o governo federal forçando corte de gastos com benefícios sociais

       Hugo Motta e Lula (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

Enquanto o Congresso Nacional impõe ao governo federal a exigência de reduzir despesas e manter uma política de austeridade sem elevar impostos, projetos que tratam justamente do enxugamento de gastos — sem qualquer impacto tributário — continuam bloqueados pelos próprios parlamentares. A postura revela uma contradição crescente: cobra-se disciplina fiscal, mas se evita enfrentar privilégios consolidados nos Três Poderes.

Segundo reportagem do Metrópoles, entre os exemplos mais claros desse impasse estão o projeto que combate os chamados “supersalários” no serviço público e a proposta do governo Lula que muda regras da aposentadoria dos militares. Nenhum dos dois textos propõe aumento de tributos, mas ambos seguem travados no Legislativo, sem perspectiva de avanço.

O projeto que visa combater os salários que ultrapassam o teto constitucional do funcionalismo público tramita no Congresso desde 2016. Aprovado pela Câmara dos Deputados em 2021, o texto encontra-se parado no Senado Federal. A proposta define critérios para limitar os “penduricalhos” — gratificações e benefícios que inflacionam os contracheques de servidores — e impõe a obediência ao teto salarial em todos os Três Poderes.

Mesmo sendo uma medida de ajuste fiscal sem impacto tributário, a proposta enfrenta forte resistência de setores organizados do Judiciário, Legislativo e Executivo. A falta de avanço revela a dificuldade de o Congresso abrir mão de privilégios internos, mesmo diante da exigência de austeridade imposta ao Executivo.

Outra iniciativa emperrada é o projeto do governo que altera as regras da previdência dos militares. Atualmente, integrantes das Forças Armadas não têm idade mínima para aposentadoria — bastam 35 anos de serviço. Para corrigir essa distorção, o Planalto propôs, em dezembro de 2024, a fixação da idade mínima de 55 anos. Apesar de fazer parte do pacote de ajuste fiscal, a medida segue sem qualquer despacho na Câmara dos Deputados há mais de seis meses.

Reunião com Lula expõe impasse sobre aumento de tributos - O presidente Lula foi alertado por lideranças do Congresso, no sábado (14), de que não há “clima político” para aprovar aumento de impostos, relata Valdo Cruz, do g1. O aviso foi dado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-PA), que indicaram disposição para colaborar com o ajuste fiscal, mas sem mexer em tributos.

A sinalização de endurecimento da base aliada veio na esteira da repercussão negativa do decreto que elevou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e da Medida Provisória que aumentou o Imposto de Renda sobre aplicações financeiras. Ambos os atos do Ministério da Fazenda causaram reação imediata dos líderes partidários, que agora pressionam o governo a revogar os dispositivos.

Mesmo governistas admitem que não há ambiente político para votar qualquer majoração de tributos no ano pré-eleitoral. A expectativa é que o debate sobre o mérito da proposta que anula o aumento do IOF só volte após o recesso de São João, enquanto os líderes defendem que o governo aprove esse tempo para rever gastos.

Nos bastidores, a equipe econômica já alerta que, sem a arrecadação prevista pelas novas medidas, será necessário adotar novos contingenciamentos, inclusive em emendas parlamentares.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Autoridades brasileiras iniciam retirada de Israel rumo à Jordânia, diz Carlos Viana

Segundo o senador, há a expectativa de que nove integrantes do grupo cheguem à Jordânia e, de lá, sigam viagem para a Arábia Saudita

Prefeitos brasileiros abrigam-se em bunker em Tel Aviv, na última sexta-feira - 13/06/2025 (Foto: reprodução/X)

Parte da delegação de prefeitos e autoridades brasileiras que está atualmente em Israel iniciou a retirada em direção à fronteira com a Jordânia. O deslocamento acontece em meio ao conflito entre Israel e o Irã. A informação, segundo o g1, foi divulgada pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente do Grupo Parlamentar Brasil-Israel, nesta segunda-feira (16).

O parlamentar relatou que a missão era composta por 13 pessoas, mas uma delas desistiu de prosseguir após os bombardeios registrados ao longo do trajeto. Por motivos de segurança, tanto os horários quanto os itinerários do deslocamento estão sendo mantidos em sigilo.

Ainda de acordo com Viana, há a expectativa de que nove integrantes do grupo cheguem à Jordânia e, de lá, sigam viagem para a Arábia Saudita. Paralelamente, a embaixada de Israel teria assumido o compromisso de garantir a entrega dos brasileiros em segurança até a fronteira jordaniana. A diplomacia israelense também estaria conduzindo negociações para uma possível retirada via Egito.

Atualmente, estima-se que ao menos 47 representantes do Brasil estejam em solo israelense. O ritmo da retirada, no entanto, depende diretamente do agravamento ou da estabilização do conflito na região.

Viana afirmou ainda que há preocupação com os turistas que estão no país. Segundo a reportagem, o grupo parlamentar solicitou à embaixada de Israel um levantamento detalhado do número de brasileiros que permanecem no país com visto de turismo, com o objetivo de avaliar a necessidade de uma operação de resgate com aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB).

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Jornalista presa por homofobia em shopping foi apresentadora na Globo

Adriana Ramos, que passou por emissoras como EPTV, Record e TV Cultura, foi detida após insultar publicitário com ofensas homofóbicas em São Paulo

Agressora de 61 anos foi detida em flagrante após chamar a vítima de "bicha nojenta" em cafeteria do shopping Iguatemi (Foto: Reprodução)

A jornalista Adriana Catarina Ramos de Oliveira, de 61 anos, foi presa em flagrante neste sábado (14) após proferir ofensas homofóbicas contra o publicitário Gabriel Galluzzi Saraiva, de 39 anos, durante uma discussão em um café do Shopping Iguatemi, em São Paulo. As informações são do Metrópoles.

Adriana tem um longo histórico na televisão brasileira, com passagens por emissoras como EPTV, afiliada da TV Globo em Campinas, TV Cultura, Record, RIT TV e Globo São Paulo. Durante as décadas de 1980 e 1990, atuou como repórter e apresentadora de telejornais regionais da Globo em São José do Rio Preto. Atualmente, segundo suas redes sociais, trabalha na área de assessoria de imprensa.

O episódio que levou à prisão ocorreu quando, de acordo com a vítima, Adriana discutia em tom exaltado com uma funcionária do café. Gabriel, que presenciou a cena, relatou ter tentado intervir pedindo que a jornalista se acalmasse. "Era por volta de 15h30. Uma senhora sentada na mesa do lado começou a pedir pela conta, descontrolada, falando bem alto ‘eu quero minha conta’, ‘eu quero ir embora’. A moça fez um sinal de que já iria. Daí intervi, falei ‘calma, ela já virá, já deu o sinal’. Então, ela se descontrolou, começou a me atacar diretamente”, afirmou Gabriel à TV Globo.

Durante a confusão, Adriana foi filmada ofendendo Gabriel com termos homofóbicos, chamando-o de "bicha nojenta". O vídeo, que circulou nas redes sociais, registra o momento em que a jornalista, visivelmente alterada, profere as ofensas. Em seu depoimento à polícia, Gabriel disse ainda que a agressora o chamou de "pobre" e até mesmo de "assassino".

A testemunha Giulia Podgaic, que também estava no local, confirmou a versão do publicitário: “Ouvi a mulher gritar com a funcionária do café, pedindo a conta, falando que queria ir ao banheiro, gritando. Aí, a vítima pediu para a senhora se acalmar, disse ‘se acalma, ela já vai vir’, e aí ela começou a falar um monte, ofender ele de todos os jeitos, falar ‘pobre’, ‘bicha’, todas as palavras de baixo calão possíveis... ‘bicha nojenta’, ‘pobre’, ‘você não deveria estar aqui’”. Giulia ainda descreveu a situação como "horrível" e "constrangedora".

Já em entrevista à TV Globo, Adriana apresentou uma versão diferente dos fatos, afirmando que, no momento da confusão, estava ao telefone e se sentiu provocada: “Eu estava ao telefone, eu vou ser operada no dia 27 do joelho, vou colocar uma prótese [...]. Estou muito ansiosa, muito nervosa, comecei a chorar ao telefone. E esse grupo que estava ao lado começou a rir. Quando eles começaram a rir, eu desliguei o telefone, levantei o braço e pedi a conta. Falei 'por favor, traz a conta, eu quero ir embora'".

A jornalista também alegou ter sido vítima de etarismo: "Eles estavam rindo de mim, falaram que eu tinha que ser anestesiada [...] Aí, ele se manifestou, disse 'fala baixo', 'cala a boca'. [...]. Houve aquela confusão na hora, eu chamei ele de 'boiola'. Xinguei mesmo. Ele já tinha me xingado de 'velha'. [...] Sim, me arrependo."

A Polícia Militar foi acionada e conduziu a jornalista ao 14º Distrito Policial de Pinheiros, onde o caso foi registrado como injúria. A Secretaria da Segurança Pública confirmou a prisão em flagrante: “Uma mulher de 61 anos foi presa em flagrante na tarde de sábado (14), em um shopping na Avenida Brigadeiro Faria Lima, zona sul da capital. Policiais militares foram acionados para atender a ocorrência e, no local, constataram que a mulher havia proferido ofensas homofóbicas a um homem, de 39 anos.”

Em nota oficial, o Shopping Iguatemi lamentou o episódio: “O shopping lamenta a ocorrência entre os dois clientes em uma das suas operações, esclarece que prestou todo o apoio necessário e segue à disposição das autoridades competentes. O empreendimento reforça que o respeito à diversidade — em todas as suas formas — é um valor inegociável e repudia qualquer ato de discriminação e intolerância.”

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Brasil recicla 410 mil toneladas de embalagens pets

Pesquisa revela aumento de 14% na reciclagem de pets em 2024, mas setor ainda está distante de atingir sua capacidade plena

       Reciclagem de garrafas pet (Foto: Agência Brasil )

A indústria brasileira de reciclagem de Polietileno Tereftalato (PET) registrou o reaproveitamento de cerca de 410 mil toneladas de embalagens em 2024, conforme dados do Censo da Reciclagem do PET no Brasil, realizado pela Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet).

O volume representa um crescimento de 14% em relação às 359 mil toneladas registradas no censo anterior, em 2022, e reforça a tendência de evolução da cadeia, impulsionada por políticas de circularidade, avanços tecnológicos e aumento da conscientização ambiental. O PET pós-consumo continua a ser o material plástico mais reciclado do país, com um índice de reaproveitamento que ultrapassa os 56%, conforme a associação.

Apesar do avanço, o resultado ainda está longe do potencial total de reaproveitamento. A indústria de reciclagem de PET instalada no país opera, em média, com 23% de ociosidade. A Abipet afirma que o percentual pode chegar a picos de até 40% em algumas regiões.

Para a associação, essa limitação está diretamente relacionada à baixa eficiência da coleta seletiva no Brasil, que cobre apenas uma parcela restrita dos centros urbanos. O presidente executivo da entidade, Auri Marçon, alerta que a cadeia produtiva já opera “no seu limite” diante da escassez de matéria-prima reciclável, mesmo com toneladas de embalagens ainda sendo descartadas em aterros ou no meio ambiente.

◎ Gargalos produtivos podem ser sanados com gestão - Para atingir novos patamares de eficiência, a indústria de reciclagem precisa avançar na gestão de processos. A automação industrial com ERP é apresentada como alternativa para superar gargalos produtivos.

De acordo com informações da Nomus, empresa que atua no desenvolvimento de softwares para indústrias, a introdução desses sistemas ajuda a otimizar a operação, reduzir perdas e também permite o planejamento da demanda.

Esse tipo de sistema também facilita o cumprimento das exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e das metas estabelecidas pelo Plano Nacional de Resíduos Sólidos (Planares), como a obrigatoriedade de reciclagem de ao menos 30% das embalagens até o final de 2025 e 50% até 2040.

Além da tecnologia, ferramentas comuns do dia a dia seguem como necessárias para a operação. É aí que se entende, na prática, para que serve a planilha de controle de produção: ela funciona como um instrumento básico para registrar volumes processados, calcular perdas, identificar gargalos e acompanhar a produtividade diária.

◎ Políticas públicas e incentivos fortalecem a logística reversa - O avanço da reciclagem de PET no Brasil ocorre em meio a um arcabouço regulatório que busca criar condições para que mais embalagens sejam coletadas e reaproveitadas. A PNRS estabelece a logística reversa como instrumento para assegurar o fluxo adequado de materiais pós-consumo.

Essas metas não se limitam ao papel. As portarias publicadas em 2024, como GM/MMA nº 1.011 e 1.102, impõem critérios mais rigorosos para a qualificação de entidades gestoras e verificadores. Também exigem presença nacional progressiva, capacidade técnica comprovada e sistemas eletrônicos de informação.

Além disso, o Decreto nº 11.413/2023 criou os Certificados de Crédito de Reciclagem de Logística Reversa (CCRLR), os Certificados de Estruturação e Reciclagem de Embalagens (CERE) e os Certificados de Crédito de Massa Futura, instrumentos que atribuem valor econômico direto ao material reciclado. O objetivo é tornar a venda de PET pós-consumo mais atrativa, sobretudo para catadores e cooperativas.

◎ Inovação tecnológica e parcerias impulsionam o setor - O cenário brasileiro de reciclagem de PET também se beneficia de investimentos em tecnologia e de parcerias que visam elevar a qualidade e a escala da produção de resina reciclada (rPET). A Valgroup, maior recicladora de plásticos da América Latina, processa atualmente 145 mil toneladas de RPET anualmente no Brasil, México e Espanha.

Em 2024, a empresa adquiriu a operação de reciclagem de 3 Rios Fibras e Resinas, em Poços de Caldas (MG), com o compromisso de ampliar sua capacidade de produção de RPET de grau alimentício por meio do sistema bottle-to-bottle, que já responde por 37% do PET reciclado no país.

A aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o uso desse rPET em contato direto com alimentos, obtida pela Valgroup em 2008, garante às indústrias de bebidas a confiança necessária para reduzir a dependência de resina virgem.

No mesmo ritmo, o ALPLA Group anunciou, em janeiro deste ano, a ampliação de sua unidade brasileira para incluir processamento de HDPE, somando esforços para diversificar o leque de materiais recicláveis no país. A empresa conta com capacidade instalada de reciclagem de, aproximadamente, 389 mil toneladas de PCR (plástico pós-consumo) em sua rede internacional.

Fonte: Brasil 247