Os Estados Unidos defenderam sua operação que resultou no sequestro de Nicolás Maduro, classificando-a como uma “operação policial com apoio militar”. A declaração do representante americano, Mike Waltz, foi feita após uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, convocada pela Venezuela para discutir a ação.
Waltz afirmou que os EUA prenderam Maduro e sua esposa, Cilia Flores, porque ambos são “narcotraficantes” e que o processo legal seria seguido, sem a intenção de ocupar ou declarar guerra à Venezuela.
A operação provocou críticas de diversos países, incluindo Rússia e China, que a classificaram como uma “agressão armada”. Ambas as nações destacaram que tal ação viola a soberania da Venezuela, lembrando que um presidente dos EUA precisa de autorização do Congresso para declarar guerra.
O porta-voz chinês também condenou os EUA, afirmando que nenhum país deve agir como “a polícia do mundo”. A acusação de que Maduro liderava o Cartel de los Soles, um grupo acusado de tráfico de drogas, foi central para a justificativa do ataque.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou sua preocupação com a operação, destacando a importância de respeitar a Carta da entidade e os princípios internacionais que garantem a paz e a soberania dos estados.
A mensagem de Guterres, lida por sua subsecretária-geral, Rosemary DiCarlo, pediu o respeito pela independência política e a integridade territorial da Venezuela, afirmando que o uso da força deve ser evitado e que o direito internacional deve prevalecer.

Maduro e Cilia Flores foram levados a Nova York para enfrentar uma audiência federal, onde serão formalmente acusados de envolvimento em atividades criminosas. A expectativa é de que o juiz determine que eles permaneçam presos enquanto aguardam o julgamento. A Rússia criticou a detenção, pedindo a libertação imediata de Maduro, alegando que ele foi “sequestrado” de forma ilegal.
Moscou também atacou a aplicação seletiva das leis internacionais pelos EUA, argumentando que o ataque a Maduro e as mortes decorrentes da operação representam um retrocesso na ordem internacional. O diplomata russo Vasily Nebenzya comparou a ação a uma tentativa de restauração da dominação dos EUA, usando a força e ignorando as normas legais internacionais.
O Brasil, embora não seja membro do Conselho de Segurança, também se manifestou criticando a ofensiva dos EUA. O presidente Lula, que já havia se posicionado contra a ação militar, reforçou sua condenação. A situação continua a gerar tensões, com a comunidade internacional dividida sobre a legalidade da operação e suas repercussões para a política global.
Fonte: DCM
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