quarta-feira, 23 de julho de 2025

Moraes marca interrogatório de "kids pretos" envolvidos em trama golpista STF

Sessões serão virtuais e incluem coronéis, generais e um agente da PF que integrariam plano golpista para manter Bolsonaro no poder

      Ministro Alexandre de Moraes, do STF 09/06/2025 (Foto: REUTERS/Diego Herculano)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, agendou para a próxima segunda-feira (28) os interrogatórios dos dez acusados que compõem o chamado núcleo 3 da investigação sobre a tentativa de golpe após as eleições de 2022. Segundo o Metrópoles, os depoimentos, que ocorrerão de forma remota, serão conduzidos por um juiz auxiliar do gabinete de Moraes.

De acordo com a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), os réus planejavam o assassinato do próprio Moraes, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), com o objetivo de permitir a continuidade de Jair Bolsonaro (PL) no poder.

A acusação sustenta que, no dia 28 de novembro de 2022 — poucas semanas após a vitória de Lula no segundo turno —, o grupo se reuniu para discutir a redação de uma carta de conteúdo golpista, que seria encaminhada aos comandantes das Forças Armadas. Além disso, a PGR afirma que os investigados pretendiam provocar um fato de grande comoção social, capaz de criar as condições para a implementação do plano antidemocrático. De acordo com a denúncia, o grupo se diferenciava dos demais núcleos da investigação por buscar a execução física de autoridades, em especial Alexandre de Moraes, Lula e Alckmin.

Os interrogatórios dos réus do núcleo 3 serão realizados em ordem alfabética, iniciando-se com Bernardo Romão Correa Netto. Todos os acusados deverão estar conectados à sessão virtual e responder às perguntas formuladas pela PGR e, eventualmente, por ministros do Supremo. A presença dos respectivos advogados está assegurada ao lado dos réus durante os depoimentos.

Lista de réus do núcleo 3:

● Bernardo Romão Correa Netto – coronel do Exército

● Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira – general da reserva do Exército

● Fabrício Moreira de Bastos – coronel do Exército

● Hélio Ferreira Lima – tenente-coronel do Exército

● Márcio Nunes de Resende Júnior – coronel do Exército

● Rafael Martins de Oliveira – tenente-coronel do Exército

● Rodrigo Bezerra de Azevedo – tenente-coronel do Exército

● Ronald Ferreira de Araújo Júnior – tenente-coronel do Exército

● Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros – tenente-coronel

Wladimir Matos Soares – policial federal

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Senadora bolsonarista detona Eduardo Bolsonaro: "moleque" (vídeo)

“É um abuso o que o Eduardo Bolsonaro está fazendo nos EUA. Com o país e com o pai dele”, afirma Margareth Buzetti, que apoiou Bolsonaro em 2022

     Margareth Buzetti (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

A senadora Margareth Buzetti (PSD-MT) subiu o tom contra Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o responsabilizou diretamente pelo uso de tornozeleira eletrônica imposto a Jair Bolsonaro (PL). Durante declaração pública na terça-feira (22), ela classificou a conduta do deputado licenciado como “um abuso” tanto contra o ex-presidente quanto contra o Brasil, e o chamou de “moleque”, informa o jornal O Globo.

Senadora se mostrou muito incomodada com a postura de Eduardo diante das negociações com o governo de Donald Trump, dos Estados Unidos. Ela criticou especialmente a tentativa recente do parlamentar de se desvincular do tarifaço anunciado por Washington, após ter se apresentado como interlocutor das tratativas.
É um abuso o que o Eduardo Bolsonaro está fazendo lá nos EUA. Com o país e com o pai dele. A culpa do Bolsonaro estar de tornozeleira é desse moleque. Ele falou em vários, vários, vários vídeos, dizendo que era ele que estava negociando, que ia ter tarifa sim. De que adianta mudar agora? Está gravado”, disparou Buzetti.

◆ Tentativa de recuo de Eduardo - Na véspera, segunda-feira (21), Eduardo Bolsonaro deu entrevista ao podcast Inteligência Ltda, na qual adotou um novo tom ao falar sobre a imposição de tarifas comerciais dos EUA ao Brasil. Ele alegou que sua atuação visava apenas sanções individuais contra ministros do Supremo Tribunal Federal — em especial Alexandre de Moraes — e que a decisão de ampliar a retaliação econômica teria partido exclusivamente de Donald Trump.
“Sempre trabalhei para sanções individuais”, afirmou Eduardo, alegando que o tarifaço foi uma decisão autônoma da Casa Branca.

No entanto, a tentativa de se dissociar da medida contrasta com falas anteriores do próprio parlamentar. Há cerca de três semanas, ele havia comemorado o anúncio de Trump como uma confirmação do trabalho que vinha conduzindo: “apenas confirmou o sucesso na transmissão daquilo que vinham apresentando”, declarou na ocasião.

◆ Apoio a Bolsonaro em 2022 - Margareth Buzetti é suplente do atual ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), e assumiu o mandato no Senado após a nomeação dele. Em 2022, ela apoiou Jair Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Bolsonaro vai à sede do PL em meio à expectativa por decisão de Moraes

Ex-mandatário evitou falar com a imprensa sobre a possibilidade de prisão: “vocês sabem que eu não posso falar”

Ex-presidente Jair Bolsonaro chega para colocação de tornozeleira eletrônica em Brasília 18/07/2025 REUTERS/Adriano Machado (Foto: Adriano Machado)

Jair Bolsonaro (PL) deixou sua casa no Jardim Botânico, em Brasília, e se dirigiu até a sede do Partido Liberal na capital federal. O deslocamento desta quarta-feira (23) ocorre em um momento marcado pela expectativa de uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, sobre o futuro judicial do ex-mandatário.

Segundo o Metrópoles, Bolsonaro estava acompanhado do filho mais novo, o vereador de Balneário Camboriú Jair Renan Bolsonaro (PL). Ao chegar ao local, foi questionado por jornalistas, mas limitou-se a responder: “vocês sabem que eu não posso falar”.

O silêncio do ex-mandatário reforça o clima de tensão em torno da avaliação de Moraes sobre uma possível violação das restrições impostas a ele no inquérito que apura tentativa de golpe de Estado. Entre as medidas determinadas pelo STF está a proibição do uso das redes sociais e a vedação de declarações públicas, inclusive por meio de perfis de terceiros. A defesa de Bolsonaro já apresentou manifestação sobre o caso e aguarda deliberação do ministro.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Nikolas Ferreira terá que pagar indenização a artista por vídeo difamatório; saiba o valor


O deputado federal bolsonarista Nikolas Ferreira (PL-MG). Foto: Reprodução

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) foi condenado pela Justiça do Rio de Janeiro a pagar R$ 10 mil por danos morais à artista Cecília Siqueira Neres Ramos, conforme informações do blog do Ancelmo Gois, do Globo.

O bolsonarista também deverá remover, em até 10 dias úteis, um vídeo considerado difamatório publicado em seu canal no Telegram, sob pena de multa diária de R$ 1 mil, limitada a R$ 30 mil.

Segundo a ação, o vídeo divulgado em outubro de 2024 vinculava o trabalho artístico de Cecília a práticas criminosas e imorais, o que resultou em ameaças, ataques e prejuízos à sua carreira. A peça já havia sido classificada como desinformativa pela Justiça Eleitoral de Minas Gerais, que determinou sua remoção — decisão já definitiva.

Na defesa, Nikolas alegou imunidade parlamentar, afirmando que o conteúdo estava ligado à sua função “fiscalizadora” como deputado. A juíza rejeitou o argumento. A decisão, do 27º Juizado Especial Cível da Capital, ainda cabe recurso.

Fonte: DCM com informações do jornal O Globo

Mais barato que nunca: Fiat Mobi 2026 tem versão econômica com IPI zero

Interior do Fiat Mobi 2026 traz painel da Strada – Foto: Reprodução

O Fiat Mobi 2026 chega ao mercado com novidades no visual, interior atualizado e preços mais competitivos. Agora com isenção total de IPI e descontos da campanha “Grande Chance Fiat”, a versão Like sai por R$ 67.990, enquanto a Trekking custa R$ 73.290. A versão de entrada recebeu novas calotas, e a Trekking ganhou opcional de rodas escurecidas, teto preto e retrovisores com acabamento brilhante.

Por dentro, o Mobi adota o painel da Fiat Strada, incluindo mais porta-objetos e o mesmo volante de modelos como Fastback e Toro, deixando o interior mais moderno. Essa mudança foi possível graças à estrutura compartilhada entre Mobi e Strada. A motorização permanece a mesma: 1.0 Firefly de três cilindros com até 75 cv, câmbio manual de cinco marchas e consumo urbano de até 14 km/l com gasolina.

Na versão Like, o modelo traz ar-condicionado, direção elétrica, controle de estabilidade, assistente de partida em rampa e rodas com calotas. A Trekking se destaca pelo visual aventureiro e central multimídia com Android Auto e Apple CarPlay sem fio. Ambas as versões oferecem pacotes opcionais que incluem faróis de neblina, sensores de estacionamento, retrovisores elétricos e rodas de liga-leve.

Fonte: DCM

Haddad: governo Bolsonaro perdeu R$ 40 bilhões em impostos com “bets”

 

Fernando Haddad durante entrevista ao canal Nath Finanças – Foto: Reprodução
Fernando Haddad declarou que o governo Bolsonaro deixou de arrecadar cerca de R$ 40 bilhões em impostos que deveriam ter sido pagos por plataformas de apostas online, as chamadas “Bets”. Segundo o ministro da Fazenda, a ausência de regulação no setor permitiu que esse montante fosse desviado para fora do Brasil, gerando perdas bilionárias aos cofres públicos.

“Eu herdei um caos, esse povo ficou quatro anos sem nenhuma regulação”, afirmou Haddad em entrevista ao canal Nath Finanças.

O ministro prometeu apresentar um balanço detalhado ao presidente Lula (PT) e tratar o tema como um problema de saúde pública.

Haddad defende a necessidade de regulamentar e tributar o setor de bets para evitar que recursos continuem sendo enviados ao exterior sem retorno social ou econômico para o país.

Durante a entrevista, o ministro também foi questionado sobre a chamada “taxa das blusinhas”, que impõe a cobrança de ICMS sobre compras internacionais de baixo valor. Ele afirmou que a medida buscou dar isonomia ao comércio e à indústria nacional e que a cobrança foi solicitada pelos próprios governadores.

O ministro explicou que o ICMS é um imposto estadual, e que a União não se beneficia diretamente da arrecadação. “O presidente Lula não queria um imposto federal, mas a decisão envolveu todos os partidos políticos, foi unânime”, disse.

Haddad também mencionou que a demanda por elevação do Pis/Cofins partiu da própria indústria nacional.

Fonte: DCM

VÍDEO – Eduardo Bolsonaro volta a atacar Moraes: “Psicopata sedento por sangue”

 

O deputado Eduardo Bolsonaro – Foto: Reprodução

Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a atacar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, durante discurso inflamado nesta semana.

Desta vez, o deputado afirmou que não haverá recuo, mesmo diante da possibilidade de prisão dele ou de seu pai, Jair Bolsonaro (PL), e classificou Moraes como um “psicopata” e “tirano sedento por sangue”.

Em tom de ameaça, Eduardo declarou: “Podem prender o meu pai, não haverá recuo. Podem tentar me prender, vir Interpol, não haverá recuo. Podem fazer o que for, não haverá recuo”.

A fala aumenta as tensões entre bolsonaristas e o Supremo, especialmente no contexto das investigações em curso sobre a tentativa de golpe de Estado e a articulação no anúncio da tarifa adicional de 50% imposta por Donald Trump aos produtos brasileiros importados pelos EUA.

Nas declarações, o “bananinha” ainda comparou o Brasil à Venezuela e sugeriu que o país poderá viver um colapso social.

“Eu tô preocupado, meus amigos, se vocês que estão aí no Brasil e vocês que não conseguem sair daí, que é a maioria da população brasileira, se vocês vão daqui a alguns anos tá buscando cachorro na rua para comer igual na Venezuela”, afirmou.

Fonte: DCM

Folha culpa Lula por negociação emperrada com os EUA; “perigosa inversão da realidade”, critica Gleisi

Ministra critica a Folha por “responsabilizar a vítima diante de uma chantagem que ameaça nosso país”

      Gleisi Hoffmann (Foto: Gil Ferreira/SRI)

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), criticou duramente o editorial da Folha de S.Paulo desta quarta-feira (23), que cobrou "mais empenho" do governo brasileiro nas negociações com os Estados Unidos diante do tarifaço de 50% anunciado por Donald Trump sobre produtos brasileiros. Em nota publicada em suas redes sociais, Gleisi acusou o jornal de fazer uma “pirueta jornalística” e de responsabilizar a vítima diante de uma chantagem política internacional.

A crítica da ministra se refere à alegação do editorial de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estaria tentando explorar politicamente a ameaça tarifária ao atacar adversários bolsonaristas, enquanto setores da economia nacional sofrem com os efeitos do anúncio do ex-presidente norte-americano, que deve entrar em vigor em 1º de agosto. No entanto, Gleisi argumenta que foi o próprio governo brasileiro quem propôs o diálogo com os EUA meses atrás.

“A Folha faz uma pirueta jornalística no editorial de hoje. Cobra ‘mais empenho’ do governo na negociação comercial com os EUA, ignorando que partiu do governo brasileiro, ainda em maio, a proposta de discutir tarifas sobre exportações de parte a parte. E acusa injustamente o presidente Lula de politizar a questão, como se a politização não tivesse partido de Trump, que exigiu o fim do julgamento de Jair Bolsonaro ao anunciar seu pacote de sanções contra o Brasil”, escreveu a ministra.

Segundo a ministra, não falta empenho por parte do governo. “Não falta empenho da parte brasileira e sobra arrogância da outra parte. Criticar o governo, qualquer governo, é natural na democracia, mas responsabilizar a vítima diante de uma chantagem que ameaça nosso país é uma perigosa inversão da realidade”, completou.

O editorial da Folha argumenta que há falta de transparência e resultados concretos por parte do governo brasileiro nas tratativas com Washington. A publicação também acusa Lula de buscar ganho político interno em vez de atuar diretamente para evitar os prejuízos econômicos causados pela ameaça tarifária. Como exemplo, o texto cita a queda de 80% nas exportações de carnes para os EUA em julho, além de cancelamentos de embarques de frutas e pescados. Segundo levantamento do próprio jornal, 30 setores brasileiros dependem dos EUA para ao menos 25% de suas exportações, totalizando US$ 20,3 bilhões em 2023.

Nos bastidores do Planalto, conforme a própria Folha também relatou, o governo já avalia ações emergenciais para mitigar os efeitos das tarifas, como a criação de um fundo com recursos do Tesouro Nacional para ajudar setores mais atingidos.

 

Fonte: Brasil 247 

Brasil avalia criar sistema próprio de geolocalização por satélite

Grupo técnico terá 180 dias para apresentar estudo sobre a viabilidade de um sistema nacional de navegação, independente de tecnologias estrangeiras

      Comunicação via satélite (Foto: Reuters)

O governo brasileiro iniciou os estudos para desenvolver um sistema próprio de geolocalização por satélite, capaz de reduzir a dependência de tecnologias estrangeiras, como o GPS dos Estados Unidos. A iniciativa, considerada estratégica e de alta complexidade, visa reforçar a soberania nacional em áreas como segurança, defesa e infraestrutura crítica.

A informação foi divulgada pela agência Sputnik, que detalhou a criação de um grupo técnico reunindo representantes de ministérios, da Força Aérea Brasileira, de agências federais e do setor aeroespacial. O colegiado tem a missão de avaliar a viabilidade técnica, econômica e estratégica do projeto. A formalização ocorreu no início de julho por meio da Resolução nº 33 do Comitê de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro (CDPEB), assinada pelo ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Marcos Antonio Amaro dos Santos. O prazo estabelecido para a entrega do relatório é de 180 dias, contados a partir de 14 de julho.

◆ Soberania tecnológica - Rodrigo Leonardi, coordenador da Agência Espacial Brasileira (AEB), explicou que o grupo ainda está em fase de estruturação, mas sua principal atribuição será a de analisar os riscos envolvidos na dependência de sistemas internacionais de navegação.

Hoje, o Brasil utiliza majoritariamente o GPS (EUA), o Glonass (Rússia), o Galileo (União Europeia) e o BeiDou (China) para fins de posicionamento e navegação. Todos esses sistemas são controlados por potências globais e operam com propósitos militares, ainda que ofereçam sinal civil aberto. A eventual interrupção do acesso, por decisão política ou conflito internacional, é vista como vulnerabilidade estratégica por diversos especialistas.

◆ Desafio de longo prazo e alto custo - A construção de um sistema de posicionamento global próprio é uma empreitada de grande escala, que envolve o lançamento de constelações de satélites, infraestrutura terrestre para controle e monitoramento, além de elevado investimento financeiro e humano. Ainda assim, países que almejam maior autonomia e protagonismo geopolítico têm investido em alternativas regionais ou independentes.

A criação do grupo de trabalho sinaliza a disposição do Brasil em avançar no debate sobre soberania espacial, um tema que também ganhou relevância com a crescente digitalização da economia e a intensificação de tensões globais envolvendo o uso de tecnologias críticas.

Fonte: Brasil 247

Universidade e Receita Federal reaproveitam mercadorias apreendidas para criar robôs educacionais

Parceria entre UFV e Receita gera robôs controlados por Wi-Fi e com câmera, promovendo educação, cidadania e sustentabilidade

       Robô (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Um projeto inovador da Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais, em colaboração com a Receita Federal do Brasil (RFB), está dando novo destino a produtos apreendidos. A iniciativa, que compõe o programa Além do Horizonte, da Receita Federal, reaproveita equipamentos como cigarros eletrônicos e TV Box ilegais para construir robôs educacionais com múltiplas funcionalidades. A proposta une tecnologia, responsabilidade ambiental e inclusão social.

A iniciativa é coordenada pelo professor Alexandre Brandão, do Departamento de Engenharia Elétrica, e foi desenvolvida no Núcleo de Especialização em Robótica (NERo). A equipe de alunos e professores reaproveitou baterias de lítio de cigarros eletrônicos e componentes de TV Box para montar robôs com esteiras motorizadas, controle remoto por Wi-Fi, transmissão de imagens em tempo real e capacidade de desviar de obstáculos de forma autônoma.

⊛ Inovação com impacto real - O sistema de controle foi reprogramado para permitir comunicação entre o robô e o computador do usuário, possibilitando comandos remotos de direção e operação. O projeto já atingiu o nível TRL 8 (Technology Readiness Level), o que demonstra que pode funcionar plenamente em ambientes reais — um indicativo de maturidade tecnológica avançada.

Na quarta-feira (16), servidores da Receita Federal visitaram a universidade para conhecer o projeto de perto. A apresentação mostrou como itens antes considerados lixo eletrônico podem ser convertidos em ferramentas pedagógicas de alto valor, reforçando o papel social da ciência e da educação pública.

“O projeto mostra como a universidade pode transformar desafios em soluções de impacto social”, declarou o reitor da UFV, Demetrius David da Silva. Segundo ele, a aproximação entre as duas instituições vem sendo construída desde 2021: “encontramos acolhida e compreensão por parte da Receita Federal, reforçando o papel estratégico da universidade na sociedade brasileira”.

⊛ Tecnologia aberta e replicável - Todo o desenvolvimento dos robôs — da programação ao teste em campo — foi documentado em vídeo e está disponível no canal do NERo no YouTube. A UFV incentiva outras instituições a replicarem o modelo gratuitamente, ampliando o alcance do conhecimento gerado.

Para o professor Alexandre Brandão, a parceria com a Receita Federal é apenas o começo: “estamos abertos a novos desafios e prontos para reutilizar outros equipamentos apreendidos, gerando inovação e cidadania por meio da educação e da tecnologia”.

A ação conjunta reafirma o compromisso das instituições públicas com a educação transformadora, a promoção da cidadania fiscal e a sustentabilidade. O projeto não apenas reduz o descarte de resíduos eletrônicos, como também estimula o desenvolvimento científico em escolas e universidades, contribuindo para um futuro mais inclusivo e tecnologicamente acessível.

Fonte: Brasil 247

Prisão de Bolsonaro: ministros do STF defendem cautela e avaliam que medidas necessárias já foram tomadas

Magistrados acreditam que Moraes agiu corretamente ao aplicar medidas cautelares e não veem motivos para prisão neste momento

      Jair Bolsonaro (Foto: Ton Molina/STF)

Em meio à tensão política dos últimos dias, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm defendido uma postura de prudência no caso envolvendo Jair Bolsonaro (PL), especialmente antes de uma nova decisão do ministro Alexandre de Moraes, relator das investigações. As informações são do g1.

De acordo com ministros ouvidos, as medidas cautelares já determinadas pelo STF foram adequadas diante do contexto de uma “operação criminosa em curso contra a soberania nacional”. No entanto, esses magistrados consideram que restringir hoje a transcrição de entrevistas nas redes sociais seria inviável e poderia reforçar as acusações de censura.

Na última terça-feira (22), Bolsonaro afirmou que permanecerá em silêncio até que o ministro Moraes esclareça os limites do que o ex-presidente pode ou não fazer. A atual decisão da Primeira Turma do STF proíbe Bolsonaro de usar suas redes sociais, mas não o impede de conceder entrevistas. A controvérsia surgiu a partir de um trecho da decisão que prevê punições caso terceiros utilizem redes sociais para transmitir entrevistas ou divulgar trechos de falas do ex-presidente.

De acordo com os ministros ouvidos, não há, até o momento, base jurídica para uma eventual prisão de Bolsonaro. Eles consideram as especulações sobre esse desfecho sem fundamento.

Os advogados do ex-presidente informaram ao Supremo que ele não está usando suas redes sociais e que determinou a suspensão de acessos por terceiros. A defesa argumentou que a decisão judicial não proíbe Bolsonaro de conceder entrevistas e solicitou esclarecimentos sobre se a restrição ao uso de redes sociais também abrange a participação em entrevistas.

Na petição, os advogados afirmaram que a replicação de falas em redes sociais é algo fora do controle direto do ex-presidente, sendo um fenômeno característico da dinâmica digital atual.

O ministro Alexandre de Moraes poderá decidir sobre o tema nesta quarta-feira (23), após analisar os esclarecimentos enviados pela defesa. Antes disso, ele poderá também solicitar um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Flávio diz que "missão pessoal" de Moraes é tirar Bolsonaro da vida pública

Flávio diz que “missão pessoal” de Moraes é tirar Bolsonaro da vida pública


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acusou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de atuar com uma "missão pessoal" voltada a afastar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da vida política. A declaração ocorreu em meio à análise do cumprimento de medidas cautelares impostas pelo magistrado ao ex-mandatário, o que inclui a possibilidade de prisão preventiva de Bolsonaro no âmbito do inquérito que investiga uma tentativa de golpe de Estado.

“Inconstitucional, ilegal e imoral. Alexandre de Moraes precisa urgentemente de ajuda médica. Não esconde de mais ninguém a perseguição contra Bolsonaro e destruiu a democracia para cumprir sua missão pessoal de tentar tirá-lo da vida pública, usando covardemente sua caneta”, afirmou o senador em entrevista à CNN Brasil.

Jair Bolsonaro tem enfrentado restrições judiciais desde que passou a ser investigado por articulações golpistas. Na segunda-feira (21), Moraes determinou que ele não poderia utilizar redes sociais, direta ou indiretamente. A decisão foi motivada por uma declaração de Bolsonaro à imprensa, amplamente divulgada, o que levantou questionamentos sobre eventual descumprimento da medida.

Logo após uma reunião com parlamentares aliados no Congresso, Bolsonaro exibiu a tornozeleira eletrônica que está obrigado a usar e declarou que só reconhece a “lei de Deus”, em desafio à decisão judicial. Segundo avaliação técnica, essa restrição inviabilizaria, na prática, que ele concedesse entrevistas ou fizesse declarações públicas sem risco de nova sanção judicial.

A defesa do ex-mandatário apresentou uma justificativa ao Supremo alegando que Bolsonaro “jamais considerou” estar impedido de dar entrevistas. Os advogados pediram que Alexandre de Moraes esclareça quais são os limites exatos da cautelar determinada, apontando ambiguidades na redação da decisão.

Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil

Governo Lula transforma o Pix em bandeira nacional contra ataques de Donald Trump

Após críticas do presidente dos EUA, Secom aposta em campanha publicitária para defender sistema de pagamentos e reforçar imagem do governo

       Lula (à esq.) e Sidônio Palmeira (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

O governo brasileiro prepara uma ofensiva institucional e midiática em defesa do Pix, sistema de pagamentos instantâneos desenvolvido pelo Banco Central. A estratégia ganhou impulso após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que motivaram uma investigação americana por suspeita de práticas anticompetitivas supostamente associadas à plataforma brasileira, informa Lauro Jardim, do jornal O Globo.

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) identificou no episódio uma oportunidade de reforçar o orgulho nacional e valorizar uma das inovações mais bem-sucedidas da política pública recente. Em resposta aos ataques, a conta oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Instagram publicou um card com a mensagem: "O Pix é nosso, my friend!". Na semana passada, em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV, Lula foi enfático: “o Pix é do Brasil. Não aceitaremos ataques ao Pix, que é um patrimônio do nosso povo. Temos um dos sistemas de pagamento mais avançados do mundo, e vamos protegê-lo”.

A Secom quer transformar a defesa do Pix em uma das principais bandeiras do governo federal, utilizando campanhas publicitárias e conteúdo nas redes sociais para reforçar a popularidade da ferramenta e, ao mesmo tempo, capitalizar politicamente diante da crítica internacional.

A mudança de postura na comunicação do Planalto é notável. Em janeiro, o governo chegou a ser duramente criticado após sugerir alterações no funcionamento da fiscalização sobre o Pix, em um episódio mal comunicado que gerou forte reação da oposição.

Agora, a gestão Lula se posiciona como principal defensora do Pix diante da “artilharia trumpista”, enquanto a oposição bolsonarista, historicamente alinhada a Trump, permanece em silêncio sobre a controvérsia. Para o Palácio do Planalto, esse contraste entre o ataque vindo de fora e a ausência de reação interna cria terreno fértil para reafirmar o Pix como símbolo de soberania tecnológica e eficiência estatal.

A iniciativa também surge como oportunidade estratégica para reposicionar a comunicação do governo federal diante de seu eleitorado e dos setores médios que utilizam cotidianamente o Pix. Com mais de 160 milhões de usuários e mais de 5 bilhões de transações mensais, o sistema tornou-se parte fundamental da economia digital brasileira — e agora, também, uma peça do jogo político internacional.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Quase um milhão de famílias aumentam a renda e superam a pobreza no Brasil em julho

Dados do Ministério do Desenvolvimento mostram que 921 mil domicílios saíram do programa Bolsa Família em julho

      (Foto: Lyon Santos/MDS)

Quase um milhão de famílias deixaram de receber o benefício do Bolsa Família em julho devido ao aumento da renda domiciliar, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) obtidos pelo jornal Folha de S.Paulo. Com isso, o número de beneficiários caiu de 20,5 milhões em junho para 19,6 milhões em julho — o menor patamar desde a reformulação do programa pelo governo Lula em março de 2023.

A queda reflete dois cenários distintos: 536 mil famílias cumpriram o prazo máximo de 24 meses sob a regra de proteção (que garante 50% do valor do benefício a quem supera o limite de pobreza, mas ainda ganha menos de meio salário mínimo por pessoa), enquanto outras 385 mil ultrapassaram o teto de renda permitido e tiveram o auxílio cancelado.

"É isso que a gente quer, mesmo. Que a população, em primeiro lugar, não tenha medo de assinar a carteira", afirmou a secretária nacional de Renda de Cidadania, Eliane Aquino. "Ainda é muito forte na cabeça das pessoas achar que 'se eu assinar a carteira, eu perco o benefício'. A gente está trabalhando para desmistificar isso", completou.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Governo Lula vê pouca chance de Trump recuar em tarifaço e estuda missão a Washington

Itamaraty tenta negociar exceções antes da entrada em vigor das sobretaxas em 1º de agosto, mas aguarda resposta dos EUA desde maio

Lula, à esq. (presidente da República), e Mauro Vieira (chanceler brasileiro) (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

A menos de dez dias da implementação das novas sobretaxas anunciadas pelos Estados Unidos, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) considera cada vez mais remota a possibilidade de um adiamento por parte da gestão do presidente americano, Donald Trump. Segundo o jornal O Globo, autoridades brasileiras e representantes do setor privado avaliam que a tarifa de 50% imposta a produtos brasileiros deve mesmo entrar em vigor no dia 1º de agosto, conforme programado pela Casa Branca.

Diante da iminência das medidas, o Palácio do Planalto estuda o envio de uma delegação oficial a Washington com o objetivo de retomar o diálogo com o governo norte-americano. A iniciativa ainda está em fase de avaliação, principalmente porque um grupo de senadores brasileiros já planeja visitar os EUA entre os dias 29 e 31 de julho com essa mesma pauta. Também pesa na decisão o tom adotado por Trump em relação ao Brasil, e o tratamento reservado que o país vem recebendo desde o anúncio das sobretaxas.

◎ Aguardando resposta - Apesar da urgência, o Brasil ainda não obteve resposta a uma carta enviada em 16 de maio, na qual solicitava a abertura de negociações com base em uma lista de produtos de interesse dos dois países. Segundo negociadores brasileiros, as conversas ocorrem de forma informal, sem uma sinalização concreta por parte da Casa Branca.

Para que haja qualquer perspectiva de exceção à tarifa de 50%, os EUA precisariam indicar quais produtos brasileiros teriam prioridade para entrada no país sem sobretaxa, assim como apontar quais bens americanos poderiam ser favorecidos no mercado brasileiro. A cobrança por essa resposta voltou a ser feita pelo Itamaraty na semana passada, mas sem sucesso até agora.

Enquanto isso, a estratégia conjunta do governo e da iniciativa privada se divide em dois eixos: de um lado, insistir nas tratativas bilaterais com os Estados Unidos, e de outro, mobilizar empresas americanas com investimentos ou dependência de insumos brasileiros para pressionarem o governo Trump a reconsiderar. Essa tática foi adotada com êxito por países como Canadá, México e membros da União Europeia.

◎ Retaliação está praticamente fora de cogitação - Uma retaliação comercial direta, com o aumento de tarifas a produtos americanos, é considerada improvável neste momento. Empresários brasileiros alertam para o impacto que isso teria nos custos de produção interna. No entanto, outras formas de retaliação estão em análise, como a cassação de patentes de medicamentos e o aumento de tributos sobre produtos culturais dos EUA, como filmes e livros.

Fontes com trânsito em Washington avaliam que uma missão oficial brasileira aos EUA poderia ser decisiva para abrir os canais diplomáticos. Diversos países já adotaram esse caminho, preferindo o diálogo direto à espera por instruções formais ao USTR, o órgão americano responsável por negociações comerciais.

Segundo dados de 2024, as exportações brasileiras aos Estados Unidos somaram US$ 40 bilhões, o que representa apenas 1,2% do total importado pelos americanos — que chegou a US$ 3,3 trilhões. Esse baixo percentual ajuda a explicar por que o Brasil tem enfrentado dificuldade em obter atenção prioritária de Washington.

◎ Lula e Trump em lados opostos - As divergências ideológicas entre os presidentes Lula e Trump também são um elemento que contribui para o esfriamento nas relações comerciais. O mandatário brasileiro tem criticado publicamente o protecionismo norte-americano e a postura de Washington em relação ao Judiciário brasileiro.

Além disso, a atual gestão da Casa Branca tem manifestado apoio a Jair Bolsonaro (PL) e alega que há uma suposta perseguição política contra ele no Brasil, especialmente por parte do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Como parte dessa retaliação simbólica, o Departamento de Estado suspendeu recentemente os vistos de Moraes, de outros ministros do STF e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Diante desse cenário, a perspectiva de um acordo se torna cada vez mais desafiadora para o governo brasileiro, que segue tentando reverter ou mitigar os efeitos do tarifaço com as poucas ferramentas diplomáticas e comerciais ainda à disposição.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Fux muda de posição sobre liberdade de expressão nos casos Lula e Bolsonaro

Em 2018, ministro proibiu entrevista de Lula, preso injustamente. Agora, critica veto a entrevistas de Bolsonaro e cita liberdade de expressão

   Luiz Fux (Foto: Fellipe Sampaio/STF)

Em decisões separadas por sete anos, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), adotou entendimentos opostos sobre os limites da liberdade de imprensa e de expressão ao julgar pedidos envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), lembra a Folha de S. Paulo. A divergência de posicionamento revela uma guinada no discurso do magistrado sobre direitos fundamentais assegurados pela Constituição.

Em setembro de 2018, Fux atendeu a um pedido do Partido Novo e proibiu uma entrevista que já havia sido autorizada pelo também ministro Ricardo Lewandowski. A conversa seria conduzida pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, com Lula, preso injustamente em Curitiba no âmbito da Lava Jato. Fux justificou a decisão argumentando que, em contexto eleitoral, a veiculação da entrevista poderia interferir na escolha dos eleitores.

Na ocasião, ele afirmou que “a liberdade de imprensa é um valor que deve ser relativizado, e não pode ser alçado a um patamar absoluto incompatível com a multiplicidade de vetores fundamentais estabelecidos na Constituição”. Segundo o ministro, era necessário 'relativizar excepcionalmente a liberdade de imprensa, a fim de que se garanta um ambiente informacional isento para o exercício consciente do direito de voto'.

Já nesta semana, ao se posicionar contra a imposição de medidas cautelares a Jair Bolsonaro — como a proibição de uso de redes sociais e entrevistas — Fux adotou discurso diametralmente oposto. O voto, apresentado nesta segunda-feira (21), foi contrário às determinações do relator do caso, ministro Alexandre de Moraes.

Fux afirmou que algumas das medidas “confrontam-se com a cláusula pétrea da liberdade de expressão”. Ele sustentou que “parte das medidas cautelares impostas, consistente no impedimento prévio e abstrato de utilização dos meios de comunicação indicados na decisão (todas as redes sociais), confronta-se com a cláusula pétrea da liberdade de expressão”.

O ministro ainda alegou que as sanções aplicadas a Bolsonaro “restringem desproporcionalmente direitos fundamentais, como a liberdade de ir e vir e a liberdade de expressão e comunicação, sem que tenha havido a demonstração contemporânea, concreta e individualizada dos requisitos que legalmente autorizariam a imposição dessas cautelares”.

Apesar de ter ficado vencido na Primeira Turma do Supremo, Fux foi aclamado por bolsonaristas, que agora veem no ministro uma possível voz de oposição a Moraes nos julgamentos que envolvem Bolsonaro, especialmente no processo que apura seu papel na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo