quinta-feira, 24 de julho de 2025

Pode rir: Bolsonaristas recorrem a réplica de papelão do ex-presidente após proibições


Deputados bolsonaristas gravam vídeo ao lado de boneco de papelão de Jair Bolsonaro – Foto: Reprodução

Parlamentares bolsonaristas protagonizaram um momento constrangedor ao gravarem um vídeo ao lado de uma réplica de papelão de Jair Bolsonaro (PL). A cena foi registrada após o ex-presidente ter sido proibido de usar redes sociais e de participar de atos públicos, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

No vídeo, compartilhado pelo deputado Sóstenes Cavalcante (PL) em seu perfil no Instagram, a patota bolsonarista afirma que recorreu ao boneco após o ex-chefe de Estado ficar impedido de aparecer.

“Nosso presidente Bolsonaro, (…) tivemos que colocar aqui a sua réplica, porque ele não pode aparecer em redes sociais”, afirma Sóstenes. “Esta é a censura mais vergonhosa que já vimos no Brasil, mas nós parlamentares, conservadores de direita que acreditamos em Deus, pátria, família e liberdade, nunca abandonaremos nosso presidente, tivemos aqui o dia inteiro e nós vamos continuar ao lado do maior presidente da história do Brasil”.

O deputado, juntamente com os outros aliados presentes na gravação, ainda convoca seus seguidores a participar da manifestação “Reaja Brasil”, marcada para o dia 3 de agosto.

O ato foi convocado pelo pastor Silas Malafaia após as medidas cautelares impostas a Bolsonaro pelo STF. A ação ocorrerá em várias capitais, com Malafaia liderando o protesto em São Paulo. O ex-presidente, no entanto, não poderá comparecer por estar proibido de sair de casa aos fins de semana, como parte das restrições impostas por Moraes.

Bolsonaro foi alvo de operação da Polícia Federal (PF) no dia 18 de julho, com mandados de busca e apreensão. Ele também foi obrigado a usar tornozeleira eletrônica e está impedido de se comunicar com outros investigados, como o filho Eduardo.

Fonte: DCM

VÍDEOS: Neymar passa vergonha, comemora gol inexistente e bate-boca com torcedor

Neymar discute com torcedor do Santos após derrota para o Internacional – Foto: Reprodução

Neymar se envolveu em uma discussão com um torcedor do Santos após a derrota do time para o Internacional por 2 a 1, na quarta-feira (16ª rodada do Brasileirão), na Vila Belmiro. O episódio aconteceu logo após o apito final, quando o atacante se aproximou das cadeiras inferiores e iniciou o bate-boca com o fã, com quem já havia trocado palavras durante o segundo tempo. A situação foi resolvida apenas com a intervenção do goleiro João Paulo, que retirou o atleta da discussão.

O estresse ocorreu pouco depois de uma grande chance perdida por Neymar. Nos acréscimos, o camisa 10 acertou a trave com um chute de pé esquerdo. A bola passou sobre a linha do gol e foi salva pelo goleiro Rochet, enquanto o atacante, acreditando que tinha feito o gol, comemorou prematuramente, o que gerou ainda mais frustração no campo.

Com a derrota, o Santos segue na 17ª posição do Campeonato Brasileiro, dentro da zona de rebaixamento, com 14 pontos.

Fonte: DCM

VÍDEO: Avião com 49 pessoas a bordo cai na Rússia

Vista aérea do local da queda do avião de passageiros Antonov AN-24 no extremo leste da Rússia. Foto: AFP

Um avião com 49 pessoas caiu nesta quinta-feira (24) na região de Amur, no extremo oriente russo, segundo informou o Ministério de Situações de Emergência da Rússia. A fuselagem da aeronave foi encontrada em chamas por um helicóptero Mi-8 da aviação civil, nas proximidades da cidade de Tinda.

De acordo com o centro de proteção civil da região, equipes de resgate sobrevoaram o local do acidente, mas não encontraram sobreviventes. Investigações serão feitas em solo para confirmar o número de vítimas e as causas do desastre.

O avião desapareceu dos radares enquanto fazia a rota entre Blagoveshchensk e Tinda. O governador regional, Vasili Orlov, confirmou que o sinal foi perdido durante o voo, o que deu início às buscas de emergência na área remota.

Acidentes aéreos são frequentes no extremo oriente da Rússia, uma região com longas distâncias e de difícil acesso por terra.

Em agosto de 2024, um helicóptero Mi-8 caiu em Kamchatka, matando 22 pessoas. Em 2021, outro acidente com um helicóptero do mesmo modelo matou oito pessoas após a queda em um lago sob forte neblina.

Confira:

Fonte: DCM

Trump sinaliza punição ao Brasil e reforça pessimismo no Planalto sobre tarifas de 50%

Presidente dos EUA afirmou que países com os quais há atritos receberão alíquotas máximas; governo Lula teme impacto político nas negociações

      Presidente dos EUA, Donald Trump (Foto: Reuters)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demonstrou mais uma vez sua disposição em manter o tarifaço de até 50% sobre produtos brasileiros, aumentando o clima de apreensão dentro do Palácio do Planalto. Segundo interlocutores do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ouvidos pela coluna do jornalista Valdo Cruz, do g1, os sinais enviados por Trump indicam que o Brasil poderá ser diretamente afetado por uma política comercial que mistura retaliação econômica e motivações políticas.

Conforme relataram assessores da presidência brasileira, Trump teria afirmado que sua intenção é efetivamente “punir” o Brasil, ainda que reconheça que, do ponto de vista estritamente comercial, não haveria justificativa para aplicar a alíquota máxima contra o país. “Essa declaração do Trump mostra que o Brasil virou uma questão pessoal e política para ele, isso infelizmente indica que a alíquota de 50% vai entrar em vigor”, afirmou um dos auxiliares de Lula à reportagem.

Durante declaração feita nesta quarta-feira (23), o presidente estadunidense afirmou que as tarifas recíprocas ficarão entre 15% e 50%, sendo a taxa mais elevada reservada às nações com as quais os Estados Unidos “não estão se dando bem”. A fala deixou ainda mais claro para o governo brasileiro que a decisão de Washington poderá não seguir apenas critérios técnicos ou comerciais.

Apesar da tensão nas relações com o Brasil, os EUA avançaram em negociações comerciais com outros parceiros, como Japão e União Europeia, o que reforçou a impressão de isolamento brasileiro na política externa norte-americana. Ainda assim, o dólar recuou 0,80% no mercado brasileiro no dia anterior, fechando a R$ 5,5223, influenciado pelo otimismo com os acordos internacionais firmados por Washington.

Internamente, no entanto, as negociações seguem travadas. A avaliação é de que os obstáculos envolvem não apenas divergências econômicas, mas também componentes políticos que dificultam a flexibilização da medida tarifária por parte da Casa Branca. Auxiliares do Planalto acreditam que, não fosse esse viés político, haveria espaço para uma solução diplomática, sobretudo porque os Estados Unidos mantêm superávit na balança comercial com o Brasil.

A apenas oito dias da entrada em vigor das novas tarifas, o clima no governo brasileiro é de preocupação crescente. A percepção é de que os canais tradicionais de diálogo com Washington perderam força diante da hostilidade demonstrada por Trump.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Lula deve confirmar Alckmin como vice e se prepara para eleição sem aliança com o centrão

Presidente discute composição da chapa de 2026 e articulações estaduais com o PSB, enquanto afasta possibilidade de acordo nacional com partidos do centrão

O presidente Lula e o vice, Geraldo Alckmin, durante o Fórum Empresarial (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caminha para confirmar o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) como seu companheiro de chapa na eleição de 2026 e já admite que não contará com o centrão na aliança nacional. A informação foi revelada pela colunista Vera Rosa, do jornal O Estado de S. Paulo. Embora avalie atrair setores isolados de alguns partidos, Lula não trabalha com a hipótese de uma coalizão formal com os blocos liderados por partidos como PP, Republicanos e PSD.

As discussões sobre o novo projeto de reeleição foram aprofundadas durante um almoço nesta quarta-feira (23), no Palácio da Alvorada, com a presença de Alckmin, do prefeito do Recife e presidente do PSB, João Campos, e dos ministros Márcio França (Empreendedorismo) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais). O encontro serviu para alinhar estratégias nacionais e palanques estaduais prioritários.

Ao longo dos últimos meses, Alckmin ganhou protagonismo dentro do governo, especialmente ao assumir a coordenação do comitê interministerial que tenta minimizar os impactos do tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros, anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A sobretaxa, que deve entrar em vigor em 1º de agosto, ainda não foi revista pela Casa Branca, apesar das tentativas diplomáticas. O governo prepara um plano de contingência com concessão de crédito a setores afetados pela medida.

Hoje ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Alckmin consolidou sua posição como figura de confiança de Lula. De antigo adversário político, quando era filiado ao PSDB, tornou-se um dos aliados mais próximos do presidente. Lula considera o ex-governador de São Paulo como “o vice ideal” e só cogita mudar a composição da chapa em caso de necessidade tática de última hora.

Durante a conversa com João Campos, Lula também tratou das disputas regionais em estados-chave como São Paulo, Pernambuco, Maranhão e Paraíba. O PT já decidiu apoiar Campos ao governo de Pernambuco. Em São Paulo, o partido ainda busca uma candidatura viável para enfrentar o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), favorito à reeleição segundo pesquisas. O nome de Márcio França, que deve deixar o ministério em abril, é cogitado como alternativa, embora ainda não haja definição.

Nos bastidores do governo, há uma avaliação de que Tarcísio dificilmente deixará São Paulo para enfrentar Lula em uma disputa nacional, especialmente enquanto o ex-presidente Jair Bolsonaro — hoje réu no Supremo Tribunal Federal por envolvimento na tentativa de golpe — ainda exerce influência decisiva sobre o futuro da direita. Caso Tarcísio não entre na corrida, o nome do governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), aparece como possibilidade, ancorado por sua popularidade regional e pela imagem pública do pai, o apresentador Ratinho.

Alckmin chegou a ser citado como possível candidato ao governo de São Paulo, mas já indicou que não pretende voltar a disputar o Palácio dos Bandeirantes. Uma candidatura ao Senado não está descartada, caso não permaneça na vice, mas esse não é o cenário com o qual Lula trabalha no momento.

As movimentações no MDB também refletem o clima de incerteza: uma ala defende o apoio à reeleição de Lula, outra flerta com candidaturas de direita e há ainda um grupo que aposta em nome próprio para a disputa presidencial. O ministro dos Transportes, Renan Filho, chegou a ser mencionado como possível vice de Lula, mas é mais provável que tente voltar ao governo de Alagoas, que administrou por dois mandatos, entre 2015 e 2022.

Com a provável recondução de Alckmin e o distanciamento em relação ao centrão, Lula traça um caminho político mais claro para 2026: reforçar alianças estratégicas com partidos de centro-esquerda, garantir palanques robustos nos principais estados e evitar dependência de blocos fisiológicos que, embora importantes no Congresso, não oferecem lealdade no plano eleitoral nacional.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Estado de S. Paulo

Moraes descarta prisão e diz que Bolsonaro cometeu “irregularidade isolada”

 

O ex-presidente Jair Bolsonaro e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Reprodução
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quinta-feira (24) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cometeu uma “irregularidade isolada” ao descumprir medida cautelar, mas decidiu não converter as restrições em prisão preventiva.

Segundo o magistrado, não há registros de reincidência, e a defesa alegou “ausência de intenção de descumprir” as ordens judiciais.

Na última segunda-feira (21), Moraes havia cobrado explicações dos advogados de Bolsonaro após o ex-capitão conceder entrevista, o que gerou suspeitas de violação da proibição do uso de redes sociais, direta ou indiretamente.

Em sua decisão desta quinta, o ministro declarou: “Por se tratar de irregularidade isolada, sem notícias de outros descumprimentos até o momento, […] deixo de converter as medidas cautelares em prisão preventiva, advertindo ao réu, entretanto, que, se houver novo descumprimento, a conversão será imediata”.

Moraes reforçou que Bolsonaro não está proibido de dar entrevistas nem de discursar em eventos, públicos ou privados, mas deve seguir rigorosamente os horários determinados pelas restrições judiciais.

“Não será admitida a utilização de subterfúgios para a manutenção da prática de atividades criminosas, com a instrumentalização de entrevistas ou discursos públicos como ‘material pré-fabricado’ para posterior postagem nas redes sociais de terceiros previamente coordenados”, escreveu o ministro.
Resposta do ministro Alexandre de Moraes às alegações da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre o suposto descumprimento de medidas cautelares. Foto: Reprodução
Fonte: DCM

Tarifaço de Trump esconde ação da CIA em conjunto com Bolsonaro para 2ª tentativa de golpe contra Lula

Segundo Jamil Chade, inteligência brasileira vê atuação dos EUA para desestabilizar Lula com apoio de Eduardo Bolsonaro e bolsonaristas no exterior

Lula e um ato contra Donald Trump e Jair Bolsonaro (Foto: Ricardo Stuckert / PR I Paulo Pinto / Agência Brasil)

Agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) estão em alerta diante de indícios de que ações recentes do bolsonarismo não são apenas iniciativas isoladas de grupos extremistas nacionais, mas parte de um plano articulado com apoio direto do governo dos Estados Unidos. Segundo Jamil Chade, do Vero Notícias, cresce a convicção dentro da inteligência brasileira de que a estratégia para desestabilizar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conta com envolvimento da CIA e aval da Casa Branca, sob o comando do presidente Donald Trump.

O sinal mais evidente dessa ofensiva seria o chamado “tarifaço” imposto ao Brasil por Trump, acompanhado de uma retórica agressiva contra o governo brasileiro e do fechamento de canais diplomáticos. Para analistas, essas medidas seriam apenas a face pública de uma operação mais profunda, com raízes no serviço secreto norte-americano e execução via personagens-chave do bolsonarismo.

“Trata-se de um típico roteiro elaborado pela CIA, alimentando atores nacionais para justificar um interesse estratégico estrangeiro”, afirmou um agente da Abin lotado no exterior.

◉ Eduardo Bolsonaro radicaliza sob proteção - Entre os principais sinais de que algo maior está em curso, a Abin destaca o comportamento cada vez mais hostil e desafiador do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Nas últimas semanas, ele intensificou ataques à Polícia Federal, a ministros do Supremo Tribunal Federal e ao próprio Congresso, adotando um discurso de enfrentamento e desinformação sem demonstrar receio de punições.

Segundo integrantes do serviço de inteligência, essa postura indica a percepção de proteção internacional. O paralelo com o movimento trumpista é claro: nos EUA, Trump e seus apoiadores se movem sob o discurso da “liberdade contra o sistema”, e agora aplica-se ao Brasil o mesmo enredo, com os Bolsonaro no papel de mártires de um suposto regime autoritário.

De acordo com os analistas, a narrativa construída segue um roteiro clássico: um ex-presidente supostamente “amado pelo povo” (Jair Bolsonaro), “exilados” perseguidos politicamente (como Eduardo, Allan dos Santos e Paulo Figueiredo) e “ditadores” que usurpam o poder (nas figuras de Lula e Alexandre de Moraes).

A palavra-chave é desestabilização”, alertou um experiente agente da inteligência. O objetivo, segundo ele, é fragilizar o governo brasileiro e preparar o terreno para que, em 2026, os EUA tenham um aliado incondicional no poder em Brasília.

◉ Alerta ignorado pelo governo - Ainda em agosto de 2024, antes das eleições norte-americanas, diplomatas brasileiros elaboraram um mapeamento dos nomes influentes em um eventual segundo governo Trump. A recomendação era abrir canais com esses interlocutores para conter possíveis choques futuros.

A Abin sugeriu inclusive traçar um perfil psicológico de Trump, visando identificar traços de personalidade e vulnerabilidades que pudessem ser exploradas diplomaticamente. Mas essas propostas ficaram paradas em gavetas do Itamaraty e do Palácio do Planalto, sem implementação prática.

Agora, com os primeiros sinais concretos de uma operação em curso, integrantes da diplomacia avaliam que o país poderá enfrentar um longo ciclo de instabilidade. O uso de sanções econômicas, campanhas de desinformação e manipulação de redes sociais serve para construir, aos poucos, a narrativa de ilegitimidade de um governo eleito.

“Falta apenas um Juan Guaidó brasileiro para se consolidar a existência de uma tentativa de golpe”, disse um diplomata experiente, fazendo referência ao líder opositor venezuelano apoiado pelos EUA.

Fonte: Brasil 247 com informações do Vero Notícias 

Rejeição a Trump avança no Brasil, e Bolsonaro é desaprovado por 60% da população após tarifaço, aponta pesquisa

Levantamento Pulso Brasil/Ipespe revela que resposta de Tarcísio à sobretaxa é mal avaliada por 46%; Lula é aprovado 50%

     Trump e Bolsonaro na Flórida, EUA - 07/03/2020 (Foto: REUTERS/Tom Brenner)

A rejeição ao governo do presidente dos EUA, Donald Trump, registrou um novo aumento no Brasil, segundo pesquisa Pulso Brasil/Ipespe realizada entre os dias 19 e 22 de julho. O levantamento, divulgado pela coluna da jornalista Mônica Bergamo, mostra que a desaprovação de Trump subiu de 55% em maio para 61% em julho, após o anúncio de tarifas contra produtos brasileiros. A aprovação caiu de 39% para 33% no mesmo período.

A pesquisa ouviu 2.500 pessoas em todo o país e revela ainda que a proximidade com Trump pode ser um fardo para candidatos à Presidência em 2026: 53% dos entrevistados acreditam que a associação com o líder americano prejudicará as campanhas.

Enquanto o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é desaprovado por 60% dos brasileiros em sua reação à crise com os EUA (ante 32% de aprovação), o governo Lula tem avaliação mais equilibrada: 50% aprovam sua postura, contra 45% que a criticam.

A decisão de Trump de revogar os vistos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) como pressão para encerrar o processo contra Bolsonaro por tentativa de golpe também é rejeitada pela maioria: 57% discordam da medida, enquanto 37% a apoiam.

Sobre a possível taxação de grandes empresas de tecnologia como retaliação aos EUA, 55% dos entrevistados são favoráveis, e 40% se opõem. O tema ganhou destaque após Lula afirmar que a medida está em estudo.

No ranking de avaliação de lideranças, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) aparece quase empatado com o pai, sendo desaprovado por 59% (27% de aprovação). Já o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem 46% de rejeição e 32% de apoio por sua atuação na crise.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Brasil é hostilizado por Trump e se torna único alvo da tarifa máxima de 50%

Presidente dos EUA diz que tarifas de 50% é aplicada contra países com quem EUA 'não têm se dado bem'

    Donald Trump na Casa Branca (Foto: REUTERS/Nathan Howard)

Em um discurso durante a Cúpula de Inteligência Artificial em Washington nesta quarta-feira (23), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou sua política de tarifas comerciais agressivas, indicando que as taxas impostas a países parceiros não ficarão abaixo de 15% e poderão chegar a 50% para nações com as quais os EUA "não têm se dado bem". A declaração reforça a postura dura do governo americano às vésperas do prazo de 1º de agosto para a implementação das sobretaxas.

"Teremos uma tarifa direta e simples de algo entre 15% e 50%", disse Trump. "Alguns — temos 50% porque não temos nos dado muito bem com esses países." O Brasil foi o único a receber a tarifa máxima no último anúncio, medida que Trump vinculou à sua aliança com o ex-presidente golpista Jair Bolsonaro, externando sua insatisfação com o que chamou de "caça às bruxas" do STF, informa o jornal Folha de S.Paulo.

A fala de Trump marca uma mudança em relação à proposta inicial de tarifas universais de 10%, anunciadas em abril. Agora, o piso sobe para 15%, com possibilidade de redução apenas para países que fecharem acordos comerciais favoráveis aos EUA. Nesta semana, o governo americano celebrou entendimentos com Japão, Indonésia e Filipinas. O Japão, por exemplo, teve sua tarifa reduzida de 24% para 15% após liberar restrições a produtos americanos e anunciar um investimento de US$ 550 bilhões nos EUA.

No entanto, o Brasil segue sem canais formais de negociação. Fontes do Planalto afirmam que as tratativas dependem de uma autorização direta de Trump, que ainda não sinalizou abertura. Enquanto isso, outros parceiros comerciais, como Coreia do Sul, Índia e União Europeia, correm contra o tempo para fechar acordos antes do prazo final.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Em meio a ataques de Trump, Pix permite que brasileiros paguem em reais nos EUA

Sistema de pagamentos instantâneos poderá ser usado diretamente em maquininhas americanas por meio de acordo entre PagBrasil e Verifone

     (Foto: Bruno Peres/Agência Brasil)

O Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central do Brasil, deu um passo inédito nos Estados Unidos: turistas brasileiros já podem fazer compras no país e pagar diretamente em reais, com conversão cambial em tempo real e sem a necessidade de cartão de crédito. As informações são do jornal O Globo.

A nova funcionalidade é resultado de uma parceria entre a fintech brasileira PagBrasil e a empresa americana de tecnologia de pagamentos Verifone, que lançaram o chamado Pix Internacional. A solução permite que lojistas dos Estados Unidos aceitem pagamentos via Pix diretamente nas maquininhas — algo inédito até então.

Antes, o Pix só podia ser utilizado em território americano de forma indireta, por meio de chaves vinculadas a empresas brasileiras. Agora, comerciantes nos EUA podem digitar o valor da compra em dólares, e o terminal gera um QR Code. O cliente brasileiro escaneia o código com o aplicativo de seu banco no Brasil e visualiza o valor convertido para reais, já com o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) de 3,5% incluso. A transação é confirmada em poucos segundos.

De acordo com a PagBrasil, os lojistas também saem ganhando: a taxa cobrada por transações via Pix Internacional gira em torno de 2%, enquanto pagamentos com cartão de crédito variam entre 2% e 3%, além de envolverem tarifas fixas. Como o Pix é uma transferência bancária instantânea, o risco de contestações de pagamentos é praticamente eliminado, o que reduz custos operacionais.

“Trata-se de um divisor de águas para comerciantes americanos em destinos turísticos como Nova York e Flórida. Só a Verifone oferece essa solução integrada no ponto de venda hoje, o que representa um diferencial importante para atrair e atender turistas brasileiros, que gastam mais de US$ 4,1 bilhões por ano nos Estados Unidos”, afirmou Madhu Vasu, vice-presidente sênior da Verifone.

A tecnologia foi desenvolvida para funcionar com qualquer sistema de pagamento já instalado, utilizando a API de métodos alternativos da Verifone, sem necessidade de trocar o equipamento. A empresa está presente em 75% dos maiores varejistas dos EUA e opera em 165 países.

Para o CEO da PagBrasil, Ralf Germer, a novidade responde a uma demanda crescente de consumidores brasileiros por métodos de pagamento mais rápidos e econômicos durante viagens.

“Essa parceria não só amplia o alcance internacional do Pix como oferece uma experiência familiar e eficiente para os brasileiros fora do país — e uma nova fonte de receita para o varejo americano”, afirmou Germer.

A implementação da solução ocorre em um momento estratégico. Com eventos como a Copa do Mundo de Clubes de 2025 e a Copa do Mundo de 2026 marcados para ocorrer nos Estados Unidos, a expectativa é de aumento expressivo no número de visitantes brasileiros, que já ultrapassa 2 milhões por ano — um crescimento superior a 17% entre 2023 e 2024.

Apesar da expansão internacional, o Pix tem enfrentado resistência por parte do governo dos EUA. O Escritório do Representante do Comércio dos Estados Unidos (USTR) abriu uma investigação alegando que o sistema brasileiro pode prejudicar empresas americanas do setor de pagamentos eletrônicos. Segundo o relatório, o modelo do Pix favoreceria tecnologias desenvolvidas pelo governo brasileiro, o que poderia elevar custos, restringir a atuação de concorrentes estrangeiros e afetar a competitividade no mercado digital.

Além disso, o relatório menciona multas aplicadas a redes sociais americanas por descumprirem decisões judiciais no Brasil, sugerindo que essas práticas também afetam o ambiente de negócios para empresas dos EUA.

Desde seu lançamento em novembro de 2020, o Pix transformou o sistema bancário brasileiro. Em 2023, movimentou mais de R$ 26 trilhões, reduzindo a participação de meios tradicionais como TED, DOC e até carteiras digitais.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Haddad diz que plano de contingência sobre tarifas foi concluído e alfineta governadores

Ministro afirmou ser positivo que os governadores que, inicialmente, criticaram a posição do governo brasileiro frente às tarifas "caíram na real"

       Ministro da Fazenda, Fernando Haddad 10/07/2025 (Foto: REUTERS/Mateus Bonomi)

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira que as áreas técnicas de sua pasta e dos ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e das Relações Exteriores concluíram detalhes do plano de contingência para as tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros, destacando ainda a mudança de posição de governadores em relação ao tema.

Em entrevista a jornalistas na Fazenda, em Brasília, Haddad afirmou que deve apresentar o plano ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na próxima semana. Além disso, afirmou ser positivo que os governadores que, inicialmente, criticaram a posição do governo brasileiro frente às tarifas "caíram na real".

Fonte: Brasil 247 com Reuters

Gleisi: Brasil tem apoio internacional contra Trump e traidores do país estão isolados

Ministra destaca apoio de 40 países ao posicionamento do Brasil contra os ataques dos EUA na OMC

      Gleisi Hoffmann (Foto: GIL FERREIRA / SRI)

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), destacou nesta quinta-feira (24) o apoio de 40 países ao posicionamento do Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a política de tarifas adotadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo a ministra, o movimento mostra que o países não está isolado, ao contrário de quem defende as ações de Trump.

“Muito importante o apoio que quarenta países deram ao posicionamento do Brasil em reunião da Organização Mundial do Comércio. É uma prova de que o Brasil não está isolado na defesa do multilateralismo e mais equilíbrio nas relações comerciais. Isolados estão os traidores que defendem as sanções de Trump contra nosso país”, afirmou Gleisi em publicação nas redes.

O posicionamento do Brasil na OMC foi apresentado na última quarta-feira (23) pelo embaixador Philip Fox-Drummond Gough, secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty. Sem citar diretamente os EUA, ele condenou o uso de tarifas arbitrárias e alertou para os riscos econômicos e geopolíticos dessas práticas.

“As negociações como jogos de poder são um atalho perigoso para a instabilidade e a guerra”, afirmou o diplomata. “Tarifas arbitrárias, anunciadas e implementadas em forma de caos estão desestruturando as cadeias globais de valor e correm o risco de lançar a economia mundial em uma espiral de preços altos e estagnação”, completou.

O Brasil também destacou que tais medidas violam os princípios fundamentais da OMC e expressou preocupação com o uso de sanções econômicas como instrumento de interferência em assuntos internos de outros países.

“Como uma democracia estável, o Brasil tem firmemente enraizados em nossa sociedade princípios como o Estado de Direito, a separação de poderes, o respeito às normas internacionais e crença na solução pacífica de controvérsias”, disse Gough.

A fala brasileira foi endossada por blocos e países como os Brics, União Europeia e Canadá. A delegação dos Estados Unidos, presente na reunião, respondeu sem citar diretamente o Brasil, mas afirmou estar preocupada com “condições desiguais” no comércio internacional.

Fonte: Brasil 247

Eduardo Bolsonaro exige "anistia ampla" para diálogo com os EUA, após críticas de Temer

Deputado reage à defesa de diálogo feita por Temer e diz que, sem “anistia ampla”, não haverá negociação com os EUA após sanções e cancelamento de vistos

      Eduardo Bolsonaro (Foto: Reprodução )

Em resposta ao ex-presidente Michel Temer (MDB), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que não há possibilidade de diálogo com os Estados Unidos enquanto não houver “anistia ampla, geral e irrestrita”. A reação veio após Temer divulgar, nesta quarta-feira (23), um vídeo em que condena as recentes medidas do governo norte-americano contra o Brasil, mas defende o diálogo como solução para a crise. As informações são do Metrópoles.

A publicação de Temer na rede social X criticou a elevação de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e o cancelamento de vistos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), classificando as ações como “injustificáveis e inadmissíveis” e advertindo contra “bravatas ou agressões”. Para o ex-presidente, “eventuais respostas devem respeitar os tratados internacionais e a Constituição brasileira”, ressaltando que “devemos agir e reagir como a nação livre e soberana que somos, sem excessos de ambas as partes”.

A fala, contudo, encontrou resistência no campo bolsonarista. Também por meio da plataforma X, Eduardo Bolsonaro rebateu Temer com tom desafiador: “Para haver diálogo com quem prende velhinhas inocentes, o regime tem que recuar. O primeiro passo é a anistia ampla, geral e irrestrita. Sem isso, não haverá diálogo”, escreveu o deputado, em referência direta à prisão de apoiadores de seu pai após os ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023, que culminaram na invasão das sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Além da polêmica, Eduardo Bolsonaro é alvo de investigação da Polícia Federal, no âmbito de inquérito que tramita no STF. O processo, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, envolve suspeitas de coação no curso do processo, obstrução de investigação sobre organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O deputado é acusado de ter incentivado o governo dos EUA a aplicar sanções contra autoridades brasileiras, alegando perseguição política.

Por decisão de Moraes, Eduardo teve o celular apreendido, está impedido de usar redes sociais, não pode deixar Brasília, precisa permanecer em casa à noite e utiliza tornozeleira eletrônica. A investigação inclui ainda seu período nos Estados Unidos, onde o parlamentar se afastou da Câmara e atuou na defesa de medidas de retaliação contra integrantes do STF, da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal.

A crise diplomática se intensificou no início deste mês, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a aplicação de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. A decisão foi formalizada em carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que prometeu reagir com base na Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada recentemente. O dispositivo autoriza o Brasil a adotar contramedidas em casos de ações unilaterais que prejudiquem a competitividade nacional.

Em seu apelo por moderação, de acordo com a reportagem, Temer declarou que “quando a tempestade se forma, o caminho para encontrarmos uma saída é procurando abrigo no porto seguro do diálogo”. Apesar da tentativa de apaziguamento, o discurso do ex-presidente não encontrou eco entre aliados de Jair Bolsonaro (PL), que seguem insistindo em discursos de enfrentamento institucional e exigências de anistia para os envolvidos nos atos golpistas de 2023.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Empresas ligadas a políticos receberam R$ 773 milhões em emendas desde 2018

Levantamento revela que recursos destinados a emendas parlamentares custearam negócios de parlamentares, questionando transparência

      (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Um levantamento publicado nesta quinta-feira (24) no portal UOL revelou que empresas controladas ou ligadas a políticos receberam, entre 2018 e 2025, impressionantes R$ 773 milhões em emendas parlamentares.

Os dados apontam para um fluxo consistente de dinheiro público direcionado a negócios privados com vínculos políticos, levantando preocupações sobre conflitos de interesse e moralidade na alocação de recursos federais.

De acordo com a investigação, o valor considerável foi pago a dezenas de empresas, muitas delas registradas em nome de familiares ou sócios de deputados e senadores. O levantamento detalha os principais beneficiários, o montante recebido por cada grupo empresarial e os parlamentares que mantêm ligação direta ou indireta com essas empresas.

A reportagem destaca que a prática, embora legal em alguns casos, questiona os limites éticos da atividade parlamentar: "Não é ilegal que um parlamentar indique recursos para municípios que possuam empresas ligadas a ele, mas é inegável que isso gera uma aparência de uso eleitoral do dinheiro público".

Entre os segmentos mais favorecidos, estão obras de infraestrutura, saúde e educação. Em muitos casos, as emendas pareceram contrabalançar contratações diretas por parte da administração pública, impulsionando o faturamento dos negócios dos próprios parlamentares. Documentos públicos analisados pelo jornalista mostram que alguns desses contratos se tornaram recorrentes em determinados municípios, independente de gestão ou concorrência aberta.

O levantamento conclui com um alerta aos órgãos de controle: apesar das transparências legais já previstas, é preciso avançar na regulamentação das emendas parlamentares, especialmente sobre o destino desses recursos em empresas com relação direta com os parlamentares. A CGU e o TCU foram citados como possíveis agentes fiscalizadores que podem contribuir para coibir esse tipo de relação entre poder político e interesses econômicos individuais.

Fonte: Brasil 247 com informações do UOL