terça-feira, 22 de julho de 2025

Cidade campeã de emendas per capita decreta calamidade financeira

A situação crítica levou o município a decretar estado de calamidade financeira

     (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

A prefeitura de São Luiz do Anauá (RR) decretou calamidade financeira e afirma ter herdado um cenário de obras inacabadas, desvios de verbas públicas e contratos sem respaldo legal. A denúncia foi feita pelo atual prefeito Elias da Silva (PP), conhecido como Chicão, em entrevista ao UOL, e levanta suspeitas sobre o uso de mais de R$ 90 milhões enviados à cidade por meio de emendas parlamentares, especialmente na modalidade Pix.

Chicão acusa diretamente seu antecessor, James Batista (Solidariedade), de ter deixado um rombo nas contas públicas e de ser responsável por desvios milionários em obras que nunca saíram do papel. “Há muitas obras inacabadas. Foram feitos pagamentos sem a obra ter sido feita e não há dinheiro para concluir”, afirmou. A atual gestão aponta pagamentos por serviços não executados em ao menos quatro empreendimentos:

  •  Parque da Vaquejada: R$ 6,6 milhões
  •  Praça dos Buritis: R$ 3 milhões
  •  Portal da cidade: R$ 1,8 milhão
  •  Casas populares: R$ 1,2 milhão

Além disso, o prefeito denuncia que cerca de R$ 680 mil descontados dos salários de servidores, referentes a empréstimos consignados, nunca foram repassados aos bancos.

A situação crítica levou o município a decretar estado de calamidade financeira, o que permite a renegociação de contratos e a suspensão de pagamentos. A medida é usada em casos de grave desequilíbrio nas finanças públicas — uma espécie de “falência” administrativa.

Boa parte dos recursos que chegaram à cidade foi repassada por meio das chamadas emendas Pix — uma modalidade de transferência direta do governo federal a estados e municípios, com menos exigências de controle e transparência. “Esse recurso entra direto no caixa do município. Até recentemente, não tinha plano de trabalho e nem necessidade de prestação de contas. Com menos controle, o risco do dinheiro sumir por corrupção ou ineficiência aumenta”, explicou Juliana Sakai, diretora executiva da Transparência Brasil, ao UOL.

A administração atual também chamou a atenção para o uso do dinheiro público em projetos considerados supérfluos ou extravagantes, como um portal de entrada da cidade com 25 metros de altura e arquitetura neoclássica. A obra, ainda inacabada, teria sido inspirada, segundo moradores, na casa do cantor Gusttavo Lima.

Reportagem publicada pelo UOL revelou que a distribuição de emendas parlamentares no Brasil frequentemente ignora critérios técnicos de desenvolvimento e necessidade. Muitas vezes, os recursos não chegam às cidades mais carentes, beneficiando municípios com baixa população, mas com fortes articulações políticas.

Apesar das acusações, Chicão já foi vice-prefeito e secretário de Saúde durante as duas últimas gestões — justamente nos períodos em que os supostos desvios ocorreram. Ele nega conivência com os problemas. “Recebi o município sem um centavo”, declarou, ao justificar o rompimento com o antigo aliado político.

Fonte: Brasil 247 com informações do UOL

Eduardo Bolsonaro confirma que suas contas foram bloqueadas por Alexandre de Moraes

Deputado também defendeu sanções impostas pelos Estados Unidos ao Brasil, num ato de traição nacional

     (Foto: Agência Brasil)

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) confirmou, durante entrevista a um podcast nesta segunda-feira (21), que teve suas contas bancárias bloqueadas por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A informação foi publicada pelo jornal Valor Econômico. Apesar da denúncia feita pelo parlamentar, o STF não confirmou oficialmente a existência da medida até o fechamento da reportagem. Eduardo, porém, optou por tentar transformar a situação em capital político no exterior, protagonizando declarações que alimentam a campanha internacional contra o próprio país.

Na mesma entrevista, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro foi além e admitiu que atuou diretamente para sugerir aos Estados Unidos a adoção de tarifas comerciais contra o Brasil, numa clara afronta aos interesses nacionais. “Não era o meu desejo [as sanções], sempre trabalhei por sanções individuais a Alexandre de Moraes”, declarou. A frase, no entanto, escancara o nível de submissão do parlamentar ao governo estrangeiro, ignorando que qualquer tipo de sanção comercial impacta toda a economia brasileira.

Eduardo Bolsonaro ainda confessou que o objetivo inicial era mirar especificamente Alexandre de Moraes e ampliar depois para outras autoridades do Brasil. “Desde o começo nossa ideia era sancionar o Alexandre de Moraes e depois seguir para outras autoridades”, afirmou, revelando uma escalada autoritária contra o sistema judicial brasileiro. Em seguida, fez um elogio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que cumpre seu segundo mandato iniciado em 2025. “Trump gosta de ter todas as alternativas na mesa dele, e depois ele decide”, declarou, celebrando a postura de pressão contra o Brasil.

Para Eduardo Bolsonaro, “há uma crise institucional antes da questão comercial”, e o bloqueio econômico seria uma ferramenta legítima de pressão sobre as instituições democráticas brasileiras. “Era para ser o último recurso de um longo processo [as tarifas ao Brasil]”, afirmou, numa fala que escancara a atuação de um parlamentar brasileiro em favor de sanções internacionais contra o próprio país. De maneira alarmante, Eduardo chegou a declarar apoio às medidas de Trump: “Eu concordo e eu chamo de tarifa Moraes”, disse. “Antes de qualquer tipo de questão comercial vem a questão institucional”, completou, minimizando os prejuízos econômicos à população brasileira.

Enquanto isso, Eduardo enfrenta problemas legais no Brasil. Sua licença da Câmara dos Deputados, que estava em vigor enquanto ele permanecia nos Estados Unidos, encerrou-se no domingo (20). Segundo o Valor Econômico, o deputado e aliados traçam estratégias para tentar manter seu mandato, incluindo a possibilidade de ocupar cargos em secretarias estaduais ou municipais, além de defender alterações no regimento da Câmara para permitir trabalho remoto. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), confirmou que está sendo discutida uma “saída política”. “O que eu posso garantir é que o deputado Eduardo Bolsonaro vai concluir o mandato e, considerando a perseguição que acontece no Brasil, isso vai acontecer onde ele mora atualmente”, afirmou.

Do lado da oposição, o líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), criticou a postura do bolsonarista e reforçou pedido para bloqueio de seu salário parlamentar. Segundo Lindbergh, Eduardo utilizou o mandato para atuar no exterior em campanhas contra o Brasil, valendo-se da imunidade parlamentar para proteger ações contrárias aos interesses nacionais.

Em mais um sinal de sua tentativa de manter privilégios, Eduardo afirmou em transmissão ao vivo que poderia “levar o mandato” por pelo menos mais três meses: “Eu não vou fazer nenhum tipo de renúncia. Se eu quiser, eu consigo levar meu mandato, pelo menos, até os próximos três meses”, declarou em seu canal no YouTube. Mesmo com a agenda de oposição programada para segunda-feira (21) na Câmara, Eduardo não participou da reunião virtual em razão de uma medida cautelar do STF que o impede de manter contato com seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que atualmente cumpre medidas restritivas, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.

A entrevista evidencia o papel lamentável desempenhado por Eduardo Bolsonaro: não apenas se coloca contra instituições nacionais, mas também atua como peça auxiliar de um governo estrangeiro para sufocar economicamente o próprio país.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal Valor Econômico

Decisão de Moraes indica que Bolsonaro será preso nesta terça ou no máximo na quarta-feira

No documento, Alexandre de Moraes deixa claro que ex-presidente descumpriu as medidas cautelares

       Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes no STF (Foto: Antonio Augusto/STF)

A decisão anunciada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes de conceder nesta segunda-feira (21) um prazo de 24 horas para a defesa de Jair Bolsonaro (PL) se manifestar sobre descumprimento de medidas cautelares determinadas pelo STF indicaram que o político da extrema-direita pode ser preso nesta terça (22) ou na quarta-feira (23).

Réu no inquérito da trama golpista, Bolsonaro precisa cumprir algumas medidas cautelares após investigadores apontarem risco de fuga para o exterior e obstrução judicial. O ex-mandatário concedeu entrevista e exibiu sua tornozeleira eletrônica, duas condutas proibidas pelo STF, para não prejudicar as investigações.

Outras medidas cautelares contra Bolsonaro foram a proibição de uso de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros. O recolhimento domiciliar noturno deve ocorrer entre às 19h e às 6h, de segunda a sexta-feira, e integral nos fins de semana e feriados. Também está proibido de se aproximar ou ter acesso a embaixadas e consulados de países estrangeiros, nem pode manter contato com embaixadores ou autoridades estrangeiras.

No STF, Bolsonaro responde a uma ação penal por cinco crimes. As penas, somadas, ultrapassam os 40 anos de prisão.

 

Com o avanço do processo da trama golpista, o político da extrema-direita e o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) fazem articulações junto ao governo do presidente norte-americano, Donald Trump, com o objetivo de aplicar sanções ao STF e ao Brasil. Em carta endereçada ao presidente Lula este mês, o chefe da Casa Branca mencionou a ação contra Jair Bolsonaro como justificativa para anunciar uma tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras.

Em uma nova retaliação, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) abriu uma investigação comercial contra o Brasil.

Ministros do STF, políticos e ativistas do campo progressista denunciam que a iniciativa do governo americano viola a soberania nacional brasileira. O presidente Lula afirmou que o Brasil responderá aos EUA com a Lei de Reciprocidade Econômica. Essa legislação prevê a suspensão de concessões comerciais, de investimentos e de obrigações referentes a direitos de propriedade intelectual, contra medidas unilaterais que prejudiquem a competitividade internacional brasileira.

No STF, Bolsonaro é acusado de cinco crimes - golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, deterioração de patrimônio tombado, e dano qualificado pela violência ou grave ameaça. Somadas, as penas ultrapassam os 40 anos de prisão.

Fonte: Brasil 247

Fux diverge de Moraes e vota contra tornozeleira eletrônica a Bolsonaro

 

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Reprodução

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), divergiu do relator Alexandre de Moraes e votou contra as medidas cautelares impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno e proibição de utilizar redes sociais.

Fux considerou as restrições desproporcionais e avaliou que a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) “não apresentaram provas novas e concretas” sobre uma tentativa de fuga planejada por Bolsonaro.

Último a votar no julgamento iniciado após as buscas autorizadas por Moraes, Fux foi o único ministro a se posicionar contra as medidas. Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia acompanharam o relator, formando maioria de 4 a 1 a favor das cautelares. O julgamento ocorreu em plenário virtual e foi concluído às 23h59 desta segunda-feira (21).

Em seu voto, Fux declarou: “Em decorrência dessa constatação, verifico que a amplitude das medidas impostas restringe desproporcionalmente direitos fundamentais, como a liberdade de ir e vir e a liberdade de expressão e comunicação, sem que tenha havido a demonstração contemporânea, concreta e individualizada dos requisitos que legalmente autorizariam a imposição dessas cautelares.”

O ministro também ressaltou que “mesmo para a imposição de cautelares penais diversas da prisão, é indispensável a demonstração concreta da necessidade da medida para a aplicação da lei penal e sua consequente adequação aos fins pretendidos”.

Bolsonaro mostra tornozeleira eletrônica na Câmara dos Deputados. Foto: Reprodução

A operação

Na última sexta-feira (18), Moraes havia determinado mandados de busca e apreensão na residência de Bolsonaro e na sede do PL, em Brasília. A Polícia Federal apreendeu um celular, um pen drive e cerca de US$ 14 mil em espécie. O ex-presidente é investigado por coação no curso do processo, obstrução à Justiça e ataque à soberania nacional.

A investigação foi deflagrada após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. Na carta em que justificou o tarifaço, o republicano atribuiu a medida, além de uma relação que diz ser injusta com o país, à postura do STF com Bolsonaro.

As medidas impostas por Moraes determinam, além da tornozeleira eletrônica, a proibição de Bolsonaro manter contato com embaixadores, autoridades estrangeiras e com outros investigados ou réus, além do recolhimento domiciliar entre 19h e 6h, de segunda a sexta-feira, e aos finais de semana.

Fonte: DCM

segunda-feira, 21 de julho de 2025

VÍDEO – Magno Malta ameaça Moraes: “Põe a mão em Bolsonaro e tenta a sorte”

 

Magno Malta (PL-ES) discursa ao lado de aliados bolsonaristas durante coletiva – Foto: Reprodução


Nesta terça-feira (21), Magno Malta (PL-ES) fez uma ameaça direta ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante entrevista coletiva na Câmara dos Deputados.

“Põe a mão em Jair Bolsonaro. Põe a mão nele e tenta a sorte. O azar você já tem”, disse o senador bolsonarista, em tom de desafio ao magistrado, que determinou medidas cautelares contra o ex-presidente.

A declaração ocorreu após Moraes reforçar a proibição de Bolsonaro utilizar redes sociais, inclusive por terceiros, e impedir que ele conceda entrevistas que sejam divulgadas em plataformas digitais.

O ex-mandatário passou a usar tornozeleira eletrônica após determinação do STF, em razão de investigações sobre sua atuação na trama golpista.

Durante a reunião com parlamentares aliados, Bolsonaro, na Câmara, discutiu estratégias para enfrentar as restrições impostas a ele pelo Judiciário.

O encontro contou com a presença de 54 deputados e 2 senadores, entre eles Magno. Na ocasião, anunciaram a criação de três subcomissões para ampliar a presença do ex-presidente e de suas pautas.

A primeira frente, voltada à comunicação, será liderada por Gustavo Gayer (PL-GO) e terá como foco organizar e unificar a narrativa da oposição. A segunda, voltada às pautas legislativas, ficará sob responsabilidade do deputado Cabo Gilberto (PL-PB). Já a terceira, voltada para mobilizações nacionais, será coordenada por Rodolfo Nogueira (PL-MS) e Zé Trovão (PL-SC).

Além das comissões, a oposição definiu suas principais metas para o segundo semestre. No Senado, a prioridade será o pedido de impeachment de Alexandre de Moraes. Na Câmara, a bancada promete apresentar uma nova proposta de anistia para os envolvidos nos atos de 8 de Janeiro, desta vez com caráter “amplo e irrestrito”, o que pode incluir Jair Bolsonaro.

Fonte: DCM

VÍDEO: Nikolas Ferreira é atingido, sangra e sai chorando após tumulto com Bolsonaro na Câmara

 

Nikolas Ferreira (PL-MG) com o rosto machucado após se ferir durante tumulto causado pela presença de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados – Foto: Reprodução

Nikolas Ferreira (PL-MG) se envolveu em um tumulto na Câmara dos Deputados, nesta segunda-feira (21), quando acompanhava o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na ocasião, o parlamentar foi atingido por um celular, sofreu um ferimento no olho e foi visto correndo chorando.

“Alguém me deu uma celularzada no olho”, disse o deputado. Apesar do sangramento, ele não precisou de atendimento médico e apenas aplicou gelo no local.


O caso aconteceu em meio a um tumulto gerado pela presença de Bolsonaro na Câmara. Enquanto o ex-presidente fazia aparições públicas, uma correria tomou conta do Salão Verde, onde jornalistas disputavam espaço para registrar imagens. Na pressa, uma mesa de vidro foi derrubada, mas ninguém se feriu.

A visita de Bolsonaro aconteceu apesar da determinação do ministro do STF, Alexandre de Moraes, que o proibiu de conceder entrevistas e de se manifestar publicamente.


Bolsonaro também foi obrigado a usar tornozeleira eletrônica como parte das imposições legais. Durante a visita, ele fez declarações públicas em que classificou a medida como “covardia” e uma “humilhação”, afirmando ser vítima de injustiça. Ele ainda chegou a desafiar as decisões do STF, além de afirmar que o que importa para ele é “a lei de Deus”.

Fonte: DCM

Moraes dá 24h para defesa de Bolsonaro explicar descumprimento de medida cautelar, sob risco de prisão imediata

O ministro do STF advertiu que, se os advogados não se manifestarem no prazo estipulado, poderá decretar imediatamente a prisão do ex-mandatário

Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes (Foto: Reprodução | Antonio Augusto/Secom/TSE)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou nesta segunda-feira (21) que, em até 24 horas, a defesa de Jair Bolsonaro (PL) preste esclarecimentos sobre o suposto descumprimento de medidas cautelares pelo ex-mandatário, réu no inquérito da trama golpista.

Na decisão, Moraes advertiu que, se os advogados não se manifestarem no prazo estipulado, poderá decretar imediatamente a prisão de Bolsonaro, conforme prevê o artigo 312, §1º, do Código de Processo Penal. A Procuradoria-Geral da República foi notificada sobre a decisão.

O STF havia determinado algumas medidas cautelares contra Bolsonaro por risco de fuga para o exterior e por obstrução judicial. Uma delas é a proibição de uso de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros.

O ministro Alexandre de Moraes também determinou recolhimento domiciliar noturno entre às 19h e às 6h, de segunda a sexta-feira, e integral nos fins de semana e feriados.

Bolsonaro está proibido de se aproximar ou ter acesso a embaixadas e consulados de países estrangeiros. Também não pode manter contato com embaixadores ou autoridades estrangeiras.

Fonte: Brasil 247

Em petição no STF, Lindbergh pede a prisão preventiva de Jair Bolsonaro

De acordo com o líder do PT, o político da extrema-direita descumpriu deliberadamente a medida cautelar que o proíbe de usar redes sociais

Lindbergh Farias | Jair Bolsonaro (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados | REUTERS/Bernadett Szabo)

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), protocolou nesta segunda-feira (21) uma nova petição ao Supremo Tribunal Federal com o pedido de prisão preventiva de Jair Bolsonaro (PL). Segundo o parlamentar, o político da extrema-direita descumpriu deliberadamente a medida cautelar que o proíbe de usar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros.

A petição sustenta que Bolsonaro atua em um golpe continuado, agora em fase internacional, articulando do exterior com o filho Eduardo Bolsonaro uma campanha por sanções estrangeiras contra o Brasil.

De acordo com o documento, o ex-mandatário financia a permanência do filho nos Estados Unidos com o objetivo de pressionar instituições brasileiras, especialmente o Supremo Tribunal Federal, o que resultou no “tarifaço de Trump” - aumento de 50% nas tarifas contra as exportações brasileiras. O presidente norte-americano fez o anúncio no dia 9 de julho em carta endereçada ao presidente Lula (PT).

No Brasil, investigadores da Polícia Federal apuram o envio de R$ 2 milhões feito por Jair Bolsonaro ao seu filho nos EUA. Em 5 de junho, o ex-mandatário confirmou o envio do dinheiro para Eduardo Bolsonaro. Ao admitir a remessa, ele prestava depoimento à Polícia Federal.

Além de tornar Jair Bolsonaro réu no inquérito da trama golpista, o STF determinou algumas medidas cautelares por risco de fuga para o exterior e por obstrução judicial: recolhimento domiciliar noturno entre às 19h e às 6h, de segunda a sexta-feira, e integral nos fins de semana e feriados; proibição de uso de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros.

O ex-mandatário também não pode se aproximar ou ter acesso a embaixadas e consulados de países estrangeiros, e está proibido de manter contato com embaixadores ou autoridades estrangeiras.

Fonte: Brasil 247

Nikolas queima Bolsonaro: “Só porque tem vários indícios?”

 

O ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) em ato de 7 de setembro, no ano passado. Foto: Reprodução
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) viralizou nas redes ao tentar defender Jair Bolsonaro, mas acabou expondo ainda mais o ex-presidente. Em vídeo publicado no domingo (20), ele ironizou as investigações que apontam Bolsonaro como articulador de golpe de Estado: “43 anos de cadeia é algo razoável? Fazer isso com uma pessoa só porque tem vários indícios, possibilidades de golpe? Que, convenhamos, não teve uma arma apreendida”. A fala gerou críticas e repercussão negativa até entre apoiadores, por escancarar o acúmulo de evidências citadas pelo STF

O parlamentar também criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes que impôs tornozeleira eletrônica a Bolsonaro, além de outras medidas restritivas, como forma de conter um suposto risco de fuga do país. Para Nikolas, a Justiça estaria “inventando razões” para punir o ex-presidente, mesmo sem provas contundentes. A provocação, entretanto, deixou Bolsonaro em posição delicada, já que o próprio STF sustenta que há robustez nos elementos colhidos.

Nikolas aproveitou para desviar o foco e acusar o Supremo de se preocupar mais em perseguir Bolsonaro do que em combater o crime organizado no país. “Me parece que no Brasil não tem mais nada mais importante para poder se combater, tipo, sei lá, crime organizado”, ironizou o deputado, em mais um ataque ao Judiciário.


Nikolas também atacou o governo Lula em relação à tarifa de 50% imposta por Donald Trump aos produtos brasileiros. Segundo ele, o discurso do governo de que o tarifaço atenta contra a soberania nacional seria apenas uma “narrativa do PT, da esquerda”. O parlamentar minimizou o impacto da decisão e sugeriu que há exagero na resposta do Planalto.

O tom adotado por Nikolas não apenas descredibiliza o STF, mas também expõe as fragilidades da própria defesa bolsonarista, que insiste em negar o planejamento de um golpe, apesar das provas documentais, mensagens interceptadas e depoimentos que constam no inquérito. O desdém de Nikolas aos “vários indícios” pode acabar reforçando a percepção pública de que aliados de Bolsonaro tratam o caso com pouco compromisso.

A declaração do deputado acontece em meio à intensificação das investigações, que incluem não só Bolsonaro, mas também Eduardo Bolsonaro, acusado de articular com o governo Trump a imposição de sanções contra ministros do Supremo.

Fonte: DCM

Daniela Mercury pressiona STF para decidir sobre ação penal contra Eduardo Bolsonaro

 

Eduardo Bolsonaro e Daniela Mercury — Foto: Reprodução
A defesa de Daniela Mercury voltou a pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) que julgue o pedido de abertura de ação penal por difamação contra Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A cantora acusa o deputado de ter editado e divulgado um vídeo com uma fala sua distorcida, insinuando que ela teria declarado que Jesus Cristo seria homossexual. O pedido foi protocolado em 2022, mas ainda aguarda decisão, mesmo após parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), emitido há quase um ano.

Os advogados da artista ressaltaram que, desde o episódio, já se passaram três anos sem qualquer avanço na Justiça. A PGR já indicou que a conduta de Eduardo Bolsonaro pode configurar crime, por ultrapassar os limites da liberdade de expressão e da imunidade parlamentar. O relator do caso no STF é o ministro Nunes Marques, que solicitou o parecer da PGR, mas não se manifestou desde então.

Caso o Supremo aceite a queixa-crime, Eduardo Bolsonaro poderá se tornar réu e responder a uma ação penal na Corte. A defesa de Daniela Mercury reforça que o caso não trata apenas de liberdade de expressão, mas de um ato difamatório que prejudicou a imagem da cantora ao disseminar uma informação falsa sobre um tema sensível.

Fonte: DCM

Moraes determina o bloqueio de bens, contas e Pix de Eduardo Bolsonaro

A decisão ocorreu no âmbito do inquérito que apura a atuação do parlamentar nos Estados Unidos

      Alexandre de Moraes e Eduardo Bolsonaro (Foto: ABr)

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes determinou o bloqueio de todos os bens móveis e imóveis de Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Também foram determinados os bloqueios das contas e da chave Pix do deputado. A informação foi publicada no blog de Luísa Martins, da CNN.

A decisão, sigilosa, foi proferida no sábado (19), no âmbito do inquérito que apura a atuação do parlamentar nos Estados Unidos. O filho de Jair Bolsonaro (PL) está impedido de receber ou enviar dinheiro. O salário dele na Câmara dos Deputados ficará retido na conta.

O parlamentar, que está morando nos Estados Unidos, é deputado licenciado. A licença, de 120 dias, que Eduardo pediu à Câmara acaba neste domingo (20).

O parlamentar foi aos EUA estreitar articulações com o governo do presidente Donald Trump, que representa a extrema-direita norte-americana. O objetivo de Eduardo é incentivar sanções contra o Brasil.

Neste mês, Trump enviou uma carta ao presidente Lula e anunciou um tarifaço de 50% sobre as exportações brasileiras. O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) abriu uma investigação comercial contra o Brasil.

O presidente Lula afirmou que o Brasil responderá aos EUA com a Lei de Reciprocidade Econômica. Essa legislação prevê critérios para a suspensão de concessões comerciais, de investimentos e de obrigações referentes a direitos de propriedade intelectual.

Fonte: Brasil 247 com informação publicada no blog da Luísa Martins, da CNN Brasil

Réu na trama golpista, Bolsonaro mostra tornozeleira eletrônica na perna

O político da extrema-direita estava junto com o deputado federal Maurício do Vôlei (PL-MG)

     Jair Bolsonaro e Maurício do Vôlei (Foto: Reprodução (Redes Sociais))

Réu no inquérito da trama golpista conduzido pelo Supremo Tribunal Federal, Jair Bolsonaro mostrou a sua tornozeleira eletrônica, após o ministro do STF Alexandre de Moraes determinar medidas cautelares contra o ex-mandatário na semana passada por risco de fuga para o exterior e de obstrução judicial.

Ao mostrar o equipamento, o político da extrema-direita estava junto com o deputado federal Maurício do Vôlei (PL-MG). ”Maior injustiça da história desse país. Não vou desistir do nosso Brasil”.

O uso de tornozeleira foi uma das medidas cautelares contra Bolsonaro, que também deverá fazer recolhimento domiciliar noturno entre às 19h e às 6h, de segunda a sexta-feira, e integral nos fins de semana e feriados.

Proibição de manter contato com embaixadores ou autoridades estrangeiras, proibição de uso de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros, e proibição de aproximação e de acesso a embaixadas e consulados de países estrangeiros.

Na investigação da trama golpista, Bolsonaro é acusado de cinco crimes - golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado pela violência ou grave ameaça, e deterioração de patrimônio tombado.Juridicamente, o ex-mandatário não foi condenado. O julgamento ainda acontecerá, mas a chances de o político da extrema-direita não ser condenado são baixas. Somadas, as penas ultrapassam os 40 anos de prisão.

Fonte: Brasil 247

Bolsonaro autografa bandeiras e distribui a deputados no Congresso

 

Deputados com bandeiras autografadas por Bolsonaro. Foto: Bruna Lima/PlatôBR
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) distribuiu bandeiras do Brasil autografadas a deputados e senadoresa aliados, durante reunião de bancada no Congresso nesta segunda-feira (21). O encontro foi convocado para discutir a operação da Polícia Federal contra Bolsonaro na última sexta-feira (18) e as medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Parlamentares apareceram em coletiva de imprensa com as bandeiras amarradas nas costas, descrevendo o gesto como uma mensagem para “gerações futuras”. As bandeiras, além da assinatura de Bolsonaro, traziam a data do encontro.

A Lei dos Símbolos Nacionais (5.700/1971) prevê multa para quem utilizar indevidamente a bandeira brasileira, como escritas e personalizações, mas a infração é considerada apenas contravenção penal quando cometida em território nacional.

Fonte: DCM

Bolsonaro descumpre ordem de Moraes, dá entrevista com tornozeleira e já pode ser preso

 

Bolsonaro mostrando a tornozeleira eletrônica na Câmara dos Deputados. Foto: reprodução


O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) descumpriu uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e voltou a fazer declarações públicas nesta segunda-feira (21), mesmo proibido de dar entrevistas ou se manifestar politicamente. A quebra da medida cautelar pode levar à sua prisão imediata.

Bolsonaro esteve na Câmara dos Deputados e, diante de apoiadores, exibiu a tornozeleira eletrônica que passou a usar por ordem do STF. Em tom de desafio, classificou a medida como “covardia” e uma “humilhação”.

“Não roubei os cofres públicos, não desviei recurso público, não matei ninguém, não trafiquei ninguém. Isso aqui é um símbolo da máxima humilhação em nosso país. Uma pessoa inocente. Covardia o que estão fazendo com um ex-presidente da República. Nós vamos enfrentar a tudo e a todos. O que vale para mim é a lei de Deus”, declarou.

A fala foi transmitida por apoiadores e circulou nas redes sociais, o que configura violação direta da decisão judicial, que também proíbe que entrevistas do ex-presidente sejam divulgadas online.

A tornozeleira eletrônica foi imposta por solicitação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que alertou para risco de fuga e tentativas de intimidação contra ministros do STF, da própria PGR e da Polícia Federal. Bolsonaro é réu por tentativa de golpe de Estado e por ações que visam à abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Bolsonaro havia planejado participar de uma coletiva de imprensa, mas foi orientado a desistir após nova manifestação de Moraes proibindo a divulgação de suas falas em qualquer canal.

O STF pode decretar sua prisão a qualquer momento. A situação é acompanhada de perto por autoridades em Brasília.

Fonte: DCM

Bolsonaro planeja mobilização com agro e caminhoneiros após proibição de entrevistas

 

Parlamentares exibem bandeiras do Brasil durante coletiva de imprensa para discutir estratégias da oposição. Foto: Divulgação

Após tentar um golpe de Estado, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) decidiu seguir a recomendação de seus advogados e não violar a proibição imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de conceder entrevistas. A decisão foi tomada após reuniões com parlamentares, O novo foco será no apoio do agronegócio e dos caminhoneiros.

A direita tem buscado reforçar o apoio desses dois setores, que historicamente estiveram alinhados ao bolsonarismo. O deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS) ficará responsável por articular com o agronegócio, enquanto Zé Trovão (PL-SC) trabalhará com os caminhoneiros.

A oposição planeja uma mobilização para o dia 3 de agosto, data escolhida por coincidir com o fim do recesso parlamentar e também com a entrada em vigor das tarifas de importação impostas por Donald Trump aos produtos brasileiros, previstas para o dia 1º de agosto.

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), anunciou que o ato terá um tom crítico contra o STF, especialmente contra Alexandre de Moraes, o relator do processo contra Bolsonaro na Corte. Além disso, a mobilização incluirá o impeachment de Moraes, acusações de censura e o pedido de anistia ao ex-presidente.

A organização da mobilização será coordenada por uma comissão formada dentro do próprio PL, que discutirá as estratégias e alternativas para a ação.

Bolsonaro foi alertado de que até mesmo entrevistas em veículos de imprensa, caso publicadas nas redes sociais, poderiam levar à prisão, como confirmado pelo despacho de Moraes.

Em relação à participação de Eduardo Bolsonaro, ele foi informado de que o STF havia determinado a prisão do ex-presidente caso houvesse conversas públicas, o que levou à sua decisão de não comparecer à reunião.

Eduardo planejava participar por videochamada a partir dos Estados Unidos para avaliar os acontecimentos recentes e ajudar a organizar a reação política. No entanto, após o despacho do STF, ele optou por se abster de participar da reunião presencialmente.

Fonte: DCM