domingo, 31 de agosto de 2025

Requião Filho assume comando do PDT no Paraná e reforça pré-candidatura ao governo

Deputado estadual foi oficializado presidente estadual do partido em evento com a presença de Carlos Lupi e Roberto Requião

       Requião Filho assume presidência do PDT no Paraná e reafirma pré-candidatura ao governo

O deputado estadual Requião Filho foi oficializado nesta sexta-feira (29) como novo presidente do PDT no Paraná, durante encontro realizado em Curitiba. A informação foi divulgada em release oficial do partido. A transição da liderança, antes exercida pelo deputado Goura, faz parte da estratégia de fortalecimento da sigla com vistas às eleições de 2026.

O evento reuniu lideranças políticas de todo o estado, incluindo o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, prefeitos, vereadores e o ex-governador Roberto Requião, pai do parlamentar. O ato marcou também a consolidação da pré-candidatura de Requião Filho ao governo do Paraná, reforçada pelo crescimento do seu nome nas pesquisas de intenção de voto.

Em seu discurso, o novo dirigente estadual afirmou que pretende apresentar um projeto de governo voltado ao desenvolvimento econômico e social. “Ou é pra mudar o mundo ou não vale a pena. Estou aqui para trabalhar em uma proposta que realmente está focada em um Paraná de maior desenvolvimento e oportunidades”, declarou.

Ele ressaltou ainda que a sigla pretende dialogar com diferentes setores da sociedade, evitando debates restritos à polarização nacional. “A proposta aqui no Paraná precisa ser ampla, para toda a população, incluindo indústria, agro e agricultores, trabalhadores, segurança pública, educação de qualidade, energia, água e tantos outros setores. Um governador não pode ser eleito por uma maioria e governar para uma minoria”, completou.

O ex-governador Roberto Requião destacou o papel histórico do PDT na defesa dos trabalhadores e a importância da nova liderança no estado. “O único partido hoje que nos dá a perspectiva de independência, de discussão, de vinculação à soberania nacional, ao movimento trabalhista e à soberania do Brasil, é o PDT”, afirmou.

Já Carlos Lupi, presidente nacional da legenda, reforçou a confiança na pré-candidatura de Requião Filho. “O Brasil precisa de você, o Paraná necessita de você. Hoje, todos aqui, fazemos história sem saber que estamos fazendo história. Estamos diante do próximo governador do Paraná”, disse o ex-ministro.

Os números recentes reforçam a projeção do deputado. Segundo levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado em 13 de agosto, Requião Filho aparece com 25,3% das intenções de voto para o governo estadual. Pouco depois, um estudo da Quaest foi publicado sem o nome do parlamentar entre os possíveis candidatos, o que levou o PDT a questionar a metodologia, alegando distorções no cenário real da disputa.

Para Requião Filho, os resultados mostram a fragilidade de pré-candidaturas ligadas ao governador Ratinho Júnior (PSD) e apontam que ele é o único que consegue rivalizar com o senador Sérgio Moro (União Brasil).

Fonte: Brasil 247

Julgamento histórico no STF que tem Bolsonaro e aliados como réus por trama golpista começa nesta semana

Segundo a PGR, ex-mandatário faz parte do "núcleo crucial" da trama golpista; análise do caso começa na terça-feira (2) e vai até o dia 12

Ex-presidente Jair Bolsonaro comparece ao julgamento no Supremo Tribunal do Brasil sobre alegada tentativa de golpe perante o ministro do Supremo Tribunal Alexandre de Moraes, em Brasília - 10/06/2025 (Foto: REUTERS/Diego Herculano)

O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta terça-feira (2) um julgamento inédito que coloca no banco dos réus o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sete de seus principais aliados, acusados de tramar um golpe de Estado. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), trata-se da primeira vez que a Corte analisa judicialmente um episódio dessa natureza, em um processo que terá reflexos diretos na cena política e na disputa eleitoral de 2026. As informações são do jornal O Globo.

De acordo com a denúncia da PGR, Bolsonaro liderou uma tentativa de ruptura institucional após ser derrotado nas urnas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato já declarado à reeleição. Além de enfrentar a possibilidade de até 43 anos de prisão, o ex-mandatário busca preservar sua influência sobre a direita, mesmo após ter sido declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

☆ O núcleo do processo

O julgamento está nas mãos da Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Alexandre de Moraes (relator), Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux. O ponto central da análise é o plano golpista elaborado para reverter o resultado das eleições de 2022.

Segundo a PGR, o esquema só não foi adiante porque os então comandantes do Exército, general Freire Gomes, e da Aeronáutica, brigadeiro Baptista Júnior, rejeitaram mobilizar tropas em apoio ao ex-presidente. Caso confirmadas as acusações, o julgamento poderá marcar a primeira condenação de oficiais das Forças Armadas por atentado à democracia.

Em sua manifestação final, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, foi categórico ao afirmar que "todos eles convergiram, dentro do seu espaço de atuação possível, para o objetivo comum de assegurar a permanência do presidente da República da época no exercício da condução do Estado, mesmo que não vencesse as eleições".

☆ Réus e acusações

Além de Bolsonaro, estão sendo julgados os ex-ministros Braga Netto, Augusto Heleno, Anderson Torres e Paulo Sérgio Nogueira; o ex-comandante da Marinha Almir Garnier; o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Abin; e o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência.

As acusações incluem tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, além de crimes relacionados à depredação de patrimônio público.

Mauro Cid, que firmou acordo de delação premiada, é peça-chave no processo. No entanto, sua colaboração enfrenta questionamentos, tanto pela defesa de Bolsonaro quanto pela própria PGR, que considera seus depoimentos "superficiais e pouco elucidativos".

☆ Provas e estratégia de defesa

O ministro Alexandre de Moraes distribuiu aos colegas da Primeira Turma um link com documentos, vídeos e áudios reunidos pela investigação da Polícia Federal. Esses materiais, que incluem planos apresentados por Bolsonaro a chefes militares, são considerados provas centrais da acusação.

A defesa dos réus aposta na tese de "absorção de crimes", tentando unificar as imputações de tentativa de golpe e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, o que reduziria as penas. Essa possibilidade encontra alguma abertura no ministro Luiz Fux, que já se manifestou de forma semelhante em processos relacionados aos atos de 8 de janeiro.

☆ Impacto político e sucessão de 2026

O julgamento tem repercussões que ultrapassam o campo jurídico. Caso condenado, Bolsonaro não apenas permanecerá inelegível, mas também poderá cumprir pena em regime fechado, o que o afastaria definitivamente da campanha de rua.

Esse cenário já movimenta a direita. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), surge como principal aposta do Centrão para a eleição presidencial, embora publicamente mantenha o discurso de disputar a reeleição estadual. Na última semana, Tarcísio reagiu a críticas do presidente Lula, que afirmou que ele "não é nada" sem Bolsonaro, dizendo que não "perdia um minuto" com esse tipo de declaração. Tarcísio também declarou que, caso venha a ocupar a Presidência da República, seu primeiro ato seria conceder indulto ao ex-mandatário.

Além dele, governadores como Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) e Romeu Zema (Novo-MG) também articulam pré-candidaturas, enquanto Ratinho Júnior (PSD-PR) se movimenta nos bastidores. Aliados de Bolsonaro avaliam que, após a decisão do STF, o ex-presidente será pressionado a indicar um nome para unificar o campo conservador.

☆ Um marco para a democracia brasileira

Para especialistas, o processo simboliza um divisor de águas. O professor Rubens Glezer, da FGV, destaca que o julgamento reforça os limites do pacto constitucional. "Negar o resultado das urnas e incitar a população, pela produção de informações falsas, não é compatível com a democracia constitucional liberal. E a eventual responsabilização dos militares dá um recado para as Forças Armadas de que a tentativa de golpe de Estado tem um custo", disse Glezer.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Interpol inclui oito foragidos de megaoperação contra o PCC em "lista vermelha"

Suspeitos de liderar esquema bilionário do crime organizado agora podem ser capturados em 196 países

      (Foto: REUTERS/Edgar Su)

A Interpol passou a incluir os nomes de oito foragidos da megaoperação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) na lista de difusão vermelha. Esse mecanismo internacional, conhecido como “lista vermelha”, é utilizado para compartilhar dados sobre criminosos procurados e facilitar sua localização por autoridades policiais de 196 países-membros da organização.

De acordo com o g1, o pedido foi feito pela Polícia Federal (PF), que também apura se houve vazamento de informações que possam ter prejudicado o cumprimento dos mandados de prisão. A Justiça Federal havia expedido 14 ordens de prisão preventiva, mas apenas seis suspeitos foram capturados até agora.

A difusão vermelha funciona como uma espécie de alerta internacional, permitindo que os foragidos sejam identificados e detidos em diferentes fronteiras. Atualmente, a Interpol mantém 19 bancos de dados disponíveis às polícias do mundo, que incluem impressões digitais, perfis de DNA, informações sobre documentos falsificados e até registros de obras de arte roubadas.

Embora no site da organização constem 75 nomes de brasileiros procurados, esse número pode ser maior. Em alguns casos, por razões estratégicas e de inteligência, a divulgação pública não é feita, como ocorreu com a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), que teve seu nome incluído apenas nos sistemas internos de consulta policial.

Entre os nomes agora incluídos na difusão vermelha estão figuras apontadas como líderes do esquema criminoso ligado ao setor de combustíveis:

Mohamad Hussein Mourad, também conhecido como “João”, “Primo” ou “Jumbo”: considerado pelo Ministério Público como o “epicentro” da rede criminosa

Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”: identificado como “colíder” da organização

Daniel Dias Lopes: descrito como peça-chave por suas conexões com distribuidoras de combustíveis de Mourad

Miriam Favero Lopes: esposa de Daniel e sócia de empresas envolvidas no esquema

Felipe Renan Jacobs

Renato Renard Gineste

Rodrigo Renard Gineste

Celso Leite Soares

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Homem “surta”, ameaça explodir Praça dos Três Poderes e é preso em Brasília

Ação do Corpo de Bombeiros contra homem que ameaçava a detonar explosivo na Praça dos Três Poderes. Foto: reprodução


A Polícia Militar do Distrito Federal prendeu na manhã deste sábado (30) um homem que ameaçava explodir uma bomba na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Identificado como Daniel Mourão, de 45 anos, ele foi detido por volta das 6h45 após negociação policial.

Segundo nota da PM, o homem “encontrava-se em estado de agitação e alegava portar explosivos em uma mochila, ameaçando detoná-los”. A corporação acionou todos os protocolos de segurança para ameaças de explosivos durante a abordagem.

O Corpo de Bombeiros, que deslocou seis viaturas para o local, confirmou o estado psicológico do homem: “Após a avaliação de nossos socorristas, foi constatado que se tratava de surto psicótico”. Nenhum artefato explosivo ou arma foi encontrado com ele.

Uma equipe do Esquadrão Antibombas realizou varredura completa no local e confirmou a ausência de qualquer risco explosivo. O homem foi encaminhado para atendimento médico após a prisão.

Fonte: DCM

sábado, 30 de agosto de 2025

Governo paga R$ 200 mil a escritório na Itália por processo contra Zambelli

Carla Zambelli em prisão na Itália

O governo brasileiro, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), firmou contrato de R$ 200 mil com o escritório italiano Gentiloni Silveri para atuar na defesa do Brasil no processo de extradição da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). O valor corresponde apenas à fase cautelar, que analisa a manutenção da prisão da parlamentar, presa em julho na Itália.

Ainda não há definição sobre o custo da etapa principal da ação de extradição, que deve se estender por longo período até uma decisão final. Segundo fontes da AGU, novas negociações estão em andamento com o escritório italiano, e o valor final dependerá do tempo de tramitação e da complexidade do processo judicial.

Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em maio a 10 anos de prisão por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e falsidade ideológica. Na semana passada, recebeu nova sentença de 5 anos e 3 meses por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, após perseguir um homem com uma pistola durante as eleições de 2022.

Carla Zambelli, que está presa na Itália. Foto: reprodução
Na última quinta-feira (28/8), a Justiça italiana manteve a prisão da deputada ao avaliar que há “risco máximo de fuga”. Durante a audiência, os três juízes que analisaram o caso consideraram que, apesar dos laudos médicos apresentados pela defesa, Zambelli tem condições de permanecer detida.

A extradição depende de uma tramitação judicial complexa, envolvendo tanto instâncias italianas quanto acordos bilaterais com o Brasil. A decisão sobre a permanência da parlamentar no sistema prisional italiano será reavaliada ao longo do processo, mas não há previsão de prazos curtos para a conclusão do caso.

A AGU acompanha de perto o processo em Roma, enquanto o Itamaraty também participa das tratativas diplomáticas. O caso é considerado de alta relevância por envolver uma parlamentar condenada em instâncias máximas do Judiciário brasileiro e pode se arrastar por meses até uma definição final sobre sua extradição.

Fonte: DCM

Gleisi: ‘Verissimo ajudou o país a resistir aos tempos sombrios da ditadura e a refletir sobre os caminhos da sociedade’

"Fará muita falta", escreveu a ministra

    Gleisi Hoffmann (Foto: Gil Ferreira / SRI)

A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann (PR), elogiou neste sábado (30) Luis Fernando Veríssimo e afirmou que o cronista “foi um dos mais brilhantes e queridos escritores brasileiros”. Em postagem na rede social X, a titular da SRI também destacou a contribuição do escritor para a resistência da população brasileira à Ditadura Militar (1964-1985).

“Com humor fino e sempre lúcido, nos ajudou a resistir aos tempos sombrios da ditadura e a refletir sobre os caminhos da sociedade e da política no país. Fará muita falta. Solidariedade à família e aos incontáveis admiradores que deixou”, escreveu a ministra na rede social X.

O escritor morreu aos 88 anos e tinha um quadro de pneumonia. Internado desde 11 de maio, Verissimo faleceu por volta de 0h40, informou o Hospital Moinhos de Vento.

O artista deixou a esposa, Lúcia Veríssimo, três filhos e mais dois netos.
Fonte: Brasil 247

Golpe: entenda as provas contra Bolsonaro e mais 7 réus


      O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) – Reprodução

O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus pela tentativa de golpe de Estado de 2022 começa nesta terça-feira (2) na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirma que a organização criminosa responsável pela trama “documentou quase a totalidade” de suas ações em gravações, manuscritos, arquivos digitais, planilhas e mensagens eletrônicas.

Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, há provas contundentes da materialidade dos crimes, incluindo discursos públicos, minutas apreendidas e registros de reuniões que detalham o planejamento para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. A PGR sustenta que os acusados se organizaram de forma estável e hierárquica, utilizando agentes e recursos do Estado para tentar romper a ordem democrática.

Entre os réus estão Jair Bolsonaro, Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Mauro Cid, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto. Eles respondem por cinco crimes: tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

O ex-presidente Jair Bolsonaro durante reunião golpista de julho de 2022. Foto: Reprodução

As provas reunidas incluem a live de Bolsonaro contra as urnas em 2021; a reunião com embaixadores em 2022; mensagens que mostram manipulação de relatórios militares sobre o sistema eletrônico de votação; registros de convocações ao Alto Comando do Exército; além das imagens da destruição das sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023. A PGR também citou o “plano Punhal Verde Amarelo” e a operação “Copa 2022”, impressos dentro do Palácio do Planalto.

De acordo com Gonet, ficou comprovado que houve tentativa de desacreditar as eleições, mobilizar forças de segurança de forma indevida e incitar violência contra o Judiciário. Para a acusação, os ataques às instituições e as medidas de intervenção apresentadas aos militares configuram tanto o crime de golpe de Estado quanto de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

A Procuradoria reforça ainda que os danos materiais e simbólicos ao patrimônio público, documentados pelo Senado, pela Câmara e pelo STF, são “inquestionáveis”. O processo busca demonstrar que a atuação dos acusados não foi isolada, mas fruto de uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas e objetivo comum: instaurar um projeto autoritário de poder à margem da Constituição.

Fonte: DCM

Capitão da PM preso em operação contra fintechs do PCC integrou 25 comitivas de Tarcísio


   Tarcísio e o segurança Cangerana

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, está tentando faturar com a mega-operação contra o crime organizado, deflagrada na semana passada. Mas ele tem o rabo preso.

As fintechs estiveram no centro da Operação Tai-Pan, deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2024, que abalou a Faria Lima ao expor um suposto esquema de lavagem de dinheiro bilionário ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Entre os presos esteve o capitão da Polícia Militar Diogo Costa Cangerana, apontado como responsável pela abertura de contas usadas pelo crime organizado.

Ele foi solto em dezembro e reintegrado ao serviço ativo da PM.

De acordo com o Estadão, Cangerana havia integrado 25 viagens oficiais do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) nos dois anos anteriores. O militar acompanhou deslocamentos estratégicos, como reuniões em Brasília com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) — Luís Roberto Barroso e Luiz Fux —, com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Função na segurança de Tarcísio
Cangerana atuara na Casa Militar do Palácio dos Bandeirantes até setembro de 2024, quando fora transferido para o 13º Batalhão da PM, responsável pelo patrulhamento da Cracolândia. Oficialmente, seu cargo era de Chefe de Equipe da Divisão de Segurança de Dignitários do Departamento de Segurança Institucional.

Apesar da proximidade em agendas oficiais e de campanha — em imagens divulgadas pelo próprio governador no Instagram ele aparecia em eventos ao lado de Tarcísio — a assessoria do governo paulista afirmou, na época, que o capitão não exercia funções de assessoria direta, mas apenas atividades operacionais de rotina, como outros policiais destacados em escala.

O governador classificou a prisão como “um ato isolado” e prometeu punição. “Toda instituição tem suas maçãs podres”, declarou Tarcísio, negando que Cangerana fosse seu chefe de segurança. “Ele estava na Casa Militar havia 14 anos, serviu a vários governadores, e foi retirado em setembro de 2024. Se soubéssemos de algo, teria saído muito antes.”

Presença em agendas públicas
O policial acompanhou o governador em viagens nacionais e internacionais. Esteve em Portugal, onde Tarcísio apresentou ações da Sabesp a investidores, e em Balneário Camboriú, durante a CPAC Brasil, evento em que o governador encontrou o presidente da Argentina, Javier Milei, e o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Cangerana também esteve com Tarcísio em compromissos no interior paulista e em Belo Horizonte, em encontros com governadores do Sul e Sudeste. Em quatro ocasiões, integrou ainda as comitivas do vice-governador Felício Ramuth (PSD), quando ele assumiu interinamente o comando do Estado.

Segundo o levantamento do jornal, em julho de 2023 Cangerana fora visto no Ministério da Fazenda em Brasília, onde, no dia anterior a um encontro entre Tarcísio e Fernando Haddad, teria ensaiado o trajeto que o governador faria e conversado com seguranças do prédio — procedimento de praxe. No dia da reunião, retornou com Tarcísio, mas permaneceu do lado de fora da sala.

A Polícia Federal afirmou que Cangerana seria um dos articuladores do chamado “sistema financeiro do crime”, cuidando da abertura de contas em fintechs usadas para movimentar recursos de facções. Segundo as investigações, três fintechs envolvidas no esquema teriam feito circular R$ 6 bilhões em cinco anos, com ramificações em diversas organizações criminosas.

A Corregedoria da Polícia Militar acompanhava as apurações. O Palácio dos Bandeirantes informou, na ocasião, que Cangerana deixara a Casa Militar em setembro e que o governo aguardava o desenrolar das investigações.

Fonte: DCM com informações do Estadão

Moraes determina vistoria em todos os porta-malas dos carros que entrarem na casa de Bolsonaro

Ministro do STF tomou a decisão diante do risco de fuga do ex-presidente

Alexandre de Moraes e a casa de Jair Bolsonaro (Foto: Fabio Pozzebom/Agência Brasil I Divulgação)

Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste sábado (30) o reforço nas medidas de monitoramento permanente da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em um condomínio no bairro Jardim Botânico, área nobre de Brasília.

A decisão ocorre após o procurador-geral da República, Paulo Gonet, ter enviado ao STF parecer contrário ao pedido da Polícia Federal (PF) para que agentes da corporação permanecessem no interior da casa de Bolsonaro 24 horas por dia. Apesar disso, o procurador se manifestou favorável ao reforço da segurança nas proximidades da residência e na entrada do condomínio, o que foi acatado pelo ministro.

Em sua decisão, Moraes mandou a Polícia Penal do DF realizar monitoramento presencial na área externa da residência e das divisas com os demais imóveis, onde poderia haver exposição ao risco de fuga.

Além do monitoramento externo, o ministro do STF autorizou a realização de vistorias nos "habitáculos e porta-malas de todos os veículos que saírem da residência do réu". Essas vistorias, segundo a decisão, deverão ser documentadas, com a indicação dos veículos, motoristas e passageiros, e envio dessas informações ao STF diariamente.

Julgamento

Na próxima terça-feira (2), Bolsonaro e mais sete aliados, que são réus do núcleo 1 da trama golpista, serão julgados pela Primeira Turma da Corte.

O ex-presidente cumpre prisão domiciliar desde o início de agosto, com uso de tornozeleira eletrônica. A medida foi determinada após Alexandre de Moraes entender que o ex-presidente violou as medidas cautelares que proibiam postagens nas redes sociais de terceiros.

Na semana passada, em outra investigação, a PF descobriu que Bolsonaro tinha um documento de asilo político para ser apresentado ao presidente da Argentina, Javier Milei. Segundo a PF, o documento estava salvo no aparelho desde 2024.

Fonte: Brasil 247 com Agência Brasil

TST condena Volkswagen a pagar R$ 165 milhões por trabalho análogo à escravidão durante a ditadura militar

Decisão do Tribunal Superior do Trabalho responsabiliza a montadora por condições degradantes na região amazônica entre os anos de 1974 e 1986

            Logo da Volkswagen (Foto: REUTERS/Fabian Bimmer/Arquivo)

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que a Volkswagen indenize em R$ 165 milhões por danos morais coletivos devido à exploração de trabalhadores em condições análogas à escravidão. O caso remonta ao período entre 1974 e 1986, quando empregados foram submetidos a trabalho forçado em uma fazenda da montadora na região amazônica. As informações são do Estadão Conteúdo.

De acordo com as investigações, a propriedade, utilizada para atividades de pecuária e extração de madeira, pertencia à empresa por meio de uma subsidiária. A condenação é considerada a maior reparação já aplicada no país em situações de escravidão contemporânea, segundo informações do Ministério Público do Trabalho (MPT).

Em nota oficial, de acordo com a reportagem, a Volkswagen Brasil informou que recorrerá da decisão do TST. A companhia declarou ainda que, ao longo de seus 72 anos de operação no Brasil, "defende a dignidade humana e cumpre rigorosamente todas as leis trabalhistas".

A atuação do MPT teve início em 2019, após a entrega de documentos históricos por um padre que acompanhava o caso havia décadas. A partir das novas diligências, depoimentos e cruzamento de informações, os procuradores formalizaram a denúncia contra a Volkswagen em 2024.

Para os promotores, a decisão representa um marco na reparação de crimes trabalhistas. O valor da indenização deverá ser revertido em prol de políticas públicas de combate ao trabalho escravo e apoio às vítimas resgatadas em todo o país.

Fonte: Brasil 247 com informações do Estadão Conteúdo

Carluxo visita Bolsonaro e alega: “Magro, sem vontade de comer, com crises de soluço e vômito”


      O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) – Reprodução/X

O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta sexta-feira (29) que visitou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em sua residência em Brasília, onde cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o parlamentar, o ex-mandatário “está magro”, “não tem vontade de se alimentar” e “segue enfrentando intermináveis crises de soluço e vômitos”.

Em publicação no X, Carlos declarou: “Dói demais ver tudo isso, mas sinto como obrigação compartilhar um pouco da realidade do momento com todos que estão sofrendo junto conosco”. O vereador disse ainda que, durante a visita, eles permaneceram “às vezes conversando, às vezes apenas em silêncio”.

Na decisão que determinou a prisão domiciliar, Moraes argumentou que Bolsonaro havia praticado “reiterado descumprimento das medidas cautelares”. O ex-chefe do governo só pode receber a visita de advogados ou pessoas previamente autorizadas pelo STF. Na noite da última terça-feira (26), teve início o monitoramento velado por policiais penais do Distrito Federal em frente à casa do ex-presidente.

A medida foi solicitada pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e contou com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). O despacho de Alexandre de Moraes determinou que a vigilância fosse feita em tempo real, sem exposição midiática e sem interferir na rotina da vizinhança, ficando a critério da polícia o uso de uniformes e armamentos.

Em ofício enviado ao STF, a PF pediu reforço no policiamento e manutenção do monitoramento da tornozeleira eletrônica. O documento citou a existência de “risco concreto” de fuga, com possibilidade de Jair Bolsonaro tentar se abrigar na Embaixada dos Estados Unidos, de onde poderia solicitar asilo político.

O ex-presidente será julgado a partir de terça-feira (2) pela Primeira Turma do STF no processo relacionado ao plano de golpe de Estado. O julgamento será acompanhado por forte esquema de segurança em Brasília.

Fonte: DCM

Rumores sobre morte de Donald Trump se espalham nas redes e são desmentidos

Especulações infundadas surgiram após ausência pública do presidente dos EUA, mas foram esclarecidas por registros oficiais e declarações da Casa Branca

Presidente Donald Trump embarca no Força Aérea Um enquanto parte para o Alasca para se encontrar com o presidente russo Vladimir Putin para negociar o fim da guerra na Ucrânia, da Base Conjunta Andrews, em Maryland, em 15 de agosto de 2025 (Foto: REUTERS/Kevin Lamarque)

Os rumores sobre a morte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dominaram as redes sociais nos últimos dias, mas não têm qualquer fundamento. A notícia foi destacada pelo jornal irlandês The Journal (leia aqui), que desmontou as especulações alimentadas por grupos marginais online.

As especulações se basearam em três pontos principais: a ausência do presidente de compromissos públicos desde quarta-feira, uma fotografia anterior em que aparecia com um hematoma na mão e o fato de a bandeira da Casa Branca estar a meio mastro. No entanto, a explicação é simples: a bandeira foi hasteada assim em sinal de luto pelas vítimas de um tiroteio em uma escola em Minneapolis, e não há qualquer indicação de problema relacionado a Trump.

Durante a semana, Trump se encontrou com familiares de militares norte-americanos mortos no atentado suicida em Kabul, no Afeganistão, há quatro anos. Ele foi filmado e fotografado no evento, demonstrando estar em plena atividade. Além disso, continuou publicando normalmente em sua rede social, a Truth Social, o que reforça que segue exercendo suas funções.

Outro fator que intensificou as especulações foi uma declaração do vice-presidente, JD Vance, quando questionado sobre a possibilidade de assumir a presidência em caso de tragédia. Vance afirmou que Trump está em “boa forma”, mas acrescentou que sua experiência nos últimos 200 dias seria uma “excelente preparação para o cargo” caso algo inesperado ocorresse. A resposta, considerada atípica, acabou alimentando ainda mais boatos.

Apesar disso, a situação não é inédita na política norte-americana. O próprio The Journal recorda que Kamala Harris chegou a assumir a presidência por 85 minutos durante um procedimento médico de Joe Biden, quando ele esteve sob anestesia.

A ausência de compromissos públicos em finais de semana também não é incomum para um presidente dos Estados Unidos, e o cronograma oficial de Trump prevê eventos já para a próxima terça-feira. Especialistas avaliam que esse tipo de rumor tende a se repetir em momentos semelhantes, quando o mandatário se afasta temporariamente da agenda pública.

Assim, todas as evidências confirmam: Donald Trump está vivo, ativo e no exercício de suas funções como presidente dos Estados Unidos.

Fonte: Brasil 247

Deputada do Psol aciona órgãos federais contra Nikolas Ferreira após acusações contra professores

Luciene Cavalcante pede que AGU e PGR responsabilizem deputado por falas consideradas caluniosas e incitadoras de violência

Nikolas Ferreira (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

A deputada federal Luciene Cavalcante (Psol-SP) acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) para que adotem medidas contra o deputado bolsonarista Nikolas Ferreira (PL-MG), após declarações feitas por ele em entrevista à Jovem Pan.

Segundo a coluna do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, a parlamentar alega que Nikolas teria cometido calúnia, difamação e injúria ao afirmar que professores exibem vídeos pornográficos a estudantes dentro de sala de aula. Para Luciene, as falas não apenas atacam a honra dos educadores, como também estimulam violência contra a comunidade escolar em um momento de crescimento dos episódios de ataques a escolas no país.

Durante o programa, Nikolas Ferreira afirmou: “a gente tem visto um monte de professor colocando vídeo pornográfico dentro de sala de aula, de professor usando da sua posição hierárquica para poder colocar conteúdos eróticos dentro de sala de aula, professor inclusive que fez alunos se beijarem, né? Para poder ter, ponto, para poder ter pontos, dentro da sua matéria. Ou seja, isso é um caso de combate à erotização também dentro das escolas”.

A deputada rebateu dizendo que as falas do parlamentar extrapolam os limites da liberdade de expressão. Para ela, trata-se de um “conjunto de crimes contra a honra, incitação à violência e disseminação de desinformação maliciosa contra educadores e a própria educação pública brasileira”.

No documento enviado à AGU e à PGR, Luciene Cavalcante ressaltou que tais declarações podem influenciar indivíduos extremistas. O texto afirma que, ao deslegitimar o trabalho docente e propagar falsas acusações, Nikolas Ferreira contribui para um ambiente de hostilidade que pode culminar em agressões a profissionais da educação e estudantes.

“Essas declarações, ao deslegitimarem o trabalho dos educadores e ao disseminarem informações falsas sobre o ambiente escolar, podem influenciar indivíduos extremistas e desequilibrados, que podem se sentir motivados a praticar atos de violência contra escolas e seus integrantes”, destaca o ofício, de acordo com a reportagem.

A deputada solicita que a AGU ingresse com uma ação judicial contra o deputado por danos à imagem da educação. Já à PGR, pede a instauração de procedimento para apurar eventuais crimes contra a honra e incitação à violência.

Além disso, Luciene acionou os ministérios da Justiça, da Educação e dos Direitos Humanos, propondo campanhas de valorização dos professores, medidas de reforço à segurança nas escolas, elaboração de nota técnica e abertura de inquérito para investigar possíveis vínculos de discursos como o de Nikolas Ferreira com grupos extremistas.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

VÍDEO – Ex-paraquedista do Exército humilha Eduardo e viraliza: “Covarde vai para a cadeia”


Paraquedista Alves, que humilhou Eduardo nas redes. Foto: reprodução

O militar conhecido como “Paraquedista Alves” viralizou nas redes sociais ao detonar o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que fugiu para os Estados Unidos em março e, desde então, trama ações com o governo de Donald Trump contra o Brasil.

“Homem de bem, de família, que manda o pai tomar no c*”, iniciou Alves em referência ao diálogo divulgado entre Eduardo e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Que respeito é esse ao pai? Tudo bem, seu pai é um covarde, como diz o pastor Malafaia”.

Na sequência, o militar argumenta que se o entreguista desrespeita o próprio progenitor, certamente fará pior com os brasileiros: “Igual você está fazendo aí [nos EUA], ferrando com a gente, ferrando com a economia brasileira. Quem manda o pai tomar no c*, manda toda a nação para qual lugar? Para o inferno”.

Por fim, Alves diz que Eduardo é uma vergonha para quem se apresenta como militar, pois o parlamentar “nunca vestiu uma farda e uma boina”. “Tu é um merda, tu vai para a cadeia”, encerrou.

Fonte: DCM

Bolsonaro pode ser condenado por lei que ele mesmo sancionou; entenda


                 O ex-presidente Jair Bolsonaro em depoimento no STF. Foto: Ton Molina/STF

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia na próxima terça-feira (2) o julgamento da ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus acusados de participação na trama golpista de 2022. O grupo é acusado de cinco crimes, dos quais dois estão previstos em uma lei sancionada pelo próprio Bolsonaro em 2021, voltada a punir ataques contra a democracia.

A denúncia contra o ex-presidente foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em fevereiro e reforçada em julho, quando o Ministério Público voltou a defender sua condenação. Bolsonaro é acusado de “abolição violenta do Estado Democrático de Direito” e de “golpe de Estado”.

O primeiro delito ocorre quando alguém tenta, “com emprego de violência ou grave ameaça, abolir o Estado Democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício dos poderes constitucionais”. A pena varia de 4 a 8 anos de prisão.

Já o golpe de Estado é configurado quando uma pessoa busca “depor, por meio de violência ou grave ameaça, o governo legitimamente constituído”, com punição entre 4 e 12 anos de prisão.

Estes crimes foram incluídos no Código Penal pela Lei nº 14.197/2021, sancionada pelo então presidente. A norma criou um novo capítulo sobre “crimes contra as instituições democráticas”, substituindo a antiga Lei de Segurança Nacional, herdada da ditadura militar. A mudança atendeu a uma demanda do Congresso Nacional após a escalada de ataques às instituições durante o governo Bolsonaro.

Na época, Bolsonaro também assinou a lei junto com ex-ministros que hoje figuram como réus no mesmo processo, como Augusto Heleno, Walter Braga Netto e Anderson Torres. Damares Alves, também ministra à época, endossou a legislação, mas não é acusada neste caso.

A norma recebeu vetos parciais de Bolsonaro. Ele barrou, por exemplo, o artigo que previa punição para “comunicação enganosa em massa”, conhecido como propagação de fake news, que estipulava penas de 1 a 5 anos de prisão para quem promovesse ou financiasse campanhas de desinformação capazes de comprometer eleições.

O ex-presidente justificou que o trecho não especificava se a punição caberia a quem criasse ou apenas compartilhasse o conteúdo. Durante o período em que tramava o golpe, Bolsonaro e seus aliados reforçavam narrativas como a suposta fraude nas urnas e divulgavam a interpretação do Artigo 142 da Constituição, alegando que as Forças Armadas poderiam interferir nos Três Poderes.

Também foram vetados dispositivos que aumentariam a pena caso os crimes fossem cometidos por militares ou servidores públicos, além de um capítulo sobre “crimes contra a cidadania”, que abrangia atentados ao direito de manifestação.

Na denúncia oficial da Polícia Federal, foram incluídos 35 nomes entre militares, ex-membros do governo Bolsonaro, jornalistas e influenciadores que ajudaram a divulgar as fake news. A PGR, no entanto, dividiu o grupo com núcleos, como o crucial, que será o primeiro a ser julgado e é composto por:

        Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin;
       ● Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
        Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
       ● Augusto Heleno, ex-ministro do GSI;
       ● Jair Bolsonaro, ex-presidente;
       ● Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência;
       ● Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
       ● Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro.


Alexandre Ramagem, Mauro Cid, Jair Bolsonaro, Braga Netto, Anderson Torres, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Almir Garnier. Foto: reprodução


Além dos crimes contra a democracia, a PGR também atribuiu a Bolsonaro outros três delitos: liderança de organização criminosa armada, dano qualificado pela violência e grave ameaça, e deterioração de patrimônio tombado. Este último está relacionado aos ataques de 8 de janeiro de 2023, quando prédios dos Três Poderes foram depredados em Brasília.

De acordo com a denúncia, o ex-presidente teria atuado na liderança de uma estrutura organizada que buscava impedir a posse do presdiente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após as eleições de 2022. Também teria incentivado atos que resultaram na destruição de patrimônio da União e de bens tombados, como o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal.

Na fase de interrogatório, realizada em junho, Bolsonaro e os demais réus negaram qualquer articulação golpista. Afirmaram que não houve movimentação concreta para depor o governo eleito e classificaram a denúncia da PGR como injusta.

O julgamento da Primeira Turma do STF, composta por cinco ministros, deve se estender até 12 de setembro. Caso condenado a mais de dois anos de prisão, Bolsonaro poderá perder benefícios como o de réu primário e enfrentar regime fechado, além da possibilidade de perda de patentes militares, já discutida por integrantes das Forças Armadas.

Fonte: DCM