segunda-feira, 15 de junho de 2026

Mulheres dão ampla vantagem a Lula contra Flávio Bolsonaro no segundo turno

Presidente marca 55% entre eleitoras, contra 37% do senador bolsonarista, aponta pesquisa BTG/Nexus

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, na cerimônia de abertura da 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, em Brasília-DF - 29 de setembro de 2025 (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

A pesquisa BTG/Nexus sobre a eleição presidencial de 2026 revela uma vantagem expressiva de Lula entre as mulheres no confronto de segundo turno contra Flávio Bolsonaro. Nesse segmento, o presidente aparece com 55%, enquanto o senador bolsonarista registra 37%.

O levantamento foi realizado entre 12 e 14 de junho, com 2.017 eleitores em todo o país. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, e o registro no TSE é BR-06645/2026.

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O recorte por gênero confirma uma dificuldade histórica do bolsonarismo: a resistência no eleitorado feminino. Enquanto Lula abre 18 pontos de vantagem entre as mulheres, Flávio Bolsonaro apresenta desempenho inferior ao do presidente em um segmento decisivo para qualquer disputa nacional.

Lula lidera com folga entre eleitoras

No cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o resultado geral é de 49% a 43% para o presidente. Entre as mulheres, porém, a vantagem cresce de forma significativa: 55% a 37%.

O dado mostra que Lula tem maior capacidade de dialogar com pautas sensíveis ao eleitorado feminino, como proteção social, saúde, educação, renda, estabilidade institucional e defesa da democracia.

A vantagem entre mulheres também reforça a imagem de Lula como candidato mais moderado, experiente e capaz de reconstruir políticas públicas. Flávio, por outro lado, carrega o peso da rejeição ao bolsonarismo em um segmento que foi decisivo nas eleições anteriores.

Bolsonarismo segue com resistência feminina

A pesquisa confirma que o campo bolsonarista ainda encontra dificuldades para ampliar apoio entre eleitoras. Flávio Bolsonaro tem 37% das intenções de voto femininas no segundo turno, número bem abaixo dos 55% de Lula.

Esse desempenho mostra que o sobrenome Bolsonaro mobiliza uma base fiel, mas também aciona rejeições importantes. Entre as mulheres, a distância em favor de Lula é um dos elementos que sustentam sua vantagem nacional.

No primeiro turno, o padrão se repete. No cenário 1, Lula registra 47% entre mulheres, contra 28% de Flávio. No cenário 2, o presidente chega a 49%, enquanto o senador aparece com 29%.

Vantagem feminina ajuda Lula no agregado nacional

O eleitorado feminino tem peso decisivo na composição do voto brasileiro. Por isso, a liderança ampla de Lula entre mulheres tem impacto direto no resultado geral da pesquisa.

No segundo turno, Lula vence Flávio por 49% a 43% no total da amostra. A vantagem entre eleitoras é uma das principais bases dessa liderança. Sem esse desempenho feminino, o senador bolsonarista teria mais espaço para reduzir a distância.

A pesquisa mostra, portanto, que Lula não depende apenas de seu desempenho regional ou de renda. O presidente também constrói vantagem em segmentos sociopolíticos relevantes, especialmente entre mulheres e eleitores menos identificados com o radicalismo da extrema direita.

Lula amplia vantagem no primeiro turno

Entre mulheres, Lula também lidera nos dois cenários estimulados de primeiro turno. No cenário 1, o presidente tem 47%, contra 28% de Flávio Bolsonaro. No cenário 2, Lula marca 49%, contra 29% do senador.

A diferença mostra que o desempenho feminino de Lula é consistente em diferentes simulações. A vantagem não aparece apenas no confronto direto, mas também na disputa com múltiplos candidatos.

Para Flávio Bolsonaro, o resultado representa um desafio estratégico. O senador precisaria reduzir a rejeição e ampliar sua competitividade entre mulheres para se aproximar de Lula. A pesquisa, no entanto, mostra o contrário: o presidente lidera com margem confortável e confirma o eleitorado feminino como uma de suas principais fortalezas.

Fonte: Brasil 247

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