quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

VÍDEO – Turista argentino é agredido por funcionários de quiosque em Balneário Camboriú


Turista argentino é agredido por funcionários de quiosque em Balneário Camboriú. Foto: Reprodução

Uma confusão envolvendo ambulantes em um quiosque terminou com agressões a um turista em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina. Vídeos registrados na terça (30) passaram a circular nas redes sociais e mostram cenas de violência semelhantes às ocorridas dias antes em Porto de Galinhas.

Nas imagens, ao menos três ambulantes, identificados por camisetas laranja, aparecem agredindo um homem com golpes de vassoura e tapas. Em outro momento, um quarto indivíduo entra na cena e atinge a vítima com uma voadora, enquanto outras pessoas observam a confusão.

De acordo com informações divulgadas por veículos de imprensa locais, o homem agredido é um turista argentino. Ele disse ter recebido uma cobrança de R$ 150 em um quiosque, valor que considerou indevido. A responsável pelo estabelecimento negou a acusação.

Após a divergência sobre a cobrança, um grupo de pessoas, incluindo a proprietária do quiosque, teria confrontado o turista, o que agravou a situação. Até o momento, não há confirmação oficial sobre providências adotadas por órgãos de segurança ou pela prefeitura.

Fonte: DCM

PT avança em mapa eleitoral para governos estaduais em 2026

Partido avalia alianças e evita conflitos regionais. Presidente Lula deverá discutir nomes após o Carnaval

      Lula (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

O PT iniciou a construção de um diagnóstico detalhado dos cenários eleitorais para a disputa pelos governos estaduais em 2026. A estratégia envolve desde os maiores colégios eleitorais do país até estados considerados politicamente sensíveis, nos quais a definição de candidaturas passa por negociações complexas e acordos delicados. Segundo a coluna da jornalista Victoria Abel, do SBT News, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende debater pessoalmente os principais nomes e alianças apenas após o Carnaval, quando a direção partidária espera ter um quadro mais consolidado das articulações regionais.

● Maranhão concentra tensão política e negociações

No Maranhão, o cenário é considerado um dos mais delicados para o PT. O partido abriu diálogo com o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), após reavaliar sua posição em relação à candidatura do deputado federal Duarte Jr. (PSB), aliado do governador Carlos Brandão (sem partido). A mudança reflete o desgaste político entre o PT e Brandão, agravado por conflitos envolvendo acordos institucionais e disputas internas no estado.

As divergências se intensificaram durante a eleição para a presidência da Assembleia Legislativa maranhense. Havia um entendimento para a recondução de Othelino Neto (PCdoB), alinhado ao então governador Flávio Dino. No entanto, Brandão optou por apoiar Iracema Vale (PSB), que venceu a disputa e, posteriormente, viabilizou a nomeação de Daniel Brandão, irmão do governador, como conselheiro vitalício do Tribunal de Contas do Estado. Um dirigente do PT que acompanha as articulações no Maranhão resumiu a avaliação interna da legenda: “Brandão quer um terceiro mandato. Na prática, é isso”.

● São Paulo, Minas e Rio no radar do partido

Em São Paulo, o PT mantém a intenção de insistir no nome do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como candidato ao governo estadual. Apesar das declarações públicas de Haddad indicando resistência a uma nova disputa, a direção do partido avalia que ele segue sendo o principal nome da esquerda com capacidade de protagonizar a eleição no maior estado do país. A possibilidade de uma candidatura de Geraldo Alckmin (PSB) chegou a ser considerada, mas o partido defende sua permanência na vice-presidência da República.

Em Minas Gerais, o cenário permanece indefinido. Lula tem demonstrado preferência pelo nome do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), mas ainda não há sinalização concreta de que o senador esteja disposto a assumir uma pré-candidatura ao governo estadual.

No Rio de Janeiro, a estratégia já está definida. O PT decidiu apoiar a candidatura do prefeito da capital, Eduardo Paes (PSD), abrindo mão de lançar um nome próprio na disputa pelo governo fluminense.

● Alianças regionais ganham prioridade no Sul

No Paraná, a legenda também optou por não apresentar candidatura própria. A estratégia é construir uma aliança que fortaleça o palanque nacional do partido no Sul do país. Nesse contexto, o PT deve apoiar um nome do PDT, com o deputado estadual Requião Filho despontando como principal escolha para a disputa.

Fonte: Brasil 247 com informações do SBT News

CGU recomenda demissão de agentes por suposta atuação política na Abin

Processos atingem ao menos 14 servidores por episódios atribuídos à chamada Abin paralela nas gestões de Alexandre Ramagem e Victor Carneiro

        Alexandre Ramagem (Foto: Fellipe Sampaio/STF)

A Controladoria-Geral da União (CGU) abriu processos administrativos disciplinares (PADs) e recomendou a demissão de ao menos 14 oficiais de inteligência e policiais federais suspeitos de envolvimento no caso conhecido como “Abin paralela”. As apurações atingem inclusive agentes que não foram indiciados pela Polícia Federal (PF), mas que, segundo a CGU, teriam participado de episódios irregulares no âmbito da Agência Brasileira de Inteligência.

As informações foram reveladas pela Folha de S.Paulo, que teve acesso a trechos dos processos instaurados pela controladoria. De acordo com a CGU, os pedidos de demissão se baseiam em diferentes episódios atribuídos à atuação da Abin durante a gestão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) e de seu sucessor, Victor Carneiro, à frente da agência no governo do então presidente Jair Bolsonaro (PL).

Um dos casos citados nos processos envolve a jornalista e pesquisadora Luiza Alves Bandeira, integrante do DFRLab (Digital Forensic Research Lab), ligado ao Atlantic Council, organização internacional sem fins lucrativos. Durante o governo Bolsonaro, Bandeira realizou um mapeamento de páginas, perfis e grupos em redes sociais que difundiam ataques e desinformação.

Segundo trecho do processo ao qual o Painel, coluna da Folha, teve acesso, a CGU concluiu que a atuação da Abin em relação à jornalista “foi clandestino, pois fora motivado por questões políticas de interesse do então governo, em detrimento da finalidade pública”. A controladoria sustenta que houve desvio de finalidade nas ações da agência.

Ainda conforme o documento, a CGU afirma que “o uso do First Mile [software de monitoramento de números celulares] ocorreu dentro desse contexto e, portanto, tratou-se de utilização indevida da ferramenta”. A menção ao sistema reforça a avaliação de que recursos de inteligência teriam sido empregados sem respaldo legal ou institucional.

A partir do mapeamento produzido pelo DFRLab, o Facebook e o Instagram removeram, em 2020, 88 contas que atuavam de forma coordenada. Segundo investigações, esses perfis estavam ligados ao chamado “gabinete do ódio” da Presidência da República e a funcionários associados ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e ao então deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

O inquérito da Polícia Federal sobre a Abin paralela aponta que, após a remoção das contas, houve um pedido explícito de Frank Oliveira, ex-diretor-adjunto da Abin, e de Marcelo Bormevet, policial federal e ex-coordenador-geral do Centro de Inteligência Nacional (CIN), para “futucar” e “explodir” a jornalista, conforme registrado nos autos da investigação.

Os servidores públicos alvo dos PADs foram notificados pela CGU em 19 de dezembro para apresentação de defesa, com prazo inicial de dez dias, posteriormente prorrogado por mais 15. Como a comissão do processo foi instituída em 14 de novembro, Alexandre Ramagem também é citado nos procedimentos; atualmente foragido da Justiça, ele foi demitido da Polícia Federal em 3 de dezembro após condenação por tentativa de golpe de Estado.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Novas exigências da Previdência entram em vigor em 2026 e adiam aposentadorias

Etapas automáticas da reforma de 2019 elevam idade mínima e pontuação para acesso ao benefício do INSS

Novas exigências da Previdência entram em vigor em 2026 e adiam aposentadorias (Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil)

A virada de 2026 marca um novo endurecimento das regras para aposentadoria no Brasil. A partir de 1º de janeiro, passam a valer critérios mais rigorosos para quem ainda não conseguiu se aposentar pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), resultado de etapas automáticas previstas na reforma da Previdência aprovada em 2019. As mudanças atingem diretamente trabalhadores que estavam próximos de cumprir os requisitos e ampliam o tempo necessário de permanência no mercado de trabalho, explica o Metrópoles. O modelo aprovado há seis anos prevê elevação gradual de idade, tempo de contribuição e pontuação, adiando o acesso ao benefício para milhares de segurados.

☉ Idade mínima progressiva sobe em 2026

A principal alteração em vigor a partir deste ano ocorre na chamada regra da idade mínima progressiva. As mulheres passam a precisar de, no mínimo, 59 anos e seis meses de idade, além de 30 anos de contribuição ao INSS. Para os homens, a exigência sobe para 64 anos e seis meses, com tempo mínimo de contribuição de 35 anos.

Esse acréscimo de seis meses segue o cronograma estabelecido na reforma e continuará sendo aplicado anualmente até que se chegue às idades definitivas: 62 anos para mulheres e 65 anos para homens.

☉ Regra de pontos também fica mais rígida

Outra forma bastante utilizada para aposentadoria é a regra de pontos, que soma idade e tempo de contribuição. Em 2026, o patamar exigido aumenta em um ponto para ambos os sexos. As mulheres precisarão atingir 93 pontos, mantendo o mínimo de 30 anos de contribuição, enquanto os homens deverão alcançar 103 pontos, com pelo menos 35 anos de recolhimento ao INSS.

Até o fim de 2025, os requisitos eram de 92 pontos para mulheres e 102 pontos para homens, o que evidencia o avanço gradual das exigências previsto no texto constitucional.

☉ Comparativo das regras

Na regra de idade mínima, antes de 2026, homens precisavam de 64 anos e mulheres de 59 anos, além do tempo mínimo de contribuição. Com a nova etapa, há acréscimo de seis meses na idade para ambos.

Na regra de pontos, o aumento é de um ponto em relação ao que vigorava até o ano passado, mantendo-se inalterado o tempo mínimo de contribuição exigido.

☉ Pedágios permanecem, mas atingem menos pessoas

As chamadas regras de pedágio, criadas para quem estava muito próximo de se aposentar quando a reforma entrou em vigor em 2019, não sofrem alterações em 2026. Elas exigem um período adicional de contribuição, proporcional ao tempo que faltava para a aposentadoria à época.

No entanto, essas regras beneficiam um grupo cada vez menor de trabalhadores, já que se aplicam apenas a quem estava a poucos meses de cumprir os requisitos há mais de seis anos.

☉ Cálculo do benefício não muda

Apesar do endurecimento no acesso à aposentadoria, o cálculo do valor do benefício permanece o mesmo em 2026. A média é feita com base em 100% das contribuições realizadas ao longo da vida laboral, sem descarte das menores remunerações. Sobre essa média, aplica-se um percentual que cresce conforme o tempo total de contribuição, sempre respeitando o teto do INSS.

Esse modelo, adotado após a reforma, reduziu o valor de muitos benefícios em comparação às regras anteriores, que descartavam parte das contribuições mais baixas.

☉ Impacto maior para quem estava perto de se aposentar

As mudanças afetam principalmente trabalhadores que estavam no limite das exigências e planejavam se aposentar nos próximos anos. Para esse grupo, o adiamento pode significar meses ou até anos adicionais de contribuição, dependendo da regra escolhida.

A reforma da Previdência, aprovada em 2019, teve como objetivo conter o crescimento dos gastos previdenciários e equilibrar as contas públicas no longo prazo. Ela extinguiu a aposentadoria apenas por tempo de contribuição, instituiu idade mínima para a maioria dos segurados e criou regras de transição progressivas, que seguem em elevação até a estabilização completa em 2033.

☉ Regras específicas para professores

Os professores da educação básica continuam tendo direito a critérios diferenciados, em razão da penosidade da profissão. Embora também sejam submetidos às regras de pontos e à idade mínima progressiva, há uma redução de cinco anos nos requisitos em relação aos demais trabalhadores.

Em 2026, pela regra da idade mínima de transição, professoras precisam ter 54 anos e seis meses de idade, além de 25 anos de efetivo exercício no magistério. Professores homens devem alcançar 59 anos e seis meses, com 30 anos de magistério.

No sistema de pontos, as mulheres precisam somar 88 pontos, com no mínimo 25 anos de magistério, enquanto os homens devem atingir 98 pontos, respeitando o tempo mínimo de 30 anos em sala de aula. As exigências para professores também continuarão aumentando gradualmente até 2033, quando o ciclo de transição previsto na reforma será concluído.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

O que muda com o novo salário mínimo que começa a valer hoje


       Dinheiro e Carteira de Trabalho. Foto: reprodução

O novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a valer a partir desta quinta-feira (1º). O reajuste de 6,79% reflete a inflação do INPC em 12 meses até novembro, somada a um ganho real limitado pela regra do arcabouço fiscal. Com a limitação, o aumento ficou R$ 15 abaixo do que seria caso o crescimento do PIB de dois anos antes fosse incorporado integralmente.

O piso serve de referência para uma série de benefícios, como aposentadorias e pensões do INSS pagas pelo valor mínimo, o BPC (Benefício de Prestação Continuada), o abono do PIS/Pasep e o valor mínimo do seguro-desemprego. O reajuste deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia em 2026.

Com a mudança, o limite para ações nos Juizados Especiais Federais sobe para R$ 97.260, e a contribuição mensal do microempreendedor individual (MEI) passa a R$ 81,05. Os pagamentos com o novo valor começam a ser feitos no fim de janeiro, conforme o calendário do INSS.

Fonte: DCM

“Feliz Ano Novo”: 20 frases prontas para enviar no WhatsApp ou usar na legenda no Réveillon


      Queima de fogos – Reprodução

Para quem prefere evitar mensagens prontas e deseja inovar nos votos de Feliz Ano Novo no Réveillon de 2025 para 2026, preparamos uma lista de frases para enviar no WhatsApp, com opções que vão das mais curtas às mais elaboradas, para familiares, amigos e contatos de trabalho.

Mensagens de Ano Novo

1. “Feliz 2026! Que não falte amor, coragem e bons encontros pelo caminho.”
2. “Que 2026 seja repleto de coragem para seguir e sabedoria para reconhecer o que importa.”
3. “Que o novo ano traga leveza para os dias difíceis e motivos diários para sorrir.”
4. “Feliz 2026! Que o ano novo seja um recomeço gentil e cheio de possibilidades.”
5. “Saúde, paz e prosperidade. Que 2026 seja de luz para todos. Feliz Ano Novo!”
6. “Todo fim é apenas um novo começo. Que seja um grande ano!”
7. “Feliz Ano Novo! Que não falte saúde, amor e um pouco de sorte também.”
8. “Uma nova oportunidade para escrever o capítulo mais bonito da sua história. Feliz Ano Novo!”
9. “‘A vida é bonita, é bonita e é bonita’ — que em 2026 a gente lembre disso todos os dias. Feliz Ano Novo!”
10. “Feliz Ano Novo! Que a felicidade encontre você nos detalhes.”


Para os amigos

1. “Que possamos brindar muitas vezes em 2026. Saúde, paz e alegria neste novo ano!”.
2. “Feliz Ano Novo! Que 2026 venha com menos perrengue e mais momentos bons!”
3. “Desejo a todos um ano novo de muitas virtudes e alguns pecados suaves e bem aproveitados.” – frase de Rubem Braga, da crônica Votos para o Ano-Novo.
4. “Feliz Ano Novo! Que 2026 tenha menos ‘vamos marcar’ e mais ‘tô chegando’.”

Para contatos profissionais

1. “Que seja um ano de conquistas, crescimento e bons resultados!”
2. “Que o novo ano traga oportunidades, parcerias e muito sucesso. Feliz Ano Novo!”
3. “Feliz Ano Novo! Que venham 365 dias de desafios positivos e ótimos resultados.”
4. “Que 2026 seja de conquistas, aprendizado e bons resultados para a nossa equipe!”
5. “Obrigado pelo trabalho e comprometimento. Desejo um Ano Novo de saúde, equilíbrio e sucesso para todos.”
6. “Feliz Ano Novo! Seguimos motivados para mais um ano de trabalho e aprendizado.”

Fonte: DCM

Moraes mantém prisão preventiva de homem que levou bomba a aeroporto de Brasília


      Alan Diego dos Santos Rodrigues, que está preso – Breno Esaki/Metrópoles

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes manteve a prisão preventiva de Alan Diego dos Santos Rodrigues. Ele é acusado de envolvimento na tentativa de explosão de um artefato no Aeroporto Internacional de Brasília, às vésperas do Natal de 2022. A decisão foi tomada no âmbito do processo que apura o episódio registrado em 24 de dezembro daquele ano. Com informações do Metrópoles.

O STF iniciou, em 12 de dezembro de 2025, o julgamento dos três acusados pelo caso. Além de Alan Diego, também respondem o empresário George Washington de Oliveira Sousa e o blogueiro e jornalista Wellington Macedo de Souza. Em 17 de dezembro, Moraes já havia decidido manter a prisão preventiva de Wellington Macedo.

Os três foram condenados pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). Parte do processo, relativa aos crimes de associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e atentado contra a segurança de transporte aéreo, foi posteriormente remetida ao STF para análise.

artefato no Aeroporto Internacional de Brasília
O artefato no Aeroporto Internacional de Brasília – Reprodução
Na denúncia apresentada à Corte, a Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou que Wellington Macedo dirigiu o veículo usado para levar o artefato explosivo até as imediações do aeroporto. Alan Diego confessou ter instalado o dispositivo no caminhão estacionado no local. Já George Washington, segundo a acusação, “adquiriu R$ 60 mil em armamentos e explosivos” e realizou pesquisas na internet sobre o tema antes do fato.

Na véspera do Natal de 2022, equipes da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Federal e Polícia Civil atuaram na região do Aeroporto de Brasília para desativar a bomba encontrada acoplada a um caminhão-tanque. O então diretor-geral da Polícia Civil do DF, Robson Cândido, afirmou que o artefato tinha potencial para causar danos graves ou “uma tragédia”. O dispositivo não foi acionado devido a falha técnica, e suspeitos foram identificados e presos.

De acordo com denúncia do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) no TJDFT, os acusados, inconformados com o resultado das eleições presidenciais de 2022, teriam planejado provocar “comoção social”. Segundo a acusação, o objetivo seria levar à decretação de estado de sítio e intervenção militar. As imputações seguem em análise no STF.

Fonte: DCM com informações do Metrópoles

Como a maioria dos brasileiros enxerga a prisão de Bolsonaro, segundo pesquisa


        Bolsonaro cercado por agentes da PF. Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em regime fechado, em uma sala da Superintendência da Polícia Federal, é vista pela maioria dos brasileiros como consequência direta de atos praticados por ele próprio ou por integrantes de sua família. Segundo pesquisa Genial/Quaest realizada em dezembro com 2.004 entrevistados, 52% avaliam que a detenção decorreu de atitudes que agravaram a situação jurídica do ex-presidente.

Apenas 21% atribuem o episódio a uma suposta “perseguição política” do Supremo Tribunal Federal (STF) ou do ministro Alexandre de Moraes. Os dados foram divulgados na coluna da jornalista Mônica Bergamo.

Entre os entrevistados que responsabilizam Bolsonaro e seus familiares, a percepção predominante é de que houve descumprimento de medidas judiciais. Dentro desse grupo, 32% afirmam que a prisão ocorreu porque Bolsonaro “danificou a tornozeleira eletrônica” que utilizava quando estava em prisão domiciliar.

Outros 16% apontam que a decisão foi motivada por “risco de fuga para o exterior”. Já 4% mencionam como causa a atuação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que organizava uma vigília nas proximidades do condomínio onde o ex-presidente morava, argumento que teria sido apresentado oficialmente para justificar a adoção de uma medida mais rígida.

A tese de perseguição política aparece de forma minoritária no conjunto da população, mas ganha força entre os eleitores que se declaram bolsonaristas. Nesse segmento específico, 52% dizem acreditar que Bolsonaro foi preso por perseguição do STF.

Bolsonaro com advogado diante de Alexandre de Moraes em interrogatório da ação sobre a tentativa de golpe
Bolsonaro com advogado diante de Alexandre de Moraes em interrogatório da ação sobre a tentativa de golpe – Gustavo Moreno/STF

Ainda assim, mesmo entre seus apoiadores mais fiéis, há divisão: 18% afirmam que a prisão se deu por violação da tornozeleira eletrônica. A hipótese de tentativa de fuga, por outro lado, quase não encontra respaldo entre bolsonaristas, sendo citada por apenas 2% deles, contra 16% no total da amostra.

O levantamento também investigou a percepção sobre a legitimidade da prisão. Para 51% dos entrevistados, Bolsonaro “merece estar preso”. O índice varia de maneira acentuada conforme a preferência política. Entre eleitores que se identificam com o PT, o percentual chega a 91%.

Já entre bolsonaristas, apenas 4% concordam com a afirmação. O contraste evidencia o grau elevado de polarização política em torno do ex-presidente e do papel desempenhado pelas instituições judiciais.

Além da avaliação moral, a pesquisa mediu o impacto político da prisão. Para 56% dos brasileiros, Bolsonaro ficou “mais fraco” após a detenção. O resultado indica que, para a maioria do eleitorado, o episódio representa desgaste e perda de força política, com possíveis reflexos sobre o futuro do bolsonarismo.

Ao mesmo tempo, o fato de a narrativa de perseguição seguir predominante entre seus apoiadores sugere que o caso continuará sendo utilizado como elemento de mobilização do grupo, ainda que não encontre respaldo majoritário no país.

Fonte: DCM

Defesa pede ao STF que Bolsonaro fique no hospital até decisão sobre prisão domiciliar

Defesa afirma que retorno imediato à carceragem da PF seria incompatível com estado de saúde do ex-mandatário

O ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília-DF - 14/09/2025 (Foto: REUTERS/Mateus Bonomi)

A defesa de Jair Bolsonaro (PL) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que ele permaneça internado no hospital onde está em Brasília até que seja analisada a solicitação de prisão domiciliar de caráter humanitário, protocolada nesta semana. O requerimento, segundo a CNN Brasil, foi direcionado ao ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal.

No pedido, os advogados pedem que Bolsonaro não seja reconduzido à Superintendência da Polícia Federal, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tramar um golpe de Estado, enquanto o Supremo não tomar uma decisão definitiva sobre o cumprimento da pena em regime domiciliar.

☆ Pedido da defesa ao Supremo

No documento encaminhado ao STF, a defesa sustenta que a manutenção da internação é necessária diante do quadro clínico recente do ex-mandatário, descrito como ainda em evolução, além de intercorrências pós-operatórias que exigiriam acompanhamento médico contínuo e monitorado.

Bolsonaro está internado no Hospital DF Star após ter sido submetido a procedimentos cirúrgicos nos últimos dias. A equipe médica chegou a indicar a possibilidade de alta hospitalar nesta quinta-feira (1º, mas os advogados alertam que, caso o pedido de domiciliar seja negado, a liberação poderia resultar em transferência imediata para a Polícia Federal.

☆ Argumentos sobre o estado de saúde

A defesa argumenta que o retorno ao regime fechado logo após a alta médica ocorreria em condições clínicas incompatíveis com a rotina carcerária, considerando fatores como deslocamentos frequentes e limitações estruturais do sistema prisional. Segundo os advogados, esse cenário poderia representar risco concreto de agravamento do estado de saúde do ex-presidente.

☆ Histórico de negativas do STF

Este é o terceiro pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa de Bolsonaro. Os dois anteriores foram negados pelo ministro Alexandre de Moraes, em novembro e dezembro. Nas decisões, o relator apontou risco de fuga e destacou que o ex-presidente tinha acesso irrestrito a atendimento médico, afastando a justificativa de agravamento da saúde.

☆ Internação e procedimentos médicos

Bolsonaro foi hospitalizado em 24 de dezembro para tratar uma hérnia inguinal bilateral, mas acabou passando por quatro procedimentos cirúrgicos em cerca de uma semana. Entre eles, intervenções para conter crises persistentes de soluço e exames que identificaram esofagite, gastrite e picos de pressão arterial. Durante a internação, também houve solicitação de prescrição de antidepressivos.

☆ Próximos passos da decisão judicial

A análise do novo pedido caberá novamente ao ministro Alexandre de Moraes. Caso a solicitação seja negada, a expectativa é de que Bolsonaro seja transferido para a Superintendência da Polícia Federal logo após receber alta médica, conforme os trâmites da execução penal.

Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil

Financial Times prevê reeleição de Lula em 2026


Jornal britânico aponta favoritismo do presidente - “um político formidável” - em um cenário de economia sólida e fragmentação da direita

       Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é apontado como favorito para vencer as eleições presidenciais de 2026 e conquistar um quarto mandato à frente do Brasil. A avaliação faz parte de um amplo conjunto de previsões globais publicadas pelo Financial Times, que analisa os principais cenários políticos, econômicos e tecnológicos esperados para o próximo ano.

Segundo o jornal britânico, Lula chegará à disputa eleitoral beneficiado por uma combinação de fatores internos e externos. Entre eles estão o desempenho robusto da economia brasileira, sua reconhecida capacidade de campanha e o desgaste da oposição conservadora. A análise considera que o presidente terá amplas chances de vitória aos 80 anos de idade.

O Financial Times destaca que Lula também se fortaleceu politicamente ao adotar uma postura firme diante de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, resistindo a pressões e sinalizações externas. Esse posicionamento teria contribuído para reforçar sua imagem de liderança soberana no cenário internacional, além de mobilizar apoio interno em momentos de tensão diplomática.

Outro ponto central da previsão é a desorganização do campo da direita no Brasil. De acordo com o jornal, setores conservadores cometeram erros estratégicos ao defender sanções dos Estados Unidos contra o Brasil em reação ao julgamento de Jair Bolsonaro (PL), condenado por tentativa de golpe de Estado. A iniciativa teria produzido o efeito contrário, permitindo que Lula reunisse apoio nacional em defesa das instituições brasileiras.

O texto ressalta ainda as divisões internas da oposição, que enfrenta impasses sobre quem deverá liderar o campo conservador. Com Jair Bolsonaro preso, a direita se vê dividida entre lançar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ou apostar em um nome supostamente mais moderado. Essa fragmentação, segundo o Financial Times, reduz a capacidade de articulação eleitoral do grupo.

Fonte: Brasil 247 

Bolsonaro deve receber alta nesta quinta e retornar à cela na PF

Equipe médica diz que liberação depende apenas de “intercorrência”; ex-presidente seguirá tratamento contra soluços, gastrite e apneia na carceragem
Brasília (DF) - 22/11/2025 - Manifestação em frente à sede da Polícia Federal após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Médicos que acompanham Jair Bolsonaro confirmaram que o ex-presidente deve receber alta hospitalar na manhã desta quinta-feira (1º), caso não ocorra nenhum novo problema de saúde, e então poderá retornar à cela onde cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília.

A informação foi divulgada pela Agência Brasil, após entrevista coletiva concedida pela equipe médica do Hospital DF Star na tarde de quarta-feira (31), quando os especialistas atualizaram o estado de saúde do ex-presidente, internado desde 24 de dezembro.

“A princípio, a alta já está programada, salvo alguma intercorrência”, afirmou o cardiologista Brasil Caiado, em declaração literal aos jornalistas. Segundo ele, a decisão final será tomada após avaliação de rotina na manhã desta quinta. “Nós pretendemos chegar cedo [na quinta], fazer a avaliação de rotina e, se não houver nada de diferente, comunicar a superintendência da PF, aí já não depende mais de nós”, acrescentou.

Bolsonaro foi internado na véspera de Natal e passou, no dia seguinte, por uma cirurgia de hérnia inguinal. Ele havia sido autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a deixar a Superintendência da PF para realizar os procedimentos médicos.

Condenado a 27 anos de prisão no processo relacionado à trama golpista, Bolsonaro deverá continuar recebendo cuidados médicos mesmo após o retorno à carceragem, embora a equipe tenha indicado que caberá a ele manter o autocuidado na cela, com visitas médicas sempre que necessário ou solicitado.

⊛ Soluços persistentes levaram a novas intervenções

Durante a semana, Bolsonaro também foi submetido a pelo menos três cirurgias de bloqueio do nervo frênico, procedimento realizado na tentativa de conter uma crise persistente de soluços que, segundo os médicos, o acomete há meses. O nervo frênico é responsável pelo controle do diafragma, músculo essencial ao processo de respiração.

O cirurgião Claudio Birolini explicou que houve melhora, mas o problema não foi totalmente resolvido. “A gente notou que o bloqueio do diafragma dos dois lados diminuiu a intensidade dos soluços, mas não cessou a crise de soluços. Isso mostra que o estímulo não é do pescoço para baixo, mas é do pescoço para cima. É provavelmente um estímulo de origem no sistema nervoso central, que não adianta você fazer um bloqueio definitivo do nervo”, disse ele, literalmente.

Segundo o especialista, o tratamento seguirá com medicação e terapias alternativas, já que a hipótese médica é de que a origem do estímulo esteja relacionada ao sistema nervoso central.

⊛ Médicos relatam impacto emocional e uso de antidepressivos

A equipe médica também relatou que as crises de soluços têm sido o principal fator de desgaste emocional do ex-presidente durante a internação. O cardiologista Brasil Caiado descreveu oscilações importantes no estado psicológico do paciente.

“A gente percebe uma piora considerável nos momentos de soluços prolongados. A diferença no estado emocional, físico, ele fica bem abatido nas noites ou nos dias que ele passa com soluços. É o pior estágio. Ele já chegou aqui em um estado emocional mais deprimido, mas oscila muito”, avaliou o médico.

Ainda de acordo com os profissionais, Bolsonaro passou a utilizar medicamentos antidepressivos. Claudio Birolini relatou que o pedido partiu do próprio ex-presidente. “O próprio presidente pediu para fazer uso de algum medicamento antidepressivo, então, foi introduzido e a gente espera que esse tratamento passe a fazer algum efeito em alguns dias”, afirmou.

⊛ Cela reformada e rotina de autocuidado após alta

Com a alta, Bolsonaro deverá retomar a permanência em uma cela de aproximadamente 12 metros quadrados, reformada recentemente, segundo a reportagem. O espaço conta com paredes brancas, cama de solteiro, armários, mesa de apoio, televisão, frigobar, ar condicionado, janela e banheiro privativo.

Os médicos destacaram que o ex-presidente precisará manter cuidados básicos ligados principalmente à alimentação e ao refluxo. “Ele [Bolsonaro] está mais disciplinado, entendeu a importância de colaborar em relação à alimentação, a não deitar depois de comer, que é um ponto que gera muito refluxo, comendo de forma mais adequada, mais fracionada. Toda a nossa recomendação, ele está muito disciplinado e seguindo sempre”, afirmou Brasil Caiado.

⊛ Endoscopia indicou esofagite e gastrite, além de apneia do sono

No boletim médico mais recente, divulgado nesta quarta-feira logo após a coletiva, o Hospital DF Star informou que Bolsonaro apresentou melhora na crise de soluços e realizou uma endoscopia digestiva alta, que apontou persistência de esofagite e gastrite.

Outro problema enfrentado pelo ex-presidente é a apneia obstrutiva do sono. Para tratar a condição, a equipe médica introduziu o uso de um aparelho CPAP, que fornece fluxo constante de ar por meio de máscara para manter as vias aéreas abertas e evitar paradas respiratórias e ronco.

Claudio Birolini afirmou que Bolsonaro vem se adaptando bem ao equipamento e deverá continuar utilizando-o na carceragem. “Já é a segunda noite que ele usa a máscara, o CEPAP, ele se adaptou bem, disse que dormiu melhor e está sim indicado o uso contínuo enquanto ele tiver na carceragem. Inclusive, ele vai sair daqui com o aparelho”, declarou.

Com a perspectiva de alta nesta quinta-feira, a equipe médica deixou claro que o retorno à prisão dependerá apenas de avaliação clínica final — e, depois disso, a decisão logística ficará sob responsabilidade da Polícia Federal.

Fonte: Brasil 247

Taxação do Pix: Deputada e esposa de Boulos acionam MPF contra Jovem Pan por fake news


Natalia Szermeta Boulos e o marido, o ministro Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência) – Reprodução

A deputada estadual de São Paulo Ediane Maria (PSOL) e a pré-candidata a deputada federal Natalia Szermeta Boulos protocolaram uma representação no Ministério Público Federal contra a rádio Jovem Pan. O pedido foi apresentado após a emissora divulgar a informação falsa de que o governo federal passaria a taxar operações realizadas por meio do Pix. A declaração foi veiculada no Programa Pânico no dia 2 de dezembro.

Na representação, as duas apontam que a informação sobre suposta taxação do Pix não corresponde aos dados oficiais divulgados pela Receita Federal. Ediane e Natalia afirmam que a veiculação de conteúdo falso pode confundir usuários do sistema de pagamentos instantâneos e solicitam que o MPF apure o caso. O Pix é hoje o principal meio de transferência financeira no país e é administrado pelo Banco Central do Brasil.

O documento apresentado ao Ministério Público Federal pede a revogação das concessões públicas da emissora por suposto abuso da liberdade de radiodifusão. Também solicita investigação de eventual prática dos crimes de estelionato e contra o sistema financeiro nacional, em razão do conteúdo divulgado envolvendo a suposta cobrança sobre transações via Pix.

A deputada estadual de São Paulo Ediane Maria (PSOL) de camisa vermelha, sorrindo e comemorando
A deputada estadual de São Paulo Ediane Maria (PSOL) – Reprodução
A Jovem Pan divulgou nota na segunda-feira (29) admitindo que a informação veiculada era falsa. Segundo a emissora, “a Receita Federal não vai taxar, a partir de 1º de janeiro, transações financeiras com valor igual ou acima de R$ 5.000, ao contrário do que foi veiculado pelo Programa Pânico, da Jovem Pan, no dia 2 de dezembro”. A rádio acrescentou que vídeos com o mesmo conteúdo circulam nas redes sociais e pediu desculpas pelo erro, afirmando compromisso com a correção das informações.

Ediane Maria e Natalia Szermeta também mencionam no pedido a decisão judicial de novembro em que a Jovem Pan foi condenada pela Justiça de São Paulo ao pagamento de R$ 1,58 milhão por danos morais coletivos. A condenação está relacionada à disseminação de desinformação e ao incentivo a atos antidemocráticos nas eleições de 2022. Para as autoras, o histórico de decisões judiciais é relevante para embasar a nova representação apresentada ao MPF.

A peça enviada ao Ministério Público solicita ainda que sejam avaliadas eventuais sanções administrativas na esfera das concessões públicas. O pedido inclui análise sobre o cumprimento das obrigações legais previstas para emissoras de rádio, como a observância do dever de informação correta e a responsabilidade na veiculação de conteúdo jornalístico e de entretenimento.

O Ministério Público Federal deve analisar a representação e decidir sobre a abertura de procedimento para apuração dos fatos narrados. Até o momento, não há definição de prazos ou andamento do caso. A representação envolve uma emissora de alcance nacional e um tema de grande repercussão, já que o Pix é utilizado diariamente por milhões de pessoas para pagamentos, transferências e recebimentos em todo o país.

Fonte: DCM