quarta-feira, 17 de junho de 2026

Instrutores presos por morte em rope jump dizem não saber explicar erro

 

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas. Foto: Reprodução.


Os três instrutores presos pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, disseram à Polícia Civil no sábado (13) que não sabem explicar o erro que levou a jovem a ser lançada sem a corda de segurança em um salto de rope jump no interior de São Paulo. A EPTV, afiliada da TV Globo, obteve nesta quarta-feira (16) vídeos com trechos dos depoimentos.

A polícia prendeu Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, Maicon Fernandes Cintra, de 42, e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27. O trio integrava um grupo que oferecia saltos de 40 metros na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, por R$ 180. Na manhã da morte, o evento reuniu cerca de 100 participantes e grupos informais promoveram a atividade.

Luis Felipe e Maicon admitiram que tinham a responsabilidade de colocar as cordas antes do salto, mas não detalharam a divisão de tarefas. Vitor afirmou que a equipe o chamou para levantar a vítima e também disse que o grupo não sabe explicar o sumiço da câmera que estava com Maria Eduarda. Testemunhas relataram que a jovem usava uma câmera quando caiu.

O advogado Rafael Gomes dos Santos, que representa os instrutores, afirmou em nota que vai pedir habeas corpus. Ele disse que discorda da tipificação dolosa do caso e que os acusados não tiveram intenção nem assumiram o risco da morte. No sábado, o advogado classificou o episódio como uma “triste fatalidade”. A modalidade de rope jump não tem regulamentação definida no país, e as investigações iniciais apontam que não havia autorização para saltos na Ponte do Esqueleto.

Fonte: DCM

Nenhum comentário:

Postar um comentário