sábado, 23 de maio de 2026

Eduardo Bolsonaro é visitado por jornalista, pira e mulher chama a polícia: “Parceiro do PCC”


            Eduardo Bolsonaro e a mulher Heloísa no Texas

A influenciadora Heloísa Bolsonaro, esposa do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), enrolado no caso do filme sobre Jair bancado por Daniel Vorcaro, publicou nesta sexta-feira (22) mensagens no Instagram relatando o desespero com a visita de um repórter do Intercept em sua residência no Texas, nos EUA.

Na publicação, ela classificou o jornalista como “parceiro do PCC” e afirmou ter acionado as autoridades.

“Como você se sentiria sabendo que um parceiro do PCC bateu à sua porta?”, escreveu, sem nenhum fundamento para a acusação. Ela afirmou que estava saindo do banho quando a campainha tocou e sua filha Georgia, de 5 anos, acreditou que era o pai que havia chegado.

“Ele se identificou, falando em inglês, como repórter do Intercept e queria apenas confirmar que eu vivia aqui com minha família. Fechei a porta. Ele entrou no carro, ficou mexendo no celular e saiu”, relatou.

Heloísa afirmou que continuou observando a movimentação do visitante e que voltou a vê-lo pouco depois circulando pelo bairro. “Eu continuei olhando, me tremendo toda. Eis que o vejo novamente, tocando a campainha de todas as casas vizinhas, buscando detalhes sobre nossas vidas e rotinas”, escreveu.

“A polícia chegou e prestou um excelente atendimento, disponibilizando viaturas para fazer a ronda de nossa casa, bem como monitorar pelas câmeras do bairro se o repórter irá retornar ou importunar, fotografar ou perturbar nossa privacidade. Felizmente, estamos num país de leis e, nos EUA, importunar famílias em suas casas é crime”.

Ela também declarou que sua família vive legalmente no país e não teme a atuação das autoridades. “O medo que eu sinto de ter meu endereço exposto não é sobre narrativas que especulam nosso padrão de vida, mas é ter nossa segurança vulnerável”, declarou. No mesmo texto, ela relacionou o episódio à atuação política do marido e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). “Sabemos o quão combatente meu marido é contra o sistema e seus asseclas, e quanto o governo do meu cunhado, Flávio Bolsonaro, será duro no combate ao crime organizado.”

Pouco depois, Eduardo Bolsonaro comentou o caso em suas redes e em entrevista à Jovem Pan. Eduardo alegou que recebeu uma ligação da esposa relatando a situação e retornou para casa.

“A esposa com a voz trêmula, tivemos que chamar a polícia. E aí você já imagina como é que fica, né, cara? Eu com duas crianças dentro de casa, a gente sempre pensa no pior. Então botamos a décima marcha no carro, viemos aqui correndo”, disse.

“As pessoas que batem na porta da sua casa aqui são pessoas convidadas, você está esperando aquela visita, você conhece as pessoas”, afirmou. “Aqui tem um crime de stalking, tem um crime de invasão de propriedade, tem um crime de distúrbio da privacidade. Isso daí não é brincadeira.”

Ele ainda fez uma ameaça, dizendo que “as pessoas têm arma dentro de casa” no estado onde ele reside.

Segundo Eduardo, os policiais registraram a ocorrência, receberam fotografias do homem apontado por sua esposa e prometeram reforçar o patrulhamento na área. O deputado afirmou ainda que os agentes orientaram a família a entrar em contato imediatamente caso o visitante volte ao local.

“A polícia falou que a próxima vez, se porventura a pessoa aparecer por aqui, para ligar para eles na hora. Porque aí a abordagem é feita na hora. Vai depender do grau do ocorrido — a pessoa pode ser detida, levada para a delegacia”, declarou.

A casa do aliado
Nesta semana, o ex-bolsonarista Rodrigo Constantino relatou em seu perfil no X que o ex-secretário de Fomento e Incentivo à Cultura André Porciúncula, aliado de Eduardo, declarou patrimônio de R$ 164 mil à Justiça Eleitoral nas eleições municipais de 2024.

Apesar disso, reside em uma casa avaliada em US$ 726 mil, cerca de R$ 3,6 milhões, na cidade de Arlington, na região metropolitana de Dallas, no Texas, onde vive o patrão.

Na prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral em 2024, quando disputou uma vaga na Câmara Municipal de Salvador, Porciúncula informou ter apenas um Honda HR-V avaliado em R$ 86 mil, uma motocicleta Honda NXR160 estimada em R$ 8 mil e participações societárias que somam R$ 70 mil. O total declarado foi de R$ 164 mil.

Os registros eleitorais também mostram redução significativa do patrimônio declarado pelo ex-secretário. Em 2022, ele informou possuir R$ 522 mil em bens. Entre os ativos declarados naquela ocasião estava um terreno localizado no Alphaville Brasília, avaliado em R$ 350 mil, que deixou de constar na declaração apresentada dois anos depois.

Mensagens obtidas pelo Intercept indicam que Eduardo Bolsonaro teria defendido que os pagamentos referentes ao filme sobre seu pai fossem realizados nos Estados Unidos, sob o argumento de facilitar as operações financeiras. A residência de Porciúncula foi adquirida pelo Mercury Legacy Trust, do advogado de Eduardo, Paulo Calixto.

Calixto também gere o Havengate, fundo que recebeu R$ 61 milhões do Banco Master para, supostamente, financiar “Dark Horse”.

O relato de Heloísa Bolsonaro no Instagram

Fonte: DCM

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