quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Lula exalta recordes do terceiro mandato em mensagem de fim de ano

O presidente defendeu a importância da justiça, da democracia e de um Brasil soberano, além de prometer mais ações para o ano de 2026

     Lula (Foto: Divulgação (X))

Em mensagem de fim de ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou nesta quarta-feira (31) uma postagem na rede social X para destacar algumas conquistas da sua gestão. No post, Lula defendeu a importância da justiça, da democracia e de um Brasil soberano, além de prometer mais ações para o ano de 2026.

Confira a íntegra da mensagem:

Estamos terminando 2025 com ótimas notícias nessa última semana, batendo recordes em cima de recordes:

● Menor taxa de desemprego da história (5,2%)

● Maior número de pessoas ocupadas (103 milhões)

● Maior número de pessoas com carteira assinada (39,4 milhões)

● Maior rendimento médio real do trabalhador (R$ 3.574)

● Vamos alcançar a menor inflação acumulada em quatro anos desde o Plano Real

● Maior alta acumulada das ações na bolsa de valores (34%) e maior valorização do Real diante do dólar desde 2016 (11,1%)

● Maior número de turistas estrangeiros (9 milhões)

● Maior investimento direto líquido no país desde 2012 (US$ 84,2 bilhões no acumulado de janeiro a novembro)

Em 2026, seguiremos comprometidos com um Brasil justo, democrático e soberano. E vamos entregar muito mais.

Um abraço carinhoso e um feliz Ano Novo meu e da Janja para todas as famílias brasileiras.

Fonte: Brasil 247

Moro expõe seu recalque contra Lula e leva uma surra nas redes

Ex-juiz suspeito faz post grotesco contra Lula, no momento em que o Brasil atinge o menor desemprego da história

Brasília (DF) - 04/05/2024 - O senador Sergio Moro (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

O ex-juiz suspeito Sergio Moro, hoje senador, revelou neste fim de ano que não consegue se libertar do seu recalque em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o maior vencedor da história política brasileira e favorito para obter um quarto mandato em 2026. Em um post grotesco nas redes sociais, Moro afirmou que deseja o fim dos governos do PT — o que fez com que ele levasse uma surra nos comentários.

Internautas rebateram o post feito pelo senador. ‘A Direita é tão competente que já está apelando pra imprensa internacional direitista porque está com medo de perder as eleições’.

Um perfil escreveu: ‘meu desejo é que a PF conclua o inquérito sobre a 13a Vara de Curitiba, e o senhor, finalmente encontre o destino que o brasileiro honrado sempre esperou. Feliz inquérito novo!’.

‘Nada a melhorar no judiciário?’, questionou outra pessoa. ‘Por favor, saia do Senado e deixe a vaga para quem se preocupa com o que está acontecendo no Brasil’.

Um perfil escreveu: ‘2026 promete com os arquivos da ‘13° Vara Gate’. Vai ter muita emoção mesmo’. Um internauta pediu que “nunca mais tenhamos juízes parciais nos tribunais”.

Estatísticas econômicas

O ex-juiz declarado suspeito pelo Supremo Tribunal Federal publicou seus ataques ao presidente Lula em um contexto no qual alguns números apontaram o menor índice de desemprego da história do Brasil.

A taxa de desocupação (5,2%) no trimestre encerrado em novembro de 2025 foi a menor da série histórica iniciada em 2012, recuando nas duas comparações: -0,4 ponto percentual (p.p.) frente ao trimestre móvel anterior (5,6%) e -0,9 p.p. ante o mesmo trimestre móvel de 2024 (6,1%).

A população desocupada (5,6 milhões) foi o menor contingente da série histórica, recuando 7,2% (menos 441 mil pessoas) no trimestre e caindo 14,9% (menos 988 mil pessoas) no ano. A população ocupada (103,0 milhões) foi recorde da série histórica, crescendo nas duas comparações: 0,6% (601 mil pessoas) no trimestre e 1,1% (mais 1,1 milhão) no ano.

O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi a 59,0%, recorde da série histórica, variando 0,2 p.p. no trimestre (58,8%) e ficando estável no ano (58,8%).

 

 

 

 

 

Fonte: Brasil 247

Como a imprensa repete contra Moraes e o STF a estratégia usada contra Lula na Lava Jato


Texto de Malu Gaspar publicado em seu blog diz que ela ouviu de seis pessoas diferentes relatos sobre encontros particulares de outras duas pessoas diferentes

No último dia 22, Malu Gaspar publicou um texto em seu blog no jornal O Globo afirmando que tinha ouvido de seis “fontes” diferentes que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes havia procurado o presidente do Banco Central, em conversas particulares em que apenas os dois participaram, para falar em defesa do Banco Master.

Quer dizer: as fontes de Malu não ouviram a conversa, apenas relatos sobre a conversa. Assim, um dos participantes da conversa teria que ter contado seu teor para, pelo menos, seis pessoas, e todas elas são fontes de Malu Gaspar, que confia plenamente na precisão de seus relatos, já que o título de seu texto afirma categoricamente que Moraes intercedeu em nome do banco privado junto ao presidente do BC.

Temos o caso da criação de uma reportagem sem provas para dar origem a uma denúncia na Justiça que gera uma nova reportagem.

Nem Malu e nem suas fontes possuem qualquer prova de que esses relatos são verdadeiros. Mas Malu acredita em suas fontes e espera que o leitor também acredite, muito embora não conte a ninguém quem elas são. As seis fontes não querem ter seus nomes divulgados, não apresentam qualquer prova do que afirmam nem explicam como obtiveram a suposta informação.

Assim, trata-se de um texto imprestável para o processo judicial, que trabalha com provas, que são de três tipos: documental, pericial e testemunhal. O texto de Malu não traz qualquer uma delas, já que a prova testemunhal, por óbvio, só pode ter algum valor quando a testemunha é conhecida, tem nome, sobrenome, RG.

Tal fato não impediu que políticos à direita no espectro político passassem a protocolar acusações e pedidos de investigação junto à Procuradoria-Geral da República. Tais pedidos vêm sendo sistematicamente recusados, dada a total falta de provas ou indícios válidos que justifiquem a abertura de um procedimento investigatório de um órgão de fiscalização oficial.

O último pedido foi protocolado na segunda (30), pelo vereador de Curitiba Guilherme Kilter, do Partido Novo. Ele não incluiu em seu pedido qualquer informação adicional aos relatos anônimos (e, portanto, imprestáveis juridicamente) que Malu Gaspar publicou em seu blog. Assim, é de se imaginar que tal pedido deverá ter o mesmo destino que os anteriores.

Ainda assim, no mesmo dia da protocolação do pedido, Malu Gaspar já publicou em seu blog que, graças ao seu texto anterior com fontes anônimas, um “novo pedido para investigar Moraes havia sido entregue à PGR”.

Retroalimentação: reportagem sem prova de Malu Gaspar gera uma acusação judicial sem prova, que gera nova reportagem da mesma jornalista (Fonte: O Globo)


É um sistema de retroalimentação: a reportagem sem prova gera uma acusação sem prova que gera uma nova reportagem que usa como fonte a acusação e a reportagem original.
Ação do jornal é idêntica à que utilizou para dar origem ao processo do triplex de Moro

A tendência atual – a julgar pelo que diz a lei e pelas decisões até agora proferidas pela PGR – é a de que os relatos apócrifos de Malu Gaspar não gerem qualquer consequência jurídica. Por que, então, tanto a titular do blog quanto a organização empresarial para a qual trabalha acham que poderão gerar, com seu texto de fontes anônimas, uma denúncia e, até, eventual condenação de quem acusam de tráfico de influência (o ministro Alexandre de Moraes)?

É porque esse mesmo ardil, utilizado por esse mesmo jornal, já deu certo em um passado recente, no âmbito da extinta Operação Lava Jato, do Ministério Público Federal no Paraná (MPF-PR), tendo como alvo da acusação apócrifa da vez o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A reportagem que deu origem ao processo do triplex que o ex-juiz Sergio Moro dizia ser de Lula é de autoria da repórter Tatiana Farah, e foi publicada no jornal O Globo no dia 10 de março de 2010. Foi a repórter quem disse, pela primeira vez, que o triplex pertencia ao então ex-presidente.

Assim como Malu Gaspar faz agora, Tatiana Farah não apresentou qualquer prova nem revelou quem tinha passado a ela a “informação”. É ler para crer.



Reportagem do jornal O Globo, com fonte anônima e sem apresentação de provas, que deu origem ao processo do triplex de Sergio Moro (fonte: O Globo)

A diferença entre um caso e outro é uma só: enquanto a PGR, agora, recusa-se a tratar com relevância jurídica um texto baseado em fontes apócrifas, o então procurador do MPF-PR Deltan Dallagnol e o então juiz Sergio Moro entenderam que a reportagem sem provas e fontes do jornal era suficiente para denunciar e, depois, condenar o acusado (Lula), ainda que ele nunca tendo morado no tal imóvel nem tenha figurado como seu proprietário nas escrituras cartorárias. As fontes de Tatiana Farah e do jornal carioca valeram mais do que as provas documentais.

Ao acatar a denúncia de Dallagnol, Moro deixou bem claro que o fazia baseado na reportagem de fontes anônimas do jornal O Globo. Abaixo, segue trecho da decisão:

“Corrobora a consumação dessa operação de lavagem de capitais, em 2009, o fato de que, alguns meses após a assunção do empreendimento Mar Cantábrico pelo Grupo OAS, em 10 março de 2010, foi publicada matéria pelo Jornal ‘O Globo’ intitulada ‘Caso Bancoop: triplex do casal Lula está atrasado’. Essa matéria dava conta de que o então presidente Lula e Marisa Letícia seriam contemplados com uma cobertura triplex, com vista para o mar, no referido empreendimento” .

Depois, seguindo o mesmo roteiro repetido agora por Malu Gaspar, o próprio jornal O Globo utilizou a denúncia do MPF-PR, que tinha como fonte a reportagem sem prova do jornal, para criar uma nova reportagem, retroalimentando o sistema e completando o ardil.

Retroalimentação: reportagem sem prova do jornal O Globo gera uma acusação judicial sem prova, que gera nova reportagem do mesmo jornal (fonte: O Globo)

Mídia comercial adere à acusação sem provas e replica como verdade os relatos apócrifos

O último ato da orquestração para transformar relatos apócrifos em fato consumado e com valoir jurídico se dá com a adesão dos outros órgãos da imprensa comercial à reportagem de fontes anônimas original, dando ares de verdade ao que nunca restou provado.

Tal expediente foi utilizado à exaustão no período da Lava Jato. Jornalistas do jornal O Globo, como Sergio Roxo e Merval Pereira, publicavam “reportagens” baseadas em offs e sem documentos comprobatórios, que eram republicadas como verdade por jornalistas como Eliane Cantanhêde e Vera Magalhães, as duas então no jornal Estado de S.Paulo, ou Kátia Seabra, da Folha de S.Paulo. E vice-versa.

Atualmente, a estratégia se repete. No último dia 22, por exemplo, o maior portal de notícias do país, o UOL, que pertence ao Grupo Folha, publicou reportagens e vídeos dizendo que “Moraes procurou Galípolo para interceder pelo Master no BC”. Qual é a fonte do portal, que se orgulha de possuir uma equipe de mais de 300 jornalistas, para publicar tão relevante informação? Apenas a reportagem de fontes anônimas de Malu Gaspar.

A orquestração da mídia comercial: jornais e portais se retroalimentam com “notícias” baseadas em fontes anônimas (fonte: UOL)
Um dia após a publicação do UOL, a jornalista Eliane Cantanhêde, do jornal o Estado de S.Paulo, foi além: não apenas republicou como verdade a reportagem original de Malu Gaspar como adicionou uma nova e bombástica “informação”: a de que “Alexandre de Moraes chegou a ligar seis vezes em um dia ao Banco Central para tratar do Banco Master”.

Eliane Cantanhêde não grampeou Alexandre de Moraes nem o presidente do Banco Central, mas conhece o teor das conversas telefônicas entre os dois (fonte: jornal Estado de S.Paulo)

Quer dizer: o jornal publica não apenas o “fato” de que Moraes fez seis ligações telefônicas em só dia para o presidente do BC, mas conta também qual foi o teor da conversa entre os dois, conversa esta unicamente escutada pelos dois participantes do diálogos, salvo a existência de alguma interceptação telefônica, ilegal ou autorizada pela Justiça.

Então, como o jornal ficou sabendo do teor desses diálogos ou até de sua mera existência? Quais são suas provas documentais, periciais ou testemunhais para acusar um ministro do STF de tráfico de influência? Resposta: as fontes anônimas de Eliane Cantanhêde.

Parece piada, mas não é. É ler para crer. Afinal, é possível acreditar em qualquer coisa quando se tem muita vontade.

Fonte: DCM

Conheça os herdeiros de Oscar Maroni e do Bahamas


      Aratã e Aruã, filhos de Oscar Maroni. Foto: Divulgação

A sucessão no Bahamas Hotel Club, uma das casas noturnas mais conhecidas de São Paulo, passou para as mãos dos filhos de Oscar Maroni no início de 2024. Aratã Maroni (38) e Aruã Maroni (42) assumiram a direção após o afastamento do empresário, diagnosticado com Alzheimer, e passaram a conduzir uma reestruturação administrativa, financeira e de imagem do negócio localizado em Moema.

Segundo Aratã, a transição foi marcada por dificuldades internas e descobertas de irregularidades. “Houve muito roubo”, afirmou, ao relatar desvios financeiros, problemas no caixa e uso indevido de cartões, o que resultou na troca completa da equipe administrativa. A situação levou os herdeiros a fechar temporariamente a casa, que foi reaberta em setembro de 2024, durante a comemoração dos 30 anos do Bahamas.

Mesmo fora da gestão, Oscar Maroni, que morreu nesta quarta (31), aos 74 anos, seguiu como principal referência simbólica da marca. “Quem quiser copiar alguém como meu pai está ferrado. É muito icônico, muito singular”, disse Aratã em entrevista ao UOL em novembro.

A sucessão não foi planejada e ocorreu em meio ao agravamento do estado de saúde do empresário. Aratã afirmou que o pai já apresentava dificuldades de gestão antes do diagnóstico, o que impactou diretamente o funcionamento da casa em 2023. Após uma queda e internação em UTI, a família decidiu exigir acompanhamento médico, e Maroni passou a viver em uma casa de repouso.

Fonte: DCM

Governo vai investigar ofensas a Lula que vão de memes a nome de wi-fi; entenda


     O presidente Lula. Foto: Divulgação

O governo federal solicitou, nos últimos anos, ao menos 57 investigações por supostos crimes contra a honra do presidente Lula. Os pedidos envolvem episódios variados, desde pessoas que gritaram “Lula ladrão” em vias públicas até o caso de um militar que batizou uma rede de wi-fi com a mesma frase.

Os dados mostram que 20 apurações foram abertas em 2023, 12 em 2024 e 25 em 2025, todas sob sigilo. Entre os casos estão montagens divulgadas em redes sociais em que o presidente aparece chamado de “Zé Pilantra” ou caracterizado como Zé Pilintra, entidade das religiões de matriz africana.

Também houve investigação motivada por um áudio enviado em grupo de WhatsApp no qual uma mulher ameaçava “pegar um revólver e furar ele todo na bala”, episódio que levou o próprio Lula a cobrar apuração.

Outro inquérito foi aberto após uma mulher se aproximar da residência do presidente, em São Paulo, em dezembro de 2024, com cartazes contra Lula e o ministro Alexandre de Moraes. Ao ser abordada pela Polícia Federal, ela chamou um agente de “macaco” e acabou denunciada pelo Ministério Público Federal por injúria racial.

Parte dessas apurações acabou arquivada. Um dos casos envolvia o influenciador Pablo Marçal, que afirmou que Lula teria “desviado mais de R$ 1 trilhão”. A Procuradoria entendeu que se tratava de crítica política, diferente de “caluniar, difamar ou ferir a honra alheia”.

Governo pediu inquérito por montagem de Lula chamado de ‘Zé Pilantra’ e vestido como Zé Pilintra. Foto: Divulgação

Em outro caso, a Justiça Federal arquivou investigação contra integrantes do MBL que gritaram “Lula, ladrão, seu lugar é na prisão” durante evento em Osasco. Para o MPF, o contexto de “profundo acirramento” político exigia observar a “proporcionalidade das medidas”.

Nos quatro anos do governo Jair Bolsonaro, o Ministério da Justiça havia solicitado 16 investigações por possíveis crimes contra a honra. Naquele período, casos mais rumorosos foram enquadrados na antiga Lei de Segurança Nacional, como o processo contra um professor que instalou outdoors com críticas ao então presidente.

Uma das investigações abertas no atual governo teve o ex-presidente como alvo. O inquérito apura o compartilhamento de mensagem que associava Lula ao ex-ditador sírio Bashar al-Assad e à execução de pessoas LGBTQIA+. O caso foi instaurado em julho e segue em análise.

Cabe ao Ministério da Justiça requisitar a apuração de possíveis ofensas ao presidente. Em nota, a pasta comandada por Ricardo Lewandowski afirmou avaliar a “conveniência e a oportunidade de se requisitar a promoção da ação penal” e disse que a requisição “tem a função de autorizar o livre desempenho” das instituições do sistema penal.

Fonte: DCM

Médico revela que Bolsonaro quer começar a tomar antidepressivo


       O ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Divulgação

Internado desde 24 de dezembro no DF Star, o ex-presidente Jair Bolsonaro pediu para iniciar o uso de medicamento antidepressivo. A informação foi confirmada pela equipe médica responsável pelo acompanhamento do paciente em Brasília, durante coletiva concedida nesta quarta-feira (31).

O cirurgião Cláudio Birolini explicou que ele já havia utilizado antidepressivo em outro momento, porém em dosagem menor. “Agora, estamos tratando de forma melhor e espera-se que o tratamento possa fazer efeitos em alguns dias”, afirmou o médico ao comentar a decisão adotada durante a internação.

O cardiologista Brasil Ramos Caiado relatou que o estado emocional do ex-presidente se agrava nos períodos de crises prolongadas de soluços, motivo principal da hospitalização. Segundo ele, nesses episódios Bolsonaro “fica bem abatido”. “Ele já chegou aqui em um estado emocional mais deprimido, mas oscila muito”, disse.

De acordo com a equipe, a expectativa é de alta hospitalar nesta quinta-feira (1), embora o horário ainda não tenha sido definido. Após deixar o hospital, o ex-presidente deverá seguir em acompanhamento médico. “Após a alta, é comum o acompanhamento [médico] do paciente”, explicou Birolini, acrescentando que a equipe irá ao local sempre que necessário.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deitado em cama de hospital
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em hospital – Reprodução
A internação teve início após crises recorrentes de soluço. No dia 25 de dezembro, Bolsonaro foi submetido a uma cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral. Dois dias depois, passou por bloqueio do nervo frênico do lado direito como tentativa de controlar o quadro.

Mesmo após o procedimento, os sintomas persistiram. Na segunda-feira (29), houve nova intervenção no nervo frênico e, na terça-feira (30), outra tentativa de bloqueio foi realizada, diante da continuidade das crises, segundo os médicos.

Antes da internação, ele estava detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Com a alta médica, a previsão é de retorno à unidade, onde cumpre pena determinada pelo Supremo Tribunal Federal. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo que apurou a trama golpista.

Fonte: DCM

Bahamas Club, prisão e “A Fazenda”: quem era Oscar Maroni, morto aos 74 anos

 

Oscar Maroni algemado. Foto: Folhapress
O empresário Oscar Maroni, morto nesta quarta (31) aos 74 anos, ficou conhecido por excessos, reacionarismo político e exposição permanente. Dono do Bahamas Club, um prostíbulo de luxo, ele se tornou um dos personagens mais conhecidos da noite paulistana, sempre associado ao entretenimento adulto, a disputas judiciais e a declarações que buscavam provocar reação.

Nos últimos anos, vivia afastado da vida pública em razão do Alzheimer e estava internado em uma casa de repouso. Antes de ganhar notoriedade como empresário, Maroni teve uma formação distante dos holofotes. Graduou-se em Psicologia e manteve consultório próprio por cerca de cinco anos.

No início da vida profissional, chegou a trabalhar em um trailer de lanches enquanto estudava, período em que conheceu Marisa, com quem se casou e teve quatro filhos: Aritana, Aruã, Aratã e Acauã.

A virada definitiva ocorreu com a fundação do Bahamas Club, em Moema, que se tornou um dos estabelecimentos mais conhecidos do país no segmento adulto. O local foi alvo de interdições, investigações e acusações criminais ao longo dos anos.

Oscar Maroni no reality show “A Fazenda”. Foto: Reprodução

Em 2007, Maroni chegou a ser preso e acusado de exploração da prostituição e outros crimes, mas respondeu em liberdade e, anos depois, foi absolvido em decisões confirmadas pela Justiça e pelo STJ.

Outro episódio que envolveu o empresário foi a construção do Oscar’s Hotel, próximo ao Aeroporto de Congonhas. Após o acidente com o voo da TAM, o prédio teve o alvará cassado pela prefeitura. Maroni reagiu publicamente, acusou perseguição política e transformou o impasse técnico em confronto direto com o poder público.

Em 2014, ampliou sua exposição ao participar do reality show “A Fazenda”, da Record, e ser o primeiro eliminado da edição. A relação com a política também seguiu esse padrão: Maroni prometeu distribuir cerveja gratuitamente quando Lula fosse preso e exaltou figuras do Judiciário ligadas à Lava Jato.

Em 2018 prometeu cerveja grátis por um mês para comemorar a prisão de Lula.

Nos últimos anos, com o avanço do Alzheimer, a gestão de seus negócios passou aos filhos.

Fonte: DCM

Morre Oscar Maroni, dono do Bahamas, aos 74 anos

O empresário Oscar Maroni, dono do Bahamas. Foto: Reprodução

O empresário Oscar Maroni morreu nesta quarta (31), aos 74 anos, em São Paulo. Dono do Bahamas Club e figura conhecida da noite paulistana, ele sofria de Alzheimer e estava internado em uma casa de repouso na capital. A morte foi confirmada por sua assessoria pessoal e a cerimônia de despedida será restrita a familiares e amigos próximos.

Em nota, a família afirmou que Maroni viveu de forma intensa e manteve fidelidade às próprias convicções e à ideia de liberdade pessoal. “Mais do que um empresário, foi um homem que marcou seu tempo e deixou uma história que jamais será esquecida”, diz o comunicado. Ele deixa quatro filhos: Aritana, Aratã, Acauã e Aruã.

Fundador do Bahamas Club, em Moema, zona sul de São Paulo, tornou-se personagem frequente de controvérsias tanto pela atuação no entretenimento adulto quanto por declarações públicas e posicionamentos políticos.

Um dos episódios mais criticados ocorreu durante a prisão de Lula, em abril de 2018. Na ocasião, imagens que circularam nas redes sociais mostravam uma mulher amordaçada e imobilizada em um palco do estabelecimento, em uma cena associada à comemoração da prisão. Ao lado, banners exibiam imagens da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia e do então juiz federal Sérgio Moro.

As imagens mostravam Maroni vestido de presidiário, segurando uma mulher seminua e tampando sua boca. Segundo informações divulgadas à época, o evento teria incluído distribuição de bebidas e acesso gratuito a mulheres para um público formado apenas por homens.

Oscar Maroni durante festa no Bahamas que comemorou prisão de Lula. Foto: Reprodução
Dois anos antes, em 2016, Maroni havia prometido distribuir cerveja gratuitamente caso Lula fosse preso, afirmando ter milhares de unidades “no gelo”. Em publicações nas redes sociais, disse que pretendia fazer uma festa em homenagem a Cármen Lúcia e Moro, citados por ele como “exemplos de dignidade”.

A causa da morte de Oscar Maroni não foi divulgada. Nos últimos anos, ele já não aparecia em público devido ao avanço do Alzheimer e havia se afastado das atividades comerciais.

No último ano, os filhos ingressaram com um pedido de curatela após o agravamento do quadro de saúde do empresário. A medida transferiu a responsabilidade legal sobre a administração de seu patrimônio, diante da perda de capacidade para gerir os próprios bens.

Fonte: DCM