A atriz Luana Piovani voltou a viralizar nas redes sociais nesta quinta-feira (9) após se definir como uma “evangélica macumbeira” durante entrevista ao podcast “Conversa Vai, Conversa Vem”, do Globo. A declaração provocou forte repercussão, com milhares de comentários, elogios e críticas, e recolocou a atriz no centro do debate sobre religião, identidade e espiritualidade.
Ao explicar a frase, Luana associou sua posição a uma busca por reconexão com suas origens brasileiras e a um incômodo crescente com a postura de parte da comunidade evangélica.
Na entrevista, a atriz contou que passou anos cultivando curiosidade sobre religiões de matriz africana até decidir dar esse passo. “Acabei de me tornar macumbeira e estou muito feliz e orgulhosa. […] Levei anos tendo curiosidade, sem saber se era a hora e se eu realmente queria. Mas chega num momento da vida… 50 anos, né?”, afirmou.
Em seguida, explicou o que motivou essa aproximação. “Sou brasileira, tudo que é de matriz africana me interessa, é meu povo, minha música, meu DNA. […] Fui para Salvador, era a hora de eu ir a um terreiro e me aproximar de algo com que me identifico tanto”.
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Luana também relacionou essa escolha a uma reflexão sobre a história do Brasil e sobre a dívida histórica com os povos de origem africana.
“Eu fui crescendo e vendo que tava tudo errado e que a gente tem uma dívida de 500 anos [com os povos de origem africana]. Então eu viajei a Salvador e decidi que era a hora de eu ir em um terreiro”, disse. Para ela, a espiritualidade não precisa ser entendida de forma fechada ou exclusiva, mas como uma experiência mais ampla, ligada ao respeito e ao amor.
Criada como Adventista do Sétimo Dia pela avó, a atriz afirmou que continua próxima da crença cristã, embora hoje faça críticas duras ao comportamento de muitos evangélicos. “Sou evangélica e tenho lugar de fala para dizer: a maioria dos evangélicos hoje é uma raça que, pelo amor de Deus! Achou ruim? Come menos! Caguei para vocês!”, declarou.
Em outro trecho, aprofundou a crítica ao afirmar que “o evangélico de hoje é o que há de pior no ser humano” e que se tornou “o protótipo de um ser desprezível. De alguém que não respeita a diferença”.
Ao falar da própria formação religiosa, Luana misturou memória familiar e revisão pessoal de crenças. “Li a Bíblia, fui para Israel, sempre gostei muito da cultura judaica por conta do Velho Testamento. Religião é reverenciar e respeitar a natureza, os seres humanos, a diversidade, pregar o amor”, disse.
Com ironia, também comentou a reação que imagina da avó diante de sua nova fase espiritual. “Deve estar dando voltas no caixão”. No fim, a atriz resumiu sua visão com uma ideia de espiritualidade plural. “Deus é amor. Sejam os diferentes nomes que possa ter”.
Fonte: DCM
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