quinta-feira, 9 de abril de 2026

VÍDEO: Funcionário recebe advertência no trabalho e mata chefe a tiros


      Sinésio Omar da Costa Júnior. Foto: Reprodução

Um funcionário do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Piumhi, em Minas Gerais, foi preso em flagrante na segunda-feira (7) após matar o chefe a tiros. O operador de máquinas Sinésio Omar da Costa Júnior, de 51 anos, foi apontado como autor do crime contra José Wilson de Oliveira, de 60 anos, depois de receber uma advertência por se recusar a cumprir uma ordem no trabalho.

Segundo a Polícia Militar, o suspeito foi até a casa da vítima, onde efetuou disparos. A esposa de José Wilson relatou que ouviu o primeiro tiro e encontrou o marido caído, enquanto o autor permanecia no local com a arma. De acordo com o depoimento, ele disse: “Tá bom só esse, ou você quer mais um?” e, em seguida, realizou um disparo para o alto antes de fugir. Imagens de câmeras de segurança registraram a chegada e a saída do suspeito da residência.

VÍDEO – “Rua é lugar para você andar?”: a abordagem da PM que atirou e matou mulher em SP

 

Câmera corporal registra Thawanna da Silva Salmázio antes da morte. Foto: Reprodução
Uma câmera corporal da Polícia Militar registrou o momento em que Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, caminhava com o marido na rua quando uma viatura deu ré e iniciou uma abordagem na Zona Leste de São Paulo. O caso ocorreu na sexta-feira (3), em Cidade Tiradentes, e a mulher foi baleada durante a ação policial.

Nas imagens, o soldado que dirigia a viatura retorna após o retrovisor atingir o braço do marido da vítima e diz: “A rua é lugar para você estar andando, ca*****?”. Thawanna responde: “Não, não, com todo o respeito, vocês que bateram em nós”. Em seguida, a policial que estava no banco do passageiro desce do carro. É possível ouvir a vítima pedindo para não ser apontada, e, na sequência, ocorre o disparo.

A mulher foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. A policial responsável pelo tiro e os demais agentes foram afastados das funções. O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), e o Ministério Público de São Paulo instaurou procedimento para apurar as circunstâncias da ocorrência.

Ator, ex-ministro e até ex-BBBs: os nomes conhecidos que serão aposta do PT nas eleições em SP


Orlando Silva, Jean Wyllys, Luna Zarattini, Lucas Penteado, Roberto Trípoli e José Dirceu. Foto: reprodução

O PT deve apostar em nomes históricos e em quadros já conhecidos do eleitorado para tentar manter uma das maiores bancadas da Câmara dos Deputados na eleição deste ano. Em São Paulo, principal colégio eleitoral do país, a federação formada por PT, PV e PCdoB prepara uma lista com mais de 60 pré-candidatos, combinando figuras tradicionais do partido, parlamentares que buscam a reeleição e nomes de celebridades que tentam ampliar o alcance da legenda em novos segmentos.

Entre os principais destaques está o ex-ministro José Dirceu, que volta ao centro da disputa eleitoral após ter suas condenações por corrupção na Lava Jato anuladas pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, em 2024. Dirceu havia sido condenado a 23 anos de prisão sob acusação de ligação com um esquema de corrupção na Petrobras. Antes disso, também teve o mandato cassado e foi preso por condenação no caso do mensalão.

Outro nome de peso na estratégia petista é o ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha. Condenado a seis anos e quatro meses de prisão no mensalão, ele recebeu perdão de pena em 2016 e também deve disputar uma vaga. Segundo o g1, a leitura dentro do partido é de que figuras com forte identificação histórica ainda têm capacidade de mobilização e podem ajudar a sustentar o desempenho da federação em uma eleição marcada por ampla concorrência em São Paulo.

Boulos ganha força como conselheiro de Lula após mudanças no Planalto

Ministro amplia influência no núcleo político de Lula após saída de aliados e passa a integrar reuniões estratégicas da pré-campanha

                      Lula e Guilherme Boulos (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), ampliou sua presença no núcleo político do governo Lula (PT) após mudanças no primeiro escalão, consolidando-se como um dos principais conselheiros do presidente e passando a participar das reuniões estratégicas da pré-campanha eleitoral. As alterações ocorreram com a saída de ministros que disputarão eleições, abrindo espaço para sua atuação mais direta no Palácio do Planalto, relata a Folha de São Paulo.

A entrada de Boulos na chamada “cozinha” do governo representa uma mudança relevante em sua trajetória recente no cargo. Quando assumiu a função, em outubro do ano passado, sua atuação estava mais voltada à comunicação externa e à interlocução com movimentos sociais, além de iniciativas como o programa Governo do Brasil na Rua.

Gleisi e Lindbergh celebram condenação de Gustavo Gayer e cobram criminalização da misoginia

"Misoginia é o ódio contra a mulher, e isso leva à morte", afirma a ex-ministra. Deputado bolsonarista deve pagar indenização e se retratar

Gustavo Gayer, Gleisi Hoffmann e Lindbergh Farias (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados | Reprodução/X/@lindberghfarias)

A ex-ministra e deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o também deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) se manifestaram nesta quinta-feira (9) sobre a condenação do deputado Gustavo Gayer (PL-GO), destacando a decisão judicial como um marco no enfrentamento à violência política de gênero e reforçando a necessidade de criminalização da misoginia no Brasil.

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) condenou Gayer por declarações consideradas misóginas contra Gleisi Hoffmann, determinando o pagamento de indenização por danos morais e a obrigatoriedade de retratação pública.

O tribunal afastou a tese de imunidade parlamentar para esse caso, reconheceu “evidente violência política de gênero”, fixou indenização de R$ 10 mil para Gleisi e R$ 10 mil para Lindbergh e determinou retratação pública no prazo de até 10 dias, na mesma rede social em que as ofensas foram publicadas.

☉ Decisão reconhece violência política de gênero
O processo teve origem em manifestações feitas por Gayer em março de 2025, após a nomeação de Gleisi Hoffmann para o cargo de ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República. Na ocasião, o parlamentar publicou mensagens com teor sexual ofensivo na rede social X (antigo Twitter), direcionadas à ministra e também a Lindbergh Farias.

PF deflagra 2ª fase da 'Operação Vem Diesel' voltada à fiscalização de estabelecimentos ligados à venda de gás de botijão


Ação integra força-tarefa com a Senacon e a ANP, mobilizando equipes em 15 estados e o Distrito Federal

         Viatura da Polícia Federal (Foto: Divulgação/PF)

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (9), a segunda fase da Operação Vem Diesel, voltada à fiscalização de estabelecimentos que atuam na distribuição e revenda de gás de botijão. A ação integra uma força-tarefa com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

De acordo com informações oficiais divulgadas pela própria PF, a operação mobilizou equipes em 24 cidades, distribuídas por 15 estados e o Distrito Federal. Ao todo, 55 estabelecimentos foram alvo das fiscalizações, incluindo distribuidoras e revendedoras de GLP, o gás liquefeito de petróleo.

Chamado de "entreguista" e "colonizador", Flávio Bolsonaro é vaiado e manda beijo a manifestante que gritava "sem anistia"

O pré-candidato à Presidência da República esteve na Câmara para acompanhar decisões internas do PL relacionadas à disputa por uma vaga no TCU

       Flávio Bolsonaro (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

O pré-candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi alvo de vaias na Câmara dos Deputados e respondeu com um gesto a uma manifestante que protestava contra ele com gritos de “sem anistia”. O episódio ocorreu durante visita do parlamentar ao Congresso nesta quarta-feira (8), em meio a movimentações políticas de seu partido.

De acordo com a CNN Brasil, que divulgou o caso, o senador e pré-candidato à Presidência da República esteve no local para acompanhar decisões internas do PL relacionadas à disputa por uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU).

Justiça do DF condena Gustavo Gayer por violência de gênero contra Gleisi Hoffmann

Decisão do TJDFT reconhece violência política de gênero contra Gleisi Hoffmann e determina indenização e retratação pública

O deputado Gustavo Gayer (PL-GO) no plenário da Câmara dos Deputados durante sessão deliberativa - 27/02/2024 (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

A Justiça do Distrito Federal condenou o deputado federal Gustavo Gayer por declarações consideradas misóginas contra a ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. A decisão reconhece a prática de violência política de gênero e determina o pagamento de indenização por danos morais, além da obrigatoriedade de retratação pública.

O caso teve origem em manifestações feitas por Gayer em março de 2025, após a nomeação de Gleisi Hoffmann para o cargo de ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República. Na ocasião, o parlamentar publicou, na rede social X (antigo Twitter), mensagens com teor sexual ofensivo direcionadas à ministra e também ao deputado federal Lindbergh Farias.

Parlamentares entregam ao STF o Relatório da Maioria que responsabiliza governo Bolsonaro por fraudes no INSS

Documento atribui esquema ao governo Bolsonaro e pede indiciamentos com base em investigações da CPMI. Vídeo

Parlamentares do PT apresentam relatório da maioria ao ministro André Mendonça no STF (Foto: Thiago Coelho/Divulgação)

A entrega ao Supremo Tribunal Federal de um relatório que aponta irregularidades no INSS e responsabiliza o governo Bolsonaro marca um avanço nas apurações sobre descontos indevidos em benefícios previdenciários. O material foi encaminhado ao ministro André Mendonça e reúne conclusões da maioria da comissão parlamentar que investigou o caso. Ao todo, o documento apresenta 130 pedidos de indiciamento. A Polícia Federal estimou um prejuízo de até R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. Durante as investigações, o presidente Lula determinou a devolução dos valores e o Tesouro Nacional ressarciu cerca de R$ 3 bilhões a 4,3 milhões de beneficiários lesados pelo esquema montado na gestão bolsonarista.

Na CPMI do INSS, que acabou no último dia 28, senadores e deputados federais rejeitaram, por 19 votos a 12, o parecer do relator Alfredo Gaspar (PL-AL). Mas parlamentares aliados do governo apresentaram o Relatório da Maioria com a denúncia de que o esquema criminoso começou no governo Bolsonaro.

De Temer e Wajngarten ao Metrópoles e Ratinho: a lista de financiados pelo Master, de Daniel Vorcaro

Gestado na gestão Bolsonaro, com Campos Neto no BC e Paulo Guedes na Economia, escândalo do Banco Master, de Daniel Vorcaro, criou uma rede de influência e lobistas para tentar evitar a falência da instituição, concretizada pela gestão Galípolo um dia após primeira prisão do banqueiro.

-           Michel Temer, Fábio Wajngarten, Ratinho e Luiz Estevão na teria de Vorcaro (Agência Brasil /

estado durante o governo Jair Bolsonaro (PL), com o auxílio de Paulo Guedes, no “super” Ministério da Economia, e Roberto Campos Neto, no comando do Banco Central, o escândalo financeiro do Banco Master, de Daniel Vorcaro, financiou uma rede de lobistas e influenciadores, incluindo na mídia liberal, com cifras milionárias para tentar intervir na decisão, tomada na gestão Gabriel Galípolo no BC, de liquidar a instituição financeira.

Eleição presidencial pode ser decidida no 1° turno, diz fundador de instituto de pesquisa


      Urna eletrônica após uma votação. Foto: reprodução

A eleição de 2026 pode ser decidida no primeiro turno, algo que não ocorre no Brasil desde 1998. A avaliação é do fundador do Instituto Ideia, Maurício Moura. Em artigo publicado pelo Globo, nesta quinta-feira (9), o economista destacou que, pela primeira vez, não há candidato de esquerda disputando votos com Lula (PT), enquanto a oposição se fragmenta no mesmo espectro da direita, sem opção de centro:

Na Copa da França de 1998, o jogo entre os anfitriões e o Paraguai pelas oitavas de final encerrou-se com o triunfo francês por 1 a 0, após o gol de ouro. […] O ano de 1998 também foi o último em que a eleição presidencial brasileira foi decidida no primeiro turno. Em 2026, não teremos morte súbita na Copa, mas podemos ter uma disputa pelo Planalto encerrada no primeiro turno. As chances são reais.