
A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal que a Polícia Militar do Rio de Janeiro ainda não entregou as imagens corporais dos agentes que atuaram na Operação Contenção, realizada em outubro de 2025 nos complexos do Alemão e da Penha. A ação terminou com 122 mortos, entre eles cinco policiais.
No documento enviado ao STF, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que dez peritos criminais federais estão mobilizados para analisar o material já recebido. Ainda assim, segundo ele, não é possível concluir o trabalho no prazo inicialmente fixado, porque o acervo soma mais de 400 horas de gravação.
De acordo com a PF, o material encaminhado até agora está incompleto. Isso porque o acervo recebido se refere apenas às imagens captadas por câmeras corporais de agentes da CORE da Polícia Civil do Rio, enquanto nenhum arquivo audiovisual das equipes da PM fluminense havia sido entregue até o momento.

Alexandre de Moraes determinou em fevereiro que o governo do Rio enviasse à Polícia Federal as câmeras e as imagens captadas durante a operação para perícia no âmbito da ADPF das Favelas. Depois, o ministro ampliou o prazo dado ao estado para o envio do material.
Agora, a PF pediu que o prazo de análise passe de 15 para 90 dias e informou que a conclusão da perícia depende do recebimento do restante do acervo. Sem essas imagens, a corporação sustenta que a apuração não pode ser finalizada.
No processo, o STF também quer esclarecimentos sobre quantos mandados de prisão e de busca e apreensão foram efetivamente cumpridos, além da relação das pessoas presas e mortas na operação. A CNN informou que procurou o governo do Rio e aguardava retorno.
Fonte: DCM com informações da CNN Brasil
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