terça-feira, 7 de abril de 2026

Intervenção no PT do RS é um desrespeito à história da militância, diz Tarso Genro

Ex-governador rejeita intervenção do diretório nacional para garantir apoio à Juliana Brizola nas eleições estaduais: “aqui ninguém aceita intervenção”

         Tarso Genro (Foto: Marcos Oliveira/Agencia Senado)

O ex-governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), criticou nesta segunda-feira (6) uma possível interferência do diretório nacional do PT para retirar a candidatura de Edegar Pretto ao governo do estado. Segundo Tarso, o movimento desrespeita a história do partido no estado.

“Aqui no Rio Grande do Sul, ninguém aceita intervenção. Intervenção é um desrespeito, não somente à minha trajetória e dos demais quadros políticos. É um desrespeito à história da nossa militância, que construiu aqui na cidade de Porto Alegre e nos nossos governos estaduais exemplos mundiais de respeito à democracia, de dignidade na gestão pública, de participação popular e de construção de alternativas concretas ao projeto neoliberal”, disse em plenária realizada pelos partidos que integram a candidatura de Pretto..

Nos últimos dias, o diretório nacional do partido passou a considerar a possibilidade de intervir diretamente no PT gaúcho para formalizar apoio à candidatura da ex-deputada estadual Juliana Brizola (PDT). O objetivo seria concretizar o apoio formal do PDT à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No entanto, membros do partido no estado rejeitam a retirada da candidatura de Pretto, alegando que a decisão de lançar o nome do ex-presidente da Conab foi escolhida democraticamente. Além disso, os petistas gaúchos criticam o PDT por ter integrado o governo de Eduardo Leite (PSD) e apontam para a fragilidade da candidatura de Juliana entre os próprios trabalhistas.

O ex-governador Olívio Dutra também saiu em defesa da candidatura de Edegar. Olívio salientou que os partidos que representam o projeto de esquerda estão na aliança com o PT no estado. “O campo da esquerda está com Pretto”, afirmou.

 

Fonte: Brasil 247

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