sexta-feira, 6 de março de 2026

Relator da CPMI do INSS quer ouvir Dino sobre suspensão de quebra de sigilo de Fábio Luiz

Senador Carlos Viana pretende convidar ministro do STF para explicar decisão que interrompeu medidas investigativas aprovadas pela comissão

      Sessão plenária do STF - Flávio Dino - 19/02/2026 (Foto: Antonio Augusto/STF)

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta sexta-feira (6) que pretende convidar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino para prestar esclarecimentos sobre a decisão que suspendeu quebras de sigilo aprovadas pela comissão.

A decisão do magistrado interrompeu medidas investigativas autorizadas no último dia 26, incluindo a quebra de sigilo da lobista Roberta Luchsinger e do empresário Fábio Luiz Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao determinar a suspensão, Dino apontou irregularidades na forma como os requerimentos foram votados no colegiado.

Segundo o senador, será apresentado um requerimento formal para convidar o ministro a comparecer à comissão e detalhar os fundamentos jurídicos da decisão que suspendeu as diligências aprovadas pelos parlamentares.

Em comunicado divulgado nas redes sociais, Viana destacou a importância de esclarecer os motivos que levaram à intervenção judicial nas decisões da CPMI. “É importante que o Parlamento e a sociedade brasileira tenham pleno conhecimento dos fundamentos jurídicos que motivaram essa decisão”, afirmou.

O parlamentar também ressaltou que a iniciativa busca preservar o diálogo institucional entre os Poderes diante dos efeitos da decisão do Supremo sobre o andamento das investigações conduzidas pela comissão.

“Nosso objetivo é fortalecer o diálogo institucional e garantir transparência em uma investigação que trata de um tema de enorme interesse público”, declarou.

A CPMI do INSS investiga possíveis irregularidades relacionadas ao instituto, e a suspensão das quebras de sigilo passou a ser um dos principais pontos de debate entre os integrantes da comissão.

Fonte: Brasil 247

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