domingo, 24 de maio de 2026

Carteirada: Polícia não indicia Magno Malta após tapa na cara de enfermeira

O senador Magno Malta intetnado. Foto: Divulgação

 A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) decidiu não indiciar o senador bolsonarista Magno Malta (PL-ES) no inquérito que apurava denúncia de agressão a uma técnica em radiologia, em razão da ausência de imagens do incidente no Hospital DF Star, que atende regularmente senadores. Segundo informações do Metrópoles, coluna de Mirelle Pinheiro.

Segundo relatos obtidos, a principal testemunha, um enfermeiro que presenciou a suposta agressão, recuou e afirmou não ter visto o ato atribuído ao parlamentar. Com isso, a investigação não reuniu provas suficientes para responsabilizar o senador. Ou seja, prevaleceu o que todo mundo conhece: a carteirada.

Magno Malta, eleito três vezes para o Senado pelo Espírito Santo, tem grande parte do eleitorado formado por evangélicos. O parlamentar é baiano e, segundo a coluna, já se envolveu em outros casos de agressão, e atualmente planeja candidatar sua filha ao Senado.

A técnica de enfermagem denunciou que o caso ocorreu em 30 de abril, durante exame de angiotomografia de tórax e coronárias no DF Star. De acordo com o relato, o equipamento interrompeu automaticamente a aplicação de contraste após detectar uma oclusão no acesso venoso.

Hospital DF Star onde ocorreu a agressão. Foto: Divulgação

Ao se aproximar do senador para socorrê-lo, a profissional relatou que ele teria levantado da maca e desferido um tapa no rosto, entortando seus óculos. Ela também afirmou ter sido chamada de “imunda” e “incompetente”. O senador nega as acusações, e a vítima está afastada do trabalho e em tratamento psiquiátrico.

Fontes indicam que, logo após o caso , Magno Malta teria chamado seus assessores durante o feriado de 1º de maio para limpar o local e preparar a versão de “acusação falsa”, segundo os relatos da investigação.

A PCDF destacou que a ausência de imagens fornecidas pelo hospital dificultou a instrução do inquérito. Segundo a polícia, se os registros tivessem sido disponibilizados, a apuração poderia ter avançado, mas o DF Star optou por não ceder os arquivos, mantendo sua clientela de senadores.

Com a decisão da Polícia Civil, o senador não enfrenta indiciamento, e o caso permanece sem responsabilização formal, apesar do relato da profissional de saúde.

Fonte: DCM com informações do Metrópoles 

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