domingo, 5 de abril de 2026

‘Papel de Flávio Bolsonaro é taxar, privatizar e destruir o Pix’, alerta Erika Hilton


A deputada federal Erika Hilton – Reprodução

Neste sábado (4), Erika Hilton fez um alerta na suas redes sociais sobre um possível plano da direita de privatizar o sistema de pagamentos Pix, caso Flávio Bolsonaro seja eleito em 2026. Em seu post, ela explica que, em vez de acabar com o Pix, o objetivo seria transferir seu controle para bancos privados, que começariam a cobrar taxas sobre as transferências, tornando o sistema mais lucrativo para o setor financeiro e mais caro para a população. Confira na íntegra a thread:

“É fato, Flávio Bolsonaro não vai “acabar” com o Pix caso seja eleito.

O que a direita quer fazer, caso volte ao poder, é um esquemão muito pior: passar o controle do sistema do Pix pra empresas privadas.

Depois disso, pras empresas taxarem o Pix, é dois palitos. Vem entender

Desde que o Pix surgiu, os bancões tradicionais, os bancos moderninhos e as operadoras de cartão, tipo a Visa e o Mastercard, estão incomodados.

Isso porque os bancos perderam o lucro com as taxinhas por transferência e as operadoras de cartão de crédito perderam a exclusividade quase que total dos pagamentos digitais no Brasil.

Mas eles sabem que não podem pedir o fim do Pix. Não abertamente. O plano dessa turminha da Faria Lima é outro: privatizar o Pix e dividir ele entre os bancos, tipo aqueles acordos de máfia que todas as facções saem ganhando.

A partir do momento que o controle do Pix passar pras mãos dos bancos, tudo muda: ele será controlado por gente que quer recuperar o “prejuízo” que o Pix causou a eles e LUCRAR, mas lucrar MUITO.

E eles vão fazer isso cobrando taxinhas. Primeiro, vão começar falando que a taxa é só pro comerciante receber o pix dos clientes, que nem é hoje com os cartões de crédito.

Mas os bancos não precisam parar por aí. Afinal, o governo entregou o sistema de pagamentos mais moderno do mundo na mão deles. O Pix, agora privatizado, monopoliza os pagamentos.

Depois que a população aceitar facilmente essa primeira mudança, vão vir as outras taxinhas: taxa pra fazer Pix à noite, taxa pra fazer Pix pra outro banco, taxa pra fazer Pix de alto valor, limite de Pix gratuito por mês e assim por diante.

E sabe o que poderemos fazer? NADA. Não haverá concorrência possível. O Pix continuará sendo o sistema de pagamentos e transferências mais difundido, prático e barato pra população. Mas será MUITO lucrativo pros bancos.

Isso porque o custo pra manter esse sistema é irrisório, e o investimento inicial já foi feito pelo Governo antes da privatização. Não vai existir concorrência possível.

Isso será quase um assalto cinematográfico. Um sistema de pagamento que está gerando bilhões em economia pra população vai ser roubado e transformado num sistema pra cobrar esses bilhões de volta, multiplicados por dez.

E, pra esse assalto dar certo, precisam de um infiltrado, do candidato que não vai “acabar com o Pix”, mas vai falar por códigos. Vai propor transformá-lo num “sistema autogestionado”, em algo “como é hoje o FGC” e assim por diante.

Então, fiquem de olho, pois destruir o Pix é um dos principais papéis do candidato da direita de 2026″

Fonte: DCM

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