Intercept afirma ter obtido planilha e comprovante SWIFT que detalham envio de US$ 10,6 milhões ao fundo Havengate, nos EUA
Cartaz do filme Dark Horse- Jair Bolsonaro-Flávio Bolsonaro-Daniel Vorcaro (Foto: Dark Horse-Flávio Bolsonaro-Jair Bolsoanro (Foto: Divulgação/Jair Bolsonaro/Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil/Flávio Bolsonaro/Adriano Machado/Reuters/Daniel Vorcaro/Reprodução/ Montagem/IA Dall-e))
Documentos revelados pelo Intercept Brasil apontaram nesta terça-feira (9) que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, participou de uma operação financeira para enviar recursos aos Estados Unidos destinados ao financiamento de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL). O nome "Vaza Flávio" é referente às negociações feitas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o ex-banqueiro.
O parlamentar tentou obter um financiamento acima de R$ 130 milhões para investir no filme. Os documentos ajudam a esclarecer a diferença entre dois valores centrais da negociação. O primeiro corresponde a US$ 24 milhões, equivalentes a R$ 134 milhões pela cotação da época, valor que teria sido negociado por Flávio Bolsonaro com Vorcaro para financiar o filme. O segundo se refere a US$ 10,6 milhões, cerca de R$ 61 milhões naquele período, quantia que, segundo o Intercept, foi efetivamente paga.
Desde a primeira reportagem da série, aliados de Flávio Bolsonaro tentam contestar a consistência das revelações. Um dos nomes citados pelo Intercept nesse esforço é o comentarista Paulo Figueiredo. "Começaram com o Intercept dizendo que eram 134 milhões do Vorcaro pro filme. Caiu para 61 milhões no Metrópoles. Depois, 2 milhões no Globo. Já já vocês vão descobrir que NÃO TEM dinheiro do Vorcaro no filme", escreveu o aliado da família Bolsonaro no X, em 13 de maio.