A deputada federal bolsonarista Carla Zambelli (PL-SP) durante coletiva de imprensa na sede do partido em São Paulo, nesta quinta (15). Foto: Reprodução
Condenada a 10 anos de prisão por invasão dos sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e inserção de documentos falsos, a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) sugeriu que jornalistas usem o ChatGPT, ferramenta de inteligência artificia, para analisar a sentença. A declaração foi dada durante coletiva de imprensa na sede do PL em São Paulo nesta quinta (15).
“Eu mando a peça, pra vocês, de decisão do Alexandre de Moraes, o voto dele me condenando a dez anos, vocês joguem isso num ChatGPT e perguntam assim pro Chat: aponte, por favor, se há incongruências e por que a Carla foi condenada, quais as provas apresentadas pra condenação dela. O próprio ChatGPT aponta uns oito tipos de contradições, inclusive, para defesa”, afirmou.
Essa não é a primeira vez em que bolsonaristas sugerem a ferramenta para avaliar documentos judiciais. A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) também usou uma análise do ChatGPT e do Grok, inteligência artificial do X, para apontar “falhas” na denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Condenação de Zambelli
A decisão do STF ainda prevê a cassação do mandato da parlamentar. Ela foi condenada junto do hacker Walter Delgatti Neto, que teve uma pena menor, de 8 anos de prisão, pelo mesmo crime. Os dois ainda terão que pagar uma indenização de R$ 2 milhões.
Durante a coletiva, Zambelli ainda disse o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), deu um “sinal verde” para Sóstenes Cavalcante (RJ), líder do PL na Casa, para votar uma resolução que suspende o processo, manobra que tentaram criar para livrar Alexandre Ramagem (PL-RJ) da ação da trama golpista.
“Tudo, na vida política, a gente precisa ter o determinado momento de fazer”, prosseguiu a deputada. A deputada ainda tentou se vitimizar após a decisão e disse que “não sobreviveria na cadeia”, citando seus problemas de saúde.
A defesa da deputada entrará com um recurso. A ideia é usar os embargos de declaração, que não alteram o resultado da decisão, mas adiam o trânsito em julgado e, consequentemente, sua prisão.
Fonte: DCM
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