Nova estratégia golpista do político da extrema direita é atuar junto aos EUA para denunciar supostas irregularidades do TSE nas eleições deste ano. Vídeo
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) alertou nesta sexta-feira (3), em tom de crítica, para as articulações feitas pelo deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que atua nos Estados Unidos para interferir no Brasil principalmente no Supremo Tribunal Federal (STF) por ter condenado Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos de prisão no inquérito da trama golpista.
"Eduardo Bolsonaro volta a dizer que irá provocar autoridades norte-americanas para tentar interferir nas eleições de 2026. Nós vamos representar novamente contra ele por traição à Pátria. Ele que já tem depoimento marcado com Alexandre de Moraes por coação no curso do processo", afirmou Lindbergh.
A nova estratégia golpista de Eduardo é atuar junto ao governo do presidente estadunidense, Donald Trump, para denunciar supostas irregularidades de autoridades do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições presidenciais deste ano.
O posicionamento ocorre em meio a um histórico de ações e denúncias envolvendo Eduardo Bolsonaro no exterior. O parlamentar do PL tem sido acusado por integrantes do PT de articular contatos com autoridades dos Estados Unidos para pressionar o sistema de Justiça brasileiro, especialmente o STF.
De acordo com representações já apresentadas por Lindbergh, essas iniciativas poderiam configurar atentado à soberania nacional e tentativa de interferência política por meio de alianças internacionais. O deputado petista sustenta que há indícios de articulações para aplicação de sanções estrangeiras contra autoridades brasileiras, o que, segundo ele, comprometeria o funcionamento das instituições democráticas.
Eduardo Bolsonaro, que passou período recente nos Estados Unidos, tem sido alvo de investigações relacionadas à sua atuação internacional. Há apurações em curso sobre possível coação no curso de processos ligados ao STF, além de questionamentos sobre sua conduta no exterior.
No campo político, o caso amplia a tensão entre aliados do governo e a oposição, especialmente diante do cenário que antecede as eleições presidenciais de 2026. A possibilidade de influência externa no processo eleitoral brasileiro é tratada por parlamentares como um tema sensível, com implicações diretas para a soberania nacional.
Fonte: Brasil 247
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