O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, em discurso na Cpac, nos Estados Unidos. Foto: Leandro Lozada/Folhapress
A Folha de S.Paulo criticou, em editorial intitulado “Duvidar das eleições é golpismo de Flávio Bolsonaro”, publicado na noite do sábado (4), as recentes declarações de Flávio Bolsonaro, feitas na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC) nos Estados Unidos, onde o pré-candidato à presidência pelo PL questionou a lisura das eleições brasileiras de 2026 e sugeriu uma intervenção externa para garantir “eleições livres e justas”. Confira trechos:
“Em maio de 2022, durante as tentativas do então presidente Jair Bolsonaro (PL) de desacreditar as eleições brasileiras por meio de ataques às urnas eletrônicas e outras teorias conspiratórias vazias, a Folha registrou neste espaço:
“[Jair Bolsonaro] atiça os ânimos de alguns poucos dispostos a participar de seus ensaios golpistas, que alternam intimidações e recuos enquanto se mantém elevado o risco de derrota em outubro. (…)
O fato de o jornal voltar ao tema da lisura das eleições brasileiras reforça a indigência do debate público advinda da ascensão da direita populista com Donald Trump, em 2016, e, no Brasil, com Bolsonaro, dois anos depois.
Mas o faz provocado por discurso de outro Bolsonaro, o primogênito Flávio, na extremista Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC, na sigla em inglês), nos Estados Unidos. (…)
Segundo o senador pelo Rio, ele será o escolhido desde que haja “eleições livres e justas”: “Se o nosso povo puder se expressar livremente nas redes sociais e se os votos forem contados corretamente, nós venceremos”.
Flávio Bolsonaro pede ainda que os EUA “monitorem a liberdade de expressão” do povo brasileiro e “apliquem pressão diplomática para que nossas instituições funcionem corretamente”. (…)
O pré-candidato de ultradireita deveria deixar de perseguir fantasmas e tratar de explicar aspectos nebulosos de seu passado —como as rachadinhas e as ligações perigosas com milicianos— e dirimir preocupações concretas sobre seu futuro —e o do país, caso venha a ser eleito. (…)
Fonte: DCM
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