Presidente amplia eleitorado consolidado enquanto adversários enfrentam desgaste político
Lula tem maior potencial de voto do país e rejeição em queda (Foto: Wallison Breno/PR)
A pesquisa Nexus/BTG divulgada nesta segunda-feira (25) aponta que o presidente Lula (PT) possui atualmente o maior potencial de voto entre todos os nomes testados para a eleição presidencial de 2026.
Segundo o levantamento, 37% dos brasileiros afirmam que Lula é “o único candidato em quem votariam”, enquanto outros 13% dizem que poderiam votar nele, embora também considerem outros nomes. Com isso, o potencial total de voto do presidente chega a 50%.
CNA reúne lideranças do agronegócio para discutir eleições de 2026 e alternativas diante do desgaste de Flávio Bolsonaro após caso Dark Horse
Agro tem reunião para reavaliar apoio a Flávio Bolsonaro (Foto: Adriano Machado/Reuters)
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) convocou para a próxima quarta-feira (27) uma reunião com presidentes de federações estaduais do setor para discutir o cenário eleitoral de 2026 e o posicionamento político do agronegócio. A informação foi publicada inicialmente pela CNN Brasil.
Embora o encontro já estivesse previsto antes da repercussão do chamado caso Master, o envolvimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no episódio ampliou a preocupação entre lideranças do setor. Até então, o parlamentar era considerado o principal nome apoiado pelo agronegócio na disputa presidencial.
A nova pesquisa Nexus/BTG mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da disputa presidencial de 2026 em todos os cenários testados. O levantamento foi realizado entre os dias 22 e 24 de maio, com 2.045 entrevistas em todo o país, e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04193/2026.
No principal cenário estimulado de primeiro turno, Lula aparece com 40% das intenções de voto. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) registra 35% e mantém a segunda colocação. Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 5%, Romeu Zema (Novo), com 4%, e Renan Santos (Missão), com 3%. Joaquim Barbosa soma 2%, enquanto Augusto Cury e Cabo Daciolo têm 1% cada.
Pesquisa BTG/Nexus feita entre 22 e 24 de maio
Em um segundo cenário estimulado, o presidente sobe para 41%, enquanto Flávio Bolsonaro permanece com 35%. Renan Santos chega a 4%, Joaquim Barbosa aparece com 3%, e Caiado e Zema mantêm os mesmos percentuais, com 5% e 4%, respectivamente.
A liderança de Lula também aparece na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados.
Nesse recorte, o presidente soma 36% das intenções de voto, dez pontos à frente de Flávio Bolsonaro, que tem 26%. Renan Santos, Romeu Zema e Ronaldo Caiado aparecem com 2% cada. Jair Bolsonaro (PL), mesmo fora da disputa eleitoral por causa de sua situação judicial, é citado por 1%.
Nos cenários de segundo turno, Lula também aparece numericamente à frente dos adversários testados. Contra Flávio Bolsonaro, o presidente marca 47%, ante 43% do senador. O resultado configura empate técnico no limite da margem de erro de dois pontos percentuais, mas mantém Lula à frente em termos numéricos.
A vantagem é maior nos confrontos contra outros nomes da direita. Contra Romeu Zema, Lula aparece com 49%, enquanto o ex-governador de Minas Gerais registra 38%. Em uma disputa com Ronaldo Caiado, o petista venceria por 46% a 40%.
Pesquisa BTG/Nexus feita entre 22 e 24 de maio
A pesquisa ouviu 2.045 pessoas em todo o Brasil entre os dias 22 e 24 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Processo apresentado por Rumble e Trump Media questiona decisões do ministro do STF sobre bloqueios em plataformas digitais
Alexandre de Moraes, 28 de abril de 2026 (Foto: Luiz Silveira/STF)
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes foi notificado por e-mail sobre uma ação movida nos Estados Unidos pela plataforma de vídeos Rumble e pela Trump Media & Technology Group, empresa de mídia ligada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (25) pelo advogado norte-americano Martin De Luca.
A notificação ocorreu após autorização da Justiça Federal da Flórida, que permitiu o envio eletrônico da citação judicial diante das dificuldades relatadas pelos advogados para realizar o procedimento pelos canais diplomáticos tradicionais.
Bolsonaro prepara lista de candidatos apoiados para conter disputas no PL e orientar o bolsonarismo nas eleições de outubro
O ex-presidente Jair Bolsonaro em sua casa em Brasília-DF, onde cumpre prisão domiciliar, enquanto aguarda a execução penal pela condenação por golpe de Estado - 29/09/2025 (Foto: REUTERS/Diego Herculano)
Jair Bolsonaro (PL) deve divulgar uma lista de candidatos apoiados para conter disputas no PL e orientar o bolsonarismo nas eleições de outubro, em um momento em que cumpre prisão domiciliar e está impedido de participar diretamente das campanhas de aliados, informa a Folha de São Paulo.
A iniciativa, segundo pessoas próximas a Bolsonaro, tem como objetivo indicar ao menos os pré-candidatos do PL ao Senado. A relação, porém, também pode incluir nomes para governos estaduais e até integrantes de outros partidos que tenham recebido o aval político do ex-presidente.
Governo e oposição divergem sobre transição para o fim da escala 6x1
Comissão especial na Câmara analisa o fim da escala 6x1 (Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados
A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a proposta de extinção da escala de trabalho 6x1 votará nesta segunda-feira (25), a partir das 17h, o relatório do deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA).
Durante a sessão, Prates fará a leitura de seu relatório. Antes disso, o parlamentar participa, na manhã desta segunda-feira, de uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
O objetivo de Motta é garantir a aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) 221/19 ainda nesta semana.
A reunião desta segunda também tem como um dos principais objetivos definir um período de transição para a implementação do fim da escala 6x1. Enquanto o governo resiste à adoção de um prazo prolongado, parlamentares da oposição articulam uma transição de até 10 anos.