domingo, 13 de julho de 2025

Aliados de Bolsonaro acusam Tarcísio de oportunismo e cobram postura mais combativa

Governador de SP é criticado por bolsonaristas por evitar confronto com STF e não apoiar projeto de anistia aos atos golpistas de 8 de janeiro

Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas (Foto: Reprodução / Redes sociais)

A postura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), voltou a gerar incômodo entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo a coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, lideranças bolsonaristas enxergam no comportamento do ex-ministro da Infraestrutura sinais de distanciamento da base mais fiel do bolsonarismo. O episódio mais recente de atrito foi a reação de Tarcísio à tarifa de 50% imposta por Donald Trump sobre produtos brasileiros, considerada tímida por setores ligados ao ex-presidente.

Embora Tarcísio siga afirmando publicamente sua lealdade a Bolsonaro, parte expressiva do grupo político do ex-presidente o classifica como um "bolsonarista de ocasião". O motivo seria sua tentativa de equilibrar a proximidade com Bolsonaro com uma imagem institucional mais moderada, evitando confrontos com o Supremo Tribunal Federal (STF) e se esquivando de temas que mobilizam a base bolsonarista — como o projeto de anistia aos envolvidos nos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Um deputado estadual ligado à família Bolsonaro, que preferiu não se identificar, afirmou sob reserva que o governador só se manifestou sobre a sobretaxa de Trump após ser provocado pelo governo Lula e com interesses políticos próprios. “Ele não aproveitou o episódio para culpar o STF, como fazem os bolsonaristas, e tampouco defendeu o ex-presidente. Perdeu uma oportunidade”, disse o parlamentar.

A avaliação no núcleo mais próximo de Bolsonaro é de que a postagem compartilhada por Tarcísio com críticas de Trump ao Judiciário brasileiro foi um movimento calculado, feito apenas para não parecer alheio ao tema. Ainda assim, foi interpretado como gesto insuficiente por quem esperava uma postura mais combativa.

O desconforto se agravou durante a manifestação organizada por Bolsonaro no dia 29 de junho, na avenida Paulista. No evento, Tarcísio discursou, mas não mencionou o STF, ao contrário de diversos oradores que aproveitaram o palanque para atacar o Judiciário. Além disso, o governador teria interrompido o coro de “Fora, PT”, gesto considerado eleitoreiro por apoiadores do ex-presidente.

A justificativa de Tarcísio, segundo aliados, é a necessidade de manter uma postura de "estadista" e preservar o canal de diálogo com as instituições, especialmente com o STF. Mas essa tentativa de moderação tem provocado críticas crescentes, inclusive dentro da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Deputados bolsonaristas como Lucas Bove e Gil Diniz, ambos do PL, têm se posicionado de forma crítica ao governo estadual. Dos 20 parlamentares da legenda na Alesp, metade está alinhada ao bolsonarismo. A deputada estadual Mônica Seixas (PSOL) comentou a divisão: “O bolsonarismo não está fechado com o Tarcísio, e isso a gente vê de camarote na Assembleia. Na última votação da LDO, o Gil ficou do nosso lado e contra o governo”.

Líder do PT na Alesp, o deputado Antonio Donato avalia que Tarcísio adota um comportamento dúbio: “Ele é moderado entre os moradores, mas radical entre os bolsonaristas”. A crítica reforça o dilema enfrentado pelo governador — que tenta ampliar sua base política e consolidar uma imagem nacional para 2026, sem romper totalmente com o bolsonarismo que o elegeu.

Outra cobrança frequente entre os aliados de Bolsonaro é a suposta omissão de Tarcísio em pressionar a cúpula do Republicanos para pautar, na Câmara dos Deputados, o projeto de anistia aos investigados pelos atos antidemocráticos. O presidente da Casa, Arthur Lira, não tem demonstrado interesse em acelerar a tramitação, e o partido de Tarcísio, comandado por Hugo Motta (Republicanos-PB), também não teria se mobilizado nesse sentido.

Com esse cenário, a relação entre o governador paulista e o bolsonarismo permanece marcada por desconfiança e tensão, revelando as dificuldades de Tarcísio em manter o equilíbrio entre pragmatismo institucional e fidelidade ideológica.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Contra interferência de Trump e seus aliados no Brasil, governo Lula muda slogan e aposta em estratégia nacionalista

Nova estratégia de comunicação tenta dissociar imagem do Centrão e reforça combate a privilégios em meio a crise com o Congresso e desgaste com eleitorado

                  Sidônio Palmeira e Lula (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Dois anos e meio após o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governo federal se prepara para aposentar o slogan “União e Reconstrução”. A mudança de estratégia visa reposicionar a comunicação oficial e dissociar a imagem do governo da do Centrão, que tem protagonizado embates com o Planalto. Segundo reportagem do jornal O Estado de S.Paulo deste domingo (13), a nova palavra de ordem busca enfatizar justiça social, combate aos privilégios e valorização do trabalho como pilares centrais da gestão.

Em uma publicação nas redes sociais, o presidente Lula publicou uma imagem com o slogan “Brasil soberano”, seguido de uma frase da nota publicada nessa quarta-feira (9/7). “O Brasil é um país soberano com instituições independentes que não aceitará ser tutelado por ninguém”, diz a publicação.

A troca de slogan foi acelerada após o desgaste provocado pela tentativa frustrada de aumentar as alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que culminou em uma crise com o Congresso. Partidos aliados, mas independentes do PT, barraram o decreto presidencial, levando o governo a recorrer ao Supremo Tribunal Federal. A disputa escancarou a fragilidade da coalizão e estimulou o Planalto a reforçar sua identidade política.

Para recuperar apoio, a comunicação oficial agora se concentra em destacar que “reforçar os privilégios” é o maior obstáculo à prosperidade coletiva. A ideia é ir além da narrativa “ricos contra pobres” e mostrar que os programas sociais e de crédito também atendem à classe média. “O principal adversário do Brasil é o sistema de desigualdade montado para favorecer 1% da população contra os outros 99%”, repetem ministros em entrevistas, conforme orientação da Secretaria de Comunicação Social (Secom).

Essa guinada na narrativa tem a digital do publicitário Sidônio Palmeira, ministro-chefe da Secom, que assumiu o cargo em janeiro com a missão de reverter o desgaste do presidente. No entanto, o desafio tem sido maior do que o esperado: pesquisas internas indicam que Lula perdeu apoio até mesmo no Nordeste, tradicional reduto do PT, e entre os eleitores mais pobres. “Eu vim aqui para fazer um doutorado. Estou ministro hoje e amanhã posso não estar. Não tenho interesse político”, afirmou Sidônio ao Estadão.

Desde que assumiu o posto, Sidônio já enfrentou ao menos 12 crises de comunicação, que vão desde boatarias sobre tributação do Pix até polêmicas envolvendo ministros e ataques nas redes sociais. Uma das campanhas mais recentes, que propôs isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil, foi batizada informalmente de “BBB” — alusão à taxação de Bilionários, Bancos e Apostas. Monitoramentos indicam que a iniciativa teve boa aceitação.

O vice-presidente Geraldo Alckmin, também ministro da Indústria e Comércio, elogiou o trabalho do marqueteiro. “A comunicação é sempre um desafio, mas o Sidônio tem experiência, sensibilidade e vai avançar mais ainda”, afirmou.

Ainda assim, a atuação da Secom provocou reação no Congresso. Mensagens nas redes sociais criticando parlamentares e chamando o Legislativo de “Congresso da mamata” incomodaram deputados da base e da oposição, em especial o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O ministro foi convocado a prestar esclarecimentos, mas conseguiu adiar sua ida ao plenário para agosto.

Até lá, o novo slogan — ainda mantido sob sigilo — deverá estar nas ruas e nas peças institucionais do governo. Segundo apurou o Estadão, a nova mensagem terá um toque nacionalista, reforçado após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar uma taxação de 50% sobre produtos brasileiros. A justificativa do republicano foi o julgamento de Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe, o que irritou o governo brasileiro. Em resposta, Lula voltou a exibir o boné com a frase “O Brasil é dos brasileiros”.

Sidônio também teve atritos com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Um dos embates ocorreu após a revogação de uma norma da Receita Federal sobre fiscalização financeira via Pix. Mesmo com a resistência de Haddad, a medida foi revertida após pressão nas redes. Um vídeo com desinformação, publicado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), ultrapassou 200 milhões de visualizações e contribuiu para o recuo.

Apesar das dificuldades, Sidônio insiste em intensificar a exposição de Lula na mídia e aproximá-lo da população. “Sou uma pessoa determinada”, disse ao jornal. Lula, no entanto, resiste a dar mais entrevistas, mesmo diante das recomendações da equipe de comunicação.

Para o Planalto, a nova fase do governo exige um discurso mais afiado e combativo. A expectativa é que o novo slogan funcione como um divisor de águas entre a primeira metade da gestão e a caminhada até 2026, quando Lula deve decidir se disputará mais uma vez a Presidência da República.

Fonte: Brasil 247

Taxação de Trump trava exportações brasileiras e deixa toneladas de mel e peixe encalhadas

 

Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, e Donald Trump, presidente dos EUA. Foto: Jair Bolsonaro

Originalmente publicado em Brasil de Fato

A tarifa de 50% sobre produtos brasileiros anunciada por Donald Trump, prevista para entrar em vigor em 1º de agosto, já provoca estragos na economia nacional. Indústrias e cooperativas relataram prejuízos imediatos, com contêineres parados em portos e contratos internacionais sendo cancelados.

Na indústria de pescados, mil toneladas de peixe estão retidas nos portos brasileiros, o equivalente a 58 contêineres segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), que anunciou, em nota, que as suspensões de compras pelos EUA já atingem toda a cadeia produtiva, da pesca artesanal à indústria.

O impacto é ampliado pelo embargo europeu ao pescado brasileiro desde 2017. Cerca de 70% do peixe exportado pelo Brasil tem como destino os Estados Unidos. Sem alternativas, o setor já prevê demissões e cancelamento de compras da pesca artesanal.

Cooperativa de mel orgânico do Piauí. Foto: Reprodução
No setor apícola, a Central de Cooperativas Apícolas do Semiárido Brasileiro (Casa Apis) informou que um cliente estadunidense cancelou a compra de 95 toneladas de mel orgânico do Piauí. A entidade informou que parte da mercadoria já está no Porto do Pecém (CE), com despacho aduaneiro concluído, aguardando apenas o embarque.

O alto custo logístico torna o cancelamento ainda mais danoso. De janeiro até agora, a Casa Apis já havia entregado mil toneladas de mel, com expectativa de repetir o volume até dezembro.

A Associação Brasileira da Indústria do Plástico também divulgou nota criticando a medida de Trump. Segundo a entidade, a tarifa representa “um duro golpe ao ambiente de negócios brasileiro” e afeta não apenas os produtos finais, mas toda a cadeia industrial.

Os EUA são o principal destino do mel e do pescado brasileiros. Em 2024, o Piauí foi o maior exportador de mel para os EUA, embora não liderasse a produção nacional. O tarifaço não só paralisa a logística como compromete o sustento de milhares de trabalhadores em cooperativas e pequenas indústrias brasileiras.

Fonte: Brasil 247 com informações do Brasil de Fato

Gleisi rebate acusação de Bolsonaro e diz que ex-presidente tentou “dar um golpe” após derrota em 2022

Ministra das Relações Institucionais afirma que o PT agiu pela via legal em 2018, enquanto Bolsonaro tentou subverter a democracia após perder a eleição

Gleisi Hoffmann, Bolsonaro e urna eletrônica (Foto: Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados | REUTERS/Adriano Machado | Fernando Frazão/Agência Brasil)

A ministra das Relações Institucionais do governo Lula, Gleisi Hoffmann, rebateu neste domingo (13) uma publicação do ex-presidente Jair Bolsonaro, que divulgou nas redes sociais um vídeo antigo da petista em tentativa de compará-la às suas próprias declarações sobre o sistema eleitoral. Em nota divulgada em suas redes, Gleisi afirmou que Bolsonaro “mente mais uma vez” ao equiparar as denúncias de 2018 feitas pelo PT ao que chamou de “tentativa de roubo das eleições de 2022”.

"Jair Bolsonaro, postando um vídeo meu de 2018, mente mais uma vez, ao tentar comparar sua tentativa de roubar as eleições de 2022 com a denúncia que fizemos de sua campanha de fraudes na internet, nas eleições de 2018", escreveu a ministra. "A principal diferença é que nós fomos buscar o direito na Justiça, e Bolsonaro tentou dar um golpe contra a eleição de Lula."

Gleisi lembrou que, a pedido da coligação do PT, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriu duas Ações de Investigação Judicial Eleitoral (AIJEs) para apurar o uso de disparos em massa de mensagens pelo WhatsApp, supostamente financiados de forma ilegal pela campanha de Bolsonaro em 2018. As mensagens teriam disseminado desinformação e ataques contra adversários do então candidato.

Embora o TSE não tenha cassado a chapa Bolsonaro-Mourão, a Corte concluiu em 2021 que houve irregularidades na prática. “Inúmeras provas de natureza documental e testemunhal corroboram a assertiva de que, no mínimo desde o ano de 2017, pessoas próximas ao hoje presidente da República atuavam de modo permanente, amplo e constante na mobilização digital de eleitores, tendo como modus operandi o ataque a adversários políticos, a candidatos e, mais recentemente, às próprias instituições democráticas”, diz o trecho do relatório final citado por Gleisi.

Na postagem que provocou a reação da ministra, Bolsonaro, declarado inelegível pelo TSE por ataques ao sistema eleitoral e por uso da máquina pública em sua campanha à reeleição, ironizou a posição do PT e levantou questionamentos sobre o que considera um tratamento desigual da Justiça Eleitoral. “Mais uma vez, um nome da esquerda declara abertamente: ‘Não tenho dúvidas de que foi fraude eleitoral’ – e, mais uma vez, nada acontece”, escreveu ele.

Fonte: Brasil 247

13 de julho: Dia Mundial do Rock celebra legado solidário do gênero

Data relembra festival de 1985 que uniu lendas do rock em shows simultâneos contra a fome na Etiópia

                  Freddie Mercury, vocalista da banda Queen (Foto: Reprodução/Facebook)

Neste domingo (13/07), o mundo celebra o Dia Mundial do Rock, uma data que ultrapassa os riffs de guitarra e solos de bateria para relembrar um dos momentos mais emblemáticos da história da música e da solidariedade global. A origem da comemoração remonta ao Live Aid, festival beneficente realizado em 1985 e idealizado pelo músico irlandês Bob Geldof, com o objetivo de arrecadar fundos para combater a fome na Etiópia. A reportagem é da CNN Brasil.

O Live Aid ficou marcado por seus dois shows simultâneos: um no Wembley Stadium, em Londres, e outro no John F. Kennedy Stadium, na Filadélfia, nos Estados Unidos. Estima-se que o evento tenha sido assistido ao vivo por mais de 1 bilhão de pessoas em mais de 100 países, por meio de transmissões televisivas e radiofônicas — uma façanha sem precedentes para a época.

Cerca de 72 mil pessoas compareceram ao estádio inglês, enquanto 90 mil estiveram presentes na arena norte-americana. No palco, o line-up reuniu nomes que ajudaram a moldar a história do rock: Queen, David Bowie, U2, Mick Jagger, The Who, entre outros. Um dos destaques foi Phil Collins, ex-baterista do Genesis, que se apresentou nos dois continentes no mesmo dia, voando de Concorde do Reino Unido aos EUA para completar sua maratona musical.

Foi o próprio Phil Collins quem sugeriu que 13 de julho passasse a ser considerado um marco anual para celebrar o rock 'n' roll. Desde então, a data ganhou força e passou a ser adotada por fãs e emissoras de rádio, especialmente no Brasil, onde o Dia Mundial do Rock se consolidou no calendário cultural, mesmo sem reconhecimento oficial internacional.

O impacto financeiro do festival também foi significativo. Embora os números variem, estima-se que o Live Aid tenha arrecadado cerca de US$ 100 milhões, o equivalente a mais de US$ 291 milhões em valores corrigidos pela inflação, ou mais de R$ 1,6 bilhão atualmente.

Mais do que uma homenagem ao estilo musical, o Dia Mundial do Rock mantém viva a memória de um movimento que mostrou o poder da arte para promover mudanças sociais. Em meio a solos inesquecíveis e vozes marcantes, o Live Aid provou que a música pode, sim, ajudar a transformar o mundo.

Fonte: Brasil 247 com CNN Brasil

Sobretaxa de Trump ao Brasil fortalece acusação de obstrução da Justiça contra Eduardo Bolsonaro

Anúncio de tarifa de 50% por Trump não muda processo de Bolsonaro no STF, mas amplia indícios de atuação internacional de Eduardo contra instituições

       Eduardo Bolsonaro (Foto: Reprodução )

O anúncio feito por Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos e candidato à Casa Branca, de impor uma sobretaxa de 50% aos produtos brasileiros intensificou a crise diplomática entre os dois países e acirrou o cerco jurídico a Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Embora não deva alterar o curso do julgamento de Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF), a medida pode agravar a situação de seu filho, que já é investigado por suposta tentativa de interferência nas instituições democráticas brasileiras. A informação é da Folha de S.Paulo.

Segundo ministros do STF, assessores e advogados ouvidos pela reportagem, a ofensiva política e comercial de Trump pode reforçar os indícios de que Eduardo Bolsonaro tem atuado em conluio com autoridades estrangeiras para pressionar o Judiciário brasileiro e influenciar investigações em curso. O deputado federal licenciado é investigado por crimes como coação, obstrução de investigação e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Em relatório recente, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que Eduardo pode ter cometido tais crimes ao colaborar com figuras do governo Trump contra integrantes do STF, da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal. A apuração teve seu prazo prorrogado por mais 60 dias na semana passada, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, que considerou necessário aprofundar as diligências da Polícia Federal.

Trump classificou o julgamento de Bolsonaro como uma “caça às bruxas” e criticou supostas "ordens de censura" dirigidas a plataformas de mídia social dos EUA. As declarações ecoam o discurso adotado por Eduardo Bolsonaro, que acusa o ministro Alexandre de Moraes de censurar empresas e indivíduos e de ferir princípios internacionais de direitos humanos.

No mesmo dia do anúncio das tarifas, Eduardo divulgou uma carta assinada em conjunto com o ex-apresentador Paulo Figueiredo — também réu por envolvimento na tentativa de golpe de Estado. No texto, os dois pedem às autoridades brasileiras que evitem uma escalada do conflito com os EUA para impedir a efetivação das tarifas a partir de 1º de agosto. Para eles, a retaliação econômica seria fruto do trabalho de interlocução feito com o entorno de Trump.

“Nos últimos meses, temos mantido intenso diálogo com autoridades do governo do presidente Trump — sempre com o objetivo de apresentar, com precisão e documentos, a realidade que o Brasil vive hoje. A carta do presidente dos Estados Unidos apenas confirma o sucesso na transmissão daquilo que viemos trazendo com seriedade e responsabilidade”, escreveu Eduardo.

O documento também menciona a possibilidade de que "as avaliações a Moraes possivelmente serão selecionadas" no pacote de retaliações contra o Brasil. No início de julho, Alexandre de Moraes anexou ao inquérito um vídeo publicado por Eduardo na rede social X (antigo Twitter), como indício de que ele continua a tentar influenciar o processo judicial sobre a trama golpista.

Na última sexta-feira (11), Eduardo Bolsonaro voltou a provocar ao condicionar a suspensão das tarifas a uma “anistia ampla, geral e irrestrita” — declaração feita após o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), se encontrar com o encarregado de negócios da embaixada americana em Brasília, Gabriel Escobar. Tarcísio pregou o caminho da negociação em uma publicação nas redes sociais.

No depoimento que prestou à Polícia Federal, Jair Bolsonaro foi questionado sobre como Eduardo se sustenta nos Estados Unidos, se recebe recursos do PL e com quem articula suas ações junto ao governo americano. As perguntas indicam que os investigadores buscam rastrear eventuais vínculos financeiros e políticos com as articulações internacionais.

Por outro lado, fontes do STF afirmam que, no caso do ex-presidente, o processo já segue seu curso natural e não deve ser afetado pelas declarações de Trump. A Primeira Turma do Supremo deve julgar, a partir de setembro, as acusações contra o núcleo central da trama golpista, com o objetivo de encerrar a ação ainda em 2025 e evitar interferências no calendário eleitoral de 2026.

Mesmo após o tarifaço, ministros do STF continuam vendo as declarações de Trump como manobras políticas que não alteram o mérito jurídico das ações. “A declaração pode até aumentar a antipatia”, disse um magistrado em condição de anonimato, referindo-se à repercussão interna da pressão externa.

A postura de Trump, no entanto, pode ter efeito contrário ao desejado. Assessores e advogados admitem que a tentativa de interferência pode levar os ministros a adotarem uma linha mais dura contra os investigados.

Pouco depois da divulgação da carta de Trump, o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, conversou com o presidente Lula e com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. As conversas, segundo fontes oficiais, reafirmaram que a resposta brasileira será conduzida pelos canais diplomáticos e institucionais.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

sábado, 12 de julho de 2025

Michelle pede “paz”, mas culpa Lula por tarifa de Trump e o chama de 'vingativo'

Durante evento no Acre, ex-primeira-dama fez apelo público ao presidente, criticando alianças internacionais e pedindo fim das provocações

         Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro leu uma carta aberta ao presidente Lula durante um evento no Acre neste sábado (12). Ela pede paz e cobrou um “gesto de lucidez” após a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, após articulação de seu enteado, Eduardo Bolsonaro (PL), para sancionar o Brasil para pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) a não julgar Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

Michelle apelou para que Lula abandone o que chamou de “desejo de vingança” e se afaste de alianças que, segundo ela, estariam empurrando o país para o isolamento. “Você está arrastando o Brasil para o buraco ao se juntar a movimentos terroristas e ditadores”, afirmou.

A ex-primeira-dama comparou as sanções anunciadas por Trump às medidas aplicadas a regimes autoritários e disse que o Brasil corre o risco de perder credibilidade internacional por seguir, nas palavras dela, “ideologias doentias”.

Ao final da leitura, Michelle fez um apelo direto ao presidente: “É hora de baixar as armas da provocação, cessar os tambores de ofensas e hastear a bandeira do diálogo e da paz. O Brasil está assistindo e esperando por isso.”

Fonte: Brasil 247

Jurista admite hipótese de impeachment de Tarcísio de Freitas

Para Alfredo Attié, tentativa do governador de negociar com os EUA em nome do Brasil fere a Constituição e pode configurar crime de responsabilidade

      Tarcísio de Freitas (Foto: Karine Santos/Governo do Estado de SP)

O desembargador Alfredo Attié, presidente da Academia Paulista de Direito (APD), declarou que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), pode ter cometido crime de responsabilidade ao tentar atuar diplomaticamente em nome do país. A avaliação foi publicada neste sábado (12) pela Folha de S.Paulo e reacende o debate sobre os limites legais das ações de governadores em política externa.

A crítica de Attié surgiu após Tarcísio participar de articulações internacionais junto a Jair Bolsonaro. Segundo o jurista, tais movimentações violam o artigo 84, inciso VII, da Constituição Federal, que atribui exclusivamente à União — por meio do presidente da República — a competência para manter relações com governos estrangeiros.“Querer negociar com governo estrangeiro, em nome do país, é uma iniciativa que usurpa função constitucional que cabe à União e pode configurar crime de responsabilidade”, afirmou Attié.

Ele também questiona o papel exercido por Tarcísio nas articulações que envolvem Bolsonaro, réu em ações no Supremo Tribunal Federal. “Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, teria o direito de ser mero estafeta de quem está sendo processado perante o Supremo Tribunal Federal? Evidentemente que não”, criticou.

Para o presidente da APD, a tentativa de representar o Brasil diante de outros países não apenas fere a Constituição, mas simboliza um episódio grave de desvio institucional. “Essas duas iniciativas mostram claramente que se deseja entrar num jogo que, se não mera e comprovadamente insano e irresponsável, simplesmente se configura como atentado contra a ordem constitucional.”

Attié descarta que as ações de Tarcísio possam ser enquadradas como obstrução de Justiça ou facilitação de fuga, mas reforça que o mais grave é o ataque à ordem jurídica brasileira: “O que é mais sério está em ferir a Constituição Federal e configurar crime de responsabilidade, podendo, sim, levar a processo de impeachment.”

O jurista também fez duras críticas à elite política e empresarial que elegeu Tarcísio. Segundo ele, trata-se de mais um reflexo das escolhas feitas por parcelas da sociedade que colocam em cargos públicos figuras que demonstram “destituição da capacidade de exercer na forma constitucional as funções altamente importantes de seus cargos”.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

“Prisão preventiva de Eduardo Bolsonaro é necessária e urgente", diz Lindbergh

Líder do PT aponta “apito de cachorro” na postagem do deputado que convoca guerra contra Alexandre de Moraes

   Eduardo Bolsonaro (no círculo) e Lindbergh Farias (Foto: Zeca Ribeiro / Câmara I Agência Câmara)

“O discurso de Eduardo Bolsonaro é fantasmagórico: evoca sangue, vingança, forças ocultas, ameaças existenciais. É o velho teatro da extrema-direita, que precisa de inimigos imaginários para justificar sua ânsia por confronto. Mas palavras assim não pairam no ar — elas matam.” Foi com essas palavras que o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) reagiu neste sábado (12) à postagem incendiária de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), em que o filho do ex-presidente convoca seus apoiadores para uma cruzada contra o Supremo Tribunal Federal.

A manifestação de Lindbergh, publicada nas redes sociais, exige providências imediatas. “A prisão preventiva é não só cabível — é necessária e urgente. O Brasil não tem medo e não aceita ameaças da família Bolsonaro”, escreveu o parlamentar.

☆ “Apito de cachorro” e linguagem cifrada da ruptura

Para Lindbergh, a retórica de Eduardo Bolsonaro ultrapassa os limites da liberdade de expressão e configura incitação codificada à violência política. “Trata-se de um clássico caso de dog whistle fascism — ou ‘apito de cachorro’. À maioria soa como exagero retórico, mas os radicais ouvem um chamado à ação. O tom é ambicioso, apocalíptico e revanchista: tudo o que antecede rupturas violentas. Não é discurso político. É ameaça codificada, lançada com cálculo e propósito”, afirmou.

O deputado petista indagou ainda: “Quando Eduardo fala em ‘sangue’, está falando do quê? De derramamento contra pessoas? E ‘vingança’ contra quem? O STF? A democracia? O povo brasileiro que não se ajoelha?”

☆ Eduardo convoca “guerra santa” e promete “vingança”

Na postagem que provocou a reação de Lindbergh, Eduardo Bolsonaro, que se encontra nos Estados Unidos, afirma ter feito um “compromisso com Deus” para lutar contra o que chama de “regime sanguinário”. Em tom messiânico e quase delirante, declarou: “Se não salvarmos o Brasil, ao menos o vingaremos! Que Deus nos proteja.”

O deputado bolsonarista voltou a evocar a retórica de “presos políticos”, pedindo a soltura de golpistas condenados pelo 8 de janeiro. “Chegou a hora verdadeira, que separará os homens dos covardes. Só há um acordo possível: a soltura de todos os presos políticos, o fim de toda perseguição e a saída do mais desprezível tirano que já passou por nossa república, Alexandre de Moraes”, escreveu, atacando diretamente o ministro do Supremo.

☆ “O Brasil não será refém de golpistas reincidentes”, diz Lindbergh

Em sua análise, Lindbergh vê semelhanças claras entre o atual discurso de Eduardo e as mensagens cifradas que antecederam o 8 de janeiro. “O apelo é messiânico, quase suicidário: que deem suas vidas, que derramem sangue, que se insurjam para conquistar a anistia do clã Bolsonaro. A linguagem é cifrada, como foi na véspera do 8 de janeiro — com nova promessa de ‘Festa da Selma’, novos códigos para um mesmo projeto golpista”, afirmou.

Segundo o parlamentar, o país não pode permitir a reincidência de ataques à democracia. “O nosso país não será refém de golpistas reincidentes nem de traidores da Pátria que insuflam a desordem e o caos. Quem articula com estrangeiros, agride o STF, prejudica a economia e chantageia a nação para garantir a impunidade do pai não pode circular em liberdade”, declarou.

☆ Risco jurídico e desdobramentos

A nova escalada verbal de Eduardo Bolsonaro ocorre no momento em que o Supremo Tribunal Federal avança em investigações sobre a tentativa de golpe de Estado de 2023. Alexandre de Moraes é relator dos inquéritos que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro, o próprio Eduardo e diversos aliados. A postura do deputado, ainda que protegido por foro privilegiado, pode gerar consequências jurídicas, especialmente se for enquadrada como apologia ao crime ou incitação à violência.

Lindbergh encerrou sua manifestação com um aviso direto: “O Brasil não tem medo. E não aceita ameaças da família Bolsonaro”.

Fonte: Brasil 247

Em post ameaçador, Eduardo Bolsonaro anuncia guerra de vida ou morte contra Alexandre de Moraes

Deputado que fugiu para os Estados Unidos diz que chegou a hora de separar os homens dos covardes

Eduardo Bolsonaro e Alexandre de Moraes (Foto: Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados | LR Moreira/Secom/TSE)

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou neste sábado (12) uma mensagem nas redes sociais em tom de ameaça direta ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que está disposto a ir “até as últimas consequências” e convocando seus apoiadores para uma espécie de cruzada contra o que chamou de “regime sanguinário”. A publicação foi feita em sua conta oficial na plataforma X (antigo Twitter).

A mensagem, de teor incendiário, foi creditada à inspiração de frases de autores como William Shakespeare, G.K. Chesterton e Thomas Jefferson, mas tem como centro uma conclamação explícita à ruptura com o Estado Democrático de Direito. “Chegou a hora verdadeira, que separará os homens dos covardes. Só há um acordo possível, a soltura de todos os presos políticos, o fim de toda perseguição e a saída do mais desprezível tirano que já passou por nossa república, Alexandre de Moraes”, escreveu.

O parlamentar, que está atualmente nos Estados Unidos e se recusa a retornar ao Brasil desde o agravamento das investigações sobre os ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023, adotou o tom messiânico e anunciou que teria feito um “compromisso com Deus” para lutar contra o que considera uma “tirania”. Segundo ele, “sacrifício e dor serão tributos cobrados no altar da liberdade”.

“Eu renunciei a toda uma vida no Brasil para ter os meios de ação que me permitam lutar contra o regime sanguinário que está jogando velhinhas na prisão e matando pais de família nos calabouços de tortura política dos tiranos que tomaram o país”, afirmou, referindo-se ao STF de maneira indireta, mas clara. Eduardo ainda declarou: “Se não salvarmos o Brasil, ao menos o vingaremos! Que Deus nos proteja.”

A postagem foi acompanhada de citações como: “Os covardes morrem várias vezes antes da sua morte, mas o homem corajoso experimenta a morte apenas uma vez” (Shakespeare), e a frase de Jefferson: “A árvore da liberdade deve ser regada de quando em quando com o sangue dos patriotas e dos tiranos. É o seu adubo natural.”

No decorrer da mensagem, Eduardo repete a retórica bolsonarista de que o Brasil estaria sob um “Estado de Exceção” e afirma que “a atmosfera de medo é característica de um regime totalitário”. Ele convoca seus “irmãos brasileiros” a não sucumbirem ao medo e se unirem à sua luta.

A publicação reacende alertas sobre a atuação de políticos bolsonaristas no exterior e o discurso cada vez mais radicalizado contra o Judiciário brasileiro, especialmente o ministro Alexandre de Moraes, responsável pelos inquéritos que investigam os atos golpistas e o uso de redes sociais para minar a democracia. Moraes também é relator das ações no STF contra Jair Bolsonaro e aliados, incluindo Eduardo.

A declaração pública de Eduardo Bolsonaro poderá gerar novos desdobramentos jurídicos. Como parlamentar federal, ele tem foro privilegiado, mas está sujeito a sanções em casos de incitação à violência, apologia ao crime ou ameaça a integrantes das instituições republicanas.

A escalada de hostilidade por parte do filho do presidente Jair Bolsonaro ocorre em um momento em que o Supremo Tribunal Federal avança com processos que envolvem a tentativa de golpe de Estado e crimes contra a democracia. Assista:

Fonte: Brasil 247

PT aciona STF contra Gustavo Gayer por fake news sobre campanha patriótica Defenda o Brasil

Deputado bolsonarista é acusado de espalhar mentiras nas redes sobre suposto uso de verba pública na campanha lançada após tarifa de Trump contra o Brasil

         Gustavo Gayer (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

O Partido dos Trabalhadores (PT) protocolou neste sábado (12), no Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido de explicações judiciais contra o deputado federal bolsonarista Gustavo Gayer (PL-GO), por declarações falsas feitas nas redes sociais contra a campanha Defenda o Brasil. A petição é assinada pelo presidente nacional do partido, senador Humberto Costa (PE), e pelo secretário de Comunicação do PT, deputado federal Jilmar Tatto (SP). A informação é do PT Nacional.

Segundo a legenda, Gayer utilizou seus perfis nas redes sociais para divulgar acusações infundadas, alegando que influenciadores digitais e agências de publicidade estariam sendo pagos com recursos públicos para impulsionar a mobilização patriótica promovida por partidos, sindicatos e movimentos populares em resposta à decisão unilateral do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros.

A campanha Defenda o Brasil conclama os brasileiros a rechaçar a agressão econômica promovida por Trump, que tem sido interpretada como retaliação aos processos judiciais contra Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. “Com a bandeira nacional nas costas, falsos patriotas incitaram o governo dos EUA a taxar o Brasil para tentar livrar Jair Bolsonaro da cadeia”, diz um trecho do material da campanha.

☆ Fake news e tentativa de descredibilizar a mobilização

No entendimento do PT, a extrema-direita tenta sabotar a repercussão positiva da campanha Defenda o Brasil com a disseminação de fake news. Gayer teria espalhado a versão de que a ação nas redes seria “não orgânica”, sustentando que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria contratado agências publicitárias com “milhões de reais” para promover a iniciativa — o que o partido afirma ser absolutamente falso.

A peça jurídica exige que Gayer explique publicamente quais são as provas das afirmações feitas, sob pena de responder criminalmente por calúnia, difamação e disseminação de desinformação. “Requer-se a Vossa Excelência que se digne em determinar a notificação do senhor Gustavo Gayer Machado de Araújo no prazo legal, para que venha a prestar as explicações necessárias e imprescindíveis sobre suas declarações”, diz o pedido enviado ao ministro Luís Roberto Barroso, presidente do STF.

☆ Patriotismo real e reação popular

Após o anúncio do tarifaço por parte do governo Trump, setores da extrema-direita comemoraram abertamente a medida — mesmo ela sendo prejudicial à economia brasileira. Em contraposição, a sociedade civil respondeu de forma imediata: usuários das redes sociais passaram a compartilhar símbolos nacionais, como a bandeira do Brasil, em um gesto de afirmação da soberania nacional frente à tentativa de intromissão de potências estrangeiras e seus aliados internos.

A campanha ganhou fôlego nas redes e fortaleceu o discurso em defesa da democracia, da soberania e da economia brasileira, atingida diretamente pela decisão da Casa Branca. O movimento também evidenciou o isolamento político da extrema-direita, cujos representantes, como Gayer, passaram a ser criticados até por parte de sua própria base eleitoral por suas posições consideradas antipatrióticas.

☆ Defesa da soberania

O PT considera que a campanha Defenda o Brasil transcende interesses partidários e reflete um momento de união nacional em torno da soberania. O ataque de Trump é visto como uma tentativa de chantagear o Brasil, condicionando o fim das tarifas a concessões políticas — como a anistia a Jair Bolsonaro —, o que foi classificado por parlamentares como “intervenção indevida em assuntos internos de um país soberano”.

A legenda afirma que não aceitará tentativas de calar ou difamar os que estão lutando pela defesa dos interesses nacionais. Caso Gayer não consiga comprovar suas acusações, poderá ser alvo de ação penal formal pela propagação deliberada de desinformação e ataques à honra de partidos, lideranças e instituições públicas.

A ação do PT marca mais um capítulo da ofensiva institucional contra a campanha de desinformação promovida por setores bolsonaristas, especialmente diante de uma conjuntura internacional sensível e de ataques externos que colocam em risco a economia e a autonomia do país.

Fonte: Brasil 247 com informações do PT Nacional

VÍDEO: Padre de SC critica jornada 6×1 e é atacado por bolsonaristas

 

Padre Bento em sermão. Foto: Reprodução

O padre Bento, da cidade de Nova Veneza (SC), virou alvo de ataques nas redes sociais após defender, durante uma missa, o fim da jornada de trabalho conhecida como “escala 6×1” — seis dias trabalhados para um de descanso. Em seu sermão, o sacerdote questionou a desigualdade nas condições de trabalho no Brasil e fez duras críticas aos privilégios de parlamentares, destacando a incoerência entre a carga horária dos trabalhadores comuns e a rotina dos congressistas.

“Os parlamentares que estão lá não trabalham seis por um. A maioria trabalha três por quatro”, disse o padre, fazendo referência aos dias que deputados e senadores passam em Brasília. Ele também mencionou os altos salários e benefícios pagos aos representantes eleitos, contrastando com os direitos básicos ainda negados a grande parte da população trabalhadora.

Durante a pregação, o padre Bento também abordou a desigualdade salarial entre homens e mulheres, denunciando o fato de parlamentares — inclusive deputadas — terem votado contra projetos de equiparação salarial de gênero. “Tem uma que é idolatrada por essas bandas. Votou contra. Devia receber menos que os outros deputados”, afirmou, sem citar nomes, mas deixando clara sua crítica a uma figura política local de expressão conservadora.

A fala do religioso viralizou nas redes sociais e gerou reações intensas, especialmente de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Diversos usuários bolsonaristas passaram a criticar o padre por “politizar” a missa, acusando-o de fazer “ativismo de esquerda”. Em resposta, lideranças políticas e movimentos sociais manifestaram apoio ao padre Bento.

Um dos que se manifestaram foi o vereador de Florianópolis, Afrânio Boppré, que escreveu no X (antigo Twitter): “TODO APOIO! O padre está completamente certo e tem a minha solidariedade. O fim da escala 6×1 é uma questão de justiça social!”. A defesa do sacerdote ganhou força entre setores progressistas e religiosos que atuam na defesa de direitos trabalhistas.

A polêmica reacende o debate sobre o papel social da Igreja e o direito de seus líderes religiosos abordarem questões políticas e sociais em suas falas públicas. Para o padre Bento, sua homilia teve como base o princípio da dignidade humana e da justiça. “Na luz da palavra, ela ilumina toda a realidade”, afirmou ao encerrar seu sermão.

Fonte: DCM